Baker Hughes inaugura centro de monitoramento remoto no Brasil

A Baker Hughes business, anunciou o lançamento do seu novo centro de monitoramento remoto, em Campinas, para fornecer aos clientes da América Latina acesso a monitoramento, serviços e suporte nos idiomas da região, o que inclui português, espanhol e inglês. O centro está localizado no hub de Campinas, que já conta com uma fábrica de montagem de painéis, um centro recém-reformado de aplicação ao cliente e uma unidade de última geração para treinamentos.

“Este novo centro de monitoramento remoto em Campinas possibilita a entrega remota de toda a nossa expertise em diagnóstico e monitoramento das máquinas Bently Nevada em tempo quase real para apoiar as operações críticas dos nossos clientes no Brasil e em toda a América do Sul e Central”, disse Ed J. Boufarah, vice-presidente da Bently Nevada na Baker Hughes. “Com monitoramento e diagnóstico remotos, estamos investindo em crescimento para monitorar continuamente e fornecer os insights sobre a integridade dos equipamentos de nossos clientes, permitindo um gerenciamento otimizado de ativos industriais”, complementa.

A inauguração é uma expansão da já substancial presença global dos seis centros de serviço de monitoramento remoto da Bently Nevada em operação hoje. Com mais de 500 profissionais em 50 países, os centros conectam, monitoram e protegem mais de 5.000 ativos de clientes em mais de 100 locais, alavancando a rede de mais de 160 engenheiros de diagnóstico de máquinas certificados da Bently Nevada. Os serviços remotos têm capacidade de monitorar a totalidade dos ativos de um cliente em tempo real, sem custos onerosos e atrasos, e mitigar os riscos de segurança associados às viagens físicas às instalações do cliente.

A Bently Nevada tem uma história de mais de 60 anos em monitoramento de condições e mais de 20 anos de experiência no fornecimento de serviços de monitoramento remoto de máquinas e oferece diagnósticos seguros em todo o mundo. A Bently Nevada está empenhada em apoiar a jornada de transformação digital industrial da América Latina, aumentando a visibilidade dos clientes de suas próprias operações por meio de tecnologia moderna, escalonável e personalizável, protegendo as pessoas, a eficiência operacional, a integridade dos equipamentos e o meio ambiente.

A Baker Hughes é uma parceira líder em transformação digital para mercados industriais por meio da implementação de soluções digitais, hardware, software, operações remotas e recursos de teste que atendem com segurança à infraestrutura crítica e às indústrias ao redor do mundo. A inauguração das novas instalações da Bently Nevada no Brasil tem como objetivo atender a demanda do mercado por monitoramento de ativos mais seguro, rápido e econômico para máquinas críticas.

Conheça o Centro de Monitoramento Remoto Bently Nevada em Campinas: https://www.youtube.com/watch?v=ULmgm-GKTn8

Antaq autoriza operação de TUPs da Petróleo Sabbá e Technip Brasil

A  Agência Nacional de Transportes Aquaviários – Antaq publicou, no último dia (25), os Termos de Liberação de Operação (TLOs) de dois Terminais de Uso Privado pertencentes à empresa Petróleo Sabbá: o TUP Petróleo Sabbá – Terminal de Miritituba, localizado em Itaituba/PA, para movimentação de graneis líquidos (TLO Nº 10-SOG, de 24/05/2021); e o TUP Petróleo Sabbá – Terminal de Itaituba, localizado em Itaituba/PA, também para movimentação de granéis líquidos (TLO Nº 8-SOG, de 24/05/2021).

A Antaq também publicou nesta terça-feira (25) o TLO para operação do TUP da Technip Brasil – Engenharia, Instalações E Apoio Marítimo Ltda., localizado em São João da Barra/RJ, Lote A-12 do Terminal Sul do Porto do Açu (TLO Nº 9-SOG, de 24/05/2021).

