ANP realizará workshop sobre cessão de contratos de exploração e produção

A ANP realizará, no dia 7 de abril, a partir das 14h, o “Workshop sobre Cessão de Contratos de E&P”. O objetivo do evento é prestar informações e orientações às empresas que atuam em exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) interessadas em processos de cessão de contratos.

Cessão é a transferência, total ou parcial, da titularidade de direitos e obrigações decorrentes do contrato de E&P. A cessão é permitida pelas Leis nº 9.478/1997 e nº 12.351/2010, desde que: sejam preservados o objeto e as condições contratuais; a cessionária atenda aos requisitos técnicos, econômicos e jurídicos estabelecidos pela ANP; e haja prévia e expressa autorização da ANP, nos casos de contratos de concessão, ou da União, nos casos de contratos de partilha da produção.

O processo de cessão, regulamentado pela Resolução ANP nº 785/2019, é o processo administrativo destinado a analisar o pedido e autorizar: a cessão de contrato de E&P; a mudança de concessionária/contratada decorrente de fusão, cisão e incorporação; a mudança de operadora; e a substituição ou a isenção de garantia de performance. A cessão somente pode ser consumada com a assinatura do termo aditivo, após aprovação prévia e expressa da ANP concedida no contexto do processo de cessão.

No workshop, serão feitas apresentações, por técnicos da Agência, com orientações para a correta instrução processual e informações sobre as não conformidades mais frequentemente identificadas nos processos, bem como as condições normalmente impostas pelas decisões da ANP, com o intuito de evitar atrasos e dar celeridade ao processo.

O evento ocorrerá por meio da plataforma Microsoft Teams, pela qual os participantes poderão enviar perguntas. Para participar, basta acessar, no dia e horário do workshop, clicando aqui.

Grupo Açotubo deve abrir 50 novas vagas durante o ano

Um dos principais valores do Grupo Açotubo nos seus 47 anos de atividade é “cuidar de nossas pessoas”. Com base nisso, a empresa anunciou para o ano de 2021 uma série de investimentos na área de Recursos Humanos, contemplando ações de engajamento e crescimento voltadas aos seus colaboradores e uma parceria com a startup Kenoby para auxiliar em novas contratações do Grupo.

Como parte do crescimento para 2021, a empresa adianta que durante o ano serão abertas ao menos 50 novas vagas, sendo 30% para a área Comercial e 70% para Operação, aproximadamente. A Açotubo conta hoje com 850 funcionários distribuídos entre a matriz e as unidades espalhadas estrategicamente pelo país, e as adições caracterizam um crescimento acima de 5% no número de novos colaboradores no ano.

As áreas que devem receber mais contratações são as unidades de negócios de Inox, a operação da Tubos e Aços e a de Soluções. No ano passado, a empresa já havia implementado um terceiro turno por conta da redução de jornada, para melhor organizar a movimentação interna devido à pandemia.

Com foco nessas novas contratações, a Açotubo fechou parceria com a startup Kenoby, responsável por triar e digitalizar os processos de recrutamento e seleção. Um dos diferenciais da ferramenta é o uso de inteligência artificial, dando velocidade e transparência ao processo.

Pesquisa de clima organizacional pautou novidades para gestores e colaboradores

Em setembro de 2020, a empresa participou de uma Pesquisa de Clima Organizacional desenvolvida pela FIA (Fundação Instituto de Administração) denominada FIA Employee Experience – FEEx. Com a divulgação do resultado este ano, o grupo recebeu o Certificado Atmosfera FIA de Qualidade do Ambiente do Trabalho.

Avaliando os resultados dessa pesquisa, as oportunidades de melhorias apontadas foram priorizadas, e várias ações foram pensadas para engajar os colaboradores. A primeira delas foi a criação de uma página de carreira onde todas as vagas existentes são divulgadas, facilitando o acesso dos funcionários e incentivando as movimentações internas.

A nova página proporciona autonomia também para os gestores, permitindo que abram novas posições, acompanhem todo o processo por meio de gráficos e indicativos, e consigam avaliar questões como quantidade de candidatos, período do processo, em que fase que cada candidato está, dentre outros parâmetros.

Ainda com foco em uma maior autonomia, a empresa criou um aplicativo para os colaboradores acompanharem as demandas internas. Sendo um novo canal de comunicação, o app faz divulgações de campanhas internas e permite o acesso à diversas informações, como a universidade corporativa, convênios com universidades da região, dados de ponto e de folha de pagamento. Além disso, o colaborador tem um canal direto para se comunicar com o RH a qualquer momento, podendo, inclusive, acompanhar o status das suas demandas e dúvidas.

