RNEST produz primeiro tanque de gasolina

A gasolina passou a fazer parte da cesta de produtos da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) este mês, após receber autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operação do duto de nafta petroquímica também com gasolina. O combustível é formulado com produtos da própria RNEST e de outras refinarias. A chamada gasolina A não tem adição de etanol, produto que é adicionado na gasolina pelas distribuidoras que, a seguir, comercializam a gasolina C. O combustível produzido na refinaria atenderá as distribuidoras localizadas em Pernambuco e também segue para atender aos mercados do Pará e Ceará.

Sobre a RNEST

A Refinaria Abreu e Lima completou seis anos em novembro e é a mais moderna do país. A unidade tem capacidade instalada de 130 mil barris por dia (1º trem), o que corresponde a 5% da capacidade total de refino de petróleo do país.

Atualmente, produz diesel com baixo teor de enxofre (69% da produção), nafta, óleo combustível, coque e gás liquefeito de petróleo (GLP), e agora adiciona também à sua cesta de produtos a gasolina A.

Além do óleo diesel, seu principal produto, também ganhou destaque, a partir de 2019,  a produção do óleo combustível para exportação. Com a entrada da nova qualidade do bunker no mundo, a estratégia da Petrobras para capturar os ganhos associados ao novo mercado fez com que a RNEST batesse o seu recorde de produção do derivado oito vezes em nove meses, entre os anos de 2019 e 2020.

Também em 2019, a RNEST iniciou a exportação de sua produção de Coque, tendo realizado três operações: em agosto de 2019 para a China (31,1 mil toneladas), e em maio e em julho de 2020 para os Estados Unidos (31,5 mil toneladas em cada mês). Hoje se inicia o carregamento do navio para uma nova exportação para a China, com previsão de 31,5 mil toneladas.

Agência Petrobras

Petrobras informa sobre desinvestimento da Gaspetro

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 30 de novembro de 2020, referente ao desinvestimento da Petrobras Gás S.A. (Gaspetro), informa que recebeu em 22/12/2020 um Ofício do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) no qual o órgão atesta que a continuação da empresa Compass Gás Energia S.A. (Compass) no processo de venda da Gaspetro não caracteriza descumprimento do Termo de Compromisso de Cessação (TCC).

Dessa maneira, a companhia decidiu readmitir a Compass no processo de desinvestimento, sempre prezando pela sua competitividade, isonomia e impessoalidade.

Caso seja assinado o contrato de compra e venda de ações, a operação estará sujeita à apreciação do CADE, no momento da análise do Ato de Concentração, quanto aos possíveis impactos à defesa da concorrência.

O projeto encontra-se em fase vinculante e as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia.

Agência Petrobras

Petrobras encerra participação societária no Grupo Sete Brasil

A Petrobras,  em continuidade ao comunicado divulgado em 20/12/2019, informa que sua subsidiária holandesa Petrobras Netherlands B.V. transferiu, hoje, para empresas do Grupo Sete Brasil,  pelo valor total simbólico de 7 euros, a participação societária de 15% que detinha em cada uma das sociedades de propósito específico holandesas controladas pelo próprio Grupo da Sete Brasil: Arpoador Drilling B.V., Marambaia Drilling B.V., Grumari Drilling B.V., Copacabana Drilling B.V., Leme Drilling B.V., Leblon Drilling B.V. e Ipanema Drilling B.V.

Com a alienação realizada na data de hoje, a Petrobras não detém mais participação societária, direta ou indireta, nas empresas do Grupo Sete Brasil.

A Petrobras reitera que a eficácia do acordo com a Sete Brasil continua subordinada ao cumprimento de condições suspensivas a serem implementadas até 31 de janeiro de 2021, conforme comunicado divulgado em 12/11/2020.

Agência Petrobras

ANP publica análise das atividades econômicas de distribuição e revenda no Brasil

A ANP publicou recentemente a segunda edição do Diagnóstico da Concorrência na Distribuição e Revenda de Combustíveis Automotivos, estudo que descreve e analisa as atividades econômicas de distribuição e revenda de combustíveis líquidos automotivos no Brasil. Enquanto a versão original, publicada em 2016, teve como base dados apurados entre 2009 e 2013, a nova edição se baseia emdados obtidos entre 2014 e 2019 sobre as estruturas dos mercados de distribuição e de revenda de combustíveis automotivos. A publicação aponta também elementos da dinâmica concorrencial setorial por tipo de combustível automotivo.

