79º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 1,05 bilhão de litros

No 79º Leilão de Biodiesel da ANP, foram arrematados 1.050.349.000 litros de biodiesel para atendimento à mistura obrigatória. Não houve arremates para mistura voluntária. Todo esse volume foi oriundo de produtores detentores do Selo Biocombustível Social. O preço médio de negociação foi de R$ 5,536/L, sem considerar a margem da adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 5,82 bilhões, refletindo um deságio médio de 26,5% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 7,529/L).

A etapa de apresentação das ofertas para atendimento à mistura obrigatória ocorreu em 14/04/2021, com 45 produtores disponibilizando um volume total de 1.501.700.000 litros de biodiesel. Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, na primeira etapa de seleção de ofertas, realizada no dia 15 de abril de 2021, foram arrematados 100.288.000 litros de biodiesel, volume esse oriundo exclusivamente de produtores de pequeno porte detentores de Selo Biocombustível Social, representando 70% do volume ofertado por esses produtores e 6,7% do total ofertado no Leilão.

Na segunda etapa de seleção de ofertas, realizada nos dias 16 e 19/04/2021, foram arrematados 839.374.000 litros de biodiesel, volume esse oriundo exclusivamente de produtores detentores de Selo Biocombustível Social, representando 56% do volume ofertado por esses produtores e 55,8% do total ofertado no Leilão.

Na terceira etapa de seleção de ofertas, realizada em 20/04/2021, foram arrematados 110.687.000 litros de biodiesel de produtores detentores ou não de Selo Biocombustível Social, representando em torno de 7,4% do total ofertado no Leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 22/04/2021. Foram disponibilizados 26.500.000 litros, sendo 100% de produtores detentores do Selo Biocombustível Social, volume esse que representou 5,9% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Nessa etapa não houve nenhuma negociação efetivada.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender à Lei nº 13.263, de 23 de março 2016, e à Resolução CNPE nº 16, de 29 de outubro de 2018, para implementação do cronograma de evolução da adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final.

Ressalta-se que o 79º Leilão (L79) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 1º de maio a 30 de junho de 2021, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 002/21-ANP.

Veja os resultados homologados do L79 na página dos leilões de biodiesel

Entrada do Brasil na OCDE pode aumentar em 0,4% o PIB per capita por ano

Edição especial traz 13 artigos com diferentes interpretações sobre eventual ingresso à OCDE. Projeções indicam crescimento de US﹩ 7 bilhões anuais em bens e serviços.

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta crescimento de 0,4% do PIB per capita, por ano, com a eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação O que o Brasil pode esperar da adesão à OCDE, de autoria dos pesquisadores Otaviano Canuto e Tiago Ribeiro, compõe a edição especial da Revista Tempo do Mundo. A publicação, editada pelo Ipea, apresenta uma série de 13 artigos sobre a candidatura do Brasil como membro da OCDE.

De acordo com dados analisados e fornecidos pelo Banco Mundial, os autores Otaviano Canuto e Tiago Ribeira apontam que caso a candidatura do Brasil seja aceita e confirmada, os estímulos em fluxo de capital devem impulsionar a atividade de comércio exterior. O crescimento econômico previsto é de aproximadamente US﹩ 7 bilhões anuais em geração de bens e serviços.

Entre os principais benefícios econômicos listados, os pesquisadores avaliam que a eventual entrada do Brasil na OCDE pode alavancar o processo de abertura para a economia global. O estudo destaca a possibilidade de contribuir para o aumento do superávit e ampliar a captação de novos investimentos externos no país. Além disso, o processo pode impulsionar a participação de cadeias produtivas globais, bem como a realização de novos acordos de cooperação com organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A edição especial da Revista Tempo do Mundo traz indicadores que analisam os impactos econômicos gerados em países membros da OCDE. Os dados verificados pela economista Catalina Crane Arango, no estudo O Caminho da Colômbia para a OCDE, apresentam um diagnóstico sobre os resultados observados após o ingresso do país na entidade. As análises confirmam a previsão de benefícios econômicos estimados, como a redução de 36,9% das barreiras tarifárias, resultando em acréscimo de 1,8% no comércio interno no período entre 2015 e 2019. A mesma tendência de alta e de ganhos para a balança comercial foi observada nos casos da Hungria, Polônia e República Eslava, após estes países terem ingressado na OCDE.

