Petrobras conclui fase de negociação para venda da RLAM, na Bahia

A Petrobras concluiu a fase de negociação com o Grupo Mubadala no âmbito do processo para desinvestimento da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. Conforme prevê a Sistemática de Desinvestimos da Petrobras, o processo está, atualmente, em fase de nova rodada de propostas vinculantes. Nessa nova rodada, a Petrobras solicitou a todos os participantes que submeteram propostas vinculantes, inclusive o Grupo Mubadala, que apresentem suas ofertas finais com base nas versões negociadas dos contratos com o Mubadala. A Petrobras espera receber essas ofertas em janeiro de 2021.

A Petrobras também já recebeu propostas pela Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (LUBNOR) e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX).

A companhia reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e esclarece que, em que pese o presente comunicado, não há previsão na Sistemática de Desinvestimentos de divulgação da presente etapa e que as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado oportunamente de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia.

Agência Petrobras

Desinvestimentos contribuem para desenvolvimento de novas indústrias, diz Castello Branco

Presidente da Petrobras participou da sessão Energia para um Mundo em Transformação, na Rio Oil & Gas

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, destacou na quinta-feira 3/12 que o programa de desinvestimentos da Petrobras está contribuindo para desenvolver uma nova indústria de petróleo no Brasil, mais vibrante, e também para a criação de duas novas indústrias – a de refino e a de gás natural. A afirmação foi feita durante a sessão CEO Talks – Energia para um Mundo em Transformação -, da Rio Oil & Gas, o maior evento do setor na América Latina.

“Hoje estamos caminhando para ter uma nova indústria de petróleo no Brasil, com muito mais empresas. O próprio programa de desinvestimentos da Petrobras está contribuindo para fazer isso. Vamos ter pequenos e médios produtores locais, internacionais, uma indústria mais vibrante”, disse o executivo.

Castello Branco também defendeu que a atuação no mercado global dá à Petrobras maior flexibilidade para reagir diante de uma crise como a que estamos vivendo, que em um primeiro momento reduziu muito o consumo de combustíveis no Brasil. Segundo ele, a companhia hoje exporta petróleo e combustíveis para 18 países, sendo a Ásia o principal mercado. “Conseguimos construir um brand name na China, o Tupi Shandong”, disse o presidente, ao mencionar o nome pelo qual é conhecido no mercado asiático o petróleo de Tupi. “Estamos a caminho de consolidar também o petróleo de Búzios, de baixo teor de enxofre, que está sendo muito bem aceito e negociado até com prêmio em relação ao Brent. O nosso combustível marítimo (bunker oil) também tem sido muito aceito, sendo que o maior cliente é Cingapura, que é um eixo global da navegação. Então temos perspectivas muito boas”, acrescentou.

O presidente também ressaltou que o Plano Estratégico 2021-2025, divulgado pela companhia na semana passada, colocou os assuntos relacionados a ESG (meio ambiente, social e governança, na sigla em inglês) em uma agenda mais prioritária. Entre as medidas mencionadas por ele estão a criação de uma Gerência Executiva de Mudança Climática, a revisão dos 10 compromissos de sustentabilidade, com a ampliação de algumas metas, e o comprometimento com uma agenda de Pesquisa e Desenvolvimento. “Procuramos não só reforçar a resiliência da Petrobras no negócio de petróleo, mas também buscar soluções ambientais que conciliem o retorno ao capital empregado com a redução de emissão de carbono e processos mais intensos de captura de carbono”, resumiu.

Agência Petrobras

CEO da Petrobras diz que empresa pode expandir para áreas da Guiana

A Petrobras pode expandir suas operações de exploração e produção para a Guiana, se o ambiente regulatório não melhorar no Brasil, disse na quinta-feira 03/12 o presidente-executivo da petroleira, Roberto Castello Branco, admitindo pela primeira vez interesse no país vizinho.

A empresa tem participações em blocos de exploração na costa norte do Brasil. Especula-se entre os geólogos que partes dessa área podem compartilhar uma geologia semelhante com a Guiana, que emergiu como importante província petrolífera.

Executivos da Petrobras já haviam sido questionados no passado sobre um possível interessa da estatal no país. No entanto, eles diziam com frequência que preferem manter o foco na exploração e produção de petróleo no Brasil.

Durante a conferência bianual Rio Oil & Gas, Castello Branco afirmou que exigências onerosas de licenciamento ambiental no Brasil estão fazendo com que a petroleira passe a considerar a Guiana.

“Nós temos (no Norte do Brasil) o potencial para uma grande bacia petrolífera e somos barrados. Enquanto isso, a Guiana está se aproveitando da situação”, disse Castello Branco.

“(A Guiana) nos chama. Por enquanto, vamos continuar investindo no Brasil, mas é possível irmos para lá também, preferindo isso à geração de valor, geração de empregos em uma região muito pobre do Brasil”, acrescentou.

A exploração petrolífera no Norte do Brasil gera significativa controvérsia e pressões regulatórias, em parte por causa da presença de uma grande barreira de corais nas costas do Brasil e da vizinha Guiana.

Em setembro, a francesa Total desistiu de operar cinco blocos exploratórios na Foz do Amazonas, vendendo sua participação à Petrobras, após dificuldades para obter licenças ambientais.

Agência Reuters

Petróleo Brent atinge maior nível desde março após acordo de oferta da Opep+

Os preços do petróleo Brent, valor de referência internacional da commodity, avançaram 1% e atingiram o maior nível desde março na última quinta-feira, diante de expectativas renovadas por um acordo de estímulo nos Estados Unidos e após a Opep+ concordar com um aumento de produção de apenas 500 mil barris por dia (bpd) a partir de janeiro.

O movimento significa que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia, que formam um grupo conhecido como Opep+, passarão a cortar a oferta em 7,2 milhões de bpd a partir de janeiro, ou 7% da demanda global, ante cortes de 7,7 milhões de bpd promovidos atualmente.

“Os mercados agora estão reagindo positivamente e os preços estão registrando uma leve alta, já que 500 mil bpd de oferta extra não é algo mortal para o equilíbrio”, disse Paola Rodriguez-Masiu, analista sênior de mercados de petróleo da Rystad Energy.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,46 dólar, ou 1,0%, a 48,71 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,36 dólar, ou 0,8%, para 45,64 dólares o barril, máxima de uma semana para o fechamento.

Já o nível de fechamento do Brent foi o mais elevado desde 5 de março –antes de a maior dos países impor “lockdowns” para restringir a disseminação do coronavírus.

“O rali do mercado para máximas de vários meses teve como base as expectativas de demanda geradas pela vacina e por estímulos, e não o controle de oferta da Opep”, opinou Robert Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho.

Agência Reuters