Nexans e Bureau Veritas unem forças para reduzir os riscos de cabos de exportação eólica offshore

O Bureau Veritas (BV) e a Nexans assinaram um acordo de parceria para reduzir riscos e promover as melhores práticas para entregas de cabos de alta tensão usados para conectar parques eólicos offshore a redes onshore.

Com estudos das seguradoras confirmando que os cabos de alta tensão estão entre os elementos mais críticos dos parques eólicos offshore, a confiabilidade de soluções de ponta a ponta, incluindo a instalação, torna-se um facilitador essencial para a corrente e a próxima geração de cabos necessários para transmitir eletricidade em águas mais profundas, segundo as duas empresas.

À medida que novos grandes parques eólicos offshore estão sendo construídos mais longe da costa e em águas mais profundas, o risco de falhas pode aumentar a confiabilidade na qualidade dos cabos e sua chave de instalação.

O Bureau Veritas e a Nexans afirmam que fizeram uma parceria para enfrentar esse desafio e ajudar o setor eólico offshore a reduzir o risco operacional, baseando-se na experiência da Nexans em fornecer soluções completas e a experiência marítima e experiência do Bureau Veritas em gerenciamento de riscos.

Por meio da parceria, a Bureau Veritas oferecerá sua garantia sobre o modelo operacional de Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI) da Nexans.

“O gerenciamento efetivo de riscos fornece garantia operacional e confiabilidade com menos tempo de inatividade, redução dos custos de reparo e substituição e maior confiança. Graças a essa parceria, tanto os clientes da Nexans quanto a indústria eólica offshore continuarão a reduzir os riscos dentro do setor”,afirmou a Nexans em comunicado à imprensa.

Ipea projeta crescimento de 3% do PIB em 2021

Alta está condicionada ao avanço da cobertura vacinal contra a Covid-19 no ano. Para o primeiro trimestre, previsão é de queda de 0,5%

Após uma recuperação de certo modo surpreendente da economia brasileira em 2020, dado o contexto da pandemia de Covid-19, o escopo para a política econômica se contrapor aos efeitos do recente agravamento da crise sanitária neste ano ficou mais restrito. Esse cenário levou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a projetar em 3% o crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2021, com queda estimada de 0,5% no primeiro trimestre do ano, na comparação com ajuste sazonal.

Além do impacto da pandemia e do endurecimento das medidas de isolamento social por parte de governos estaduais e municipais sobre o ritmo da economia, as previsões para 2021 também levam em conta as incertezas quanto à capacidade de se promover os ajustes nas contas públicas necessários para uma trajetória fiscal equilibrada.
Outro fator de risco é a aceleração inflacionária, refletindo a alta nos preços administrados acima do esperado no início deste ano e a desvalorização cambial, com impactos principalmente nos preços dos alimentos e dos bens industriais.

A análise da conjuntura econômica brasileira divulgada na última terça-feira (30/03) pelo Ipea aponta que o segundo semestre do ano deve ser marcado pela retomada do crescimento do PIB e pelo aumento da confiança de consumidores e empresários a partir do avanço da cobertura vacinal contra a Covid-19. As hipóteses cruciais desse cenário são que as questões associadas à pandemia já estejam sob controle e que seja possível conter as atuais incertezas fiscais. A questão fiscal, aliás, é analisada em detalhe numa perspectiva de curto e longo prazos a partir da discussão do Orçamento para 2021 e da EC 109, ambos recém-aprovados pelo Congresso.

Para 2022, a projeção é de crescimento de 2,8% do PIB, em um cenário de manutenção da retomada da atividade econômica esperada para o segundo semestre deste ano. Embora o crescimento projetado para 2022 seja um pouco menor que o de 2021, o esforço de crescimento ao longo de 2022 seria maior, pois a base de comparação (o PIB de 2021) é significativamente maior.

O documento contempla uma análise do efeito do preço das commodities sobre a atividade econômica. No Brasil, o peso das commodities no total das exportações no último ano foi de 65%, e a participação no PIB de 12%. Os dados mostram que o aumento do preço das commodities e o crescimento do PIB seguem um padrão muito similar. Sendo assim, espera-se que a atual trajetória de alta dos preços internacionais das commodities contribua positivamente para a retomada da economia brasileira.

Ao mesmo tempo que contribuem positivamente para a atividade econômica, a alta das commodities pressionam a inflação. A estimativa do Ipea para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 é de 4,6% de variação. O resultado considera as surpresas inflacionárias adversas no início do ano, especialmente para os preços administrados, bem como o recente período de seca nas principais regiões produtoras de carne e leite. Para 2022, no contexto de uma política monetária mais apertada e sob a hipótese de que as atuais incertezas fiscais sejam controladas, o IPCA deve variar 3,4%.