Na avaliação de Pedro Silva Barros, pesquisador do Ipea e editor da Revista Tempo do Mundo, os estudos publicados contribuem para fortalecer o diálogo entre acadêmicos e executores de políticas públicas sobre a possível entrada do Brasil na OCDE. “Os dados, em conjunto com a pluralidade de abordagens presentes na publicação, ajudam a avaliar os potenciais benefícios, custos e desafios para o país, caso a entrada na OCDE venha de fato a ocorrer”, observou.

Atualmente, além do Brasil, Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia também pleiteiam a acessão à OCDE. A entidade conta atualmente com 36 membros, e o aumento no número de candidaturas fez a OCDE buscar a definição de novos critérios para a aceitação de candidaturas. O Brasil apresentou formalmente sua candidatura em 2017 com o objetivo de implementar avanços na agenda de política econômica externa.

Firjan e Cluster Tecnológico Naval do Rio debatem “O caminho para o desenvolvimento econômico e social do estado”

A Firjan e o Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro promovem hoje (27/4) o debate “O caminho para o desenvolvimento econômico e social do estado fluminense”. O evento on-line, a partir das 10h, integra a Websérie Óleo, Gás e Naval da federação e reunirá representantes das empresas Skipper & WoolBlue e Engepron, da federação e do cluster e terá a participação do deputado estadual Luiz Paulo.

Interessados do mercado de petróleo, gás e naval podem fazer suas inscrições em https://bit.ly/3evF7sM .

A  Associação do Cluster vem estruturando seus Planos Estratégicos 2021-2025 nas áreas de Negócios, de Comunicação e Marketing e a Norma de Compliance, Ética e Conflito de Interesses. Além disso, estabeleceu Conselhos Consultivos formados por instituições e especialistas, que detêm amplo conhecimento e capacidade de impacto em seus respectivos setores para discussões e análises sobre temas relevantes para o mercado.

Programação:

Abertura – Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, e Carlos Erane de Aguiar, presidente no Conselho de Administração do Cluster Tecnológico Naval/RJ.

Participação: Luiz Paulo, deputado estadual; Miguel Marques, sócio fundador da Skipper & WoolBlue; Edésio Teixeira, vice-almirante e diretor-presidente da Engepron; e Walter Lucas da Silva, contra-almirante diretor-presidente na Associação do Cluster Tecnológico Naval -RJ. Mediação: Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval na federação.

Credora da Schahin processa Petrobras por indenização no caso da sonda Vitória 10.000

A empresa Marin Holding International está movendo uma ação contra a Petrobras, em busca de ressarcimentos relacionados à sonda Vitória 10.000, por serviços prestados à antiga Schahin, empresa falida e envolvida nas investigações da Lava-Jato.

A Marin foi uma das credoras da Schahin, fornecedora da Petrobras que teve sua falência decretada pela justiça de São Paulo, após o fracasso do plano de recuperação judicial, em 2018.

Segundo entendimento da Marin, a Petrobras foi responsável pelo fracasso do plano devido ao cancelamento de contratos – esse capítulo envolveu uma disputa judicial própria, que terminou com a Petrobras retomando a embarcação.

A Schahin tentou, sem sucesso, preservar os contratos com a Petrobras para a operação da sonda Vitória 10.000. A receita era fundamental para a execução do plano de recuperação.

A Marin entra no imbróglio a partir de serviços de reparo de equipamentos na Vitória 10.000, segundo informações do escritório de advocacia Luzone Legal, contratado para acionar a Petrobras na Justiça.

Diz a banca que a Marin realizou serviços de manutenção após um acidente no BOP (um sistema de segurança) e nos risers da Vitória 10.000, que haviam paralisado a operação da sonda.

O contrato havia sido fechado com a Schahin, tornando a Marin credora da companhia. Com a falência decretada e a sonda transferida pela Petrobras, a Marin ficou sem receber, de acordo com o escritório.

“A Marin foi vítima de um grave esquema de corrupção praticado pela Schahin e pela Petrobras. Por isso, a estatal deve ser responsabilizada. Os atos de seus prepostos causaram um prejuízo milionário à nossa cliente”, afirma Leandro Luzone, sócio do escritório, em nota.

Procurada pela epbr, a Petrobras afirmou que é vítima dos crimes investigados e julgados pela força tarefa da Lava-Jato e segue, ela própria, em busca de ressarcimentos pelos danos causados à companhia.

“A Petrobras é vítima dos crimes desvendados pela Operação Lava-Jato, sendo reconhecida como tal pelo Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal Federal. A companhia colabora com as investigações desde 2014 e seguirá buscando o ressarcimento de todos os prejuízos causados em função dos atos ilícitos”, diz a nota.