As autorizações não desoneram a empresa do atendimento aos padrões de segurança exigidos pelos entes intervenientes na operação, mormente no tocante às competências afetas à Marinha do Brasil, ao Corpo de Bombeiros e ao Órgão de Meio Ambiente.

Novo painel dinâmico da ANP apresenta dados sobre a fase de exploração

A ANP disponibilizou, a partir de ontem (25/05), o Painel Dinâmico da Fase de Exploração, uma nova forma interativa de visualização dos dados relativos à primeira fase dos contratos de exploração de petróleo e gás natural. Os dados disponíveis no Painel são atualizados diariamente, permitindo que o usuário acompanhe, quase em tempo real, a evolução dos blocos e contratos ao longo da fase de exploração.

A fase de exploração tem início com a assinatura do contrato. Nela, as áreas exploradas são chamadas de blocos, e as empresas realizam estudos e atividades (como levantamentos sísmicos e perfuração de poços) para detectar a presença de petróleo e/ou gás natural em quantidade suficiente para tornar sua extração economicamente viável. Em caso positivo, a empresa apresenta uma declaração de comercialidade à ANP e o bloco (ou parte dele) se transforma em um campo produtor, dando início à fase de produção. Em caso negativo, a empresa pode devolver o bloco (ou parte dele) à ANP.

Em linha com a política de transparência adotada pela ANP, o Painel é uma ferramenta de análise destinada a agentes regulados, órgãos de governo, universidades e instituições de pesquisa, bem como à sociedade de forma geral. Mediante gráficos, tabelas e aplicação de filtros, o Painel Dinâmico da Fase de Exploração permitirá ao usuário o acesso aos dados de forma fácil e ágil, com a possibilidade de exportá-los.

O Painel apresenta diferentes dados associados aos blocos sob contrato, consolidando informações sobre assinatura dos contratos e sobre as etapas de Programa Exploratório Mínimo – PEM (conjunto de atividades a serem obrigatoriamente cumpridas pela empresa durante a fase de exploração), de Avaliação de Descobertas e de Declaração de Comercialidade.

O painel está dividido em sessões: Blocos sob Contrato, que apresenta uma visão geral da fase de exploração, incluindo área, localização, rodadas, operadores, etapa e o status dos blocos; Poços Exploratórios, que disponibiliza dados relativos aos poços localizados em blocos exploratórios, com perfuração iniciada a partir de 2019; Indícios de Hidrocarbonetos, com informações sobre as notificações de descoberta a partir de 2019; Planos de Avaliação de Descobertas – PADs (planos nos quais constam as atividades para avaliação da descoberta e cronograma de execução), com dados sobre os planos em andamento; e Declarações de Comercialidade, que traz quantitativo, distribuição por bacias, data da declaração, blocos e PADs associados, bem como o nome das áreas declaradas comerciais (campos) a partir de 2019. O Painel apresenta ainda uma sessão de informações, com conceitos e premissas utilizados na elaboração da ferramenta.

Revisão do Padrão de Entrega de Dados Geoquímicos é discutida em workshop

A  ANP realizou o Workshop sobre a Revisão do Padrão de Entrega de Dados Geoquímicos (ANP3), previsto na Resolução ANP nº 725/2018. O evento virtual teve o objetivo de receber subsídios para a revisão do texto atual do padrão ANP3.

Todas as contribuições recebidas durante o workshop serão consideradas na elaboração da proposta de resolução do novo padrão, cuja minuta passará por consulta e audiência públicas antes de sua publicação final.

O Padrão ANP3 foi o primeiro publicado pela ANP para entrega de dados geoquímicos. A necessidade da revisão foi constatada, pelos técnicos da Agência, durante as atividades relacionadas à avaliação de conformidade dos dados geoquímicos recebidos em relação ao Padrão ANP3. Essa revisão está prevista na Agenda Regulatória 2020-2021 da ANP.

