Compass espera que terminal de regás de SP seja concluído ao fim de 2022

Companhia negocia com a francesa Total um contrato de suprimento de GNL, segundo Nelson Gomes Neto

O diretor-presidente da Compass, Nelson Gomes Neto, disse na última terça-feira, em teleconferência com analistas, que o terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) que a empresa do grupo Cosan espera construir em São Paulo deve concluído até o fim do ano que vem.

Segundo ele, a companhia negocia com a francesa Total um contrato de suprimento de GNL, “com volumes fixos e flutuantes”. O objetivo da Compass, com o projeto, é tem acesso a moléculas de gás “flexíveis a competitivas”.

Gomes afirmou que a companhia está em “negociações avançadas” com potenciais clientes do mercado livre. Do lado da oferta, a empresa, segundo o executivo, continua a negociar com supridores bolivianos e nacionais contratos para ainda este ano. “Essa Nova Lei do Gás pode destravar o mercado”, afirmou Gomes, durante teleconferência com investidores.

Gomes disse também que não espera uma mudança nos rumos dos desinvestimentos da Petrobras com a mudança no comando da estatal.

“Esse programa de venda de ativos foi algo patrocinado pelo Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], pela ANP [ Agência Nacional de Petróleo] e pela própria Petrobras. Não acredito que uma mudança na administração [da Petrobras] promoveria qualquer mudança nesse programa no longo prazo”, afirmou o executivo.

A Compass espera concluir a aquisição da fatia de 51% da Petrobras na Gaspetro no primeiro semestre de 2022, se for bem-sucedida na compra do ativo – que reúne as participações da estatal nas distribuidoras estaduais de gás canalizado.

O negócio está, hoje, na fase vinculante, na fase de negociação do acordo de compra da Gaspetro. “Se tivermos sucesso, esperamos submeter o acordo às autoridades nos próximos meses”, disse Gomes. O fechamento financeiro da operação, segundo ele, deve ficar para o primeiro semestre do ano que vem.

Ele afirmou ainda que a Compass já recebeu o aval do Cade para continuar as negociações com a Petrobras e que acredita na obtenção da aprovação da aquisição, pelo órgão antitruste, no momento oportuno.

Valor Econômico

 

IBP elege novos conselheiros durante Assembleia Geral

Foram eleitos os membros dos Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo  

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) elegeu na sexta-feira (12), na 64ª Assembleia Geral Ordinária, os novos membros dos Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo da instituição, que contou com a participação de representantes das empresas associadas por videoconferência.

O novo Conselho de Administração (CA) será composto por 17 membros, sendo sete indicados da Associação Brasileira de Exploração e Produção (ABEP), sete da Associação Brasileira de Downstream (ABD) e três eleitos como conselheiros independentes. Tal configuração consolida o novo modelo de governança aprovado pelo Conselho e pelos associados em setembro de 2020, trazendo equilíbrio de representação para os segmentos de upstream e downstream, além de inovar ao abrir espaço para membros independentes. Neste contexto, o CA incorpora um executivo com larga experiência no setor elétrico, Miguel Setas, além de conduzir como membros independentes dois grandes nomes da indústria, Anelise Lara e Jorge Camargo.

Já o Conselho Consultivo será formado por nove integrantes, tendo, como novos membros, José Firmo e Luiz Carlos Costamilan. Por sua vez, o Conselho Fiscal elegeu cinco membros.

Clarissa Lins, presidente do IBP e Cristina Pinho, diretora executiva corporativa do Instituto, conduziram a assembleia, onde realizaram uma prestação de contas do ano de 2020, com destaque para a implementação do novo plano estratégico e modelo de governança do IBP, o protagonismo na defesa dos interesses do setor de óleo e gás e outras realizações importantes, como a estruturação do formato de auditorias remotas de certificação SPIE, a realização da Rio Oil & Gas 2020 em formato 100% digital e o crescimento da UnIBP no âmbito dos cursos EAD e In Company.

A presidente do IBP abordou ainda, as realizações no âmbito da agenda de advocacy, sempre com o objetivo de fortalecer a segurança jurídica, promover a diversidade de players e um mercado aberto, ético e competitivo.

