Petrobras inicia fase vinculante de Albacora e Albacora Leste

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 17 de novembro de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de suas participações nas concessões de Albacora e Albacora Leste, localizadas predominantemente em águas profundas na Bacia de Campos.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial, ou seja, aqueles que sejam mais resilientes frente às oscilações do preço do petróleo, com menor risco e maior retorno financeiro.

Sobre Albacora e Albacora Leste

O campo de Albacora possui uma área de 455 km² e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 100 a 1.050 m, a uma distância de cerca de 110 km do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. No ano de 2020, Albacora produziu em média 23,2 mil barris de óleo por dia e 408,5 mil m³/dia de gás. A Petrobras é operadora do campo com 100% de participação.

O campo de Albacora Leste possui uma área de 511,56 km² e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 1.000 a 2.150 m, a uma distância de cerca de 120 km do Cabo de São Tomé. No ano de 2020, Albacora Leste produziu em média 30,9 mil barris de óleo por dia e 598,0 mil m³/dia de gás. A Petrobras é operadora do campo com 90% de participação e os demais 10% pertencem à Repsol Sinopec Brasil.

Agência Petrobras

Arkema Coatex é certificada como Operador Econômico Autorizado (OEA)

Com a certificação OEA-C 2 a Arkema tem a oportunidade de garantir o cumprimento das obrigações tributárias e aduaneiras nas operações do grupo, proporcionando maior segurança,

credibilidade e agilidade no atendimento das demandas de clientes.

A Arkema Coatex recebeu em março a certificação de Operador Econômico Autorizado. A empresa conta com 2 plantas produtivas no Brasil, ambas localizadas em São Paulo nas cidades de Araçariguama, onde é realizada a produção de resinas acrílicas e espessantes, e na cidade de Rio Claro, com a produção de Peróxidos Orgânicos e Odorantes. A Arkema Coatex também possui um vasto portfólio de produtos distribuídos oriundos de plantas localizadas no exterior, a certificação OEA auxiliará em todas estas atividades, tanto na aquisição de matérias-primas para abastecer as plantas quanto no abastecimento de estoque local para distribuição de produtos para revenda.

Dentre os diversos benefícios oferecidos pelo programa, destaca-se o despacho sobre águas, que proporcionará redução no tempo de trânsito das mercadorias, o que implica diretamente na melhora de capital de giro, nos tornando ainda mais competitivos em mercados tão disputados nos quais atuamos, proporcionando, desta forma, uma vantagem competitiva frente aos nossos concorrentes.

Outro fator importante é o reconhecimento do programa Federal entre países, o que é denominado Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM), quando é assinado o reconhecimento e havendo operações entre as empresas residentes nestes, o comércio entre os países é incentivado e facilitado. Recentemente o Brasil assinou este acordo com a Bolívia e Peru, países onde a Arkema Coatex realiza exportações para clientes importantes com frequência.

Estratégia global

A iniciativa surgiu por meio de uma Comissão Executiva criada pela empresa, que também realizou a implementação de um departamento de Customs Corporativo, de onde sairiam todas as diretrizes para as subsidiárias de forma global, com o principal objetivo de fazer negócios nos diversos países onde está estabelecida seguindo as leis locais, mitigando, desta forma, qualquer penalidade por descumprimento de normas ou regulamentos e consequentemente transmitir aos clientes a segurança necessária.

A Comissão identificou que a maneira mais fácil de garantir as operações e mitigar os riscos seria através da implementação do programa estabelecido pela OMA (Organização Mundial das Aduanas) que visa facilitar o comércio entre as nações e garantir a conformidade do Operador no país certificado. Foi então adotado como projeto global a certificação das subsidiárias da Arkema, das quais a Arkema Coatex, instalada em nosso país, é a nona subsidiária dentro do Grupo a conquistar a certificação.

Romulo Bastos, Gerente de Supply Chain, destaca a importância desta certificação. “É muito importante o apoio a programas federais como estes que protegem nossas indústrias locais de concorrência desleal, focando os esforços dos agentes em cargas que possam conter material ilícito, além de garantir aos nossos clientes a segurança necessária de uma parceria sólida, que não estaremos expostos a penalidades que comprometam o negócio e provoquem consequente desabastecimento”.