O financiamento dos biocombustíveis passa por títulos verdes, ratings e instrumentos financeiros dedicados

Painel da conferência Biofuture Summit II BBEST 2021 reuniu bancos multilaterais de desenvolvimentos e agentes do mercado financeiro internacional

Os bancos de desenvolvimento multilaterais já assistiram o crescimento de 61% no financiamento de projetos contra as mudanças climáticas entre 2013 e 2019. Nesse período, a participação de projetos relacionados a na carteira das instituições multilaterais cresceu de 18% para 29%.

O exemplo foi citado pelo embaixador Sarquis Sarquis, Secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty, no âmbito do que chamou de “onda global de financiamento verde”, durante o painel dedicado ao financiamento da bioeconomia, que integra a conferência Biofuture Summit II/Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference (BBEST) 2020-21. Participaram do painel representantes de bancos de desenvolvimento do Canadá (EDC), do Brasil (BNDES), dos BRICS (NDB) e instituições financeiras e de consultoria especializadas.

O volume voltado para o financiamento da bioenergia, no entanto, ainda é pequeno, lembrou o Secretário. “Apenas US$ 0,89 de cada US$ 100 investidos em energia renovável são destinados ao financiamento de bioenergia. Por outro lado, US$ 77 de cada US$ 100 são dirigidos a projetos de baixo risco e de tecnologias maduras como plantas solares e eólicas, as quais já são muito competitivas e podem ser apoiadas por instrumentos financeiros tradicionais”, pontuou.

Green bonds

Durante o painel, os títulos verdes (green bonds) foram alvo de debate. Tidos como um instrumento decisivo no financiamento de projetos sustentáveis, eles apontam para o futuro e já demonstram alguma musculatura. Leisa Souza, que lidera a Climate Bonds Initiative (CBI) na América Latina, ressaltou que, para fazer frente às necessidades de transição energética e redução de emissões de gases de efeito estufa projetados pela Agência Internacional de Energia (AIE), a emissão de títulos verdes para bioenergia deverá ser da ordem de US$ 60 bilhões ao ano até 2030. E de US$ 200 bilhões ao ano entre 2050 e 2060. Em perspectiva, demonstrou ela, o mercado global de títulos soma hoje US$ 93 trilhões e o de títulos verdes, US$ 1 trilhão. A América Latina contribui com apenas 2% para a fatia verde. De acordo com a executiva, desse total, o Brasil participa com US$ 8 bilhões, dos quais US$ 2,2 bilhões emitidos no ano passado.

Lynn Côté, do Banco de Exportações e de Desenvolvimento do Canadá, ressaltou um desafio a ser enfrentado. “As novas tecnologias de biocombustíveis em desenvolvimento precisam comprovar que são viáveis em larga escala para demonstrar ao mercado que são efetivamente viáveis”, pontuou. Para ela, é importante saber se os biocombustíveis são, efetivamente, bem representados no mercado de títulos verdes e se há a necessidade da criação de instrumentos específicos para o desenvolvimento do setor em um ritmo que possa atender às metas globais de combate às mudanças climáticas.

Outra sugestão foi dada por Don Roberts, CEO da Nawitka Capital Advisors. Ele defende que projetos de biomassa possam ganhar a atenção do mercado por meio do desenvolvimento de sistemas específicos de ratings. “Sistemas de ratings apoiam hoje investimentos de US$ 9,5 trilhões. Podemos criar um específico para o rating de cadeias produtivas específicas de biomassa. Isso seria importante para dar segurança aos investidores”, propôs.

Xian Zhu, vice-presidente e chefe de operações do New Development Bank (NDB), criado pelos países que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), acredita que os principais desafios do financiamento dos biocombustíveis já foram sanados. “Questões sobre a segurança alimentar já podem ser bem administradas. E já temos o conhecimento necessário e instrumentos de riscos para isso”, resumiu.

