Petrobras reduz em 80% etapa da modelagem de reservatórios com uso de Inteligência Artificial

Ferramenta permitirá reduzir custos e antecipar projetos, trazendo ganhos para o programa estratégico PROD1000

A Petrobras desenvolveu uma plataforma inovadora de análise de dados, cujo objetivo é mapear o potencial de produção de áreas recém adquiridas pela empresa e porções de campos em desenvolvimento. Batizada de Painel de Análogos, a plataforma integra grande volume de dados obtidos dos reservatórios de petróleo, possibilitando análises comparativas e o compartilhamento de informações.

A ferramenta integra o programa estratégico CÉOS, que visa desenvolver os melhores modelos de reservatórios já construídos na indústria, a fim de aumentar reservas, acelerar processos, reduzir riscos e custos com aquisição de dados, além de antecipar a implantação de projetos. Para atingir este objetivo, o CÉOS utiliza metodologias ágeis no desenvolvimento das soluções e tecnologias digitais, como Inteligência Artificial, para solucionar os problemas associados à modelagem de reservatórios, alguns deles representando o limite do conhecimento. CÉOS, na mitologia grega é o titã da inteligência e do conhecimento.

O CÉOS vai acelerar processos de reservatório, trazendo ganhos para o programa estratégico PROD1000, ao acelerar a implantação de projetos. O PROD 1000 tem como objetivo reduzir o tempo entre a declaração de comercialidade e o primeiro óleo para mil dias. Há sinergia entre eles, a medida que contribuem para solução dos fatores de risco e o dimensionamento dos modelos de reservatório. Ambos são resultado do uso intensivo de novas tecnologias na otimização de processos e operações, o que aumenta a eficiência e reduz custos, tornando os projetos mais resilientes a oscilações do mercado e da indústria.

O resultado das primeiras entregas foi a redução em 80% do tempo da etapa de análise e consumo de dados para a modelagem geológica de reservatórios, contribuindo para a antecipação da fase de produção. Ao ampliar e agilizar a oferta de dados sobre os campos, a empresa aumenta a assertividade das decisões, com ganhos significativos para a implantação e economicidade dos sistemas de produção.

Inicialmente, os ganhos referem-se ao compartilhamento de informações. Milhares de dados sobre a dinâmica dos reservatórios são adquiridos diariamente e a proposta é permitir, por meio da Inteligência Artificial, que eles sejam disponibilizados e analisados em tempo real. Isso significa dar a geólogos e geofísicos acesso a todas as informações existentes sobre os reservatórios mapeados pela companhia. Assim, ao começar a analisar os dados de uma nova área adquirida pela empresa, o especialista, por meio de busca, visualiza quais os campos da Petrobras têm características semelhantes, quais soluções foram adotadas e as lições aprendidas.

O Painel de Análogos também permite que a análise das informações seja incrementada com ferramentas visuais e estatísticas para consulta e exploração de dados de reservatórios. Através de algoritmos de Inteligência Artificial, a ferramenta sugere ao geólogo os melhores parâmetros a serem incorporados em sua análise. A ideia é capturar padrões de dados grandes e complexos e, por meio da ferramenta, processar esse volume de informações, além de entregar resultados de modo mais rápido e assertivo, extraindo o máximo potencial dos dados.

A Petrobras desenvolve, também, o programa estratégico EXP100 que visa eliminar a necessidade da perfuração poços exploratórios para confirmar descobertas de petróleo. Os programas CÉOS e EXP100 possuem grande sinergia pelo uso de inteligência artificial para potencializar a aplicação de dados geocientíficos nos projetos de E&P, proporcionando ferramentas disruptivas aos geofísicos, geólogos e engenheiros de reservatórios e aumentando a geração de valor para a companhia.

Agência Petrobras

ANP lança Programa de Monitoramento da Qualidade do Biodiesel (PMQBio)

A diretoria da ANP aprovou a realização de consulta, seguida de audiência pública, sobre a minuta de resolução que visa criar o Programa de Monitoramento da Qualidade do Biodiesel (PMQBio). A iniciativa da Agência tem o objetivo de contribuir para a garantia da qualidade do produto ao longo de toda a cadeia de abastecimento.

Em 2005, o biodiesel foi introduzido na matriz brasileira, com uso voluntário, e, em 2008, de maneira mandatória com proporção de 2%. Desde então, o teor de biodiesel no óleo diesel rodoviário vem sendo ampliado gradualmente até os atuais 13% (B13) em vigor, devendo chegar a 15% em 2023, conforme estabelecido pela Resolução CNPE 16/2018.

Para que a mistura do biodiesel ao diesel continue atendendo, com eficiência, ao uso proposto, a ANP decidiu, entre outras medidas em andamento, implantar o PMQBio. O programa irá monitorar o cumprimento das especificações de qualidade, com o objetivo de assegurar que os combustíveis vendidos pelos agentes econômicos atendam aos limites exigidos para os parâmetros físico-químicos.

