Petrobras eleva projeção de desinvestimentos para até US$35 bi em 5 anos

A Petrobras prevê desinvestimentos de 25 bilhões a 35 bilhões de dólares no período de 2021 a 2025, versus uma faixa de 20-30 bilhões de dólares no plano de negócios anterior, à medida que a empresa busca reduzir sua dívida e concentrar recursos em ativos de “classe mundial” como os campos de pré-sal.

O valor a ser obtido com desinvestimentos aumentou com a inclusão no plano de fatias da Petrobras na petroquímica Braskem e na BR Distribuidora, além de campos de Marlim e Albacora, esclareceu a diretora de Finanças e Relacionamento com Investidores, Andrea Marques, em entrevista com jornalistas, notando que a adição de alguns desses ativos era uma possibilidade.

A estatal também quer vender a distribuidora de gás Gaspetro e térmicas, entre outros ativos, mas é com as refinarias que a companhia pode obter uma parcela dos recursos importante já em 2021, indicou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, ao afirmar que a petroleira prevê concluir no ano que vem a venda das oito unidades de refino colocadas no plano.

“Temos as ofertas vinculantes para a Refap (no Rio Grande do Sul) e Repar (no Paraná) no dia 10 de dezembro. Isso representa seis refinarias já em curso de venda, em estágio mais avançado”, afirmou ele, após a companhia detalhar mais cedo seu plano de vendas de ativos para o período 2021-2025.

A estatal não especificou, no entanto, quanto e quando espera obter os recursos das vendas de ativos.

“É difícil estimar as datas de recebimento neste ‘range’ de cinco anos…”, disse Andrea, admitindo que uma parcela significativa desse valor pode ficar para 2021, por conta das refinarias.

Também estão incluídos no programa de alienação ativos campos de produção em terra e águas rasas, além do polo Albacora, Albacora Leste, Frade e 50% no polo Marlim.

“Apesar das restrições para movimentação por causa do Covid-19, estamos avançando bem para cumprir os compromissos assumidos com o Cade para a abertura desse mercado de refino”, reiterou a diretora de Refino, Gás e Energia, Anelise Lara.

Segundo ela, as assinaturas dos acordos para a venda das refinarias Repar e Refap deverão ser realizadas no primeiro trimestre de 2021, enquanto a conclusão dos negócios levará mais alguns meses.

Agência Reuters

Opep+ adia negociações para 3 de dezembro em meio a discordâncias, dizem fontes

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, liderados pela Rússia, adiaram para quinta-feira negociações sobre a política de produção de 2021, disseram três fontes , já que “players” importantes ainda discordam sobre o volume que deve ser bombeado em meio à demanda enfraquecida por causa da pandemia de coronavírus.

A reunião da Opep+, que inclui a Opep, a Rússia e outros aliados, estava marcada para hoje, às 10h (horário de Brasília).

O grupo deveria flexibilizar os cortes de produção em 2 milhões de bpd a partir de janeiro. Mas, com a demanda ainda sob pressão, a Opep+ tem considerado prorrogar os atuais cortes de 7,7 milhões de barris por dia (bpd), cerca de 8% da demanda global, pelos primeiros meses de 2021, uma posição defendida pela Arábia Saudita, disseram fontes.

Após consultas realizadas no domingo não resultarem em um acordo, fontes disseram que a Rússia sugeriu a possibilidade de a Opep+ começar a elevar a produção em 0,5 milhão de bpd por mês a partir de janeiro.

Complicando ainda mais a situação, os Emirados Árabes Unidos –membros da Opep– também sinalizaram que estariam dispostos a apoiar uma extensão do acordo atual apesar de os membros melhorarem o nível de conformidade aos cortes.

O ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, anunciou durante a reunião da Opep nesta segunda-feira que deixará o cargo de co-chair de um comitê de monitoramento ministerial, segundo três fontes da Opep. Não ficaram claros os motivos para o movimento.

Agência Reuters

Petroleira espera concluir a venda das 8 refinarias até o final de 2021, diz CEO

A Petrobras espera “concluir” integralmente a venda das oito refinarias colocadas no plano de desinvestimentos até o final de 2021, de acordo com o compromisso assumido com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), disse o presidente-executivo da companhia.

Segundo Roberto Castello Branco, além da Rlam, na Bahia, a Petrobras tem outras refinarias em que se pode chegar à assinatura de um contrato de compra e venda em futuro próximo.

“Temos as ofertas vinculantes para a Refap (no Rio Grande do Sul) e Repar (no Paraná) no dia 10 de dezembro. Isso representa seis refinarias já em curso de venda, em estágio mais avançado”, afirmou ele, em entrevista a jornalistas, após a companhia detalhar mais cedo seu plano de vendas de ativos para o período 2021-2025.

Ele acrescentou que a empresa espera lançar a data para ofertas vinculantes da Regap (Minas Gerais) e Rnest (Pernambuco) no início de 2021.

Agência Reuters

Opep tem consenso para prorrogar cortes de produção por 3 meses, diz Argélia

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) chegaram a um consenso sobre a necessidade de prorrogar os atuais cortes de produção da commodity por três meses a partir de janeiro, e trabalharão para convencer seus aliados na Opep+, um grupo mais amplo, a apoiar o movimento, disse o ministro de Energia da Argélia.

Abdelmadjid Attar, o ministro argelino, que ocupa a presidência rotativa da Opep, fez os comentários pouco depois de os ministros da Opep iniciarem discussões sobre uma política que ajudaria os produtores a lidar com a fraca demanda em 2021, devido à crise do coronavírus.

“Há um consenso, no nível da Opep, em estender os cortes atuais, de 7,7 milhões de barris por dia (bpd), até o final de março”, disse Attar, de acordo com a agência de notícias estatal da Argélia.

Agência Reuters

Petrobras aponta queda nas vendas de seu óleo no país e impacto de desinvestimentos

As vendas de petróleo da Petrobras no mercado brasileiro cairão para 1,252 milhão de barris por dia nos próximos cinco anos, versus média de 1,348 milhão de barris por dia entre 2015/2019, estimou a empresa na última segunda-feira, à medida que a companhia vende refinarias e com exportação de parte do óleo que antes era destinado ao refino nacional.

Se a venda de ativos deverá reduzir o total de petróleo da Petrobras refinado no país, também poderá impactar negativamente a produção da commodity da estatal em 600 mil barris/dia de óleo equivalente no horizonte do plano, uma vez que campos de petróleo também serão desinvestidos, detalhou a empresa.

De outro lado, a Petrobras projetou um salto na sua exportação de petróleo para 891 mil barris por dia no período de 2021 a 2025, ante média de 445 mil bpd entre 2015 e 2019, em momento em que reforça investimentos nos produtivos campos do pré-sal, de acordo com apresentação mais detalhada de seu plano de negócios plurianual.

“Assumimos que os compradores de refinarias vão comprar parte relevante de petróleo de outras fontes. Assim, uma parcela do volume hoje alocado às nossas próprias refinarias poderá ser alocado para exportação”, disse a jornalistas o diretor executivo de Comercialização e Logística, André Barreto Chiarini.

A estatal, que hoje tem 13 refinarias localizadas em várias regiões do país, passará a ter cinco unidades de refino, todas concentradas no Sudeste, a principal região consumidora, com a venda de cerca de metade da capacidade atual de processamento de 2,2 milhões barris por dia.

Agência Reuters