Para além do mercado

Porém, nem todos os presentes ao painel acreditam que se trata apenas de atender às necessidades do mercado. “Cerca de 30% do potencial de mitigação global dos gases de efeito climáticos diz respeito às soluções baseadas na natureza”, pontuou Mafalda Duarte, do Banco Mundial. Para ela, as instituições financeiras multilaterais precisam prestar mais atenção ao papel dessas soluções, incluindo a bioeconomia. “Se quisermos atingir as metas de redução de emissões de carbono firmadas nos acordos internacionais, teremos que alocar recursos em larga escala, financiar atividades de baixo carbono e de resiliência climática acelerando projetos de maior risco e de ações de maior impacto”, defendeu.

Petrônio Cançado, diretor de crédito e garantias do BNDES, lembrou que o Brasil está em uma posição privilegiada na questão do desenvolvimento de biocombustíveis e a tecnologia da produção do etanol pode ser compartilhada com outros países. “Biocombustíveis e bioenergia requerem certa engenharia para o financiamento ou a emissão de títulos”, admite. No entanto, para ele, o papel imediato do setor financeiro no curto prazo deveria ser o de precificar os ativos da bioeconomia. “Só esta medida já seria uma contribuição importante para apoiar o desenvolvimento do setor”, defendeu.

A conferência Biofuture Summit II/Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference (BBEST) 2020-21 foi organizada pelo governo brasileiro, por meio do Itamaraty, e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), com apoio da APEX-Brasil e reúne, virtualmente até esta quarta-feira, representantes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países em mais de 150 sessões digitais em seus três dias de trabalho.

Sobre o Biofuture Summit II / BBest 2020-21: O Biofuture Summit é a principal conferência de debate e troca de experiências em políticas públicas promovida pela Plataforma para o Biofuturo. Para sua segunda edição, o Biofuture Summit — organizado pelo Ministério das Relações Exteriores, que conduz a presidência da Biofuturo — juntou-se à quarta edição da conferência científica Brazilian Bioenergy Science and Technology (BBest) — organizada pelo Programa de Pesquisa em Bioenergia da FAPESP —, para realizar um evento conjunto trazendo à luz o que há de mais avançado em políticas, financiamento, tecnologias, e ciência relacionadas à bioenergia e à bioeconomia em suas diversas formas. Participam do evento representantes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países. A Biofuture Summit II/BBEST2020-21 será totalmente online e acontece entre os dias 24 e 26 de maio. Mais informações acesse https://bbest-biofuture.org/

Sobre a Plataforma para o Biofuturo: A Plataforma para o Biofuturo é uma iniciativa intergovernamental, da qual participam várias partes interessadas. Foi projetada para agir pelas mudanças climáticas e apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com uma coordenação internacional pela promoção da bioeconomia sustentável de baixo carbono. Foi lançada em Marrakesh nas negociações climáticas da COP 22, em novembro de 2016. Desde 1º de fevereiro de 2019, a Agência Internacional de Energia (IEA) é o Facilitador (Secretariado) da iniciativa. A Plataforma para o Biofuturo tem vinte países membros: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai. O governo Brasileiro, por intermédio do Ministério de Relações Exteriores, preside a iniciativa desde seu lançamento. Como uma iniciativa da qual participam múltiplas partes interessadas, várias organizações internacionais, universidades e associações do setor privado também estão envolvidas e engajadas na condição de parceiros oficiais. Para obter mais informações, visite: www.biofutureplatform.org.

 Sobre o BIOEN: o BIOEN, Programa de Pesquisa em Bioenergia da FAPESP, visa articular pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre entidades públicas e privadas, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para avançar e aplicar o conhecimento nas áreas relacionadas à bioenergia no Brasil. As pesquisas abrangem desde a produção e processamento de biomassa até tecnologias de biocombustíveis, biorrefinarias, sustentabilidade e impactos – http://bioenfapesp.org

 Sobre a Apex-Brasil: A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para isso, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país. https://portal.apexbrasil.com.br/