DOF Subsea trabalhará com Shearwater nos campos da Petrobras

A DOF Subsea garantiu vários contratos para apoiar as pesquisas sísmicas do nó do fundo do oceano (OBN) que a Shearwater GeoServices conduzirá em três campos da Petrobras na costa brasileira.

A DOF Subsea fornecerá serviços de embarcações e veículos operados remotamente (ROV) para as campanhas de levantamento nos campos de Jubarte, Tupi e Iracema.

A embarcação Skandi Neptune já foi alocada para o projeto e se prepara para transitar com o Rio de Janeiro para dar início ao levantamento de Jubarte, na Bacia de Campos, que ocorrerá ao longo de três meses.

Os levantamentos de Tupi e Iracema devem começar no terceiro trimestre do ano na Bacia de Santos e devem durar cerca de nove meses.

Shearwater ganhou um contrato com a gigante brasileira de petróleo e gás Petrobras em novembro de 2020 para a pesquisa de linha de base OBN 4D sobre o campo de Jubarte.

No início do ano, a empresa fechou contrato para aquisição de sísmica OBN em águas profundas para os projetos de Tupi e Iracema.

IBP promove Fórum de Descarbonização 2021 a partir de hoje

Debates ocorrerão hoje (26/5) e amanhã (27/05) na plataforma virtual da Rio Oil & Gas 

O Fórum de Descarbonização 2021, organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), ocorre hoje (26/05) e amanhã (27 de maio). A conferência será dividida em quatro painéis, que serão realizados entre 15h e 18h nos dois dias. Será gratuito e poderá ser acessado e assistido pelos inscritos na plataforma virtual e exclusiva da Rio Oil & Gas. A programação completa poderá ser encontrada no site do Instituto.  

Com recente lançamento pela Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) do Roadmap para o segmento alcançar emissões líquidas zero em 2050, os debates terão foco nos cenários de transformação energética para descarbonização da economia, que antecipará as análises de impacto e influenciará as tomadas de decisão, no médio e longo prazo, pelas empresas de óleo e gás, com um viés voltado para se consolidarem como companhias de energia; inovações e tecnologias, que abordará o hidrogênio verde como um diferencial competitivo, posicionando o Brasil como um dos principais players em um mercado emergente; a eficiência energética no fornecimento de energia segura e responsável para o Brasil; e incorporação dos critérios ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), que surgem como demanda da sociedade e de investidores por uma agenda sustentável e conectada aos negócios das corporações, na trajetória “Net Zero”. 

A abertura será realizada por Cristina Pinho (Diretora executiva corporativa do IBP). Já estão confirmados entre os palestrantes: André Clark (Gerente Geral da Siemens Energy Brasil e Conselheiro do IBP), Thiago Barral (Presidente da Empresa de Pesquisa Energética – EPE), José Firmo (CEO do Porto do Açu), Clarissa Lins (CEO da Catavento), Philippe Blanchard (Country Manager da TOTAL E&P do Brasil) e Jorge Soto (Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem).  

“Desejamos fomentar o debate e fortalecer a discussão para constante aperfeiçoamento de processos e projetos que contribuam com a queda dos níveis de emissões. A indústria de O&G tem um compromisso com as metas estabelecidas no Acordo de Paris em sinergia com o cenário global de mudanças climáticas”, analisa Carlos Victal, gerente de sustentabilidade do IBP.  

Serviço:  

Evento: Fórum de Descarbonização 2021 

Datas: 26 e 27 de maio (Amanhã e próxima quinta)  

Horários: 15h às 18h 

Onde assistir: plataforma virtual e exclusiva da Rio Oil & Gas.  

Eastman lança sistema de transferência de calor com análise preditiva, o Fluid Genius™

O fabricante dos fluidos de transferência de calor Therminol® e Marlotherm® aproveita a inteligência artificial para estender a expectativa de vida do fluido

A fornecedora global de materiais especiais, Eastman (NYSE: EMN), apresenta o Fluid Genius, um produto revolucionário, que equipa engenheiros e gerentes de operações com percepções preditivas para otimizar o desempenho do fluido de troca térmica.

Produto único no mercado, Fluid Genius combina a inteligência artificial com meio século de experiência da Eastman para monitorar e maximizar o ciclo de vida dos fluidos de troca térmica para uma infinidade de aplicações de sistema.