Em funcionamento desde 1998, o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) tem sido bem-sucedido como indutor de ações de garantia de qualidade por parte de empresas ou instituições do mercado, de eliminação de assimetrias de informação, além de orientar, como principal vetor de inteligência, as ações de fiscalização da própria Agência e de órgãos conveniados. Índices de qualidade acima de 97% registrados nos últimos anos para os combustíveis (óleo diesel B, gasolina C e etanol hidratado) retratam a contribuição do PMQC para o consumidor final.

O PMQBio terá formato similar ao novo PMQC. Está prevista a coleta de amostras de biodiesel nos agentes econômicos seguida de análises físico-químicas, permitindo a produção de dados estatísticos sobre a qualidade dos produtos e a identificação de eventuais não conformidades. O modelo proposto prevê a realização de, no mínimo, duas coletas anuais aleatórias de amostras em distribuidores de combustíveis líquidos e produtores de biodiesel, através do financiamento privado dos agentes econômicos envolvidos, a exemplo do procedimento previsto na Resolução ANP nº 790, de 2019, que trata do novo modelo do PMQC.

As amostras coletadas serão analisadas em laboratórios privados vencedores de licitação a ser realizada pela ANP e contratados pelos agentes econômicos. Estudos realizados pela Agência mostram que o PMQBio não deverá apresentar impacto nos preços dos combustíveis ao consumidor.

Os resultados das análises serão publicados em boletim semestral, dando a publicidade à situação da qualidade do biodiesel e diesel A no país. Os resultados não conformes serão comunicados à fiscalização da ANP e órgãos conveniados.

A minuta de resolução será submetida a consulta pública pelo prazo de 45 dias e, em seguida, a audiência públicas. Os documentos poderão ser consultados em: https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/consultas-e-audiencias-publicas/consulta-audiencia-publica.

Ascom ANP

PetroRio deve começar campanha de perfuração em Frade este ano

O presidente da PetroRio, Roberto Monteiro, disse que a companhia espera iniciar neste ano a campanha de perfuração no campo de Frade, na Bacia de Campos.

Inicialmente previstas para 2020, as atividades foram postergadas devido aos impactos da pandemia de covid-19. A expectativa, agora, é que comecem no quarto trimestre.

Segundo o executivo, a ideia é começar a campanha com a perfuração de um poço produtor e, em seguida, mais dois poços injetores.

Se a empresa for bem-sucedida na primeira perfuração, no início do quarto trimestre, há a possibilidade de que consiga produzir por meio do novo poço ainda em 2021. “Mas essa é uma chance mais remota”, afirmou Monteiro em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados de 2020.

Ele citou que a petroleira pretende contratar uma sonda para fazer a campanha de perfuração de Frade e, em seguida, partir para a descoberta de Wahoo, para perfuração de quatro poços produtores. “Isso otimizaria nossa perfuração”, disse.

Monteiro também citou, entre os principais projetos para 2021, a conexão dos campos de Polvo e Tubarão Martelo, ambos na Bacia de Campos, num único polo de produção. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em julho.

Com isso, a expectativa do executivo é que o custo de extração da companhia caia para entre US$ 10 e US$ 12 o barril. No quarto trimestre de 2020, esse custo foi da ordem de US$ 14,7 o barril.

Aquisições
O presidente da PetroRio disse que a companhia pretende usar parte do caixa, reforçado pela oferta subsequente de ações (follow-on) de R$ 2 bilhões realizada em janeiro, para aquisições.

“Um dos usos desse recurso que levantamos no follow-on foi para isso [aquisição]. Vemos várias oportunidades no mercado. Queremos estar prontos para conseguir mais oportunidades”, afirmou.

Dentre as oportunidades de negócios monitoradas, Monteiro cita que a PetroRio tem “conversas construtivas” com a Total, sócia no projeto de Wahoo, e iniciou uma aproximação com a indiana IBV, outra parceira no campo.

“Temos interesse em ter algum tipo de conversa relacionada a M&A [fusões e aquisições] com eles’, disse.

Outro ativo que a petroleira monitora é o campo de Albacora, à venda pela Petrobras. Questionado se o processo de desinvestimentos está sendo impactado pela troca de comando na estatal, o executivo respondeu que ainda é cedo para tirar alguma conclusão sobre o assunto.

“Tínhamos a expectativa de saber as empresas que passariam para segunda fase [do processo de venda] em março e a expectativa se mantém “, comentou.

Desdobramento de ações
O executivo disse que o desdobramento de ações da companhia não está, por ora, em pauta, mas acrescentou que o assunto pode ser debatido “no momento oportuno”.

“Não temos nenhuma ação em curso para isso [desdobramento de ações], mas, dependendo da performance da companhia, o assunto virá à pauta no momento oportuno”, afirmou.

Valor

EUA habilita sua primeira instalação de desmantelamento de navios em conformidade com a UE

A International Shipbreaking, parte do grupo EMR Metal Recycling, obteve a certificação EU Ship Recycling Regulation (EU SSR) para sua unidade em Brownsville, Texas, depois de investir US$ 30 milhões em infraestrutura.

A unidade de Brownsville é a primeira unidade de desmantelamento de navios dos Estados Unidos a obter esse credenciamento.

A International Shipbreaking recicla navios e estruturas marítimas desde 1995.

Portos e Navios