No que se refere à saúde, reformulamos o nosso plano de saúde, garantindo acesso gratuito a todos os colaboradores ativos, e também ampliamos o atendimento da área de medicina do trabalho, com o médico atuando de forma preventiva, estabelecendo uma rotina de exames e acompanhamento da saúde de nossas equipes, em especial dos trabalhadores das áreas operacionais.

Formação de líderes e mudança de atuação dos gestores

Dentro dos novos processos, o Grupo também fez um diagnóstico de cultura organizacional. Dividido em duas partes, a análise traz uma a visão dos colaboradores e outra das lideranças. A avaliação conjunta é fundamental para identificar onde a empresa e seus funcionários estão atualmente e onde eles gostariam de estar.

Como parte disso, o Grupo está passando por um ciclo de avaliação de desempenho e competências, focando nas questões relacionadas aos valores, visando assim identificar os maiores gaps e entender o que nossos líderes já praticam e o que precisam aprimorar. Um dos resultados é a evolução do programa de desenvolvimento de lideranças inspiradas nesses valores, incluindo a nova geração de gestores da família Bassi, representada pelo CEO Bruno Bassi.

“A chegada da nova geração ao comando da empresa altera a maneira de planejar e executar as estratégias internas. Com o Bruno a frente dos negócios, os gestores precisarão pensar mais nas estratégias e trazer soluções e alternativas, pois ele atuará muito mais nas tomadas de decisão. Caberá aos gestores apresentar novos caminhos, pensar em possibilidades, e trazer soluções viáveis para que as decisões estejam corretamente embasadas”, ressalta Renato Flora, gerente executivo de serviços compartilhados do Grupo Açotubo.

SENAI abre mais de 20 mil vagas em cursos por todo o país

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) tem 20.188 vagas na modalidade presencial, semipresencial e a distância (EaD). Há vagas disponíveis em vários estados.

Vagas 100% gratuitas

O SENAI do Distrito Federal está com cerca de 6 mil vagas abertas para cursos gratuitos cursos de qualificação profissional e de aperfeiçoamento, além do curso técnico em Segurança do Trabalho. São 2.268 vagas do Programa SENAI de Gratuidade Regimental e outras 3.904 do DF Inova Tech. Para se inscrever, é necessário preencher o formulário no site do SENAI/DF.

Já o SENAI de Tocantins oferece mais de vinte e uma turmas para cursos. São mais de 700 vagas em cursos como o de Eletricista Residencial, Almoxarife, Operador de Computador, Pintor de Obras Imobiliárias, Supervisor Inovador, Auxiliar de Recursos Humanos, entre outras opções on-line, presenciais e semipresenciais distribuídas nas unidades do Tocantins. Confira as vagas disponíveis no site do SENAI/TO.

Estudar e trabalhar?

Agora a dica é para você que está em busca de um emprego, mas sofre com a falta de experiencia. O Tem Vaga! explica tudo sobre o curso grátis de Aprendizagem Industrial, que pode abrir as portas do seu primeiro emprego.

O curso faz parte de um contrato especial de trabalho, de até 2 anos nas empresas parceiras do SENAI. Além de oferecer mais de 60 mil vagas gratuitas para esse começo de ano!

Mais vagas

O SENAI de Santa Catarina tem vagas em cursos focados em carreiras profissionais da indústria. Ao todo são 9,6 mil vagas, em 250 programas de educação, sendo 8,4 mil vagas em cursos presenciais e 1,2 mil vagas à distância.

Existem opções de formações de curta duração e de cursos técnicos (1,5 mil vagas, em 25 programas), além de 13 cursos de pós-graduação. Para mais informações ligue 0800 048 1212 ou acesse o site do SENAI/SC.

O SENAI Paraná oferece oportunidades com boas perspectivas de empregabilidade. São mais de 4 mil vagas para cursos técnicos e rápidos em diversas áreas como Administração, Alimentos, Computação, Qualidade, Informática e muitas outras, distribuídas em unidades de Curitiba e diversas outras cidades em todo o Estado.

Para mais informações, acesse o site do SENAI do Paraná. Para dúvidas e matrículas, entre em contato pelo telefone 0800 648 0088.

Agência de Notícias CNI

No mês do consumidor, ANP lança perfil na rede social Instagram

Desde a última semana, a ANP conta com mais um canal no qual os consumidores e o mercado poderão acompanhar o trabalho da Agência e informações sobre o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Trata-se do perfil da ANP na rede social Instagram – @anpgovbr, que pode ser acessado em https://www.instagram.com/anpgovbr/.