“Com o Fluid Genius, a Eastman continua a jornada para trazer serviços digitais ao mercado”, disse Aldo Noseda, vice-presidente e CIO da Eastman. “Esta solução combina análises avançadas com décadas de experiência da Eastman em fluidos de troca térmica para criar uma plataforma digital fácil de usar, para ajudar nossos clientes a obter confiança na operação de seus sistemas de troca térmica, e planejar a manutenção de forma corporativa”, finaliza Noseda.

O Fluid Genius pode prever a expectativa de vida do fluido e orientar a melhor forma de estendê-la, evitando paradas não planejadas. A tecnologia fornece acesso fácil aos resultados dos testes de fluidos do cliente que revelam percepções prospectivas para planejar a manutenção de forma proativa. O produto funciona para praticamente qualquer sistema de fluido de troca térmica de calor orgânico.

Criado por especialistas em fluidos de troca térmica, da Eastman, o Fluid Genius foi projetado para ser usado por engenheiros de manutenção de fábricas e gerentes de operações em todas as indústrias de processamento, incluindo indústrias de petróleo e gás, produtos químicos e processamento de polímeros, e estará disponível em 10 idiomas.

O Fluid Genius permite a manutenção proativa de fluidos com uma pontuação da condição do fluido, uma medida única da condição geral do fluido. A tecnologia também gerará notificações e tendências de fluidos, bem como recomendações personalizadas para itens de ação crítica, como ventilação do sistema; instalação e inspeção do sistema de manta de gás inerte; substituição de fluidos; implementação de filtragem de fluxo lateral; e alertas para possível contaminação.

“A pontuação da condição do fluido, as recomendações personalizadas geradas pelo Fluid Genius e os recursos de registro, permitirão que nossos clientes otimizem o desempenho e a manutenção de seu sistema de fluido de troca térmica, apoiando os melhores programas de confiabilidade de categoria hoje”, disse Sharon Dunn, diretor de vendas da Eastman Heat negócio de transferência de fluidos.

As marcas Therminol® e Marlotherm® da Eastman são os fluidos sintéticos de troca térmica mais vendidos no mundo, usados por mais de 15 mil sistemas em diversos países. O Fluid Genius foi projetado para atender a esses fluidos e as marcas que não sejam da Eastman.

Em conjunto com o lançamento do Fluid Genius, a Eastman desenvolveu um kit de amostra atualizado e fácil de usar, e um preenchimento automatizado como parte de seu programa TLC Total Lifecycle Care®. O TLC inclui análise de amostra de fluido de troca térmica em serviço, suporte do projeto de sistema, treinamento operacional, treinamento de conscientização de segurança e assistência na inicialização, bem como fluidos de enxágue e abastecimento.

Rudolph é contemplada em premiação para fornecedores da Bosch

Fabricante de soluções em componentes mecânicos, com destaque para o setor automotivo, a Rudolph Usinados, de Timbó (SC), conquistou, pela segunda vez consecutiva, o prêmio Magneto de Ouro, entregue pela Bosch aos seus melhores fornecedores, referente ao biênio 2019/2020. O evento, realizado pela primeira vez no formato digital, em função das medidas restritivas para combater a pandemia da Covid-19, homenageou 17 parceiros nas categorias Produtos e Serviços, Materiais Diretos – Soluções para Mobilidade e Destaques. Performance de qualidade, flexibilidade e confiabilidade de entrega e, ainda, performance técnica e econômica são os quesitos avaliados pela indústria, que condecora seus fornecedores a cada dois anos.

“É fundamental contarmos com parceiros que tenham interesse de construir um futuro juntos, criando caminhos e fortalecendo parcerias, especialmente diante de cenários tão desafiadores e imprevisíveis como o que vivemos hoje”, ressaltou, no evento, Giulianno Ampudia, diretor de Compras, Qualidade e Desenvolvimento de Fornecedores da Bosch América Latina. “Estamos muito felizes com mais esse reconhecimento, que nos desafia a trilhar caminhos cada vez mais colaborativos com nossos parceiros de negócios“, ressalta Alex Marson, CEO da Rudolph Usinados.

