Publicada resolução que revisa classificação de riscos de atividades

Foi publicada hoje (02/03) a Resolução ANP 839/2021, que estabelece os níveis de risco associados ao exercício de atividades econômicas autorizadas pela ANP. O novo regulamento revisa e revoga a Resolução 826/2020, que tratava do mesmo assunto.

Pelas regras anteriores, dos atos de liberação de atividades econômicas de competência da ANP, apenas um, relativo ao de registro de corante para etanol anidro, estava dispensado de autorização por ser classificado no menor nível de risco. Com a Resolução 839/2021, a Agência isenta mais seis atividades da necessidade de autorização e simplifica o processo relacionado à autorização para o exercício da atividade de ponto de abastecimento. Atividades relacionadas a atos como homologação de cotas de solventes e de pedidos mensais de combustíveis líquidos, por exemplo, estão entre as liberadas.

A classificação das atividades econômicas autorizadas pela Agência segue os termos do Decreto nº 10.178/2019, que regulamentou a Lei nº 13.874/2019 (conhecida como Lei de Liberdade Econômica). Para realizá-la, a ANP utilizou uma metodologia que leva em consideração a probabilidade e a gravidade dos riscos identificados, bem como o uso de ferramentas adaptadas às particularidades das atividades.

Produção no Pré-sal cresce 8,2% em janeiro

A ANP divulgou hoje (02/03) o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural do mês de janeiro de 2021. Entre os destaques da publicação está o crescimento na produção do Pré-sal de 8,2% em relação ao mês anterior, totalizando 2,629 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,074 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 88,3 MMm3/d (milhões de metros cúbicos por dia) de gás natural. Em relação a janeiro de 2020 houve uma redução de 2%. A produção teve origem em 119 poços e correspondeu a 70,5% do total produzido no Brasil.

 A produção nacional foi de aproximadamente 2,873 MMbbl/d de petróleo e 136 MMm3/d de gás natural, totalizando 3,731 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia). Em relação ao mês anterior, houve um aumento de 5,4% na produção de petróleo e de 7,4% na de gás natural. Já na comparação com janeiro de 2020 houve redução de 9,3% e 1,7%, respectivamente.

 Aproveitamento do gás natural 

Em janeiro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,9 %. Foram disponibilizados ao mercado 61,1 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 2,9 MMm³/d, uma redução de 4,9 % se comparada ao mês anterior e de 28,1% se comparada ao mesmo mês em 2020.

 Origem da produção

Neste mês de janeiro, os campos marítimos produziram 96,9% do petróleo e 80,8% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 93,3% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

Destaques

Em dezembro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 920 MMbbl/d de petróleo e 42,6 MMm3/d de gás natural.

 A plataforma Petrobras 77, produzindo no campo de Búzios por meio de quatro poços a ela interligados, produziu 146,524 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação Polo Arara, produzindo no campo de Arara, por meio de 32 poços a ela interligados, produziu 7,116 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.036.

Marlim Sul e Tupi, nas Bacias de Campos e Santos, respectivamente, foram os campos marítimos com maior número de poços produtores: 56.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 275,3 boe/d, sendo 107,5 bbl/d de petróleo e 26,7 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 163,6 boe/d.

 Outras informações

No mês de janeiro de 2021, 252 áreas concedidas, três áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 37 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 60 são marítimas e 200 terrestres, sendo 10 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.472 poços, sendo 484 marítimos e 5.988 terrestres.

O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28,2, sendo 2,8% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 91,4% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 5,8% óleo pesado (<22 API).

 As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 97,3 Mboe/d, sendo 77,4 mil bbl/d de petróleo e 3,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 77,9 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 19 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 12.122 boe/d no Rio Grande do Norte, 6.642 boe/d na Bahia, 344 boe/d no Espírito Santo, 218 boe/d em Alagoas e 112 boe/d em Sergipe.

Ascom ANP

Petroleira recupera mais R$ 360 milhões por meio de acordo de leniência com a Samsung

Total de recursos ressarcidos à companhia ultrapassa o montante de R$ 5,3 bilhões

A Petrobras recebeu, na última semana, aproximadamente R$ 360 milhões (US$ 65 milhões) em decorrência de acordo de leniência celebrado pela Samsung Heavy Industries. Esses recursos são referentes à primeira parcela do acordo com a Samsung, de um total de R$ 705,9 milhões que serão destinados ao ressarcimento da Petrobras.