Além disso, todo o caminho percorrido para obter a certificação como um todo comprova a excelência nos processos da empresa: “Quando se olha os processos com uma visão voltada a riscos aduaneiros, consegue-se perceber que algumas pontas ficam descobertas, como exemplo, todo o cuidado que necessita ser tomado em caso de uma violação de lacre de container. Isso demonstrando em um exemplo apenas o lado logístico, levando isso para uma esfera coorporativa consegue-se imaginar a complexidade de procedimentos em RH, TI, Financeiro e o mais em evidência, o departamento de comércio exterior. A conclusão que se chega após a implementação do projeto é a de que se foram formados profissionais ainda mais técnicos e competentes, além de crescimento e desenvolvimento profissional dos envolvidos”, completa.

Biometano pode auxiliar no suprimento do mercado catarinense

A Chamada Pública Coordenada para aquisição de Gás Natural foi lançada pela SCGÁS em conjunto com outras quatro distribuidoras do centro-sul do país no início de março. O chamamento visa contribuir com a abertura do mercado de gás natural por meio da diversificação de fontes e agentes supridores. Além de propostas de suprimento de Gás Natural, o edital incentiva também propostas de biometano, insumo obtido por meio do processamento do biogás e que se aproxima das características físico-químicas de aplicação do insumo tradicional.

Em 2009, estudo da UFSC realizado em parceria com a SCGÁS demonstrou o potencial de geração de metano na geografia catarinense. O relatório considerou fontes ligadas à geração de dejetos de animais, esgotos sanitários, resíduos sólidos e efluentes industriais. Conclui-se, então, que Santa Catarina através de suas diversas atividades produtivas poderia gerar 2.918.107 m³ CH  por dia de biometano. O estudo mostrou também que este valor pode abastecer 54.685 residências com consumo médio de 200 KWh/mês. Atualmente, no Estado, são 16 mil clientes residenciais abastecidos com Gás Natural.

O valor potencial de produção do biogás é superior ao distribuído atualmente no Estado. Em fevereiro, por exemplo, a SCGÁS distribuiu uma média de 2.147.109 m³ por dia de Gás Natural. Segundo o relatório da universidade, 85% da produção seria proveniente de dejetos de animais, o que é um ponto positivo para o Estado. Concórdia, Videira e Seara, municípios do oeste catarinense, são os principais potenciais produtores de biogás, devido a criação dos animais. O Vale do Braço do Norte é outra região de importante potencial e que considera também algumas vantagens logísticas para o aproveitamento desse tipo de energia.

O Gás Natural é um combustível fóssil resultado da degradação da matéria orgânica ao longo dos anos, composto principalmente por metano. O Biogás, por outro lado, é uma fonte proveniente da degradação da matéria orgânica. Assim como o Gás Natural, pode ser utilizado na geração de energia térmica e veicular, só que de forma renovável.

Para transformar biogás em biometano é necessário que ele seja convertido e purificado. O resultado é um combustível que pode ser transportado por meio de gasodutos. Atualmente, o Gás Natural consumido em Santa Catarina é importado da Bolívia e chega ao Estado pelo Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil), sofrendo influência pelos preços do mercado internacional e das economias centrais.

O Biometano, por outro lado, poderia apresentar um custo menor de transporte, já que pode ser produzido em larga escala em Santa Catarina. Com preços mais competitivos e produção nacional, o biometano é uma alternativa para o desenvolvimento econômico e social local, ajudando também na gestão do lixo orgânico.

De acordo com o Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás) em 2020 houve um aumento de 34% na produção de biogás no país, mesmo com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Estudo e Acordo

Além de apoiar a realização de estudos sobre o potencial de geração de energéticos renováveis no Estado, a SCGÁS tem, desde 2020, um acordo de cooperação técnica com o Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás) para pesquisar o uso do biometano. A parceria, que tem duração de no mínimo três anos, visa encontrar oportunidades para aplicar projetos de uso de biometano em Santa Catarina.

Outro fator positivo para a utilização do biometano no mercado catarinense é que, em 2020, a possibilidade de injeção de biometano em redes de distribuição de gás canalizado ganhou a primeira norma técnica no Brasil. A “NBR-16837 – Parte 1: Requisitos”, publicada pela ABNT em abril, abrange aspectos relacionados à viabilização dessa atividade, como odoração, amostragem, análises físico-químicas, monitoramento, condições de entrega e de recebimento e requisitos sobre gerenciamento de riscos.

