Solstad Offshore obtém contrato com a Shell Brasil

O armador offshore norueguês Solstad Offshore obteve um contrato de longo prazo para uma de suas embarcações de abastecimento de plataforma (PSV) pela petrolífera Shell.

A Solstad Offshore disse que o contrato foi concedido pelo braço brasileiro da Shell – para o PSV Normand Starling.

Segundo o armador, o Normand Starling dará suporte às atividades da Shell em águas offshore brasileiras.

O contrato outorgado é válido por dois anos, até abril de 2023, e terá início na continuação direta do contrato atual que Normand Starling tem com a Shell Brasil.

A saber, a Solstad Offshore conquistou um contrato de dois anos para o Normand Starling com a Shell Brasil no final de março de 2019.

A embarcação, antes conhecida como Far Starling, iniciou seu contrato com a Shell no segundo trimestre de 2019. O contrato anterior da embarcação também tinha duração firme de dois anos.

Já o Normand Starling é um navio de abastecimento de plataformas construído em 2013 por Vard Vung Tau no Vietnã em 2013. Atualmente, está navegando sob bandeira do Brasil. Sua tonelagem bruta é de 3.527 toneladas.

Empresas se unem para doar 3,4 milhões de medicamentos para intubação para o Brasil

Ação solidária emergencial já começou a importar insumos da China para fazer frente ao aumento de pacientes com COVID-19

Diante do recrudescimento da pandemia da Covid-19 no Brasil e da consequente escassez de insumos para o atendimento a pacientes em UTIs, um grupo de empresas se uniu para a doação ao Ministério da Saúde de 3,4 milhões de medicamentos para intubação, quantidade suficiente para a gestão de 500 leitos pelo período de um mês e meio. Esta ação solidária, em caráter emergencial, conta com o engajamento e apoio da Engie, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobras e Raízen, além da Vale, que deu início a esta ação há 2 semanas.

O pool de empresas, liderado pelos seus presidentes, já se mobilizou e começou os trâmites para importar da China sedativos, neurobloqueadores musculares e analgésicos opioides – insumos básicos para realizar a intubação. A chegada do primeiro lote está prevista para a próxima semana, a partir do dia 15 de abril. Os itens são certificados pela Anvisa, além da agência chinesa, e serão integralmente doados ao governo federal, que cuidará também da distribuição pelos Estados por meio do SUS-Sistema Único de Saúde.

“A Petrobras permanece empenhada em ajudar a sociedade brasileira contra os efeitos devastadores da pandemia. Acreditamos ser fundamental unir esforços para salvar vidas, não podemos ficar inertes diante do sofrimento imposto pela Covid-19“, afirma Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras.

“Seguimos acompanhando atentamente o agravamento da pandemia no Brasil e entendemos que é urgente uma nova mobilização das empresas, agora para apoiar o governo federal na recomposição de insumos para UTIs. É importante destacar que essa ação só tem essa força porque conta com adesão de empresas de diversos setores. O momento pede união e esperamos contribuir para o sistema de saúde em todo território brasileiro”, afirma Eduardo Bartolomeo, presidente da Vale.

“Desde o início da pandemia, a ENGIE não tem medido esforços para apoiar as necessidades das comunidades no entorno de nossas usinas e gasodutos, além de contribuir com hospitais e laboratórios, como a Fiocruz, e  iniciativas com doação de recursos dos nossos colaboradores, para que mais pessoas possam ser alimentadas, testadas, tratadas e vacinadas. Essa nova ação, liderada pela Vale, nos permite ampliar nossa contribuição”, comenta o CEO da ENGIE Brasil, Mauricio Bähr.

“Por meio do Todos pela Saúde, temos apoiado o sistema público de saúde e a sociedade no enfrentamento da Covid-19 desde o início da crise sanitária no Brasil. O momento ainda é muito crítico, e iniciativas como esta para garantir o atendimento a quem mais precisa são fundamentais para que vidas sejam salvas. Mais do que um ato de solidariedade, vemos a mobilização do setor privado como um importante compromisso das empresas com o País”, afirma Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco.

