ANP promove workshop sobre revisão de norma de segurança operacional

A ANP realizará, no dia 14/12, às 14h, o Workshop sobre a revisão da Resolução ANP nº 37/2015, que regulamenta o procedimento de fiscalização de segurança operacional nos casos em que são identificadas não conformidades na atuação dos agentes regulados, e dá outras providências.

As inscrições para o evento deverão ser feitas até o dia 09/12, pelo e-mail regulacaossm@anp.gov.br. Os interessados em realizar apresentação ou exposição no evento devem informar no momento da inscrição e devem encaminhar a apresentação.

O objetivo do evento é promover a discussão sobre o modelo adotado pela regulamentação vigente e apresentar propostas para a revisão da resolução, para a subsidiar os trabalhos de revisão e reestruturação da norma, buscando um maior alinhamento às melhores práticas, bem como entre os sistemas de gestão dos agentes regulados e os regulamentos técnicos de segurança operacional da ANP.

O acesso à sala virtual será prioritário para os inscritos e, caso seja possível, serão admitidos outros interessados por ordem de chegada. Cabe ressaltar que o número de participantes do evento está limitado pela ferramenta a ser utilizada, o Microsoft Teams (300 pessoas).

Está disponível uma versão de minuta de resolução com as possíveis alterações da Resolução ANP nº 37/2015, juntamente com o manual de graduação de não conformidades, que a acompanhará. Foi disponibilizado também um formulário para receber sugestões de possíveis alterações da Resolução ANP nº 37/2015. Os três documentos podem ser acessados na página do workshop.

A revisão da Resolução ANP nº 37/2015 está prevista na Agenda regulatória de 2020-2021 da ANP, e a realização deste evento permitirá a participação da indústria e da sociedade em geral no processo. Todas as contribuições recebidas serão avaliadas pela equipe técnica da ANP para possível alteração da Resolução ANP nº 37/2015. A minuta resultante das contribuições recebidas por ocasião do workshop será disponibilizada e passará por consulta e audiência públicas antes de sua publicação final.

Ascom ANP

Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 2% a partir dessa quinta-feira

 A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas suas refinarias em 2% a partir de quinta-feira, enquanto manterá inalterada a cotação do diesel, informou a assessoria de imprensa da estatal na última quarta-feira.

A redução no preço da gasolina ocorre após duas altas seguidas em novembro, de 4% e 6%, para o combustível.

Agência Reuters

Preços do petróleo sobem com aprovação de vacina pelo Reino Unido e sinais da Opep+

Os preços do petróleo avançaram na última quarta-feira, diante da aprovação de uma vacina contra Covid-19 pelo Reino Unido, o que amplia as esperanças de uma recuperação de demanda, e das crescentes expectativas de que a Opep+ mantenha suas restrições de oferta no ano que vem.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,83 dólar, ou 1,75%, a 48,25 dólares por barril. O petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 0,73 dólar, ou 1,64%, para 45,28 dólares o barril.

Operadores seguem acompanhando a Opep+, grupo formando pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros aliados, que adiou para quinta-feira negociações sobre a política de produção de 2021, inicialmente marcadas para terça-feira, segundo fontes.

“A forte alta de hoje parece estar amplamente baseada em indicações de progresso na reunião (desta quarta-feira) da Opep, o que poderia abrir caminho para uma definição nas negociações da Opep+ marcadas para amanhã”, disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates em Galena, Illinois.

Além disso, o Reino Unido se tornou na última quarta-feira o primeiro país ocidental a aprovar uma vacina contra Covid-19, largando na frente dos EUA e da União Europeia rumo a um possível retorno à vida normal e à recuperação na demanda por petróleo.

“A notícia da aprovação da vacina no Reino Unido é o que o mercado do petróleo precisava mais do que qualquer outra coisa para a retomada da demanda… O resto é, em grande parte, apenas ruído”, afirmou John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York.

