Replan bate novo recorde anual de processamento de óleo do pré-sal

Em 2020, unidade também obteve destaques em produção e venda de derivados

A Refinaria de Paulínia (Replan) terminou 2020 com o quinto recorde anual seguido de processamento de óleo do pré-sal, ao alcançar a marca total de 10.436.207 m³, volume 11,6% superior ao processado no ano anterior, que foi de 9.355.410 m³. O elevado grau de disponibilidade operacional da Replan e o aumento de produção das plataformas dos campos de pré-sal foram fatores determinantes para que a refinaria atingisse esse resultado.

Além do recorde volumétrico de petróleo pré-sal, a Replan também registrou em 2020 o maior percentual desses óleos em relação à carga fresca processada, com 58,7%. Em 2019, esse índice havia sido de 49,4% na refinaria.

Outro recorde alcançado em 2020 foi em relação ao Diesel S-10, com os 3.419.587 m³ produzidos no ano, marca 31,5% superior ao volume de 2019 (2.599.802 m³). A Replan foi responsável por 18% de todo o Diesel S-10 produzido no país, atingindo também o melhor resultado anual de venda local, com 2.321.461 m³, superando em 8% os 2.134.095 m³ do ano anterior. Se considerarmos a produção total de diesel da Replan em 2020, incluindo o S-500, a refinaria alcançou 8.749.116 m³, o que representa 22% de todo o diesel no Brasil e o melhor resultado da unidade nos últimos quatro anos.

Entre os resultados do ano, destacam-se também a produção de derivados como o asfalto CAP 30/45, propeno, nafta pretroquímica, Óleo Combustível Exportação (OCEX) e Bunker com baixo teor de enxofre. A refinaria entregou o maior volume de asfalto CAP 30/45 dos últimos seis anos: 342.054 toneladas, enquanto o propeno, com 203.876 toneladas, alcançou o melhor resultado dos últimos sete anos, 8% maior do que a de 2019.

A nafta petroquímica alcançou marca história na Replan, com 555.904 toneladas no ano. Em relação à produção do OCEX, o resultado foi o melhor dos últimos 16 anos, com 346.250 toneladas. Já o Bunker, óleo combustível utilizado em motores de navios com teor de enxofre de 0,5% e que passou a ser produzido na Replan no primeiro semestre de 2019, teve 835.453 toneladas em 2020.

Agência Petrobras

Produção de petróleo dos EUA deve diminuir menos do que previsto anteriormente em 2021: EIA

A produção de petróleo bruto dos EUA deve cair 190.000 barris por dia (bpd) em 2021 para 11,1 milhões bpd, disse a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) na última terça-feira, um declínio menor do que sua previsão anterior para um queda de 240.000 bpd.

A Arábia Saudita prometeu neste mês cortes adicionais e voluntários na produção de petróleo, elevando os preços do petróleo aos mais altos em quase um ano. [OU]

Os preços mais altos levaram as empresas de energia dos EUA a aumentar a atividade de perfuração, com as plataformas de petróleo dos EUA subindo na semana passada para o seu nível mais alto desde maio.

“Em 2020, os Estados Unidos exportaram mais petróleo bruto e produtos petrolíferos do que importaram anualmente pela primeira vez na série de dados da EIA que remonta a 1949”, disse a administradora da EIA, Linda Capuano.

“A EIA espera que os EUA voltem a importar mais petróleo e produtos de petróleo do que exportam anualmente em 2021 e 2022.”

Ainda assim, a recuperação dos preços e qualquer recuperação na demanda foram limitadas, já que novas variantes do COVID-19 estão se espalhando rapidamente pelo mundo.

A EIA espera que o consumo de petróleo e outros combustíveis líquidos nos EUA suba 1,45 milhão de bpd para 19,51 milhões de bpd em 2021, um aumento menor do que sua previsão anterior de um aumento de 1,63 milhão de bpd.

A agência também estima que o consumo global de petróleo e combustíveis líquidos foi em média de 92,2 milhões de bpd para todo o ano de 2020, queda de 9 milhões de bpd em relação a 2019. A agência espera que a demanda global cresça 5,6 milhões de bpd em 2021 para 97,77 milhões de bpd, abaixo do que é estimativa anterior de um aumento de cerca de 5,8 milhões de bpd.

Os casos de coronavírus em todo o mundo ultrapassaram 90 milhões na segunda-feira, de acordo com a contagem da Reuters, com as nações lutando para obter vacinas e estender ou restabelecer os bloqueios.