A companhia ainda é coautora, ao lado do Ministério Público Federal (MPF) e da União em 21 ações de improbidade administrativa, em curso, e assistente de acusação em 76 ações penais.

“Como resultado dessas medidas, R$ 5,7 bilhões já retornaram ao caixa da companhia, incluindo valores repatriados da Suíça pelo poder público brasileiro”, afirma a Petrobras.

Sonda foi retomada pela Petrobras

A Vitória 10.000 foi utilizada na campanha de Sapinhoá (BM-S-9), no pré-sal da Bacia de Santos. Como é praxe nos contratos da Petrobras, o serviço era fechado em dois contratos: um de afretamento, no caso com a offshore Deep Black Drilling LLP, da Schahin, e outro de prestação dos serviços locais, com a Schahin Engenharia Ltda.

Esse modelo de contratação, inclusive, é alvo da Receita Federal e, em 2020, a Base Engenharia (novo nome da Schahin) ainda discutia pagamentos bilionários ao fisco.

No caso da Vitória 10.000, contudo, a sonda era originalmente da Petrobras e estava arrendada para a Schahin. Os negócios foram anulados, a pedido da Petrobras, que retomou a sonda.

Em 2017, Milton Schahin, sócio do grupo fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Em um intervalo de pouco mais de um ano, duas sondas da empresa foram arrestadas por credores internacionais da Schahin, que perdeu seu contrato com a Vitória 10.000 e faliu.

EP BR

Firjan SENAI: software compartilha infraestrutura de laboratórios para explorar inovação

Startups, pequenas e médias empresas podem acessar equipamentos e contar com a expertise de profissionais por meio da plataforma Bookkit

Democratizar o uso de tecnologias modernas e custosas com o compartilhamento da infraestrutura laboratorial é a intenção do “Open Labs Brazil”. O projeto foi apresentado na Websérie de Pesquisa e Inovação do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde (ISI QV), da Firjan SENAI, em 26/4. A iniciativa visa ofertar de forma organizada a ociosidade em máquinas e serviços de laboratórios para usuários externos e conta com a participação do SENAI Cetiqt (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil), do Centro Colaborativo Internacional para a Química Sustentável (ISC3); e pela startup britânica Clustermarket.

Startups, pequenas e médias empresas que não têm condição de adquirir máquinas caras podem acessar equipamentos e contar com a expertise de profissionais por meio da plataforma Bookkit, considerada de fácil usabilidade por Sergio Kuriyama, pesquisador-chefe do Centro de Inovação SESI em Higiene Ocupacional (CIS HO), da Firjan SENAI. “Além de ampliar o network de trabalho e gerar renda, o programa possibilita fazer um retrato do uso de cada equipamento, através dos relatórios ricos em detalhes que os softwares liberam. Evita conflito ao organizar o uso das máquinas e consegue ver os custos de projetos baseados em hora-máquina ou por serviço”, detalhou Kuriyama, ao relatar a experiência da Firjan SENAI com a implantação do Bookkit.

A plataforma foi desenvolvida pela Clustermarket, com o objetivo de estimular a inovação, permitindo o uso mais eficiente dos recursos. “O Bookkit, um software de agendamento de equipamento interno, agrupa todas as ferramentas que o cientista precisa para gerir o funcionamento de um laboratório”, acrescentou Francisco Raio, diretor do Bookkit Academia na startup britânica. Ele destacou que o sistema é gratuito, incluindo o suporte necessário para sua implantação.

Victoria Santos, coordenadora de Inteligência Competitiva, Propriedade Intelectual e Sustentabilidade no ISI Biossintéticos e Fibras, também observou alguns ganhos da plataforma: facilitação do controle do uso dos equipamentos e do time, aumento do uso da infraestrutura e otimização da aquisição de infraestrutura.

Edital para incubação de startups

Astrid Ewaz, gerente de Projetos para o ISC3 Innovation Hub, destacou que o trabalho do Centro visa promover startups e soluções inovadoras no campo da química sustentável. Dessa forma, lançou no “Open Labs Brazil” um concurso para eleger duas startups para um processo de incubação de um a dois meses, por meio do uso do Bookkit no ISI QV e no ISI Biossintéticos e Fibras, ambos da Firjan. As inscrições estão abertas até 31/05 pelo link: https://easyfeedback.de/ISC3SENAIApplicationsOpenLabsBrazil/1299768/42k875

Assista em a Websérie de Pesquisa e Inovação – Programa Open Labs Brazil pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=296scjAl0l0