DIVISOR: o futuro da perfuração nas simulações 3D

A Repsol Sinopec Brasil está estudando maneiras de otimizar a eficiência das atividades de perfuração offshore utilizando inteligência artificial e simulações físicas, possibilitando a visualização 3D das operações e o uso ótimo dos dados em tempo real. Veja uma simulação do programa no vídeo no final da página.

Há um futuro inimaginável no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas no segmento de energia e como #CriadoresdoAmanhã, buscamos por essas soluções todos os dias. Uma delas é o Projeto DIVISOR, que vai otimizar a eficiência das atividades de perfuração pela inclusão de tecnologias digitais.

O DIVISOR tem como grande objetivo prever possíveis problemas operacionais ao longo da perfuração de poços, e consolidar as informações de projeto e da operação em um sistema centralizado, integrando diversas fontes de dados. Como a perfuração de poços é uma das atividades mais onerosas durante o desenvolvimento de um projeto de exploração e produção de petróleo offshore, a solução proposta pelo projeto tem grande capacidade de redução de tempo e custo, amentando a segurança e eficácia dessas operações. 

O projeto DIVISOR é, de fato, um divisor de águas

O DIVISOR oferece a visualização 3D da perfuração do poço em tempo real, junto de dados relevantes para a tomada de decisões, como litologia, propriedades de fluidos de perfuração, trajetórias projetadas, dados de sensores de campo, resultados de simulações e outros.

Além disso, o sistema usa esses mesmos dados como insumo para os algoritmos de inteligência artificial que identificam padrões de acontecimentos para detecção antecipada de problemas, aumentando a eficiência e a otimização dos processos.

Também é possível utilizar informações de operações de outros campos para tornar esse banco de dados ainda mais rico. A ferramenta em desenvolvimento pode interpretar semanticamente dados de relatório diários em arquivos .pdf, alimentando o banco de dados de forma automatizada.

TRADUZINDO…

Em uma analogia, é como prever os principais problemas que podem ocorrer durante a construção ou uma reforma de sua casa com base em inteligência artificial e uso de dados em tempo real adquiridos em sua própria obra ou em obras similares. Imagine conseguir diminuir a quantidade de cimento ou ferragem em uma laje com base na experiência de outras obras sem comprometer a segurança e a durabilidade, ver numa visualização 3D se o lugar escolhido para uma furação tem vigas, canos ou qualquer outra estrutura ou ainda, interromper a colocação de um piso porque o sistema detectou que o contra-piso precisaria estar nivelado. Certamente, isso colaboraria para que tanto a construção quanto qualquer obra da sua casa fossem mais eficientes e mais baratas.

Veja a simulação do DIVISOR

Com o projeto Divisor, buscamos um maior controle da execução, melhoria nos processos e aumento do desempenho através de formas alternativas de realização. A atividade de perfuração está sempre em contínua evolução, afinal qualquer melhoria pode representar uma redução significativa dos custos operacionais”, diz Fernando Perin pesquisador da RSB.

O DIVISOR é parte da grande iniciativa de Transformação Digital da Repsol Sinopec Brasil, que objetiva integrar todos seus processos operacionais desde a prospecção e perfuração até a produção e venda do petróleo e gás produzido.

 “O futuro da perfuração eficiente e dentro dos custos estimados passa pela melhoria gradual da qualidade e das funcionalidades e do acompanhamento remoto das operações. E, por que não pensar também, em um futuro onde a operação remota seja realidade. O DIVISOR certamente, é um passo concreto nessa direção” – diz Renata Martin, gerente do INWELL da Repsol em Madrid.

O projeto DIVISOR é realizado em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Virtuais de Produção (SENAI/Firjan) e a empresa Engineering Simulation and Scientific Software (ESSS).

Tecnologia criada na USP para monitorar extração de petróleo pode reduzir preço da gasolina

Equipamento desenvolvido em São Carlos (SP) ajuda na elaboração mais precisa de novos poços, o que promete economia milionária.

Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma técnica computacional que promete gerar uma economia milionária no processo de extração de petróleo, podendo até reduzir o preço da gasolina.

A tecnologia, que mescla cálculos da Física e Inteligência Artificial (IA), também garante maior segurança aos procedimentos realizados nas plataformas do pré-sal, diminuindo o risco de acidentes ambientais nas refinarias e minimizando a emissão de CO² na atmosfera.

Os resultados foram publicados na edição mais recente do Journal of Fluids Engineering, da revista científica The American Society of Mechanical Engineers. A expectativa dos cientistas é de que o novo método seja incorporado ainda este ano pela Petrobras.