A demanda global de petróleo deve crescer 3,3 milhões de bpd em 2022 para 101,08 milhões de bpd, disse a EIA.

A produção de petróleo dos EUA em 2022 deve aumentar 390.000 bpd para 11,49 milhões de bpd.

Agência Reuters

Produção de petróleo da OPEP + corta conformidade cai para 75% em Dez -Petro-Logística

O cumprimento da OPEP + com as restrições à produção de petróleo prometidas caiu para 75% em dezembro, um dos níveis mais baixos desde o início do pacto de abastecimento em maio de 2020, disse o rastreador de petroleiros Petro-Logistics na última terça-feira.

Esta é uma estimativa mais baixa de cumprimento pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, conhecida como OPEP +, do que outros relataram. Uma tendência de menor conformidade pode pesar sobre os preços do petróleo, que estão atualmente em alta em 11 meses.

A OPEP + fez um corte recorde na produção de petróleo de 9,7 milhões de barris por dia, cerca de 10% da produção mundial, para sustentar os preços que foram empurrados para mínimos históricos pela pandemia do coronavírus. Eles haviam reduzido o corte para 7,7 milhões de bpd em dezembro.

A Petro-Logistics, uma consultora com sede em Genebra, disse que o cumprimento de dezembro pelos membros da Opep que participam do acordo caiu para 82%, uma queda de 10% em relação a novembro, com o principal exportador Arábia Saudita entre as nações mostrando adesão mais fraca.

“Até mesmo a Arábia Saudita viu sua conformidade cair de 10% a 92%”, disse a Petro-Logistics em um e-mail à Reuters.

Os países não pertencentes à OPEP envolvidos no pacto, dos quais a Rússia é de longe o maior produtor, foram ainda mais baixos, 64%, 8% em relação ao mês anterior.

Outras estimativas, até agora, concluíram que o cumprimento de dezembro é maior.

Uma pesquisa da Reuters descobriu que a OPEP entregou 99% dos cortes prometidos em dezembro. Uma pesquisa da Platts, uma das fontes que a OPEP usa para rastrear sua produção, estima a adesão da OPEP + em 99%.

Agência Reuters

ANP debate mercado nacional de gás natural em workshop

A ANP realizou no dia (11/1) o 1º Workshop sobre o Modelo Conceitual do Mercado de Gás. O evento, realizado por videoconferência via Teams e transmitido pelo canal da ANP no YouTube, contou com mais de 300 participantes.

O Modelo Conceitual do Mercado de Gás é objeto da Consulta Prévia nº 01/2020, cujo prazo para envio de contribuições foi prorrogado até 18/1/2021. Sua publicação consiste na primeira etapa do processo da revisão dos regulamentos que tratam das atividades de comercialização e de carregamento de gás natural, as Resoluções ANP nº 52/2011 e nº 51/2013, respectivamente. A revisão desses atos normativos está prevista na Agenda Regulatória 2020-2021 da ANP.

“O documento colocado em consulta prévia tem o intuito de apresentar os principais elementos que constituem o mercado de gás natural e contém um conjunto de questões para discussão endereçados aos agentes de mercado, representantes da sociedade civil ou qualquer cidadão interessado no tema”, afirmou o superintendente de Infraestrutura e Movimentação da ANP, Helio Bisaggio, na abertura do workshop. Ainda segundo ele, “os workshops realizados têm como objetivo aumentar a interação da Agência com os interessados e agentes envolvidos na construção do Novo Mercado de Gás”.

A principal discussão foi sobre a caracterização do mercado de gás natural e do relacionamento comercial entre os agentes, definições que influenciarão as normas de: contratação de capacidade de transporte; compra e venda de gás natural no mercado físico ou em mercados organizados (mercado de balcão e bolsa); e participação em mecanismos de contratação destinados a promover ações de balanceamento.

O evento teve ainda participação do Ministério de Minas e Energia (MME), que apresentou uma visão geral do Programa Novo Mercado de Gás, e do Ministério da Economia (ME), que abordou os desafios tributários da indústria do gás natural e a necessidade de competição para criação de um mercado aberto.

A ANP disponibilizou, no âmbito da consulta prévia, um questionário sobre o Modelo Conceitual do Mercado de Gás, que pode ser preenchido pelos agentes econômicos e demais interessados em participar. Todas as contribuições recebidas na Consulta Prévia nº 01/2020, no workshop e em futuros eventos serão consideradas na elaboração da proposta de resolução, cuja minuta passará por consulta e audiência públicas antes de sua publicação final.

Ascom ANP