Petrobras assina contrato para venda de campo terrestre em Sergipe

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 03/01/20, informa que assinou no dia (11/12) com a Energizzi Energias do Brasil Ltda. contrato para a venda da totalidade de sua participação no campo terrestre de Rabo Branco, localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, no estado de Sergipe.

O valor da venda é de US$ 1,5 milhão, pago em parcela única na assinatura do contrato. O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como o não exercício de direito de preferência pela atual consorciada Petrom Produção de Petróleo e Gás Ltda. (Petrom) e a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o campo de Rabo Branco  

O campo de Rabo Branco faz parte da concessão BT-SEAL-13, que está localizada ao sul do campo de Carmópolis, na Bacia de Sergipe-Alagoas, no estado de Sergipe. A Petrobras possui 50% de participação no campo de Rabo Branco, em parceria com a Petrom¹, que é a operadora e detém os demais 50%. A produção média de petróleo do campo, de janeiro a outubro de 2020, foi de 138 bpd.

¹ A Petrom passou a operar o campo em 02/12/20, após aprovação pela ANP da cessão de direitos da Petrogal Brasil S/A, fruto de uma negociação privada entre as empresas não relacionada ao processo conduzido pela Petrobras. 

Replan bate novo recorde de processamento de óleos do pré-sal

Carga atingiu a marca de mais de 1,35 milhão de m³ em novembro, 74% do total

A Refinaria de Paulínia (Replan) atingiu em novembro um novo recorde de processamento de óleos do pré-sal, ao alcançar a marca de 1.356.851 m³, o equivalente a 74% do total do petróleo processado no mês. No recorde anterior, de outubro deste ano, a Replan havia registrado 1.316.876 m³ de óleos do pré-sal processados, o que representou 68% da carga.

Dentre os óleos do pré-sal processados em novembro na Replan, destacam-se os petróleos Búzios, Sapinhoá, Tupi e Atapu. A produção de óleo da camada pré-sal tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e contribuído para o menor processamento de óleos leves importados, pois os óleos do pré-sal são mais leves que os óleos dos campos do pós sal.

A Replan tem capacidade de processar 69 milhões de litros de petróleo por dia, a maior do parque de refino da Petrobras. Os principais derivados produzidos são diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), gás liquefeito de petróleo (GLP), óleos combustíveis, asfaltos, coque e propeno.

Agência Petrobras

ANP capacita agentes do MP do Maranhão a atuar no mercado de combustíveis

A ANP e o Ministério Público do Consumidor renovaram  a parceria de trabalho no acompanhamento e controle do mercado de combustíveis, no Estado do Maranhão. No dia 9/12, foi realizado o primeiro modulo do curso “Atualização em GLP, combustíveis e derivados de petróleo” para agentes do MP. Trata-se de um treinamento virtual fornecido a membros e servidores do Ministério Público do Maranhão que atuam na área de defesa do consumidor. A capacitação foi promovida pelo Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CAOp-Consumidor) e a Escola Superior do Ministério Público (ESMP), em parceria com a Agência.

Servidores da ANP abordaram a importância das ações de fiscalização no mercado de abastecimento, principais infrações encontradas, a legislação relacionada ao tema e as atividades realizadas em campo. Foi destacado que, no Maranhão, há cerca de 3 mil agentes econômicos autorizados pela ANP, sendo aproximadamente 1.300 postos de combustíveis e 1.700 revendas de GLP (conhecido como “gás de cozinha”).

Nas ações realizadas pela Agência em 2019 e 2020 em todo o estado, foram fiscalizadas 379 revendas de combustíveis, resultando em 17 interdições, e 52 de GLP, que geraram seis interdições.

As capacitações realizadas pela ANP com servidores de outros órgãos públicos permitem que esses agentes também atuem em campo na fiscalização do mercado de distribuição e revenda de combustíveis, ampliando a atuação da Agência e promovendo a garantia dos direitos dos consumidores.

Ascom ANP

Prestadora de serviços marítimos OceanPact pede registro de IPO

A prestadora de serviços marítimos OceanPact pediu na última sexta-feira registro para realizar uma oferta pública inicial (IPO), envolvendo distribuição primária e secundária de ações.

A companhia oferece serviços para estudo, proteção e monitoramento do mar principalmente para clientes dos setores de óleo e gás. A empresa afirma ter participado de resposta a diversas tragédias ambientais, como o vazamento de óleo da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, em 2010, e o vazamento da bacia de Santos em 2019.

Sediada no Rio de Janeiro, a OceanPact tem filiais em oito Estados brasileiros e subsidiárias na Holanda, México, Reino Unido, Noruega e Uruguai. A empresa atua nos segmentos ambiental, subsea (operações submarinas) e de logística em engenharia.

O segmento ambiental da empresa representou 54% dos 486 milhões de reais de sua receita líquida registrada nos primeiros nove meses de 2020. Subsea foi responsável por 29% da receita e o segmento de logística e engenharia por 15%.

No período, a companhia teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 133,5 milhões de reais, alta de 92% na comparação anual.

Segundo o prospecto preliminar da operação, a empresa pretende usar os recursos captados na oferta para ampliar sua frota de navios, que atualmente conta com 23 embarcações, e adquirir máquinas e equipamentos.

A OceanPact afirmou que em 2020 assinou 11 contratos com empresas como Petrobras, Petrorio, Exxon e Karoon, totalizando backlog de contratos de cerca de 1,1 bilhão de reais para os próximos três anos. A empresa também citou que está em fase de negociação de três novos contratos com a Petrobras no valor de 605 milhões de reais para os próximos quatro anos.

A oferta será coordenada por Banco Bradesco BBI, Banco Itaú BBA e JP Morgan.

Agência Reuters