Clarissa Lins destacou a agenda prioritária do IBP para 2021: simplificação tributária, abertura competitiva dos mercados de refino e gás natural, competitividade no segmento de upstream e o combate ao mercado irregular em todas as formas, além da profissionalização plena do IBP e da implantação de uma agenda robusta de compliance.

Adicionalmente, Clarissa reiterou sua convicção quanto à relevância da indústria de óleo e gás no contexto brasileiro, aliada à necessidade de maior conexão com a sociedade brasileira: “É fundamental mantermos um diálogo aberto e franco com a sociedade, respondendo aos anseios contemporâneos e atuando de forma relevante em questões como saúde, agenda ESG, transição energética e diversidade”, pontuou.

A executiva mencionou que o IBP está comprometido com uma forte disciplina de capital e fomento à tecnologia e inovação. O Instituto, diz, também monitora todo o cenário sanitário do país em virtude da pandemia e realizará a Rio Oil & Gas, prevista para ocorrer entre 21 a 24 de setembro de 2021, em um modelo híbrido.

COMPOSIÇÃO DOS CONSELHOS DO IBP 

Foram eleitos 31 representantes para os Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo para um mandato de dois anos:

Conselho de Administração 

Membros ABEP 

  • André Araujo – Presidente da Shell
  • Carlos Alberto Pereira de Oliveira – Diretor Executivo de E&P da Petrobras
  • Mariano Ferrari – CEO da Repsol Sinopec Brasil
  • Miguel Pereira – CEO da Petrogal
  • Phillipe Blanchard – Presidente da Total E&P do Brasil
  • Décio Oddone- Diretor-Presidente da Enauta
  • Mariano Vela – Presidente da Chevron Brasil

Membros ABD 

  • Luís Henrique Guimarães – Diretor Presidente da Cosan
  • Marcelo Araújo – Presidente da Ipiranga
  • Marcelo Fernandes Bragança – Diretor-presidente da BR Distribuidora
  • Roberto Furian Ardenghy – Diretor Executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras
  • Roberto Simões – Diretor Presidente da Braskem
  • Carlos Tadeu Fraga – CEO da Prumo Logística
  • Júlio Cardoso – Presidente da Supergasbras

Conselheiros Independentes  

  • Anelise Lara – Presidente do Conselho de Administração do IBP
  • Jorge Camargo – Conselheiro do IBP
  • Miguel Setas – Vice-Presidente Global de Plataformas de Redes de Transmissão e Distribuição de EDP

Conselho Consultivo  

  • Ana Paula Zettel – Gerente Geral de Águas Profundas da Petrobras
  • André Clark – Gerente Geral da Siemens Energy Brasil
  • Claudio Borges de Oliveira – Vice-Presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade de Raízen
  • Cristiano Pinto da Costa – Vice-Presidente Sênior de E&P da Shell Brasil
  • Felipe Starling – Diretor de Relações Externas e Sustentabilidade da Ipiranga
  • José Firmo – Presidente do Porto do Açu
  • Mauro Andrade – Assessor Sênior para Desenvolvimento de Negócios em Energia |Renovável da Equinor
  • Luiz Costamilan – LC2 Consultoria
  • Wong Loon – CEO da NTS

Conselho Fiscal  

  • André Machado – Vice-Presidente de Finanças da Siemens Energy Brasil
  • Aparecido Marques – Vice-Presidente de Administração e Finanças da TechnipFMC
  • Marcos Bustamante Monteiro – Diretor Financeiro da Petrobras
  • Sabrina Ramalhoto – Gerente Financeira da Enauta
  • Thais Schifferle Ramos – Gerente Financeira da Shell

Cosan diz que, “no momento correto”, tentará novamente o IPO da Compass

A empresa chegou a tentar fazer a oferta inicial de ações da Compass no ano passado, mas o momento do mercado de capitais não se mostrou favorável à execução da operação

A Cosan espera tentar novamente abrir o capital da Compass, que atua na área de gás natural, “no momento correto”, afirmou o diretor vice-presidente financeiro da Cosan, Marcelo Martins.

A empresa chegou a tentar fazer a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Compass no ano passado, mas o momento do mercado de capitais não se mostrou favorável à execução da operação.