Shell e Trafigura recebem novas autorizações para importação de gás

A Shell pretende importar até 14 milhões m³/dia de gás natural pelo Gasbol, que transporta o energético da Bolívia. Nova autorização publicada na segunda (22/03) contempla a o suprimento de termoelétricas, distribuidoras de gás e consumidores livres.

A empresa já havia recebido a autorização 6,5 milhões de m³ de gás natural liquefeito (GNL) por meio do terminal da Bahia. Nos dois casos, a concretização dos negócios depende da concorrência pelo acesso à infraestrutura – chamadas públicas para o Gasbol e o arrendamento do terminal da Petrobras, em curso.

A Trafigura também recebeu autorização para importar 25,6 milhões de m³ pelo terminal da Bahia. Este mês, a companhia já foi autorizada a importar 10 milhões de m³/dia pelo Gasbol e outros 3 milhões de m³/dia pelo trecho 1 do Uruguaiana-Porto Alegre, gasoduto que conecta Argentina e Brasil.

— Em fevereiro, a Petrobras reabriu a concorrência pelo terminal da Bahia. Na primeira tentativa de arrendamento, a única proposta apresentada, da Golar Power, foi desclassificada porque a Petrobras classificou a companhia como de alto risco de integridade.

EP BR

Estatal reutiliza volume de água suficiente para abastecer cidade de 1,3 milhão de habitantes

Companhia tem o compromisso de reduzir em 50% a captação de água doce até 2030

Em 2020, a Petrobras reutilizou 74 milhões de m³ de água, o suficiente para abastecer uma cidade de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes por um ano. Esse volume corresponde a aproximadamente 1/3 da demanda total por água doce nas atividades operacionais e administrativas da companhia, que foi de 220 milhões de m³. Pelo segundo ano seguido, o volume de água doce captada foi reduzido, passando de 182 milhões de m³ em 2018 para 146 milhões de m³ em 2020 – uma redução de 20%.

Para a Petrobras, a água, cujo Dia Mundial é celebrado em 22 de março, significa não somente a continuidade das operações nas quais ela é utilizada, como geração de vapor, refrigeração, produção e processamento de óleo, gás e derivados. Significa também um recurso extremamente nobre para toda a humanidade, e que, portanto, deve ser objeto de trabalho constante para que o seu uso seja o mais racional possível, de forma a contribuir para a sua preservação e disponibilidade para todas as formas de vida. Por isso, a companhia assumiu, em seu Plano Estratégico, o compromisso de reduzir em 50% a captação de água doce até 2030.

O atingimento desse compromisso passa pela gestão de portfólio e por uma carteira de ações e projetos focados no reúso e medidas de redução de perdas hídricas. Em 2020, a companhia investiu cerca de R$ 13 milhões em projetos de Pesquisa & Desenvolvimento relativos ao gerenciamento de recursos hídricos e efluentes, em parceria com sete instituições brasileiras (universidades e institutos tecnológicos).

Além do investimento em projetos de reúso e em pesquisas, a Petrobras apoia voluntariamente, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, iniciativas da sociedade civil que promovem a preservação de recursos hídricos em todo o país. Atualmente, 13 projetos, dentro da linha de atuação “Clima”, desenvolvem ações voltadas à conservação e recuperação de vegetação e que, entre outros benefícios, buscam a revitalização de nascentes, preservação de mananciais e cursos d’água e recomposição de mata ciliar, contribuindo assim para a qualidade e quantidade dos recursos naturais das bacias hidrográficas.

Entre esses projetos está o Guapiaçu, desenvolvido na porção leste da baía de Guanabara, uma das maiores baías brasileiras. O projeto contribui para o fortalecimento do ecossistema da bacia hidrográfica Guapi-Macacu (Rios Guapimirim e Macacu), por meio da restauração ecológica e da educação ambiental para alunos da educação infantil até o ensino médio. A educação ambiental de crianças e jovens nas escolas do município de Laranjeiras também é um dos pilares do projeto Azahar: Flor de Laranjeiras, desenvolvido em Sergipe. O Azahar atua na bacia hidrográfica do rio que leva o nome do estado, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe, e busca promover a eficiência no uso da água. Também contribui com a sustentabilidade hídrica da bacia hidrográfica do rio Sergipe, fazendo o monitoramento da vazão e qualidade da água do rio e de seu importante afluente, o rio Cotinguiba.

