Comunicado ANP sobre a 17ª Rodada de Licitações

Em relação à inclusão de áreas da bacia potiguar na 17ª Rodada, a ANP e esclarece que, seguindo todos os preceitos da transparência dos processos e da plena divulgação à sociedade civil, publica os procedimentos de oferta de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural, por meio da página de internet rodadas.anp.gov.br.
No caso da 17ª Rodada, planejada para acontecer no dia 07/10/2021, e, em especial, dos blocos marítimos da Bacia Potiguar, não poderia ser diferente. Por esse motivo, oito meses antes da realização do certame, todas as informações da 17ª Rodada estão disponibilizadas no sítio eletrônico da ANP. Adicionalmente, realizamos consulta pública, para a coleta de contribuições, e a Audiência Pública, realizada em 03/02/2021, foi transmitida pelo canal da ANP no YouTube, sendo franqueada a palavra a todos os membros da sociedade que desejaram se manifestar.

Para a realização de toda e qualquer rodada, a ANP segue as diretrizes apontadas pela Resolução CNPE nº 17/17, do Conselho Nacional de Política Energética, alterada pela Resolução CNPE nº 3/2020, e observa as conclusões de Avaliações Ambientais de Áreas Sedimentares (AAAS), quando disponíveis, ou  as determinações e recomendações da Manifestação Conjunta emitida pelos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente (MMA).

As Manifestações Conjuntas do MME e MMA consolidam todos os pareceres ambientais obtidos do próprio MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra as unidades de conservação federais), dos Órgãos Estaduais do Meio Ambiente e também da Fundação Nacional do Índio (Funai), sempre que pertinente.

A Nota Técnica do ICMBio foi devidamente considerada na Manifestação Conjunta do MME e MMA, e o parecer do órgão não indicou a necessidade de exclusão prévia de áreas para oferta.

As conclusões da Nota Técnica do ICMBio indicaram que não seria possível uma avaliação definitiva, em função da ausência de informações mais precisas, apontando as já conhecidas sensibilidades ambientais da Bacia Potiguar e mencionando potenciais impactos das atividades.

Nesse ponto, é importante frisar que “as informações mais precisas” somente serão produzidas e disponibilizadas por ocasião da definição dos estudos ambientais, bem como de sua submissão pelo proponente ao Ibama, durante a fase de licenciamento ambiental, o que ocorre após a realização da 17ª Rodada. Portanto, a decisão definitiva sobre a viabilidade ambiental da exploração dos Blocos da Bacia Potiguar somente será conhecida após a etapa de licenciamento, a ser realizada pelo Ibama.

No seu parecer, o ICMBio alertou que a ausência de informações poderia implicar em processos de licenciamento mais detalhados, o que tem sido a realidade para as atividades propostas em novas fronteiras exploratórias, como é o caso da área em licitação da Bacia Potiguar. Justamente por essa razão, a ANP mantém o parecer do ICMBio, do Ibama e dos demais órgãos públicos envolvidos na página rodadas.anp.gov.br, para conhecimento da sociedade e para ciência dos possíveis interessados sobre as restrições ambientais de cada área ofertada.

Os estudos de impacto ambiental são desenvolvidos durante a etapa de licenciamento, considerando as especificidades da região e os projetos específicos a serem realizados, os quais são demandados pelo órgão ambiental federal, por meio de Termos de Referência.

Mesmo estudos ambientais de áreas sedimentares, que têm caráter mais amplo e estratégico, não fornecem todas as respostas para minimizar os riscos em áreas de novas fronteiras, pois, em muitos casos, a disponibilidade de dados gerados depende da realização de estudos específicos e do histórico das atividades realizadas no local.

Portanto, independentemente da promoção da Rodada de Licitações, qualquer atividade de exploração e produção somente poderá ser exercida após a obtenção, por parte dos empreendedores, das devidas licenças ambientais junto aos órgãos competentes. A avaliação da viabilidade ambiental e os estudos de impacto ambiental são fundamentais, mas somente ocorrerão na etapa de licenciamento.