“Quando tivermos o momento correto e entregarmos os resultados previstos no plano estratégico, vamos tentar novamente”, afirmou, durante teleconferência com investidores.

Valor Econômico

Lira e Pacheco defendem que Congresso debata eventual privatização da Petrobras

Presidentes da Câmara e do Senado reforçaram a importância da petrolífera, mas afirmaram que não se pode ter “preconceito” para discutir o futuro da estatal

Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defenderam que o Congresso faça debates sobre uma eventual privatização da Petrobras. Os chefes das duas Casas legislativas reforçaram a importância da petrolífera, mas afirmaram que não se pode ter “preconceito” para discutir o futuro da estatal.

Ao participar do evento online “E Agora, Brasil? As propostas dos novos chefes do Legislativo para os atuais desafios do país”, realizado pelo Valor e “O Globo” na tarde de hoje, Arthur Lira disse que “tem que ser discutido qualquer modelo de privatização de qualquer empresa pública”.

“Toda empresa estatal tem que passar pelo crivo de discussão se é rentável, se é o melhor caminho, se é manter como estatal, sem preconceito. Qualquer coisa que a gente fala é tida como dogma”, disse o presidente da Câmara. “Tem que ver na ponta do lápis. Com muita calma, penso que o Congresso é o lugar ideal para essas discussões sejam travadas”, afirmou Lira. “Essa discussão deverá vir em algum momento no Congresso”.

O presidente da Câmara disse ainda que a Petrobras “não pode ser culpada ou inocentada” nos escândalos de corrupção envolvendo a petrolífera e criticou as ações da força-tarefa da Lava-Jato contra a empresa. “O grande erro que aconteceu na Lava-Jato foi botar no CPNJ e não no CPF dos culpados”, disse Lira.

O presidente do Senado disse que escândalos de corrupção em empresas públicas “fazem repensar a conveniência de ter a participação do Estado em determinadas ações e nichos”. No entanto, ponderou que há setores que são estratégicos, como o de energia, e citou o apagão no Amapá, no ano passado, quando o problema foi com uma empresa privada e “quem deu solução foi a Eletrobras”. “Às vezes nos apegamos a aspectos como corrupção, peculato, mas não podemos transformar esses pontos ser regra geral para tirar do Estado a participação em setores estratégicos.”

Em seguida, Pacheco falou que é “plenamente possível” em concessões, parcerias público privadas, capitalização e até privatização “conciliar a necessidade de não se perderem ativos importantes nacionais e ao mesmo tempo dar competitividade” às estatais. Pacheco disse que a ordem do dia no Congresso é discutir o destino dos Correios e da Eletrobras, mas não descartou a Petrobras. “É uma ideia que pode ser evoluída, mas é preciso ter rigor técnico, político”, disse o presidente do Senado. “Não tem problema nenhum de permitir essa discussão”, afirmou Pacheco, sobre a Petrobras.“É preciso ver não só do ponto de vista do mercado, mas de interesse nacional.”

Valor Econômico

Porto do Açu e Fortescue Future Industries unem forças para desenvolver planta de hidrogênio verde no Brasil

A Fortescue Future Industries Pty Ltd (FFI), subsidiária da Fortescue Metals Group Ltd (Fortescue), e a Porto do Açu Operações SA (Porto do Açu), uma subsidiária da Prumo Logística SA (Prumo), assinaram Memorando de Entendimentos (MOU) para desenvolver projetos industriais verdes baseados em hidrogênio no Rio de Janeiro, Brasil.

Assinado no final de fevereiro, o MoU permitirá que as empresas conduzam estudos de viabilidade para a instalação de uma planta de hidrogênio verde no Porto do Açu, maior complexo portuário industrial privado da América Latina.

Sujeito à conclusão dos estudos de viabilidade e aprovações, o projeto inclui a construção de uma usina de hidrogênio verde com capacidade de 300 megawatts, com potencial para produzir 250 mil toneladas de amônia verde por ano.

A disponibilidade de hidrogênio verde e de energia renovável deve impulsionar ainda mais a industrialização sustentável do porto, incluindo a produção de aço verde, fertilizantes, produtos químicos, combustíveis e outros produtos industriais manufaturados.

