Siemens Energy fornecerá oito módulos de superfície e suporte para navio FPSO offshore na América do Sul

A Siemens Energy venceu um contrato EPC da MISC Berhad para oito módulos de superfície completos que fornecerão geração, transmissão e distribuição de energia sustentável, eficiente e ecologicamente correta, bem como o processamento e compressão de gás a bordo de um FPSO que vai operar offshore na América do Sul a partir de 2024.

A MISC Berhad está construindo o FPSO para expandir sua frota de 14 unidades de produção flutuantes. O FPSO deverá ter uma capacidade de processamento de 180.000 barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

“Essa conquista demonstra nossos pontos fortes e a capacidade para transformar as operações do FPSO para serem mais sustentáveis, atendendo ao mesmo tempo os requisitos de produção”, disse Thorbjoern Fors, vice-presidente executivo de Industrial Applications da Siemens Energy.

Os módulos de superfície serão projetados e fabricados na Ásia, com as principais atividades de engenharia e execução feitas em Singapura. A montagem de todos os conjuntos de equipamentos rotativos será feita na fábrica da Siemens Energy em Santa Bárbara d’Oeste, no Brasil. A instalação também será totalmente equipada para fornecer suporte e serviço aos módulos do FPSO assim que este for implantado.

O escopo de fornecimento da Siemens Energy inclui o trabalho de EPC para os oito módulos e vários componentes importantes: dois compressores centrífugos elétricos de baixa pressão; dois compressores elétricos para CO2; três compressores de injeção principais acionados por turbinas a gás SGT-A35-GT62X da Siemens Energy; quatro turbinas a gás SGT-A35-GT30 da Siemens Energy para geração de energia; uma sala elétrica; além de toda a parte elétrica, incluindo um sistema de controle e gerenciamento elétrico (ECMS).

O ECMS está sendo projetado para fornecer monitoramento e supervisão para a rede de geração e distribuição de energia e para o gerenciamento de cargas da instalação do FPSO, incluindo os módulos de superfície e marítimos. A MISC Berhad e a operadora do FPSO podem usar o ECMS para monitorar a energia elétrica do FPSO, gerar relatórios e planejar a sustentabilidade futura.

“Nossa missão é ajudar nossos parceiros em sua transição energética, fornecendo equipamentos, infraestrutura e suporte para criar mudanças inteligentes e sustentáveis sem comprometer sua capacidade de atender às crescentes necessidades mundiais de energia”, afirma Arja Talakar, vice-presidente sênior de produtos da Industrial Applications na Siemens Energy.

Petrobras inicia fase vinculante no Polo Bahia Terra

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 23/12/2020, informa o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de suas participações em um conjunto de 28 concessões de campos de produção terrestres, localizadas na Bacia do Recôncavo e Tucano, no estado da Bahia, denominados conjuntamente de Polo Bahia Terra.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Bahia Terra

O Polo Bahia Terra compreende 28 concessões de produção terrestres, localizadas em diferentes municípios do estado da Bahia e acesso à infraestrutura de processamento, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.

Adicionalmente, o polo possui estações coletoras e de tratamento, parques de estocagem e movimentação de petróleo, gasodutos e oleodutos, além da UPGN Catu e outras infraestruturas associadas ao processo produtivo.

A produção média do Polo em janeiro e fevereiro de 2021 foi de cerca de 13,5 mil barris de óleo por dia e 660 mil m3/dia de gás. A Petrobras é a operadora nesses campos, com 100% de participação.

A Petrobras informa ainda que as concessões relacionadas aos Polos Recôncavo e Miranga não foram incluídas no processo de cessão do Polo Bahia Terra, uma vez que os respectivos contratos de venda foram assinados em 17/12/2020 e 24/02/2021, conforme divulgado ao mercado nessas datas.

Agência Petrobras

Estatal anuncia primeira redução no preço da gasolina do ano

A Petrobras anunciou em (19/03) que o preço médio da gasolina em suas refinarias terá redução de R$ 0,14 por litro, o que representa uma queda de 4,95%. O reajuste começa a valer a partir do dia (20/3). O preço médio do combustível ficará em R$ 2,69 por litro. O diesel não sofre alteração, permanecendo em R$ 2,86 por litro.

O impacto do reajuste nas refinarias, porém, não repercute de forma imediata no custo da gasolina nos postos de combustível. De acordo com nota divulgada pela estatal, as variações para mais ou para menos estão associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio e têm influência limitada sobre o valor repassado aos consumidores finais.

“Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis”, diz a nota.