Nessa etapa, caso as atividades sejam consideradas incompatíveis com os objetivos de conservação das áreas, ou cujos impactos não sejam devidamente mitigados ou compensados, não serão autorizadas. Esse é um risco assumido pelo interessado em atuar numa determinada área.

O processo de licenciamento, conduzido pelo órgão ambiental, é um processo robusto e composto por avaliações e estudos detalhados que garantem a adequação da atividade ao desenvolvimento sustentável.

A ANP, por sua vez, somente promove a oferta das áreas para as quais não foram apresentadas objeções pelos órgãos competentes. Uma vez licenciadas as atividades nessas áreas, a Agência trabalha na prevenção de acidentes operacionais e fiscaliza regularmente as plataformas, garantindo a aderência dos operadores aos regulamentos de gerenciamento de segurança operacional das instalações marítimas de exploração e produção.

Ascom ANP

Maior projeto de FPSO no Brasil, da Modec para o campo de Bacalhau, escolhe tecnologia Suez

A MODEC Offshore Production Systems fechou um contrato multimilionário com a SUEZ Water Technologies & Solutions para o fornecimento de tecnologia de remoção de sulfato de água do mar. A MODEC está construindo um novo navio flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) em nome da Equinor Norway, operadora do campo de petróleo Bacalhau, e usará membranas de ultrafiltração e nanofiltração SUEZ para reduzir os níveis de sulfato de água do mar aos níveis exigidos.
O contrato inclui o fornecimento de equipamentos, engenharia, gerenciamento de projetos, fornecimento e supervisão de construção. A capacidade de produção da plataforma é de 220 mil barris/dia de óleo e 15 milhões m3/dia de gás.

É um grande voto de confiança a MODEC ter selecionado a tecnologia SUEZ para este projeto e esperamos continuar com essa forte parceria”, disse Kevin Cassidy, vice-presidente executivo de Engineered Systems da SUEZ Water Technologies & Solutions. “Com nossa capacidade e experiência, oferecemos o alcance global que a MODEC necessita e estamos orgulhosos de sermos considerados um fornecedor preferencial para projetos essenciais”.

Para produzir óleo, a água do mar tratada deve ser injetada no reservatório. Comumente referido na indústria como SRU, unidades de remoção de sulfato de água do mar usando membranas de ultrafiltração (UF) e nanofiltração (NF) são uma parte essencial deste processo e críticas para a proteção e operação dos ativos a bordo do FPSO.

A SUEZ é uma fabricante e fornecedora líder em membranas UF e NF das quais a indústria offshore de petróleo e gás depende para remover sulfatos e outros íons de dureza bivalente da água de injeção, para melhorar a recuperação de óleo. A remoção desses íons reduz a tendência de formação de incrustações de sulfato de bário e sulfato de estrôncio no reservatório e nas linhas de fluxo, além de evitar a acidificação do poço, controlando bactérias redutoras de sulfato.

Esta última conquista marca o segundo contrato em um período de seis meses e o quinto entre SUEZ e MODEC ao todo.

Sobre a SUEZ – Desde o final do século XIX, a SUEZ construiu conhecimentos especializados para ajudar pessoas a melhorar constantemente sua qualidade de vida, protegendo a saúde e apoiando o crescimento econômico. Com presença ativa nos cinco continentes, a SUEZ e seus 90.000 funcionários trabalham para preservar o capital natural do nosso meio ambiente: água, solo e ar. A SUEZ fornece soluções inovadoras e resilientes em gerenciamento de água, recuperação de resíduos, remediação de locais e tratamento de ar, otimizando o gerenciamento de recursos de municípios e indústrias por meio de cidades “inteligentes” e melhorando seu desempenho ambiental e econômico. O Grupo fornece serviços de saneamento para 64 milhões de pessoas e produz 7,1 bilhões de m3 de água potável. A SUEZ também contribui para o crescimento econômico, com mais de 200.000 empregos criados direta e indiretamente anualmente, além de fornecer novos recursos, com 4,2 milhões de toneladas de matérias-primas secundárias produzidas. Até 2030, o Grupo terá como alvo soluções 100% sustentáveis, com um impacto positivo em nosso meio ambiente, saúde e clima. A SUEZ gerou uma receita total de € 18 bilhões em 2019.