A fábrica da Rudolph situada em Spišská Nová Ves, na Eslováquia, fornece para várias plantas da Bosch na Europa, sendo a principal cliente da unidade. No Brasil, a empresa catarinense foi a parceira selecionada pela Bosch para o desenvolvimento do projeto colaborativo Indústria 4.0 Smart Retrofit. Com operação em 12 países da América Latina, o Grupo Bosch alcançou faturamento de R$ 6,9 bilhões em 2020. Atua em quatro segmentos: soluções para mobilidade, tecnologia industrial, energia e tecnologia predial e bens de consumo.

Superastic Flex economiza tempo e recursos na instalação

Cabo elétrico superflexível e extradeslizante ganha nova embalagem e vai além das especificações em norma de sua categoria na proteção de circuitos e instalações

Toda instalação elétrica obrigatoriamente deve seguir as normas de instalação para evitar riscos e acidentes, como a ABNT NBR 5410, entre outras. Seja qual for o projeto – residencial, comercial ou industrial – o importante é garantir a segurança das pessoas e do patrimônio.

Entretanto, para ser ainda mais eficiente que o patamar estabelecido por normas e certificações estabelecidas, é preciso ir além ao garantir uma proteção extra contra as ameaças que cercam uma instalação.

Líder mundial na fabricação de cabos de energia e telecomunicações, o Grupo Prysmian é referência global nesse tipo de instalação com o cabo Superastic Flex, desenvolvido para circuitos de tensão de até 750V entre fases, mas que foi desenvolvido para suportar condições que vão além das previstas em norma, sobretudo em condições de sobrecarga e aumento de temperatura.

Além da proteção reforçada, o cabo acaba de ganhar uma nova embalagem que facilita a identificação no ponto de venda e o dia-a-dia do instalador, tornando a compra e a usabilidade muito mais prática e intuitiva.

Uma ferramenta importante para reduzir as chances de um curto-circuito, potenciais geradores de incêndio, o Superastic Flex é recomendado para instalações internas de iluminação, tomadas, quadros, painéis e pontos de energia em geral em casas, prédios residenciais, comerciais e industriais.

Outro diferencial é o fato dos condutores possuírem gravação à tinta indelével, tornando a identificação mais legível, e serem fabricados em dupla camada nas cores branco, preto, vermelho, cinza, verde, azul, azul-escuro, marrom, amarelo e amarelo/verde.

Eles duram até o dobro do tempo em eventuais sobrecargas, são 20% mais resistentes à temperatura, suportando até 85ºC, além de extra deslizantes, o que facilita e reduz o tempo de instalação na passagem dos cabos pelos dutos.

O Superastic Flex pode ser lançado em eletroduto em parede isolante, canaleta fechada, aparente, eletrocalha, canaleta ventilada, alvenaria e em espaço de construção. Possui condutor de cobre nu, têmpera mole, classe 5, com isolação em dupla camada de composto termoplástico de PVC/A, atendo às normas NBR NM 247- 3 e NBR 5410.

 

O hidrogênio verde como possível elo de transição energética no Brasil

Quais as possibilidades e riscos associados à expansão do hidrogênio verde como uma alternativa de descarbonização?

No centro do debate sobre transição energética está o desafio de produção de energia com baixa emissão de carbono até 2050, com a garantia de suprimentos de energia estáveis e acessíveis e acesso universal à energia com a possibilidade de crescimento econômico robusto. É o que apontou o relatório da Agência Internacional de Energia (IRENA, da sigla em inglês), divulgado no último dia 18 de maio. O relatório é o 1º estudo abrangente do mundo e cita fontes como a solar e a eólica em vez de combustíveis fósseis.

O Brasil tem três oportunidades de uso do hidrogênio verde, que são basicamente: a produção de aço verde, de eletrocombustíveis – colocando o país em posição de competitividade na exportação para a Europa -, e na produção da amônia verde. Foi o que apontou o webinar realizado nesta semana pela Fundação Heinrich Böll e pelo Instituto E+ Transição Energética, com apoio da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil, epbr e Estratégia ESG.

Dentre os desafios apresentados para a eficaz transição energética no país, está a descarbonização, com consequente diminuição dos gases de efeito estufa (GEE). E como o elo faltante para essa meta, surge o hidrogênio verde, obtido por eletrólise da água a partir de fontes renováveis. A combinação de preços decrescentes para energia solar e eólica e economias de escala para eletrolisadores pode aumentar a competitividade relativa do hidrogênio verde, gerando oportunidades e desafios para o Brasil.