“As iniciativas da Klabin para apoiar no combate à pandemia são voltadas para as áreas de saúde, assistência social e geração de renda para pessoas em situação vulnerável. Somos uma empresa cidadã, acreditamos que cada atitude conta e que a ajuda do setor privado é fundamental para auxiliar nesse momento tão desafiador. Seguiremos direcionando os nossos esforços em prol da sociedade brasileira com mais essa ação solidária de apoio à rede pública de saúde”, destaca Cristiano Teixeira, diretor-geral da Klabin.

“Estamos mobilizados desde o início da pandemia em uma verdadeira rede de solidariedade – desde a produção e doação massiva do tão essencial álcool 70, até parcerias com esta, que somam esforços e competências a serviço da sociedade e do País. Afinal, cada vida salva é uma vitória coletiva”, enfatiza Ricardo Mussa, CEO da Raízen.

Raízen investe R$ 345 milhões em renovação de frota para a próxima safra

Focada em garantir uma operação cada vez maior e eficiente, pautando-se sempre nas melhores práticas de sustentabilidade e buscando sempre o que há de mais inovador em seus mercados de atuação, a Raízen – empresa integrada de energia, líder na produção de açúcar, etanol e bioenergia no país -, se prepara para dar início a safra 21´22 com uma renovação robusta de frota e maquinários agrícolas na ordem de R$ 345 milhões.

O montante foi destinado a mais de 500 equipamentos, entre eles, colhedoras, carretas e caminhões (cavalo mecânico) canavieiros, além de caminhões semiautônomos – uma novidade na operação agrícola, que passará a utilizá-los no transbordo da cana-de-açúcar. O investimento reforça o trabalho intenso da Raízen para o desenvolvimento e fomento de novas soluções e tecnologias nas mais diversas frentes de sua atuação e que possam vir a revolucionar o agronegócio ou etapas da produção como um todo. Os novos equipamentos serão destinados à renovação da frota de todos os polos de operação da companhia.

“Na busca pela otimização de recursos e maior eficiência na operação e custos como um todo, investimos em frotas e equipamentos que entreguem alta performance e tecnologia. Para isso, buscamos nos mais diversos parceiros o que há de mais inovador no mercado e os estimulamos com o intuito de maximizarmos sinergias complementares ao negócio, uma vez que cada fornecedor da Raízen também é parte fundamental em toda a cadeia produtiva e um parceiro estratégico dentro da nossa jornada”, afirma Henrique Nakamura, diretor de Suprimentos da Raízen.

A nova frota vem para entregar às operações agrícolas da companhia ainda mais segurança, performance e qualidade, além de proporcionar uma significativa redução do consumo de combustível, onde, para os caminhões que passarão a operar na frente de colheita, por exemplo, essa redução pode chegar a cerca de 40% em relação a operação atual. Todas estas tecnologias possibilitarão à Raízen um ganho de produtividade nos canaviais além de um consumo menor de recursos, consolidando uma cadeia produtiva cada vez mais eficiente, responsável e sustentável.

“Com esta negociação, a Raízen conta com a máxima eficiência na área agrícola de suas 26 unidades de produção de etanol, açúcar e bioenergia, além da alta tecnologia embarcada nos equipamentos, o que também nos possibilitará reduzir o consumo de combustível e colaborar com a promoção de impactos positivos no meio ambiente, na rotina, qualidade de vida e produtividade da mão de obra de todo o processo produtivo, bem como na sociedade impactada pelo negócio”, destaca Rodrigo Morales, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen.

Preços do petróleo sobem com expectativa de recuperação econômica global

Os contratos futuros do petróleo avançaram na quarta-feira, apoiados por uma melhora no cenário econômico global, embora um aumento nos estoques de gasolina e temores de que novos surtos do coronavírus enfraqueçam a recuperação da demanda por combustíveis tenham limitado os ganhos.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,42 dólar, ou 0,7%, a 63,16 dólares por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 0,44 dólar, ou 0,7%, para 59,77 dólares o barril.

Os estoques de petróleo dos EUA recuaram em 3,5 milhões de barris na última semana, mas as reservas de gasolina tiveram um salto de 4 milhões de barris, disse a Administração de Informação sobre Energia (AIE), ante expectativas de um recuo de 221 mil barris na gasolina, conforme pesquisa da Reuters.

