Produção de petróleo no Brasil recua pelo 3º mês em novembro, aponta ANP

A produção de petróleo no Brasil caiu 4,1% em novembro ante o mês anterior, para 2,755 milhões de barris por dia (bpd), em seu terceiro recuo mensal consecutivo, em meio a paradas programadas e necessidades operacionais, apontou a reguladora do setor ANP na última segunda-feira.

Já na comparação com novembro de 2019, houve um recuo de 10,9% na produção de petróleo.

A produção brasileira de gás natural também apresentou recuos em novembro, de 2,8% em relação a outubro e de 7,5% ante o mesmo mês de 2019, para 126 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d).

Somando a produção de petróleo e gás, o Brasil produziu 3,55 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em novembro, uma queda de 3,8% ante outubro e um recuo de 10% ante o mesmo mês de 2019.

“A redução na produção total de petróleo e gás em novembro foi motivada, principalmente, por paradas programadas e/ou causadas por necessidades operacionais de plataformas localizadas nos campos de Búzios, Tupi (localizados na Bacia de Santos, no polígono do Pré-sal), Albacora (Bacia de Campos) e Atlanta (Bacia de Santos)”, disse a ANP em nota.

Devido aos efeitos da pandemia, 34 campos permaneceram com suas respectivas produções temporariamente interrompidas durante o mês de novembro, sendo 17 marítimos e 17 terrestres, segundo a ANP.

Da produção total, 2,422 milhões de boe/d foram produzidos no pré-sal em novembro, sendo 1,92 milhão de bpd de petróleo e 79,808 milhões de m³/d de gás. No total, houve redução de 4,4% em relação ao mês anterior e de 6,4% em relação a novembro de 2019.

A Petrobras, principal produtora brasileira, como concessionária, produziu 2,005 milhões de bpd em novembro, queda de 5,78% na comparação com outubro.

Já a Shell, segunda maior produtora do país, alcançou uma produção de 344,899 mil bpd de petróleo em novembro, alta de 1,4% na mesma comparação.

Agência Reuters

Preços do petróleo tocam máximas em meses com expectativa de que Opep+ limite oferta

Os preços do petróleo avançavam para máximas em meses na última segunda-feira, em meio a expectativas de que a Opep e aliados possam limitar a produção aos níveis atuais em fevereiro, além de esperanças de que vacinas possam conter o coronavíurs e levar a uma forte recuperação econômica neste ano.

O petróleo Brent subia 0,76 dólar, ou 1,47%, a 52,56 dólares por barril, às 8:11 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,47 dólar, ou 0,97%, a 48,99 dólares por barril.

A alta nos preços estava em liha com desempenho positivo nos mercados financeiros, com o Brent tocando o maior nível desde março de 2020 e o WTI atingindo o maior valor desde fevereiro de 2020.

“O movimento dos preços hoje sugere que o mercado está assumindo que a Opep+ vai manter o nível de cortes inalterado no próximo mês”, disse o estrategista de commodities da ING, Warren Patterson.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, conhecidos como Opep+, se reúnem nesta segunda-feira.

A maior parte dos especialistas na Opep+ expressou oposição a um aumento de oferta de petróleo a partir de fevereiro durante uma reunião no domingo, disseram três fontes â Reuters na última segunda-feira.

Em dezembro, a Opep+ decidiu aumentar a produçaõ em 0,5 milhão de barris por dia (bpd) a partir de janeiro, como parte de um aumento gradual de 2 milhões de bpd neste ano, mas alguns membros do grupo questionaram a necessidade de um novo aumento agora devido à rápida disseminação do coronavírus.

“O começo do novo ano está trazendo desagios para o grupo da Opep+, uma vez que o balanço de riscos para a recuperação da demanda por petróleo mudou”, disse Harry Tchilinguirian, analista do BNP Paribas.

“O grupo de produtores Opep+ pode ter que rever sua agenda e adiar um novo ajuste nos cortes voluntários de oferta devido às últimas novidades sobre a Covid”, acrescentou ele.

Agência Reuters

Petrobras é condenada em arbitragem iniciada pela Iesa; fará provisão no 4° tri

A Petrobras informou que um tribunal arbitral com sede em Nova York emitiu sentença contra a companhia em arbitragem iniciada pela Iesa Óleo e Gás, o que levará a uma provisão no resultado do quartro trimestre de 2020.

Em comunicado na última segunda-feira, a Petrobras disse que a sentença determinou que sua subsidiária Petrobras Netherlands (PNBV) deverá pagar cerca de 37 milhões de dólares e mais juros, enquanto a subsidiária Tupi B.V deverá pagar cerca de 33 milhões de dólares e mais juros.

O valor referente à condenação da PNBV já foi provisionado, mas a Petrobras disse que ainda fará uma provisão no resultado do quarto trimestre referente à participação na Tupi, na qual a PNBV possui participação de 67,6%.

A arbitragem, que corre sob confidencialidade, tinha como objeto um contrato para a construção de módulos para plataformas (FPSOs), explicou a Petrobras, sem detalhar.

Agência Reuters

Opep+ vive impasse sobre aumento de produção; retomará negociações na terça

A Opep+ vai retomar negociações hoje após chegar a um impasse quanto aos níveis de produção de petróleo que deverão ser vistos em fevereiro, já que a Arábia Saudita se opõe a um bombeamento maior, em função da imposição de novos “lockdowns”, mas a Rússia defende um aumento de produção, citando a recuperação da demanda.