O lançamento é mais uma ação da Agência em homenagem ao Mês do Consumidor – alusão ao Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março. No perfil, já é possível encontrar alguns conteúdos de interesse dos consumidores, como vídeos sobre a fiscalização da Agência e respostas a dúvidas relacionadas ao mercado de combustíveis.

A Agência também já possui páginas e perfis em outras redes sociais. Clique nos links abaixo para conhecer:

– Twitter: https://twitter.com/ANPgovbr

– LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/agencia-nacional-do-petroleo/

– Facebook: https://www.facebook.com/ANPgovbr/

– YouTube: https://www.youtube.com/user/ANPgovbr

Ascom ANP

Superciclos econômicos e os fundamentos do mercado internacional de petróleo

A dinâmica dos preços do petróleo no mercado internacional é fundamentalmente regida pelo equilíbrio entre oferta e demanda do produto.

Desta forma, o balanceamento dos fundamentos de mercado, sobretudo, tem ditado a dinâmica do petróleo como uma commodity, mesmo que fortemente influenciado pelos aspectos geopolíticos.

Os aumentos dos preços desde o final de 2020 trouxeram um otimismo cauteloso para o mercado de energia. Depois de um ano inteiro praticamente com preços em torno de 40 dólares, a sinalização altista para patamares de 60-70 dólares deixa mixed feelings no mercado.

Para evitar o contagio por uma euforia momentânea é sempre bom entender os fundamentos mercadológicos básicos e analisar o que esta por trás de movimentos repentinos, tanto de baixa quanto de alta.

Vale destacar que por ciclos econômicos entende-se a alternância que acontece na economia entre períodos fortes e de crescimento, com períodos de baixa e de recessão econômica.

O movimento de baixa que solapou o mercado no ano de 2020 é notoriamente conhecido e já foi massificadamente discutido em muitos artigos. Não cabe aqui cansar o leitor com essa rediscussão.

Pandemia, descasamento entre oferta e demanda, recessão econômica, redução de investimentos, excesso de estoques e paralização de atividades produtivas, criaram uma espiral descendente dos preços.

Em contrapartida, o inicio das campanhas mundiais de vacinação contra a Covid-19 e o poder discricionário e a disciplina dos cortes de produção da OPEP+, que vigora desde abril de 2020, levaram a percepção de algum nível de retomada de normalidade do mercado e provocaram um ramp-up nos preços de dezembro de 2020 para cá (março de 2021).

O espraiamento da vacinação por vários países do mundo enseja a retomada da mobilidade, e no curto e médio prazos, os pacotes de alívio aos impactos econômicos nos EUA, aliados aos investimentos em renováveis, criarão aumentos na receita disponível e dos gastos do governo americano.

Pensando em se tratar de um novo ciclo econômico, essa recuperação no país maior consumidor de energia do mundo, pode se tornar intensiva em hidrocarbonetos, incrementando a demanda por petróleo muito antes de reduzi-la, como almeja a administração Biden-Harris. O que reverberará nos preços, forçando-os para cima, podendo chegar a 70 – 75 dólares (Goldman).

O economista do IBRE (FGV), Samuel Pessôa, acredita que haja um potencial inflacionário nos muitos estímulos que se acumulam na economia norte-americana. Um pacote fiscal de cerca de 10% do PIB, como o de Biden na mais modesta hipótese, mesmo se considerando multiplicadores pequenos, representa, na visão do pesquisador, um impulso bem maior que a atual ociosidade de fatores nos Estados Unidos.

Segundo suas estimativas, o mercado de trabalho no quarto trimestre de 2021 estará um ponto percentual mais apertado do que o vigente no mesmo período de 2019.

Contudo, outras visões sugerem que a retomada econômica pode não ser tão positiva assim. Júlio Senna, também pesquisador do IBRE, considera que a pandemia deve reforçar alguns fatores da estagnação secular, o que já não aqueceria a demanda no setor petrolífero.

O menor crescimento populacional, por exemplo, inibe investimentos em infraestrutura, assim como o baixo crescimento da produtividade. Adicionalmente, a pandemia aumenta a insegurança e as incertezas, o que inibe o consumo e estimula a poupança precaucional.

Mesmo após o controle da Covid-19 pela vacinação, permanecerão dúvidas sobre o futuro da mobilidade e das viagens internacionais, com o advento da massificação do home office, que podem afetar o consumo, os investimentos e contratação de mão de obra nos setores atingidos.

O grande desafio econômico pós-pandemia no mundo todo, incluindo no Brasil, é a geração de emprego, que liquidamente tornou-se nula nos últimos meses na economia americana.