Esta é a primeira redução anunciada em 2021. Desde janeiro, o preço médio da gasolina já havia sofrido seis aumentos. Com o novo anúncio, o combustível passa a acumular alta de R$ 46,2% desde o início do ano. Já o diesel subiu 41,6%.

A sequência de aumentos gerou críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro. No mês passado, ele anunciou mudança no comando da Petrobras, indicando general Joaquim Silva e Luna para a presidência. Ele deverá substituir Roberto Castello Branco, cujo mandato se encerra amanhã (20). O anúncio da troca gerou queda nas ações da empresa.

Na terça-feira (16), o Comitê de Pessoas da Petrobras considerou que Luna preenche os requisitos legais para a indicação e o considerou apto para exercer o cargo. O general precisa ainda ser eleito em assembleia geral dos acionistas convocada para o dia 12 de abril. Em seguida, seu nome deve ser aprovado pelo Conselho de Administração da estatal, composto por 11 membros. Sete deles são indicados pela União que é a acionista majoritária, três pelos demais acionistas e um pelos empregados.

Agência Brasil

Segurança hídrica é tema de webinar na Firjan

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, federação debaterá hoje 22/3 a importância da infraestrutura verde para preservação de mananciais

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro promove hoje, segunda-feira (22/3), partir das 15h, o “Webinar Firjan – Infraestrutura Natural para Segurança Hídrica: Investindo em Natureza como Estratégia de Negócio”. Com a participação de especialistas, o debate abordará uma visão diferenciada sobre o tema, destacando que o setor privado precisa direcionar sua atenção à infraestrutura natural verde e preservação dos mananciais de água.

“Investir em infraestrutura verde para segurança hídrica, sem dúvidas, é uma alternativa inteligente, pois torna as indústrias mais resilientes aos eventos extremos, como secas ou enchentes, além de melhorar a qualidade e a quantidade de água disponível”, destaca o presidente do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Firjan, Isaac Plachta.

O empresário lembra que esta atuação reafirma o compromisso da Firjan com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente aos ODS 6 e 15 – “Água e Saneamento” e “Vida sobre a Terra” -, que visam assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água, além da proteção, recuperação e uso sustentável dos ecossistemas terrestres. “Faz parte do nosso propósito, enquanto federação, estimular as indústrias a investirem em soluções inteligentes, se antecipando a problemas socioambientais que estão por vir”, complementa Plachta.

Além do empresário, participam do webinar o gerente nacional de Águas da The Nature Conservancy (TNC), Samuel Barreto; a gerente de Gestão do Território e Informações Geoespaciais do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), Marie Ikemoto; e a coordenadora de Meio Ambiente e Energia da AmBev, Mariana Appel. A mediação será da analista Ambiental da federação, Lídia Aguiar. Os interessados podem assistir o evento on-line por meio do link https://youtu.be/CUraDO8nPLk .

Coalizão Cidades pela Água no Rio de Janeiro

A Firjan estuda e promove ações de combate à escassez de água junto à indústria há mais de uma década. Em 2014, a federação realizou uma pesquisa sobre o tema, onde 30,6% industriais responderam que as empresas são afetadas, de alguma forma, pela escassez de água. Os respondentes afirmaram também que, por causa do problema, tinham aumento de custos em seus processos produtivos.

Também desde 2017, a federação participa da iniciativa “Coalizão Cidades pela Água”, promovido pela organização ambiental The Nature Conservancy (TNC), e que tem atividades na bacia do Rio Guandu, que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Criada em 2015 como uma plataforma de ação conjunta inédita envolvendo setor público, empresas e representantes da sociedade civil, a iniciativa tem como objetivo garantir a oferta de água de qualidade e em quantidade para cerca de 60 milhões de brasileiros em 12 regiões metropolitanas consideradas prioritárias no país, através da conservação e restauração de mananciais.

“A percepção de que a água se trata de um bem cada vez mais escasso cresce em todo o planeta. No Brasil, mais de 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, além de outros 24 milhões sem o acesso adequado ao saneamento rural. O risco hídrico também existe para o setor agrícola e para o setor industrial. Cresce o número de empresas que diz já identificar riscos substanciais relacionados à água em seus negócios, mas ainda são poucas as que possuem uma estratégia para lidar com esse desafio”, explica Samuel Barreto, gerente nacional de Águas da The Nature Conservancy (TNC).

Na Coalizão, as ações estão estruturadas em quatro pilares: conservação da vegetação nativa, restauração de áreas de preservação permanente (APP), boas práticas do uso de solo e adequação de estradas rurais. O especialista conclui que só há uma maneira para atingir a segurança hídrica desejada: sair dos muros da fábrica e cuidar da bacia por inteiro.