No capítulo sobre o segmento de distribuição há um diagnóstico da estrutura e da situação concorrencial deste mercado entre os anos de 2014 e 2019, bem como um panorama sobre alguns aspectos regulatórios, concorrenciais e comerciais do setor. Além disso, avalia-se a evolução de variáveis comerciais e estruturais do mercado de distribuição de combustíveis líquidos automotivos durante este período.

Já no que trata da revenda de combustíveis líquidos, há um mapeamento do desenvolvimento deste segmento no mesmo período, buscando-se destacar o perfil dos postos revendedores a partir da diferenciação entre os postos bandeirados (que exibem marca comercial das distribuidoras) e os bandeira branca, (que não possuem contratos de exclusividade com uma empresa de distribuição). Destaca também as características socioeconômicas da atividade e apresenta a distribuição do número de postos revendedores por faixa de população nos municípios do Brasil.

O estudo está alinhado com o Planejamento Estratégico da ANP, especialmente com o ciclo que se encerra em 2020,que tem como um dos objetivos a serem alcançados por meio da atuação regulatória “fomentar investimentos na produção, distribuição e revenda de derivados de petróleo e de biocombustíveis” e apresenta como um de seus indicadores o Índice de Concentração de Mercado de Combustíveis Líquidos.

Acesse a publicação em: https://www.gov.br/anp/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/livros-e-revistas/diagnostico-da-concorrencia-na-distribuicao-e-revenda-de-combustiveis-automotivos-1

Ascom ANP

Publicadas resoluções do CNPE sobre Biocombustíveis

Foram publicadas no dia 30/12 duas resoluções do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no Diário Oficial da União. A  Resolução CNPE nº 14 estabelece as diretrizes para o novo modelo de comercialização de biodiesel em todo território nacional em substituição aos leilões públicos, que hoje são promovidos pela ANP e operacionalizados pela Petrobras. Já a  Resolução CNPE nº 13 institui um Grupo de Trabalho para analisar e opinar sobre a inserção de biocombustíveis para uso no ciclo diesel na Política Energética Nacional.

Também foi publicada recentemente, em 28/12, a Resolução CNPE nº 10, que institui o Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar). As Resoluções foram aprovadas em reunião do CNPE realizada no dia 9/12.

Ascom ANP

Preços do petróleo sobem com redução de estoques nos EUA, mas demanda ainda preocupa

Os preços do petróleo avançaram na última quarta-feira, apoiados por uma redução nos estoques da commodity nos Estados Unidos e pela aprovação de uma segunda vacina contra o coronavírus no Reino Unido, embora a crescente oferta em comparação com o ano passado seja um fator de pressão.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,25 dólar, a 51,34 dólares por barril, nível inferior à máxima de 51,56 dólares registrada na sessão e muito abaixo do preço de 66 dólares visto no início do ano.

Já o petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,40 dólar, para 48,40 dólares o barril, substancialmente abaixo da marca de 62 dólares na qual começou 2020.

Ambos os contratos chegaram a cair no início da sessão, à medida que um pacote maior de auxílio fiscal nos EUA aparenta ser cada vez mais improvável, reduzindo as expectativas de uma recuperação mais rápida da demanda por petróleo, que foi amplamente afetada pela pandemia de Covid-19.

Os preços tiveram rali após um relatório da Administração de Informação sobre Energia (AIE) mostrar que os estoques norte-americanos de petróleo recuaram em 6,1 milhões de barris na última semana, para 493,5 milhões de barris.

Mas operadores destacaram que, ainda assim, as reservas de petróleo dos EUA terminam o ano em patamar mais de 10% superior ao visto na última semana de 2019.

“Não conseguimos diminuir os níveis dos estoques nem com uma queda de 6,1 milhões de barris, o que é triste, mas uma realidade –e empurrou o mercado para um grande rali”, disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia do Mizuho.

Agência Reuters