Análise do mercado de derivados no Brasil em 2020, por Fernanda Delgado e Marcelo Gauto
Corroborando com essa perspectiva, a Agencia Internacional de Energia publicou em março de 2021 seu relatório mensal, onde conclui: “a demanda de petróleo provavelmente nunca alcançará sua trajetória pré-pandemia.

Pode não haver retorno ao ‘normal’ para o mercado de petróleo na era pós-Covid” (WorldOil, 2021, tradução livre das autoras). Destaca o mesmo relatório que se os governos agirem com mais rapidez nas reformas ambientais do que o esperado e os consumidores evitarem as viagens de negócios e aderirem a medidas ambientais mais rígidas, cerca de 5,6 milhões de barris da demanda diária de petróleo poderão ser eliminados até 2026.

Já a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indica que o crescimento acelerado da geração de energia por fontes renováveis não deverá ser suficiente para atender a todo o crescimento da demanda, exigindo um aumento da oferta petrolífera mundial.

Isso, associado à falta de capacidade produtiva adicional da maior parte dos países não-Opep, deve conduzir ao aumento do preço no médio prazo. Porém, essa elevação de preços não deverá ser excessiva.

Considerando as revisões de investimentos já observadas, no longo prazo a EPE indica que a principal questão de longo prazo não deverá ser a ausência, ou a redução, da demanda, mas a que preço os produtores conseguirão ofertar e comercializar um volume marginalmente crescente nas próximas décadas.

Por outro lado, pelo lado da oferta, o 14º encontro da OPEP+ decidiu estender os cortes de produção e algumas compensações dos países-membros. Em vigor desde janeiro (2021), a isenção amplia 130 mil bpd à Rússia e 200 mil bpd ao Cazaquistão de flexibilização de produção em relação a março de 2020.

Apesar da produção russa não ter aumentado por causa dos impactos do inverno sobre os campos maduros, a continuidade das isenções atendem ao interesse de Moscou em conter o aumento dos preços e da competitividade do shale oil dos Estados Unidos (EL GAMAL & ASTAKHOVA, 2021).

Estabilizar os preços por meio do controle artificial da oferta foi o objetivo da OPEP+ há um ano, com um cronograma claro e específico e cortes escalonados até 2022. Os preços foram, de fato, estáveis entre junho e novembro (2020), pairando em torno de 40-45 dólares por barril. Dessa forma, a oferta do cartel segue artificialmente controlada, removendo do mercado internacional aproximadamente 8,7 milhões de barris todos os dias.

Fora a artificialidade deste controle importa mencionar que existe um excedente de oferta no mundo represado por cortes de capex das empresas, capacidade ociosa de países como Arábia Saudita, embargos comerciais a economias como Líbia e Irã, que, ao terem permitidos acesso às suas produções ao mercado internacional certamente agregariam componentes à oferta desestabilizando o tráfico.

Ao Irã cabe analisar que sua capacidade produtiva está em aproximadamente 4 milhões bpd mas o país só tem produzido (e exportado) aproximadamente 2 milhões bpd. O país está sujeito a duras sanções dos Estados Unidos desde 2018, quando o então presidente Donald Trump retirou o país do acordo internacional para restringir as atividades nucleares.

Ainda que alguns países, como a China, desafiem as sanções do Ocidente e mantenham ativas as exportações do petróleo, há uma capacidade ociosa no país que, ao serem removidas as sanções, incluiriam na oferta internacional aproximadamente 2 milhões bpd de petróleo a mais no mercado internacional.

Não foi objeto de análise aqui se questões como o atingimento do pico de demanda de petróleo e a transição energética já exercem algum nível de pressão nos preços por meio da redução dos investimentos em grandes projetos com longos tempos de maturação.

Em sendo a volatilidade conhecidamente a maior inimiga dos investimentos de longo prazo, essas são algumas das razões pelas quais não há um maior otimismo no mercado diante da recente forte recuperação de preços.

O futuro, que sempre foi incerto, apresenta uma maior disparidade de cenários. A norte-americana EIA revisou suas projeções de Brent para 53,20 dólares por barril em 2021 e 55,19 para 2022. Para o longo prazo, os preços, no cenário referencial, devem subir para 73 dólares por barril em 2030 e 95 dólares em 2050. No cenário de preços baixos, as cotações não ultrapassam 50 dólares o barril até 2050, e no de preços altos as cotações sobem para 130 dólares por barril em 2030 e 170 em 2050. O equilíbrio ainda frágil de oferta e demanda tende a fazer com que os agentes permaneçam cautelosos.

Fernanda Delgado e Heloísa Borges EP BR