“O hidrogênio verde pode ser uma potência descarbonizadora para o mundo. O Brasil pode ajudar a fazer a descarbonização das matrizes de outros países de forma mais eficiente. Porém, a produção de hidrogênio verde ainda tem um alto custo, sobretudo dos eletrolisadores. O Brasil já teria como estar em posição mais competitiva em geração de renováveis, como no caso das energias eólica e solar, em abundância no nordeste do país”, diz o diretor-executivo do Instituto E+ Transição Energética, Emilio Matsumura.

Entretanto, da mesma forma que gera oportunidades, o hidrogênio verde também apresenta desafios e questionamentos sobre possíveis impactos ambientais e sociais. O alto consumo de água para a eletrólise é um exemplo. É preciso de cerca de 9 litros de água doce para produzir 1 kg de hidrogênio (e 8 kg de oxigênio).

As principais razões para os usos atuais do hidrogênio estão em sua versatilidade química e alta reatividade. O hidrogênio é um gás leve e de altíssimo poder calorífico. A energia contida em 1 kg de hidrogênio equivale a 2,84 kg de gasolina e 12 kWh de energia elétrica, o que equivale à energia armazenada por 30 baterias de 12V. Apesar dessa vantagem, a baixa densidade do gás dificulta o armazenamento e transporte, representando grandes desafios para seu uso como vetor energético universal.

“Porém devemos pensar que mesmo o hidrogênio verde tendo sua produção feita por uso de água, energia eólica e solar ou mesmo pela biomassa, é importante avaliar os possíveis riscos de impactos ambientais indiretos oriundos dessas grandes plantas, como no caso das hidrelétricas, dos parques eólicos e das fazendas solares”, diz Joilson Costa, da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil.

E quais são os caminhos que o Brasil precisa percorrer par a adoção do hidrogênio verde? Em fevereiro de 2021, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançou o documento “Bases para a Consolidação da Estratégia Brasileira de Hidrogênio”, na qual apresenta um panorama da indústria do hidrogênio, seus desafios e oportunidades, bem como um levantamento do histórico de iniciativas no Brasil relativas ao tema. O documento chama a atenção para a necessidade de consolidar e formalizar uma estratégia nacional em um plano de ação do Governo Federal em hidrogênio.

“Praticamente todas as fontes de energia relevantes são ilimitadas, como a biomassa que usada em larga escala causa muito dano ecológico, as hidrelétricas, que destroem os rios. Então essencialmente temos duas fontes de energia que são renováveis, abundantes e disponíveis em todo o mundo, que são a solar e a eólica. Sendo assim é importante focar nessas fontes de energia e escala-las, para que tenham um custo menor de produção. Por essa razão é fundamental utilizar bem essas fontes, porque estamos em uma corrida contra o tempo para termos mais energia limpa e tirar do jogo os combustíveis fósseis”, afirma Jörg Haas, que chefia a Divisão de Política Internacional da Fundação Heinrich Böll.

Brasil transmitiu aos EUA a presidência da Plataforma para o Biofuturo, principal fórum internacional sobre bioenergia

O Secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty, embaixador Sarquis Sarquis, transmitiu a presidência da Plataforma para o Biofuturo aos EUA durante cerimônia de abertura da conferência virtual da iniciativa voltada à promoção da bioeconomia e bioenergia. 

“Nos últimos cinco anos, logramos um progresso considerável na consolidação da Plataforma para o Biofuturo como o principal fórum internacional para promoção da bioeconomia sustentável como componente-chave da transição energética”, afirmou o embaixador Sarquis Sarquis, Secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty, ao transmitir ao governo dos EUA a presidência da coalizão internacional, que visa contribuir para a luta contra a mudança do clima por meio da aceleração da bioeconomia.

A passagem de bastão da presidência da Plataforma para o Biofuturo foi um dos marcos da abertura da conferência internacional Biofuture Summit II/Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference (BBEST) 2020-21. A conferência, organizada pelo governo brasileiro, através do Itamaraty, e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), com apoio da APEX-Brasil, reúne virtualmente representantes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países entre (25/05)  e quarta-feira (26/05). Estão previstas mais de 150 sessões digitais em seus três dias de trabalho.