A pesquisa foi financiada pela Petrobras, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Modelo híbrido

Atualmente, para avaliar como os poços de petróleo e de gás estão operando, são utilizados códigos computacionais da área de mecânica dos fluidos (ramo da Física). Contudo, segundo o professor Oscar Mauricio Rodriguez, do Departamento de Engenharia Mecânica da EESC, eles possuem limitações.

“Utilizam-se, na verdade, expressões matemáticas simplificadas, que não são capazes de prever todas as variáveis de produção que existem na prática, como diferentes tipos de petróleo, presença de gás, condições severas de pressão e temperatura e escoamentos multifásicos”, explicou o professor.

Com o objetivo de avaliar com maior exatidão as condições de produção de petróleo e gás, a equipe de cientistas comandada pelo professor desenvolveu uma técnica para auxiliar esses códigos já existentes, por meio do aprendizado de máquinas, a IA.

“A gente tem a junção dessas duas ferramentas [e] com isso acaba ganhando em confiabilidade e em segurança. Você consegue informar o operador, na plataforma, de algo que pode estar acontecendo a quilômetros de profundidade, abaixo da camada do pré-sal”, completou.

Testes

A fim de coletar dados de pressão, temperatura e vazão para criar o novo programa, uma estrutura que simula como funciona um poço de extração, geralmente instalado a 7 km de profundidade em alto mar, foi montada, em escalada reduzida, no Laboratório de Escoamentos Multifásicos Industriais (LEMI) da EESC.

“A ideia é justamente monitorar e controlar esse parâmetro de tal forma que simule condições similares ao pré-sal. Aí a gente extrai nossos dados de interesse, que é a filmagem de como estava o escoamento dentro da tubulação e outras características importantes”, explicou o pesquisador André Quintino.

Vantagens

O monitoramento mais preciso de toda a parte de bomba e de extração do petróleo gera uma otimização do trabalho, aumentando a produção. Além disso, a tecnologia desenvolvida na pesquisa também deve reduzir o risco de acidentes ambientais.

“A partir do momento em que há um monitoramento mais adequado do seu processo de produção, você tem mais controle e, consequentemente, mais segurança no processo. Isso é imprescindível para que você evite vazamentos de petróleo e acidentes que podem custar vidas e capital para a companhia”, afirmou Rodriguez.
A técnica também poderia ser utilizada na elaboração mais precisa de novos poços, reduzindo custos e gerando uma economia de milhões de dólares.

Com isso, os preços dos produtos derivados do petróleo poderão ter uma redução, já que sua produção ficará mais estável, evitando surpresas como a que ocorreu com a pandemia de Covid-19.

“Se a empresa tem um lucro maior com esse tipo de tecnologia, obviamente ela tem uma flexibilidade para trabalhar no preço de seus produtos. A sociedade ganha, a empresa se torna mais competitiva a nível mundial e a tecnologia se desenvolve. E é uma tecnologia 100% nacional, feita em casa”, finalizou o professor.

Deliberações das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária da Petrobras

A Petrobras informa que as Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária, realizadas nesta quarta-feira, 14/4, sob a forma exclusivamente digital, deliberaram e aprovaram, por maioria, o seguinte:

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

I. Tomada de contas dos administradores, exame, discussão e votação do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras da Companhia, acompanhadas do relatório dos auditores independentes e do Parecer do Conselho Fiscal, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020;

II. Destinação do Resultado do exercício de 2020;

III. Eleição de 5 (cinco) membros do Conselho Fiscal e respectivos suplentes, como segue:

Eleitos pelo Acionista Controlador
Sra. Agnes Maria de Aragão da Costa (titular) e Sr. Jairez Elói de Sousa Paulista (suplente);
Sr. Sérgio Henrique Lopes de Sousa (titular) e Sr. Alan Sampaio Santos (suplente);
Sr. José Franco Medeiros de Morais (titular) e Sra. Gildenora Batista Dantas Milhomem (suplente).

Eleitos pelos Acionistas Minoritários Detentores de Ações Ordinárias
Sra. Patricia Valente Stierli (titular) e Sr. Robert Juenemann (suplente).

Eleitos pelos Acionistas Detentores de Ações Preferenciais
Sra. Michele da Silva Gonsales Torres (titular) e Sr. Antonio Emílio Bastos de Aguiar Freire (suplente).