No Rio de Janeiro, a TNC e parceiros já plantaram mais de 1 milhão de árvores, restaurando e conservando uma área equivalente a mais de 5.700 hectares para garantir água a população.  No estado, 136 proprietários rurais foram apoiados na gestão ambiental e na adequação legal de propriedades, com o mapeamento de 65 mil hectares. A organização também realiza o monitoramento hidrológico e de biodiversidade (aves e peixes), com a publicação de guias para orientar na identificação de espécies.

3R Petroleum avalia mais ativos da Petrobras após US$ 600 milhões em contratos

A brasileira 3R Petroleum mantém uma participação ativa nos processos de venda de ativos em produção da Petrobras, em busca de ampliar ainda mais o seu portfólio, afirmou à Reuters no último dia (17/03) o diretor financeiro da petroleira, Rodrigo Pizarro.

A companhia, que abriu capital em novembro do ano passado, já fechou até o momento quase 600 milhões de dólares em contratos com a petroleira estatal, com a compra de participação e operação de seis polos de campos maduros de petróleo, dos quais 216 milhões de dólares já foram pagos.

Parte dos valores são desembolsados na assinatura dos contratos e outros montantes dependem do cumprimento de condicionantes, como a própria conclusão do negócio.

Até o momento, apenas o polo Macau, comprado por 191 milhões de dólares, já teve sua aquisição concluída.

A expectativa é concluir ainda a compra dos polos Pescada & Arabaiana, Fazenda Belém e Rio Ventura, ao longo nos próximos dois trimestres, e os polos Recôncavo e Peroá, no fim deste ano.

Juntos, os seis polos produziram 17,9 mil barris de óleo equivalente por dia em 2020, sendo 14,2 mil boe/d referente à parcela 3R, que realizou as aquisições em parceria.

“O desinvestimento da Petrobras é a melhor forma de ampliar portfólio… Estamos participando ativamente”, afirmou Pizarro, em uma entrevista por videoconferência.

A 3R foca atualmente na busca de ativos em produção, que têm capacidade de redesenvolvimento a partir de investimentos e sinergias com os campos já adquiridos por ela.

Segundo ele, ainda estão à venda pela Petrobras campos em terra que produzem mais de 70 mil barris de óleo equivalente por dia.

A companhia, ponderou o executivo, poderá fazer lances também por ativos marítimos, como forma de diversificar o seu portfólio, mas não como operadora.

A Reuters publicou em fevereiro que a 3R participou de consórcio que apresentou oferta não vinculante pelos campos de Albacora e Albacora Leste, responsáveis pela produção de 77 mil barris de óleo equivalente por dia, segundo fontes. Participaram da oferta Talos Energy, EIG Global Energy Partners e Enauta.

Questionado, Pizarro preferiu não comentar o assunto.

Atuação em Comunidades e Resultados
A privatização de ativos pela Petrobras historicamente traz alguns receios da sociedade, principalmente em localidades onde a petroleira estatal sempre funcionou como uma espécie de vetor de desenvolvimento econômico.

No entanto, diversas áreas como as que a 3R vem adquirindo acabaram deixando de receber investimentos expressivos da companhia, principalmente nos últimos anos, quando a petroleira voltou seu foco estratégico nas áreas do pré-sal.

3R Petroleum

Após a compra de ativos da Petrobras, a 3R abriu capital em novembro passado

Pizarro explicou que hoje o mercado já entende que quando empresas como 3R, PetroReconcavo e Imetame adquirem campos maduros é porque têm a intenção de revitalizar os ativos, gerando emprego e movimentando a economia local.

“São volumes expressivos que pretendemos investir em cada um desses polos… A gente não entra para manter o declínio dos campos, como vinha sendo feito pela Petrobras”, afirmou.

O executivo também ressaltou outras oportunidades de desenvolvimento após a aprovação da Nova Lei do Gás pelo Congresso, que possibilitará que a empresa venda gás diretamente para consumidores.

Após a compra de ativos da Petrobras, a 3R abriu capital em novembro passado, no primeiro IPO do setor de petróleo no Brasil em quase uma década, que movimentou 690 milhões de reais.

A 3R reportou na quarta-feira em seu primeiro balanço financeiro após abrir capital um prejuízo líquido de 147,5 milhões de reais no quarto trimestre.

Já o Ebitda ajustado somou 50,5 milhões de reais, enquanto a receita líquida foi de 85,2 milihões de reais.

No relatório, a companhia ressaltou que as ações da empresa na bolsa paulista B3 (B3SA3) já valorizaram mais de 110% desde a abertura do capital, o que eles atribuem ser resultado do atingimento de metas operacionais, estratégicas e de resultado estabelecidas no contexto da abertura de capital.

Reuters