Kleber Nogueira

Petrobras informa sobre indicação de Conselheiros pela União

A Petrobras recebeu ofícios do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Economia com seis indicações para a próxima Assembleia Geral Extraordinária, para exercerem a função de membros do Conselho de Administração da companhia. Os indicados são:

1 – Eduardo Bacellar Leal Ferreira – Presidente do Conselho

2 – Joaquim Silva e Luna

3 – Ruy Flaks Schneider

4 – Márcio Andrade Weber

5 – Murilo Marroquim de Souza

6 – Sonia Julia Sulzbeck Villalobos (indicada pelo Ministério da Economia, nos termos do parágrafo único do artigo 31 da Lei nº 13.844/2019)

A União ainda pode realizar mais duas indicações de membros ao Conselho de Administração da companhia.

Eduardo Leal Ferreira é atualmente Presidente do Conselho de Administração da Petrobras. É Almirante de Esquadra da Reserva e foi Comandante da Marinha do Brasil até janeiro de 2019, tendo, portanto, chegado ao topo de sua carreira. Além da Escola Naval, Eduardo Leal Ferreira fez cursos de pós-graduação na Escola de Guerra Naval do Brasil e na Academia de Guerra Naval do Chile. Entre os cargos que exerceu cabe citar o de Capitão dos Portos do Rio de Janeiro e Diretor de Portos e Costas, quando teve a oportunidade de aprofundar ligações com as atividades offshore ligadas à indústria do petróleo. Foi também Comandante da Escola Naval, da Escola Superior de Guerra e Comandante-em-Chefe da Esquadra Brasileira. No exterior, serviu no Chile e foi instrutor da Academia Naval de Annapolis (Escola Naval da Marinha Americana).

Joaquim Silva e Luna é atualmente Diretor-Geral brasileiro da Itaipu Binacional. É General de Exército da reserva e serviu no Ministério da Defesa de março de 2014 a janeiro de 2019, como Secretário-Geral do Ministério e como Ministro da Defesa. Além da Academia Militar das Agulhas Negras, onde se graduou na Arma de Engenharia, Joaquim Silva e Luna, fez doutorado em Ciências Militares, mestrado em Operações Militares, pós-graduação em Projetos e Análise de Sistemas pela Universidade de Brasília e em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, curso de Oficial de Comunicações, realizado na Escola de Comunicações e curso de Guerra na Selva, realizado no Centro de Instrução de Guerra na Selva. Nos seus 45 anos de serviços ao Exército, sendo 12 anos como Oficial General da ativa: como General de Brigada foi Comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé-AM e Diretor de Patrimônio, em Brasília-DF; como General de Divisão foi Chefe do Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília-DF; e como General de Exército foi Chefe do Estado-Maior do Exército, em Brasília-DF. Foi Conselheiro da Amazônia Azul Tecnologia de Defesa S.A. (AMAZUL) por três anos. No exterior foi membro da Missão Militar Brasileira de Instrução e Assessor de Engenharia na República do Paraguai como instrutor nas Escolas de graduação, pós-graduação e doutorado; e Adido de Defesa, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica no Estado de Israel.

Ruy Schneider é engenheiro industrial mecânico e de produção formado pela PUC-RIO, além de Master of Sciences em Engineering Economy pela Stanford University. Oficial da reserva da Marinha, cursou a Escola Superior de Guerra. Fundou na PUC-RIO o Departamento de Engenharia Industrial, tornando-se seu primeiro diretor e estabelecendo o primeiro programa de mestrado em Engenharia Industrial no Brasil. Com diversos artigos publicados, atua como palestrante, no Brasil e no exterior. Acumulou vasta experiência, tanto como executivo, quanto como membro de Conselhos de Administração e Fiscal de grandes empresas, entre elas a Xerox do Brasil S.A., Banco Brascan de Investimento S.A., Banco de Montreal S.A.-MontrealBank, Grupo Multiplan e INB Indústrias Nucleares do Brasil. O Sr. Ruy Schneider atuou como membro do Conselho consultivo do mercado de capitais do Banco Central, participando do assessoramento na elaboração do programa de conversão de dívida externa. É presidente do Conselho de Administração da Eletrobrás e da Liga da Reserva Naval do Brasil. Criador do primeiro fundo de pensão multipatrocinado e introdutor no Brasil dos fundos de Contribuição Definida.

