Fugro garantiu o posicionamento e o trabalho de serviços de suporte a Jumbo Maritime no desenvolvimento de Mero 1

A Fugro garantiu o posicionamento e o trabalho de serviços de suporte de construção para a empreiteira de instalação offshore Jumbo Maritime no desenvolvimento do campo Mero 1 em águas profundas no Brasil.

Usando seu pacote de navegação e sistema de câmera de realidade aumentada, a Fugro está apoiando o Jumbo para a instalação de 35 torpedos submarinos e 24 cabos de amarração até profundidades de água de 1980 metros.

A infraestrutura servirá para ancorar a unidade flutuante de produção Mero 1 e equipamentos associados, segundo Fugro.

O trabalho está sendo executado a bordo do navio guindaste de carga pesada Fairplayer da Jumbo e tem duração estimada de seis meses.

Além dos levantamentos pré e pós-assentamento das estacas e cabos de amarração, as soluções de navegação e câmera de realidade aumentada da Fugro fornecerão posicionamento em tempo real para atividades de construção e instalação submarinas sem a necessidade de qualquer hardware montado na infraestrutura submarina, disse Fugro.

Segundo a empresa, essa abordagem reduz riscos, aumenta a consciência espacial e agiliza os fluxos de trabalho.

Rogerio Carvalho, gerente nacional da Fugro no Brasil, disse: “O alcance global e a tecnologia avançada da Fugro, combinados com nossos recursos e experiência da Holanda e do Brasil, foram fundamentais para garantir este contrato. Tendo superado muitos desafios no planejamento das operações para este projeto em meio às restrições causadas pela Covid-19, estamos entusiasmados por agora apoiar a Jumbo neste importante desenvolvimento em águas profundas ”.

Localizado a aproximadamente 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, o campo de Mero possui contrato de partilha de produção com o Consórcio Libra, que tem como operadora Petrobras (40% de participação), Shell Brasil (20%), Total (20%), CNODC (10%) e CNOOC Limited (10%).

O consórcio também inclui a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora do contrato de partilha de produção.

Para lembrar, no início de abril a Petrobras informou que a primeira produção do Mero 1, por meio do FPSO Guanabara, foi adiada devido a atrasos na construção do FPSO.

A produção do Mero 1 agora está prevista para o primeiro trimestre de 2022.

TechnipFMC irá fornecer até oito manifolds para produção e injeção nos campos Marlim e Voador da Petrobras

A TechnipFMC fornecerá até oito manifolds para produção e injeção, utilizando o controlador de válvula robótica (RVC) totalmente elétrico.

O contrato, no valor entre US $ 75 milhões e US $ 250 milhões, também inclui ferramentas, peças sobressalentes e serviços associados, de acordo com a TechnipFMC.

O RVC é uma tecnologia robótica que substitui a hidráulica submarina tradicional, bem como milhares de peças mecânicas, ao mesmo tempo que fornece dados e análises em tempo real sobre o desempenho do sistema.

Isso resulta em um coletor menor, menos complexo e menos caro, com uma pegada de carbono significativamente reduzida, afirma a TechnipFMC.

Além disso, o software do RVC pode ser atualizado remotamente e mantido submarino, aumentando a confiabilidade e disponibilidade geral do sistema submarino.

Jonathan Landes, presidente encarregado de subsea da TechnipFMC, disse: “Estamos ansiosos para executar este projeto usando nossas capacidades locais no Brasil e contribuir para outro desenvolvimento importante no país.

“Estamos muito entusiasmados em trazer novas tecnologias e recursos de automação para este projeto por meio do uso do RVC para operar os manifolds. Nossas inovações em automação e eletrificação estão ajudando nossos clientes a reduzir seus gastos operacionais e reduzir a intensidade de carbono de seus projetos submarinos ”.

Conforme informado anteriormente, a petrolífera brasileira Petrobras lançou em novembro de 2020 uma fase de divulgação de oportunidade (teaser) para a venda de sua participação de 50% no Cluster de Marlim na Bacia de Campos.

Os campos de Marlim e Voador ocupam uma área de 339,3 quilômetros quadrados e estão localizados em águas profundas, a cerca de 150 quilômetros do litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

Os dois campos compartilham a infraestrutura de produção e, entre janeiro e outubro de 2020, produziram em média 68,9 mil barris de óleo por dia e 934 mil m³ de gás por dia.

O próximo projeto de revitalização em Marlim e Vorador envolve a substituição de todas as plataformas existentes por dois novos FPSOs.

O primeiro óleo da revitalização é estimado para 2023, com um patamar previsto para 2025.

Há vagas qualificadas, anunciam empresas na websérie Firjan de Óleo, Gás e Naval

Empresas, com a TAG e Ocyan, procuram especialistas em gasodutos e soluções para essa indústria

Apesar da pandemia, o mercado de trabalho em óleo, gás e naval no país se mantém aquecido, mas é preciso ficar atento às mudanças e aos novos perfis demandados, que impactam nas grades de treinamento para os profissionais. Essas foram as principais conclusões da Websérie Firjan de Óleo, Gás e Naval – Mercado de Trabalho com Ocyan e TAG, promovida em 20/4, com moderação de Fernando Montera, coordenador de Relacionamento Estratégico de Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

A TAG (Transportadora Associada de Gás), vendida pela Petrobras em 2019 para o consórcio Engie CDPQ, teve que contratar todo o quadro de pessoal, porque operava com funcionários cedidos pela antiga controladora e terceirizados. Após o período de transição, em 2020 o percentual de funcionários recrutados pela TAG cresceu 70%. A empresa iniciou também um programa de estágio. A empresa possui a maior rede de gasodutos de transporte no país, presente em 10 estados.