O MoU também estabelece as bases para o desenvolvimento de projetos de geração de energia solar no local, bem como de energia eólica offshore na costa dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

“A FFI está avaliando oportunidades de energia renovável e hidrogênio verde em todo o mundo e irá liderar e impulsionar a indústria de produtos e energia verde à medida que fazemos a transição dos combustíveis fósseis. Tenho o prazer de anunciar este MoU com o Porto do Açu. A oportunidade de estabelecer indústrias de grande escala totalmente novas e futuras impulsionará o crescimento da economia brasileira. Esperamos que o potencial para novas indústrias verdes no Porto do Açu diversifique, amplie e aprofunde substancialmente a força de trabalho já qualificada do Brasil”, disse Julie Shuttleworth, CEO da FFI.

“O Porto do Açu está navegando com firmeza na direção da economia sustentável do futuro. Um dos pilares da nossa visão para a industrialização do porto são os projetos de transição energética operacional de hoje e as indústrias verdes movidas a energia renovável de amanhã. O Açu é um ponto de conexão entre o crescimento da economia brasileira e a rápida expansão dos negócios de baixo carbono em todo o mundo. É estimulante colaborar com um parceiro internacional deste calibre em um projeto tão visionário. Esta será a primeira usina de hidrogênio verde do país e colocará a FFI e o Porto do Açu na vanguarda da produção de energia limpa e da industrialização verde no Brasil”, afirmou José Firmo, CEO da Porto do Açu Operações.

Os projetos individuais serão desenvolvidos pela FFI com a propriedade e as fontes de financiamento a serem garantidas separadamente, sem recurso à Fortescue.

A Prumo é uma empresa privada brasileira controlada pelo EIG, um investidor líder no setor de energia global.

Sobre o Porto do Açu

O Porto do Açu é o maior complexo porto-indústira de águas profundas da América Latina. Em operação desde 2014, o Porto do Açu é administrado pela Porto do Açu Operações, uma parceria entre a Prumo Logística e a Port of Antwerp International, uma subsidiária da Antwerp Port Authority.

Prevista para os próximos cinco anos, a industrialização do porto terá como base, entre outros, projetos sustentáveis e geração de energia limpa: produtos químicos, combustíveis, pelotização, siderurgia e outras empresas poderão utilizar o hidrogênio verde como insumo para incrementar suas matrizes energéticassustentáveis.

Sobre a Prumo Logística

A Prumo Logística é um grupo econômico multinegócios responsável pelo desenvolvimento estratégico do Porto do Açu. É controlado pelo EIG, um fundo norte-americano com foco em energia e infraestrutura, e peloMubadala Investment Company, um investidor ativo e inovador que aloca capital em diversos segmentos. Por meio das seis empresas do Grupo (Porto do Açu Operações, Ferroport, Açu Petróleo, GNA, Dome e BP Prumo) e de clientes e parceiros, o Porto do Açu atende aos setores de petróleo e gás, logística portuária e mineração. A infraestrutura tem potencial ímpar para suportar novos negócios e diversos nichos industriais. Orientado pela perspectiva estratégica da Prumo, o Açu é hoje um dos maiores e mais promissores empreendimentos do Brasil. Com segurança e eficiência operacional aliadas à força da visão de longo prazo do Grupo, o Açu se consolida na melhor solução para as demandas mais desafiadoras.

Sobre EIG

O EIG é um investidor institucional líder no setor de energia global com US ﹩ 22,0 bilhões sob gestão (em 31 de dezembro de 2020). A EIG é especializada em investimentos privados em energia e infraestrutura relacionada à energia em uma base global. Durante seus 39 anos de história, o EIG aportou mais de US ﹩ 34,9 bilhões para o setor de energia por meio de mais de 365 projetos ou empresas em 36 países em seis continentes. Os clientes do EIG incluem muitos dos principais planos de pensão, seguradoras, doações, fundações e fundos de riqueza soberana nos EUA, Ásia e Europa. O EIG está sediada em Washington, D.C. com escritórios em Houston, Londres, Sydney, Rio de Janeiro, Hong Kong e Seul. Mais informações em www.eigpartners.com.