Os pesquisadores também divulgaram uma nota com os indicadores mensais da atividade econômica, cujo desempenho aponta para acomodação no ritmo de crescimento da economia no primeiro trimestre de 2021. O Grupo de Conjuntura do Ipea estima, para fevereiro deste ano, crescimento nulo na produção industrial, avanço de 0,8% para as vendas no varejo e alta de 0,6% no setor de serviços.

ANP participa da Mesa Reate Espírito Santo

A ANP participou da Mesa Reate Espírito Santo, evento online que deu sequência à agenda do Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate).

O Reate tem o objetivo de buscar avanços na implementação de uma política nacional que fortaleça a atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas terrestres, de modo a estimular o desenvolvimento de uma indústria forte e competitiva, com produção crescente e pluralidade de operadores e fornecedores de bens e serviços.

O diretor Dirceu Amorelli conduziu a participação da ANP na Mesa Reate Espírito Santo, que também contou com a participação de superintendentes e técnicos com temas ligados ao Reate.

Em sua fala, Amorelli destacou a importância do Espírito Santo para a indústria de petróleo e gás nacional, em especial no onshore. Segundo ele, nas rodadas de licitações no regime de concessão já realizadas, foram arrematados 63 blocos terrestres na Bacia do Espírito Santo, além de outros sete blocos no 2º Ciclo da Oferta Permanente e quatro áreas com acumulações marginais em rodadas específicas.

“A Bacia do Espírito Santo vem de um longo histórico de sucesso. Ela tem se mostrado um excelente investimento para empresas de todos os portes. Isso se traduziu, apenas em bônus de assinatura, em um investimento de R$ 35,8 milhões para blocos capixabas. Mas isso é só a ponta do iceberg, o mais importante são os empregos e renda gerados. Essa indústria é intensiva em trabalho e geração de emprego, o que tem sido um dos grandes focos da ANP”, afirmou Amorelli.

Essa foi a terceira edição da Mesa Reate, que já teve debates sobre os estados do Rio Grande do Norte e da Bahia. Estão previstos ainda para este ano mais três encontros: Alagoas, Amazonas e Sergipe.

OGCI banca o impulso de redução de carbono da NextDecade

O fundo OGCI Climate Investments está programado para investir US$ 10 milhões na NextDecade, através de uma compra de ações, apoiando ainda mais os esforços deste último de fornecer o GNL de emissão de ponta a ponta mais baixo.

Lançado em 2016, o OGCI Climate Investments é um fundo criado por empresas associadas da Iniciativa Climática de Petróleo e Gás (OGCI) para impulsionar ecossistemas de baixo carbono e fornecer redução de carbono. O fundo investe em projetos e tecnologias econômicas e implementáveis.

Os membros da OGCI incluem Aramco, bp, Chevron, CNPC, Eni, Equinor, ExxonMobil, Occidental, Petrobras, Repsol, Shell e Total.

A captura e armazenamento de dióxido de carbono (CCS) em processos industriais é uma das áreas de foco da OGCI Climate Investments.

A NEXTDecade está desenvolvendo um dos maiores projetos de CCS da América do Norte em Rio Grande GNL. Espera-se que o projeto possibilite a captura e armazenamento geológico permanente de mais de cinco milhões de toneladas de CO2 por ano.

Matt Schatzman,presidente e CEO da NextDecade, sadi: “Temos o prazer de receber a OGCI Climate Investments como investidor da NextDecade. Compartilhamos uma visão de fornecer ao mundo acesso a energia mais limpa. Esse capital permitirá o avanço dos processos proprietários da NextDecade para reduzir o custo de utilização da tecnologia CCS e a realização das contribuições transformadoras e impactantes que esperamos fazer à indústria energética global e à busca por um futuro líquido-zero.”

“Por meio de seu trabalho no GNL rio grande, a NextDecade demonstra a viabilidade econômica e operacional do CCS para proporcionar redução de carbono. Acreditamos na visão da NextDecade de fornecer o GNL de emissão de ponta a ponta mais baixo possível das bacias do Permiano e da Eagle Ford”, disse Pratima Rangarajan,CEO da OGCI Climate Investments.

RenovaBio: ANP publica metas individuais das distribuidoras para 2021

A ANP publicou no Diário Oficial da União, despacho com as metas individuais compulsórias para 2021 das distribuidoras, no âmbito do RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis. As metas determinam de quanto deve ser a redução, este ano, de emissões de gases causadores do efeito estufa por cada distribuidora que comercializou combustíveis fósseis no ano de 2020.

As metas individuais são calculadas pela ANP, todos os anos, com base nas metas globais publicadas pelo Conselho Nacional de Política Energética na Resolução CNPE nº 8, de 18 de agosto de 2020.

As metas são cumpridas pelas distribuidoras por meio da aposentadoria (retirada de circulação) de créditos de descarbonização (CBIOs), em quantidade correspondente à sua meta.

Os CBIOs são ativos ambientais emitidos por produtores de biocombustíveis em quantidade proporcional à sua produção e o quanto ela contribuiu, por meio da substituição de combustíveis fósseis, para evitar emissões de gases causadores do efeito estufa. Um CBIO equivale a uma tonelada de emissões evitadas ou a sete árvores, em termos de captura de carbono.