Márcio Andrade Weber é engenheiro civil formado pela UFRGS, com especialização em engenharia de petróleo pela Petrobras. Ingressou na Petrobras em 1976 onde trabalhou por 16 anos, tendo sido um dos pioneiros no desenvolvimento da Bacia de Campos, e ocupou em seguida diversos cargos gerenciais e diretivos entre os quais se destacam atividades no exterior, na área internacional da Petrobras, em Trinidad, Libia e Noruega. Foi membro da Diretoria de Serviços da Petrobras Internacional (Braspetro) e Diretor da Petroserv S.A., desenvolvendo a participação da companhia nas atividades de E&P, navegação de apoio e sondas de perfuração para águas profundas. Foi responsável como CEO da empresa BOS navegação (JV entre Petroserv e duas companhias estrangeiras) pela construção em estaleiros nacionais de 4 rebocadores de apoio. Paralelamente, como diretor da Petroserv participou na construção e operação de 4 plataformas de perfuração para águas profundas, unidades estas que entre seus clientes se encontram a Shell e a ENI (Indonesia). Atualmente presta assessoria ao grupo PMI que opera as referidas unidades.

Murilo Marroquim de Souza é formado em geologia pela Universidade Federal de Pernambuco, com mestrado em geofísica pela Universidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos. Trabalha na indústria de petróleo há 47 anos, tendo exercido atividades em mais de 20 países na América, Europa, África e Ásia. Atuou na Petrobras entre 1971 a 1994, onde ocupou diversas funções gerenciais na área de exploração e produção, tendo sido Diretor da Brasoil UK, em Londres, com atividades de exploração no Mar do Norte e outras Bacias. Foi Gerente Geral da IBM da Unidade de Soluções para Indústria de Petróleo na América Latina. Atuou como consultor, trabalhando para ANP em vários projetos, e na Ipiranga como Assessor para Exploração e Produção. De 2001 a 2011 foi Presidente da Devon Energy do Brasil (Ocean Energy) e desde 2011 é Presidente da Visla Consultoria de Petróleo, empresa de consultoria focada em projetos especiais para indústria de energia.

Sonia Julia Sulzbeck Villalobos é bacharel em administração pública e tem mestrado em administração de empresas com especialização em finanças, ambos na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP-FGV). Sonia Villalobos tem mais de 30 anos de experiência no mercado acionário brasileiro, sendo a primeira pessoa na América do Sul a receber a credencial CFA em 1994. Sonia Villalobos trabalhou de 1985 a 1987 na Equipe DTVM, e de 1987 a 1989 no Banco Iochpe como analista de investimentos. De 1989 a 1996, no Banco Garantia como Chefe do Departamento de Análise de Investimentos, quando foi votada melhor analista do Brasil pela Revista Institutional Investor em 1992, 1993 e 1994. Trabalhou de 1996 a 2002 na Bassini, Playfair & Associates como responsável por private equity no Brasil, Chile e Argentina. De 2005 a 2011, trabalhou para Larrain Vial como gestora de fundos. De 2012 a 2016, Sonia Villalobos trabalhou como sócia fundadora e gestora dos fundos de ações na América Latina pela Lanin Partners. Desde 2016, é professora do Insper na pós-graduação Lato Sensu nas matérias de gestão de ativos e análise de demonstrações financeiras. Sonia Villalobos é membro do Conselho de Administração da Telefônica do Brasil e da LATAM Airlines Group S.A. Ela também atuou como membro do Conselho de Administração da TAM Linhas Aéreas, Método Engenharia (Brasil), Tricolor Pinturas e Fanaloza/Briggs (Chile), Milkaut e Banco Hipotecario (Argentina). Foi membro do Conselho de Administração da Petrobras de maio de 2018 até julho de 2020, eleita por acionistas detentores de ações preferenciais.