Com esses valores, a Petrobras ultrapassa a expressiva marca de R$ 5,3 bilhões em recursos recuperados por meio de acordos de colaboração, leniência e repatriações. Somente no ano passado, por exemplo, a companhia recebeu R$ 797 milhões em ressarcimento de valores referentes à Operação Lava Jato.

Esses ressarcimentos decorrem da condição de vítima da  Petrobras nos crimes investigados no âmbito da Operação Lava Jato. A companhia seguirá adotando as medidas cabíveis em busca do adequado ressarcimento dos prejuízos decorrentes que lhe foram causados. A Petrobras atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 21 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 76 ações penais relacionadas a atos ilícitos investigados pela Operação Lava Jato.

Agência Petrobras

Petrobras fecha 2020 com lucro líquido de R$ 7,1 bilhões

Em um ano marcado por inúmeros desafios provocados pela pandemia da Covid-19 e a consequente queda da demanda global por combustíveis, a Petrobras conseguiu reverter a trajetória de seu desempenho contábil nos primeiros nove meses do ano e alcançou o lucro líquido de R$ 59,9 bilhões no quarto trimestre de 2020. No consolidado do ano, a companhia obteve lucro líquido de R$ 7,1 bilhões, encerrando 2020 com sólido desempenho operacional e financeiro.

Veja aqui a carta do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e os resultados financeiros de 2020.

Assista ao vídeo da diretora de Finanças e Relacionamento com Investidores da Petrobras, Andrea Marques de Almeida, sobre os resultados do ano.

Agência Petrobras

Petrobras esclarece que são fake news imagens de posto de gasolina da empresa no Paraguai

A Petrobras esclarece que são falsas as mensagens que têm circulado nas redes sociais mostrando um posto de combustível da companhia no Paraguai, vendendo gasolina aditivada a R$ 2,62. Há dois anos a Petrobras não tem rede de postos de gasolina no país.

Em 2019, por meio de sua subsidiária Petrobras International Braspetro  B.V., a companhia vendeu 100%  da  sua participação  societária  nas  empresas Petrobras Paraguay Distribución Limited (PPDL UK), Petrobras Paraguay Operaciones y Logística SRL (PPOL) e Petrobras Paraguay Gas SRL (PPG) para o Grupo Copetrol. O acordo prevê o licenciamento  para  uso  da  marca  Petrobras nas estações de serviço daquele país, pelo período de cinco anos.

Além disso, vale ressaltar que o preço médio do litro da gasolina no Paraguai é de US$ 0,919, acima da média praticada no Brasil, de US$ 0,884 (fonte: https://pt.globalpetrolprices.com/.)

Agência Petrobras

Preços da Petrobras nas refinarias representam cerca de um terço do preço final da gasolina ao consumidor e metade do preço final do diesel

A partir de hoje, 02/03, os preços médios da Petrobras nas refinarias serão de R$ 2,60 por litro para a gasolina e R$ 2,71 por litro para o diesel, após aplicação de reajustes de R$ 0,12 e de R$0,13 por litro respectivamente.

O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras. Este mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020.

Os preços praticados pela Petrobras, e suas variações para mais ou para menos associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio, têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais. O preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

A figura abaixo demonstra a contribuição de cada parcela na composição dos preços ao consumidor em cálculo baseado nos preços médios da Petrobras e no levantamento de preços ao consumidor final em 13 capitais e regiões metropolitanas brasileiras publicado pela ANP para a semana de 14 a 20/02/2021.

Vale destacar ainda que as revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis.

Preço final ao consumidor no Brasil está abaixo da média mundial

Segundo pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 167 países, o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 19% inferior à média global e ocupa a 55ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 112 países.

Para o diesel, em uma amostragem de 166 países, o preço final no Brasil está 30% inferior à média global e ocupa a 37ª posição do ranking, ou seja, inferior a 129 países.

Em ambos os casos, os preços médios no Brasil estão abaixo, por exemplo, dos preços registrados no México, Chile, Argentina, Peru, Canadá, Alemanha, França, África do Sul, China, Índia, Indonésia, Itália e Austrália.

Obs.: Os preços são convertidos em dólar e o comparativo internacional sofre influência direta da taxa de câmbio. Para os gráficos, selecionamos alguns países para fins de ilustração. A lista completa está disponível em https://pt.globalpetrolprices.com/.

Agência Petrobras