“O desafio é atrair profissionais, que precisam ser altamente qualificados e ter experiência com gasoduto. Conseguimos contratar alguns da Petrobras. Estamos conversando com outras transportadoras para tentar fazer um programa de treinamento”, explica Carmina Velasco, gerente de Pessoas, Cultura e Comunicação na TAG.

A Ocyan, especializada em prover soluções para a indústria de petróleo e gás, está com 400 vagas abertas, segundo Bruna Fonseca Augusto, gerente de Pessoas na empresa. “Nosso maior desafio tem sido a diversidade e a inclusão. Criamos um Comitê de Diversidade e estamos fechando uma parceria com a Firjan SENAI Macaé para treinar mulheres para atividades offshore”.

Alexandre dos Reis, diretor executivo da Firjan SENAI SESI, colocou a rede de institutos do SENAI à disposição das empresas para preparar esse novo perfil de mão-de-obra. “Estamos investindo muito nos professores e nos recursos tecnológicos. A automação em operações de petróleo e gás estará cada vez mais presente”.

Reis aproveitou o evento para divulgar a campanha SESI Cidadania Contra a Fome, de arrecadação de alimentos não perecíveis para pessoas em extrema pobreza. A iniciativa foi lançada pela Firjan SESI há uma semana. “Pandemia, tragédia e angústia de quem tem fome e precisa comer. Por isso, essa grande articulação entre a Firjan SESI, empresários e os parceiros Viva Rio, União Rio e Caminhão da Misericórdia, da Comunidade Olhar Misericordioso. Doe agora!”, conclamou Reis. Para participar da campanha, acesse https://sesicidadaniacontrafome.firjan.com.br/

Para rever a Websérie Óleo, Gás e Naval, acesse https://www.youtube.com/watch?v=kSDsUxq6WSI

CNPE aprova parâmetros para licitações de Sépia e Atapu

Em reunião realizada em (21/4), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou os parâmetros técnicos e econômicos para a Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa dos Campos de Atapu e Sépia.

Governo de Minas anuncia nova fábrica da WEG em Betim

A nova unidade conta com 5 mil metros quadrados de área construída, voltada para a produção de eletrocentros, e vai gerar 100 novos postos de trabalho nos próximos três anos

A WEG, empresa líder global em produção de equipamentos eletroeletrônicos, acaba de anunciar a instalação de uma nova fábrica em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A informação foi divulgada pelo Governo de Minas nesta sexta-feira (16).

A nova fábrica será voltada para a produção de eletrocentros, que são salas ou casas elétricas construídas em estruturas metálicas compactas e projetadas sob medida para atender às diversas necessidades dos clientes para geração solar e industriais. A nova unidade conta com 5 mil metros quadrados de área construída e vai gerar 100 novos postos de trabalho nos próximos três anos.

“Apesar do momento difícil que estamos enfrentando devido à pandemia, ficamos felizes em saber que diversas empresas estão investindo em Minas Gerais. O novo projeto da Weg reforça o ambiente de negócios favorável que oferecemos. Somos um Estado amigo de quem gera emprego e renda”, destaca o governador Romeu Zema.

Expansão

Em janeiro de 2020, a WEG adquiriu em Betim uma das mais modernas plantas fabris do Brasil para transformadores de alta tensão, voltados principalmente para projetos e grandes linhas de transmissão, e desde janeiro de 2021 passou a fabricar transformadores de força, reatores shunt e autotransformadores de força com classe de tensão até 800kV e potência até 500MVA. Juntas, as duas operações da WEG no município vão empregar em breve mais de 300 colaboradores.

“Somos a maior fabricante de salas elétricas da América Latina e esta unidade será parte importante da nossa capacidade produtiva nos próximos anos. Vai também fortalecer nossa posição em um dos mais importantes mercados de equipamentos elétricos para geração de energia e mineração do país,” explica Manfred Peter Johann, diretor superintendente da WEG Automação.

Energias renováveis

A atratividade de Minas Gerais como local para os novos investimentos da WEG foi destacada após uma longa análise, que considerou diversas alternativas em todo Brasil. “O destaque foi para o bom mercado, localização privilegiada, acesso a rotas estratégicas, uma cultura industrial forte, com base educacional e cursos técnicos e superiores de boa qualidade, o que nos garante mão de obra qualificada”, acrescenta Manfred.

Para Cláudio Luis dos Santos, gerente de Cadeias de Eletroeletrônicos, Energia e Transporte do Indi, a instalação de uma empresa multinacional brasileira como a WEG em Minas Gerais contribui substancialmente com a diversificação da economia. “O Estado tem aproveitado bastante as oportunidades advindas da geração de energias renováveis, como a solar. A produção destes eletrocentros pela WEG vem contribuir ainda mais para a consolidação da cadeia do setor em Minas Gerais”, diz.