Os CBIOs são comercializados por produtores na Bolsa de Valores brasileira (B3), podendo ser adquiridos pelas distribuidoras, para cumprimento de suas metas individuais, ou mesmo por terceiros não obrigados interessados nessa comercialização.

Uma vez adquirido esses créditos, as distribuidoras de combustíveis podem aposentá-los, ou seja, retirá-los definitivamente do mercado, impedindo qualquer negociação futura. Apenas os CBIOs aposentados contam para o cumprimento das metas individuais anuais.

 

Seminário da ANP irá debater desempenho do mercado de combustíveis em 2020

A ANP irá realizar no próximo dia 6/4, às 15h, o Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis – Ano Base 2020. O evento tem como objetivo apresentar a ação regulatória da ANP sobre o downstream e o desempenho do mercado de combustíveis em 2020, tendo como principal fonte o Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (SIMP) da Agência.

Este ano, o Seminário irá abordar ainda os desafios trazidos pela pandemia de Covid-19, como eles refletiram no desempenho do mercado e as ações da ANP para mitigar esses desafios e garantir o abastecimento nacional.

O evento será online e poderá ser acompanhado pelo canal da ANP no YouTube.

Veja mais informações sobre o Seminário

Feira de Ciências e Engenharia distribui mais de 300 prêmios para jovens cientistas

Patrocinada pela Petrobras, a 19ª Febrace recebeu cerca 1250 projetos e mais de 277 mil visitas virtuais únicas

A 19ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, considerada a maior do gênero no país, divulgou os vencedores das diversas categorias. Entre os vitoriosos há projetos para combater notícias falsas na internet, aplicativo voltado para economia popular, plataforma robótica para o monitoramento de corais e até projeto de nanotecnologia aplicada ao design sustentável. Alguns dos premiados representarão o Brasil em uma feira internacional de ciências.

A Petrobras é uma das patrocinadoras da feira, promovida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). O evento estimula alunos dos ensinos fundamental médio e técnico a desenvolver projetos que tragam soluções inovadoras para a sociedade. Essa edição teve 345 trabalhos finalistas, de todas as regiões do país, envolvendo mais de 700 estudantes e 482 professores de 295 escolas.

“Os projetos finalistas foram avaliados graças à colaboração de mais de 300 avaliadores, pesquisadores e especialistas, que participaram à distância de diversas partes do Brasil e do mundo. A participação dos estudantes e professores nas salas de avaliação, palestras e na mostra virtual foi intensa ao longo destes dias. A 19ª edição da Mostra de Projetos superou as expectativas”, conta a professora Roseli de Deus Lopes, coordenadora geral da Febrace,”

Mesmo no cenário da pandemia, sem aulas presenciais, e com pouco acesso aos laboratórios, os estudantes desenvolveram projetos inovadores e aplicáveis ao dia a dia, nas áreas de engenharia, ciências exatas e da terra, da saúde, humanas, agrárias, biológicas, sociais e aplicadas. Os quatro primeiros lugares de cada categoria receberam uma bolsa de Iniciação Científica Júnior (ICJ) do CNPq. Nove projetos da Febrace participarão da Regeneron ISEF 2021 – a maior feira internacional do gênero, em maio, nos EUA.

Além de patrocinar a Febrace, de quem é parceria há 15 anos, a Petrobras levou para a feira um estande virtual interativo, onde os participantes puderam conhecer mais a empresa, responder a um quiz e concorrer a prêmios. A Petrobras também ofereceu, no dia 26/03, a palestra “Carreiras Tecnológicas! Valem a pena hoje em dia?”, com Flávio Guimarães, fundador da plataforma Brincando com Ideias, que também conta com patrocínio da companhia“. “O setor de tecnologia vem crescendo muito, e as empresas clamam por bons profissionais. Além do que as escolas onde vocês estudam e a Febrace já tem feito por vocês, quero convidá-los a conhecer a plataforma Brincando com Ideias e o nosso projeto Caça ao Tesouro Tecnológico, onde abordamos diversos temas sobre inovação e novas tecnologias com o objetivo de ensinar de forma fácil e divertida esses conteúdos” ressaltou Flávio aos participantes do evento.

Virtual

Este ano, por causa da pandemia, o evento teve uma plataforma especialmente desenvolvida para abrigá-lo: a Febrace Virtual. Por meio dela, os visitantes puderam votar nos projetos selecionados, entrar nos estandes dos patrocinadores, assistir palestras e lives e até registrar a visita por meio de uma foto. Participaram especialistas e pesquisadores dos Estados Unidos, Holanda, Portugal, Argentina, Colômbia, Reino Unido, Peru, México, Panamá, França, Alemanha e Uruguai.

● Conheça os premiados e da Febrace 2021 e reveja a cerimônia de premiação.

● Destaques da FEBRACE 2021

Agência Petrobras