Agência Petrobras

IBP promove hoje TECHTerça com debate sobre a transformação digital no setor de petróleo e gás

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) promove a segunda edição de 2021 da TECHTerça com foco no posicionamento e fortalecimento do segmento de petróleo e gás (O&G) diante dos desafios da transformação digital. O webinar ocorre hoje (terça-feira / 09.03), às 18h, e terá inscrições gratuitas, que podem ser feitas aqui. Será realizado novamente em parceria com ECOA PUC-Rio e moderado por Armando Cavanha, Consultor Acadêmico da PUC- Rio, e Melissa Fernandez, Gerente de T&I do IBP.

O evento apresentará como a cadeia de O&G está respondendo rapidamente às mudanças e demandas da nova economia digital ao ajustar sua produção, adequar suas tecnologias, alinhar seus recursos e gerenciar sua infraestrutura. A convergência de infraestrutura de tecnologia da informação (TI) com redes de tecnologia operacional (OT), além da relevância da Internet de Quinta Geração – 5G – para operações serão outros tópicos de destaque.

Contará com as presenças de Ricardo Marquini, Líder de Parcerias em P&D da Total e Coordenador da Comissão de T&I do IBP, além de Victor Venâncio, Head de Transformação Digital do IHM Stefanini Group, e Vinícius Gusmão, Coordenador de Telecomunicações da Petrobras.

Outras três edições da TECHTerça estão programadas, em parceria com a ECOA PUC-Rio, para serem realizadas até abril de 2021. Abordarão, entre outros tópicos, inovação aberta, perspectivas para carreira de jovens profissionais no setor e estado da arte de equipamentos e devices aplicados em petróleo e gás.

Serviço: TECHTerça em parceria com ECOA PUC-Rio

Data: Amanhã (terça-feira / 9 de março)

Horário: 18h

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui.

Firjan participa do lançamento do Promar e apresenta sugestões à Consulta Pública do programa

A Firjan participa, em 11/3, do lançamento oficial do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar), do Ministério de Minas e Energia (MME). O evento on-line será transmitido pelo canal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no YouTube. O programa teve consulta pública aberta em janeiro, quando agentes produtores, fornecedores de bens e serviços, órgãos públicos e instituições como a Firjan apresentaram sugestões sobre os principais desafios enfrentados na exploração e produção desses campos.

Entre as contribuições encaminhadas pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro estão o incentivo a investimentos em tecnologia aplicada e em inovação para ampliar os métodos de recuperação dos campos maduros. Para a temática sobre geração de empregos, a federação sugere a criação de um programa de incentivo à formação e atualização profissional para suprir o aumento da demanda do mercado. E com relação a propostas para manutenção da indústria de bens e serviços locais, recomenda-se a implementação de uma política industrial, coordenando medidas existentes, como PDI, conteúdo local, Repetro, acesso a crédito, entre outros.

“O Promar é uma iniciativa fundamental do MME para continuar estimulando o crescimento de um mercado estratégico no mundo. Cada vez mais vemos o fortalecimento e a chegada de novas operadoras com competência e apetite para investir no Brasil. Com os instrumentos adequados, se configura um cenário mais saudável e sustentável para fornecedores e trabalhadores, pauta recorrente da ONIP e da Firjan”, afirma Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação e diretora-geral da ONIP.

Com infraestrutura instalada e reservatórios descobertos, os campos maduros oferecem oportunidade de acesso a volumes remanescentes de óleo e gás com investimentos menores do que os dos campos novos. A partir da extensão da vida útil desses campos, o Promar visa o aumento do fator de recuperação, a geração de empregos, a manutenção da indústria de bens e serviços locais e a criação de melhores condições de aproveitamento econômico de petróleo e gás natural.

Durante o lançamento serão apresentados os próximos passos do programa, que incluem a apresentação dos resultados após avaliação das propostas; a realização de um workshop; o encaminhamento dos temas selecionados para avaliação dos órgãos públicos responsáveis; e a elaboração de um relatório com as conclusões, após um segundo workshop.