IV. Fixação da remuneração dos administradores, dos membros do Conselho Fiscal e dos membros dos Comitês de Assessoramento ao Conselho de Administração nos termos do voto da União, seguindo orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST, com limite de remuneração global no período compreendido entre abril de 2021 e março de 2022: de até R$ 47.059.396,55 a ser paga aos administradores; de até R$ 1.235.599,05 a ser paga aos Conselheiros Fiscais; de até R$ 2.471.198,03 a ser paga ao Comitê de Auditoria Estatutário; de até R$ 3.953.916,85 a ser paga ao Comitê de Auditoria Estatutário do Conglomerado; e de até R$ 1.976.958,43 a ser paga aos demais Comitês Estatutários de Assessoramento ao Conselho de Administração.

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

I. Incorporação da Companhia de Desenvolvimento e Modernização de Plantas Industriais S.A. (“CDMPI”) pela Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras para:

(1) Ratificar a contratação da Moreira Associados Auditores Independentes (“Moreira Associados”) pela Petrobras para a elaboração do Laudo de Avaliação, a valor contábil, do patrimônio líquido da CDMPI, nos termos do parágrafo 1º do artigo 227 da Lei nº 6.404, de 15.12.1976;
(2) Aprovar o Laudo de Avaliação elaborado pela Moreira Associados para avaliação, a valor contábil, do patrimônio líquido da CDMPI;
(3) Aprovar, em todos os seus termos e condições, o Protocolo e Justificação da Incorporação, firmado entre a CDMPI e a Petrobras em 24.02.2021;
(4) Aprovar a incorporação da CDMPI pela Petrobras, com a sua consequente extinção, sem aumento do capital social da Petrobras; e
(5) Autorizar a Diretoria Executiva da Petrobras a praticar todos os atos necessários à efetivação da incorporação e regularização da situação da incorporada e da incorporadora perante os órgãos competentes, no que for necessário.

Assembleia Geral Ordinária da Petrobras aprova pagamento de dividendos

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 24/02/2021, informa que, em reunião realizada na quarta-feira, 14/4, a Assembleia Geral Ordinária aprovou a proposta para destinação do resultado do exercício de 2020 encaminhada pelo Conselho de Administração, de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos no valor de R$ 10,272 bilhões, correspondente ao valor de R$ 0,787446 por ação ordinária e preferencial em circulação.

Esse valor será atualizado pela variação da taxa SELIC de 31/12/2020 até a data do pagamento, em 29/04/2021. Até 14/04/2021, essa atualização representou um acréscimo de R$ 0,004566 por ação, resultando em um valor total de R$ 0,792012 por ação.

O pagamento do referido dividendo será realizado em 29 de abril de 2021 e os acionistas terão direito à remuneração, na seguinte forma:

1. A data de corte para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 será no dia 14 de abril de 2021 e a record date para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) negociadas na New York Stock Exchange – NYSE será o dia 16 de abril de 2021.

2. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos na B3 e NYSE a partir do dia 15 de abril de 2021.

A Política de Remuneração aos Acionistas pode ser acessada pela internet no site da companhia (http://www.petrobras.com.br/ri).

Preços do petróleo sobem com dados fortes sobre importações da China

Os preços do petróleo subiram na terça-feira, após fortes dados sobre importações da China, embora os mercados ignorassem em geral tensões no Oriente Médio que ainda não tiveram impactos sobre a oferta.

O petróleo Brent subia 0,67 dólar, ou 1,06%, a 63,95 dólares por barril, às 9:46 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,58 dólar, ou 0,97%, a 60,28 dólares por barril.

Ambos os contratos têm operado em intervalo limitado, tendo variado menos de 1% nas últimas quatro sessões.

As importações de petróleo pela China saltaram 21% em março frente a uma base de comparação fraca no ano passado, com refinarias aumentando o ritmo das operações.

A Opep na terça-feira elevou previsão para o crescimento da demanda global por petróleo em 2021 em 70 mil barris por dia (bpd), para 5,95 milhões de bpd.

Os preços também tiveram apoio de expectativas de queda nos estoques de petróleo nos EUA, que poderiam configurar a terceira semana consecutiva de baixa, enquanto estoques de gasolina tenham provavelmente aumentado, segundo pesquisa preliminar da Reuters na segunda-feira.

Por outro lado, o movimento Houthi do Iêmen, alinhado ao Irã, disse na segunda-feira que realizou ataques com 17 drones e dois mísseis balísticos contra alvos na Arábia Saudita, incluindo instalações da petroleira Saudi Aramco em Jubail e Jeddah.

“O aumento na tensão geopolítica só terá um impacto altista visível nos preços se vier junto com impactos reais sobre a oferta física”, disseram analistas da corretora PVM em nota.