Com essas iniciativas, a Petrobras vem contribuindo para o alcance de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, como o ODS 6, que trata dos temas água potável e saneamento, o  ODS 13, que estimula ações contra a mudança global do clima, e o ODS 15, que se dedica às condições da vida terrestre.

Agência Petrobras

Projeto de Monitoramento de Praias registrou mais de 8 mil aves marinhas nas praias de SC, PR, SP e RJ

Lixo lançado no mar tem sido o grande inimigo das aves marinhas na costa brasileira

Segundo levantamento realizado em 2020 pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Petrobras, dos cerca de 15.489 animais encontrados, mais da metade, 8.951, foram aves marinhas. Os Pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus) lideram a lista, com 5.656 animais registrados, seguido do gaivotão (Larus domenicanus), com 810 encontrados, do Bobo-pequeno (Puffinus puffinus), com 770 e do Atobá-pardo (Sula leucogaster), com 708.

Muitos são encontrados mortos ou machucados, afetados por lixo, petrechos de pesca e outras interferências das ações humanas. Nas praias do Rio de Janeiro, por exemplo, 63,9% das fragatas encontradas debilitadas apresentavam sinais do contato humano como lesões causadas por linhas de pipa com cerol e linha chilena. No litoral de São Paulo, nas praias Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, grande parte das gaivotas e atobás foram resgatados e diagnosticados com intoxicação alimentar, em função da ingestão de lixo.

As equipes dos Projetos de Monitoramentos de Praias (PMPs) atuam diariamente e todos os animais marinhos encontrados debilitados ou mortos são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento veterinário.

O período da reabilitação pode demorar alguns meses, de acordo com o estado de saúde de cada animal. De maneira geral, as aves marinhas chegam as unidades de tratamento apresentando hipotermia (temperatura abaixo do normal), hipoglicemia (falta de açúcar no sangue) e desidratação. “Os animais muitas vezes perdem a mobilidade, a capacidade de voar e de caçar sozinhos. O tratamento visa propiciar a estas aves a recuperação de movimento/voo e de alimentação espontânea, para que possam sobreviver na natureza. Avaliamos, ainda, o peso adequado e a integridade das penas, para que a soltura possa ser realizada com sucesso”, comenta o engenheiro ambiental da Petrobras, Thiago Otto.

Gaivota de botinha

Nas reabilitações mais longas, pensando em reduzir as consequências do período em cativeiro, a Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, localizado em Penha (SC), estruturado e mantido pelo PMP-BS, desenvolveu uma “botinha” para as gaivotas – um curativo para evitar possíveis lesões em função dos longos períodos apoiadas somente no piso plano. “Quando estão na natureza, é difícil as gaivotas formarem calos, pois ficam na areia, no mar ou voando ”, explica Otto.


Projeto de Monitoramento de Praias registrou mais de 8 mil aves marinhas nas praias de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro


Projeto de Monitoramento de Praias registrou mais de 8 mil aves marinhas nas praias de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro

Sobre o PMP-BS

Estruturados e executados pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, é o maior programa de monitoramento de praias do mundo. Atualmente, a Petrobras mantém quatro PMPs, que, juntos, atuam em 10 estados litorâneos, acompanhando mais de três mil quilômetros de praias em regiões onde a companhia atua. O PMP da Bacia de Santos é o mais recente da companhia, foi criado em 2015 e está presente no Sul e no Sudeste, desde Laguna/SC até Saquarema/RJ.

O monitoramento é fiscalizado pelo IBAMA e compreende o registro, resgate, necropsia, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, contribuindo para a gestão de políticas públicas para a conservação da biodiversidade marinha.

A sociedade também pode participar, acionando as equipes ao avistar um animal marinho vivo ou morto, pelos telefones:

PMP Área SC/PR e Área SP – 0800 642-3341
PMP Área RJ – 0800 999-5151

Confira os dados por Estado (PMP-BS):

Infográfico PMP-BS – Aves – Dados por estado (2020)

Agência Petrobras