Na conferência, o Secretário Sarquis ressaltou que, em todas as projeções e cenários elaborados por agências internacionais, está claro que tanto a bioenergia de baixo carbono quanto a bioeconomia têm papel preponderante nos esforços mundiais para mitigar o risco de mudança climática. “A bioenergia e a bioeconomia são também setores intensivos em empregos, promovem o desenvolvimento, agregam valor à produção rural, contribuem para diversificar as fontes de energia e aumentam a segurança energética dos países que as desenvolvem”, afirmou.

Passagem de bastão

As regras de governança da Plataforma para o Biofuturo preveem um mandato rotativo para a presidência, e a partir de 1º de junho deste ano ela passa oficialmente do Brasil para os EUA, o que foi formalizado durante a cerimônia de abertura da Conferência. Essa mudança foi aprovada unanimemente pelos países membros e, segundo a diplomacia brasileira, traz fôlego e maturidade institucional à iniciativa.

O Vice-Secretário de Energia David Turk representou o governo dos EUA na cerimônia de abertura, que abriu a Conferência e sacramentou a passagem da presidência da Biofuturo. “Quero agradecer sinceramente ao Brasil pelo lançamento, liderança e condução da Plataforma para o Biofuturo. Desde seu lançamento, a Plataforma foi um instrumento chave à frente desse trabalho de colaboração multilateral”, afirmou Turk. “Os EUA estão entusiasmados em assumir a presidência da Biofuturo. Em consulta com o Brasil e os outros membros, nosso foco será em aceleração tecnológica, fomento à conformação de cadeias sustentáveis de biomassa, estímulo ao financiamento verde, e em forjar o consenso ambiental sobre o papel da biomassa como elemento chave da revolução tecnológica da energia limpa”.

Em um balanço da liderança brasileira à frente da coalizão internacional, o embaixador Sarquis resumiu: “a Biofuturo preencheu uma lacuna importante no debate internacional sobre transição energética e mudança do clima, pois quando a iniciativa foi lançada, a bioenergia era praticamente ignorada entre as soluções importantes”. Segundo ele, o Brasil, que tem de longe a matriz energética mais limpa entre as grandes economias do mundo, em boa parte graças à bioenergia, esteve bem posicionado para constituir e liderar esse esforço, ao qual continuará a dar apoio.

Entre as realizações da coalizão internacional sob a liderança brasileira, o Secretário Sarquis lembrou a Declaração da Visão do Biofuturo, o relatório Criando o Biofuturo, assim como os princípios assinados pelos governos participantes para a recuperação e aceleração da bioeconomia pós-Covid que, na prática, é um guia para programas de recuperação que visem tanto a criação de empregos quanto a preservação do meio ambiente. Sarquis também anunciou o lançamento de uma campanha internacional da Biofuturo, nos próximos dias, com o apoio do setor privado, focada no desafio de substituição de carbono oriundo de matérias primas fósseis por produtos da bioeconomia renovável.

Dentre as mais de 150 apresentações da conferência Biofuture Summit II / BBEST2020-21, o Secretário chamou a atenção para a importância do debate ao vivo, que ocorrerá amanhã (25) pela manhã, sobre os primeiros resultados e próximos passos para a “Planta Baixa de Políticas para Bioeconomia”, um trabalho em andamento da Plataforma para o Biofuturo. Segundo ele, o Brasil continuará a atuar para fortalecer a plataforma multilateral e a integrar o grupo central de cinco países que direcionam a iniciativa.

O Brasil está na presidência da Plataforma para o Biofuturo desde 2016, tendo concebido e liderado sua criação. Em 2019, a Agência Internacional de Energia (IEA), ligada à OCDE, assumiu a função de facilitador, o que ampliou o prestígio da iniciativa. Criada na COP 22, em 2016, a partir da intensa atuação da diplomacia brasileira, a Biofuturo congrega 20 governos – dentre eles Estados Unidos, China, Índia e Canadá, além de países do sudeste asiático, do Mercosul e representantes da comunidade europeia – e tem por finalidade difundir políticas de incentivo à geração de bioenergia e biocombustíveis.

O esforço brasileiro rendeu frutos estratégicos para o desenvolvimento do mercado internacional de biocombustíveis. Segundo o diplomata brasileiro Renato D. Godinho, encarregado da condução da presidência da Biofuturo até o momento, “o fato de que os EUA, sob administração Biden, tenham pleiteado assumir a presidência da Biofuturo é uma mostra da relevância e credibilidade internacionais que a iniciativa angariou sob a presidência brasileira, e abre caminho para reforçar ainda mais o trabalho da coalizão para inserir a bioenergia e a bioeconomia no centro do debate sobre transição energética e nas políticas de combate à mudança do clima”.