A decisão incomum de prorrogar as negociações para um segundo dia foi tomada após um debate de três horas na reunião virtual da Opep+, que reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros produtores, incluindo a Rússia. As conversas deverão ser retomadas às 11h30 (horário de Brasília) de terça-feira.

Fontes da Opep+ disseram à Reuters que Rússia e Cazaquistão apoiaram o aumento da produção, enquanto Iraque, Nigéria e Emirados Árabes Unidos sugeriram manter o bombeamento estável.

No domingo, o secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo, havia alertado especialistas da Opep+ para os riscos de queda que o mercado do petróleo enfrenta.

Nesta segunda-feira, o ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, disse que a Opep+ deve ser cautelosa mesmo com um ambiente majoritariamente otimista no mercado, já que a demanda segue frágil e a nova variante do coronavírus é imprevisível.

“Em várias partes do mundo, onde os índices de infecção aumentaram de forma preocupante, uma nova onda de ‘lockdowns’ e restrições está sendo implementada, o que inevitavelmente vai impactar a taxa de recuperação econômica desses países”, afirmou.

Com os contratos futuros do petróleo Brent se mantendo acima dos 50 dólares por barril, a Opep+ aproveitou a oportunidade para aumentar a produção em 500 mil barris por dia (bpd) neste mês, e analisa a eventual possibilidade de flexibilizar ainda mais os cortes, que atualmente atingem 7,2 milhões de bpd.

Os produtores da Opep+ têm reduzido o bombeamento desde janeiro de 2017, visando dar suporte aos preços e reduzir o excesso de oferta da commodity. Os cortes chegaram a um recorde de 9,7 milhões de bpd em meados de 2020, diante dos impactos da Covid-19 sobre a demanda por gasolina e combustível de aviação.

Agência Reuters

ANP divulga dados de produção nacional de petróleo e gás em novembro

A produção nacional em novembro foi de 3,550 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,755 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 126 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural. A produção de petróleo reduziu 4,1% se comparada com a do mês anterior e  10,9% frente a novembro de 2019. No gás natural, a queda foi de 2,8% em relação a outubro e de 7,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A redução na produção total de petróleo e gás em novembro foi motivada, principalmente, por paradas programadas e/ou causadas por necessidades operacionais de plataformas localizadas nos campos de Búzios, Tupi (localizados na Bacia de Santos, no polígono do Pré-sal), Albacora (Bacia de Campos) e Atlanta (Bacia de Santos).

O destaque positivo de novembro foi o poço 9-ATP-1-RJS do campo de Atapu, na Bacia de Santos, que saltou da décima para a segunda posição no ranking de poços com maior produtividade, atingindo um volume médio de produção de 57.258 boe/d (barris de óleo equivalente por dia) e ficando atrás apenas do poço 7-BUZ-10-RJS, no campo de Búzios, também na Bacia de Santos, que produziu 65.228 boe/d. O poço 9-ATP-1-RJS produz em uma jazida compartilhada que compreende os campos de Atapu, Oeste de Atapu e uma parcela não contratada da União, que teve seu 1º óleo extraído em junho de 2020 com a P-70.

As informações são do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, que traz dados detalhados da produção nacional referentes a novembro de 2020.

Pré-sal

A produção no Pré-sal em novembro foi de 2,422 MMboe/d, sendo 1,920 MMbbl/d de petróleo e 79,808 MMm3/d de gás natural. No total, houve redução de 4,4% em relação ao mês anterior e de 6,4% em relação a novembro de 2019. A produção no Pré-sal teve origem em 116 poços e correspondeu a 68,3 % da produção nacional.

Aproveitamento do gás natural

Em novembro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,5 %. Foram disponibilizados ao mercado 54,7 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,1 MMm³/d, um aumento de 3,7 % se comparada ao mês anterior e redução de 8,6% se comparada ao mesmo mês em 2019.

Origem da produção

Neste mês de novembro, os campos marítimos produziram 96,8% do petróleo e 81,4% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 92,7% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 41,0% do total.

Destaques

Em novembro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 849 MMbbl/d de petróleo e 37,4 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 75, produzindo no campo de Búzios por meio de quatro poços a ela interligados, produziu 153,220 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação Polo Arara, produzindo no campo de Arara, por meio de 32 poços a ela interligados, produziu 6,630 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.041.

Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 57.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 590,6 boe/d, sendo 117,2 bbl/d de petróleo e 75,3 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 468,3 boe/d.

Outras informações

No mês de novembro de 2020, 263 áreas concedidas, três áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 38 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 60 são marítimas e 211 terrestres, sendo 11 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.511 poços, sendo 480 marítimos e 6.031 terrestres.

Neste mês, 34 campos permaneceram com suas respectivas produções temporariamente interrompidas devido aos efeitos da pandemia de Covid-19, sendo 17 marítimos e 17 terrestres, e um total de 60 instalações marítimas permaneceram com produção interrompida. Não houve alteração em relação ao mês anterior.

O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28, sendo 2,7% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 90,4% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 6,9% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 91,2 Mboe/d, sendo 73,9 mil bbl/d de petróleo e 2,7 MMm³/d de gás natural. Desse total, 74,1 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 17,1 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 11.460 boe/d no Rio Grande do Norte, 4.996 boe/d na Bahia, 276 boe/d em Alagoas, 187 boe/d em Sergipe e 181 boe/d no Espírito Santo.

Ascom ANP