Agência Reuters

Petrobras propõe novo critério de utilização de biocombustíveis para descarbonização efetiva no Brasil

Fórmula defendida pela companhia já é utilizada na Europa e na California, mercados mais exigentes em termos de redução de poluição no mundo

O gerente executivo de Comercialização no Mercado Interno da Petrobras, Cláudio Mastella, defendeu uma nova forma para a definição dos mandatos dos biocombustíveis no Brasil para aumentar os ganhos ambientais, durante a palestra online “Biocombustíveis: o caminho para o livre mercado”, realizada no dia 01/12, na Rio Oil & Gas, maior evento de petróleo e gás da América Latina.

Mastella explicou que a regulação vigente no país determina a adição de 12 % de biodiesel éster ao diesel comum, comercializado nos postos, enquanto que outros países já adotam critérios quantitativos de descarbonização da atmosfera que resultam em ganhos mais efetivos para o meio ambiente com mandatos de descarbonização, medidos em gramas de CO2 equivalente evitado por unidade de energia gerada.

“Essa mudança permitiria que os combustíveis vendidos ao consumidor final sejam efetivamente menos poluentes em toda a sua cadeia produtiva. Em vez de observar qual tipo de biocombustível está sendo utilizado, permitindo reservas de mercado para combustíveis menos eficientes, seria considerado efetivamente o ganho para o meio ambiente que um determinado combustível traz”, destacou Mastella. A fórmula defendida pela Petrobras já é utilizada na Europa e no estado americano da California, os dois mercados mais exigentes em termos de redução de poluição no mundo.

Essa mudança abre espaço para adoção de biocombustíveis mais modernos como o diesel renovável, que é capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 70% quando comparado ao diesel derivado do petróleo e em 15% quando comparado ao biodiesel éster.

Durante o evento, o gerente executivo também defendeu o Renovabio, programa criado pelo Ministério das Minas e Energia para ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. Mastella ressaltou que o programa tem como objetivos a mitigação efetiva da emissão gases causadores do efeito estufa e de poluentes locais e também  aumentar a competitividade dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, além de acelerar o desenvolvimento e a inserção comercial de biocombustíveis avançados. A legislação federal também tem o mesmo entendimento (11.097/2005), por exemplo, ao ampliar o conceito de biodiesel de forma a contemplar avanços tecnológicos.

O executivo, no entanto, lembrou que a criação de mandatos exclusivos de natureza regulatória para determinados biocombustíveis limitam o potencial do Renovabio, mitigando a possibilidade do país cumprir acordos internacionais sobre mudanças climáticas.  Atualmente, por exemplo, somente o biodiesel éster pode ocupar a parcela de biocombustíveis adicionados ao diesel derivado do petróleo para comercialização aos consumidores. A restrição acaba criando uma reserva de mercado para o biodiesel de base éster e dificultando a entrada de biocombustíveis mais modernos na matriz energética brasileira. Em função de seu processo de produção, o biodiesel éster possui glicerinas e outros componentes que prejudicam a estabilidade do combustível e podem causar entupimentos em filtros, bombas e bicos injetores prejudicando o desempenho de veículos. Os problemas são agravados com a elevação do teor de biodiesel éster na mistura com óleo diesel mineral. O biodiesel éster  ainda possui compostos metálicos que prejudicam o funcionamento dos sistemas de tratamento de gases de combustão presentes nos veículos. Isso contribui para que poluentes como material particulado e óxidos de nitrogênio sejam lançados no ambiente.

A Petrobras vem defendendo a possibilidade de  introdução do diesel renovável na matriz de biocombustíveis do Brasil. O diesel renovável é um biocombustível moderno, feito com matérias-primas como óleos vegetais, gordura animal e até mesmo óleo de cozinha usado, que pode ser misturado ao diesel derivado do petróleo.

A companhia concluiu este ano testes em escala industrial, onde produziu diesel R5 em sua refinaria no Paraná, ou seja, óleo diesel com 5 % de parcela renovável e aguarda a autorização do Conselho Nacional de Política Energética para que esta parcela renovável do diesel seja aceita como alternativa para cumprimento do teor obrigatório de biocombustíveis no Brasil, atualmente ocupado exclusivamente pelo biodiesel éster.

Agência Petrobras