Sobre o Biofuture Summit II / BBest 2020-21: O Biofuture Summit é a principal conferência de debate e troca de experiências em políticas públicas promovida pela Plataforma para o Biofuturo. Para sua segunda edição, o Biofuture Summit — organizado pelo Ministério das Relações Exteriores, que conduz a presidência da Biofuturo — juntou-se à quarta edição da conferência científica Brazilian Bioenergy Science and Technology (BBest) — organizada pelo Programa de Pesquisa em Bioenergia da FAPESP —, para realizar um evento conjunto trazendo à luz o que há de mais avançado em políticas, financiamento, tecnologias, e ciência relacionadas à bioenergia e à bioeconomia em suas diversas formas. Participam do evento representantes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países. A Biofuture Summit II/BBEST2020-21 será totalmente online e acontece entre os dias 24 e 26 de maio. Mais informações acesse https://bbest-biofuture.org/

Nova linha de agentes desmoldantes Chemlease® PMR, da Chem-Trend, dispensa uso de selador e reduz tempo de preparação de moldes

A Chem-Trend, empresa do Grupo Freudenberg que fornece especialidades químicas de processo com valor agregado, apresenta mais uma grande inovação para a indústria de compósitos: a nova geração de agentes desmoldantes da linha Chemlease® PMR. Fabricada no Brasil, a solução em agente desmoldante semipermanente se difere das demais pois elimina a necessidade de aplicação de selador durante a preparação do molde, o que reduz consideravelmente o tempo necessário para este processo e simplifica a manutenção. E, ainda combina tecnologia avançada, facilidade de aplicação e eficiência operacional. Os testes de laboratório e de campo confirmaram o desempenho superior em comparação com os tradicionais agentes desmoldantes de sacrifício e semipermanentes usados atualmente.

A linha, que atualiza uma versão já bem conhecida no mercado, é composta por três produtos, oferecendo flexibilidade e uma abordagem intuitiva de escolha para os diferentes níveis de desmoldagem, de acordo com a complexidade de extração

Chemlease® PMR-LS BR – Lubricidade mínima: indicado para peças de menor complexidade. Inibe a pré-desmoldagem e o aparecimento de “olho de peixe” de gel coat, ao mesmo tempo em que permite a adesão temporária de fitas finas.

Chemlease® PMR-MS BR – Lubricidade média: escolha padrão para a maior parte de tipos de peças e aplicações, ideal para desmoldar o maior número de peças, sem a necessidade de reaplicação do desmoldante.

Chemlease® PMR-HS BR – Lubricidade alta: indicado para peças de difícil desmoldagem, com bordas salientes, ângulos de inclinação baixos e grandes áreas de desgaste.

A dispensa do uso de selador, ponto comum dos agentes desmoldantes da linha, além de reduzir o tempo total de preparação do molde, também torna o processo ainda mais produtivo e eficiente: o menor consumo de material permite a desmoldagem de várias peças sem reaplicação, uma vez que se trata de desmoldantes semipermanentes. Outro aspecto positivo é a retenção de brilho no molde, o que reduz o acúmulo, diminuindo o retrabalho e aumentando a produtividade.

Além disso, os três produtos da linha são compatíveis entre si, o que permite alterar rapidamente o nível de deslizamento no molde simplesmente aplicando um grau diferente do Chemlease® PMR. Da mesma forma, podem ser usados no mesmo molde, para ajustar o nível de deslizamento de áreas específicas, conforme necessário. Estas vantagens resultam em simplicidade e flexibilidade na moldagem de peças compostas.

“Nossos clientes estão sempre em busca de otimizar seus processos produtivos e é nossa missão manter o portfólio em constante atualização e entregar o que há de mais atual em termos de tecnologia. Com o laboratório e Pesquisa e Desenvolvimento de nossa fábrica em Valinhos (SP), é possível desenvolver soluções aos desafios locais, muito mais direcionadas”, comenta Patrícia Ajeje, VP e Gerente Geral da Chem-Trend Hemisfério Sul. “A nova geração PMR ainda garante alto brilho das peças, pré-requisito de qualidade para a indústria de compósitos”, finaliza.