“Se você não precisa produzir gasolina, então também não precisa usar mais petróleo”, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho Securities.

Os preços obtiveram suporte quando o Federal Reserve divulgou a ata de sua reunião do mês passado, que reforçou a posição do banco central dos EUA de não elevar a taxa de juros, impulsionando as perspectivas de demanda por combustíveis.

Ainda assim, o aumento no número de casos de Covid-19 nas Américas, que foram responsáveis por mais da metade das mortes relacionadas ao coronavírus na semana passada, limitou os ganhos da commodity.

Reuters

Shell sinaliza provável queda nas vendas globais de combustíveis no trimestre

A Shell espera que suas vendas de combustíveis caiam ou na melhor hipótese fiquem estáveis no primeiro trimestre, disse a empresa, líder global em comercialização de combustíveis no varejo, indicando que a recuperação da demanda segue lenta em meio a restrições associadas ao coronavírus.

Em atualização sobre suas operações de comercialização, a Shell disse que suas vendas de produtos refinados de petróleo no primeiro trimestre ficaram entre 3,7 milhões e 4,7 milhões de barris por dia (bpd), ante 4,8 milhões de bpd no último trimestre de 2020.

A Shell projetava antes que as vendas no trimestre atingiriam 4,5 milhões de bpd.

As taxas de utilização de refinarias no trimestre ficaram em de 71% a 75% , ante projeção de 73% a 81%.

As margens de refino da Shell melhoraram para cerca de 2,6 dólares por barril no trimestre, ante 1,6 dólar no trimestre anterior.

Em gás, a Shell disse que os resultados de comercialização serão “significativamente abaixo da média”.

A Shell vê sua produção de gás natural liquefeito (GNL) em entre 7,8 milhões e 8,4 milhões de toneladas, ante 8,2 milhões de toneladas no trimestre anterior e uma previsão de entre 8 milhões e 8,6 milhões de toneladas.

A produção total do setor de “upstream” deve subir para de 2,4 milhões a 2,48 milhões de barris de óleo equivalente, na faixa inferior das projeções anteriores, ante 2,37 milhões no último trimestre de 2020.

Uma onda de frio que atingiu o Texas deve ter impactado a produção entre 10 mil a 20 mil bpd, impactando os lucros ajustados do primeiro trimestre em 200 milhões de dólares. A empresa divulgará seu balanço em 29 de abril.

Reuters

USDA vai expandir dados sobre óleo de soja para biocombustíveis em relatório mensal

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) vai alterar a maneira como reporta o consumo de óleo de soja por produtores de biocombustíveis a partir de seu relatório mensal de estimativas globais de oferta e demanda (Wasde) de maio, disse um porta-voz da agência à Reuters na quarta-feira.

A mudança no aguardado relatório, considerado o padrão para os dados agrícolas mundiais, ocorre em meio a um aumento na demanda por óleos vegetais por parte dos produtores de diesel renovável, um combustível “limpo” à base de soja e outras gorduras e óleos.

A alteração atípica também representa um reconhecimento pelo USDA do forte potencial de demanda por óleo de soja em momento em que as ofertas da oleaginosa no país figuram nos menores níveis em anos.

Atualmente, o USDA reporta o uso pelo setor em uma categoria abrangente, que também inclui a demanda de produtores de alimentos e ração animal.

O consumo por fabricantes de biodiesel de soja, que difere do diesel renovável, já ocupa sua própria categoria de demanda no relatório.

A projeção atualizada de oferta e demanda por óleo de soja deve combinar o uso por produtores de biodiesel e de diesel renovável, para aderir aos critérios de confidencialidade dos relatórios do USDA, disse à Reuters no início de março Keith Menzie, economista do World Agricultural Outlook Board do USDA.

As mudanças no relatório do USDA dependiam da expansão dos dados de biocombustíveis e matérias-primas em um documento mensal da Administração de Informação sobre Energia (AIE). A AIE começou a divulgar esses números em 31 de março.

Mais detalhes sobre as alterações no relatório do USDA serão divulgadas na quinta-feira, segundo um porta-voz da agência.

O USDA publicará na próxima sexta-feira seu relatório Wasde de abril. O documento de maio, por sua vez, está previsto para ser divulgado em 12 do próximo mês.

Reuters