SMS na indústria deve incorporar os aprendizados da Pandemia – Raphael Moura, Superintendente de Segurança Operacional e Meio Ambiente (SSM/ANP)

Assim como na indústria, as atividades da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também sofreram os impactos das medidas restritivas necessárias no combate à pandemia de Covid-19. “A principal mudança é o reconhecimento de que os processos decisórios precisarão ter ainda mais agilidade e devem estar preparados para incorporar informações mais amplas e multidisciplinares nos sistemas de gestão, para produzir respostas mais eficientes e reduzir a vulnerabilidade de infraestruturas críticas, como as instalações de produção de petróleo e gás natural”, pontua o Superintendentede Segurança Operacional e Meio Ambiente (SSM) da Agência, Raphael Moura. Segundo ele, para que as lições aprendidas possam gerar benefícios para todos, é fundamental que haja uma crescente integração e colaboração entre indústria, governos, reguladores e a sociedade em geral.

Oil & Gas Brasil: A pandemia de Covid-19 teve forte impacto em termos de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde do Trabalho) em todos os segmentos. Principalmente em setores onde há trabalho confinado, como o de petróleo. Na sua visão, o que mudou ou vai mudar com o componente risco sanitário ou biológico?

Raphael Moura – É verdade…As informações que temos sobre a pandemia de Covid-19 indicam maior transmissibilidade em ambientes confinados, como nas instalações marítimas integrantes da indústria do petróleo. Embora a necessidade de desenvolvimento de planos de continuidade operacional para tratar situações de redução de pessoal a bordo (como surtos infectocontagiosos, intoxicações alimentares ou greves) esteja bem sedimentada na indústria, a escala e a duração da pandemia trouxeram mudanças significativas.

De uma forma geral, o desequilíbrio oferta-demanda e a consequente queda do valor do barril resultaram em perda significativa de valor de empresas, a interrupção de atividades não-essenciais, a preservação de caixa com redução de
atividade exploratórias e a hibernação de instalações de produção cuja economicidade não mais se sustentava.

No dia a dia operacional, as restrições de viagens/movimentação e a necessária minimização da exposição humana aos riscos egressos da pandemia resultou em uma redução de até 35% no contingente a bordo (em meados de 2020), e que hoje está em 25% (dados de junho de 2021).

As mudanças ainda estão em andamento e os impactos mais permanentes da adaptação das operações, em especial da redução de pessoal e da crescente descentralização de atividades, ainda estão por vir. A principal mudança é o reconhecimento de que os processos decisórios precisarão ter ainda mais agilidade e devem estar preparados para incorporar informações mais amplas e multidisciplinares nos sistemas de gestão, para produzir respostas mais eficientes e reduzir a vulnerabilidade de infraestruturas críticas, como as instalações de produção de petróleo e gás natural.

Oil & Gas Brasil: Quais as adequações principais adequações de normas e novas resoluções feitas pela ANP nessa área, como agência reguladora do setor?

Raphael Moura – Logo após a declaração de emergência, a ANP providenciou os ajustes necessários ao seu arcabouço regulatório, para auxiliar no gerenciamento da crise pelos agentes regulados que atuam nas atividades de E&P. Nesse sentido, a ANP estabeleceu a Resolução 816/2020, que entrou em vigor em abril de 2020 (modificada pela Resolução ANP 820/2020 e posteriormente substituída pela Resolução ANP 836/2020).

Mais especificamente no âmbito da segurança operacional, adaptamos os requisitos de gerenciamento dos riscos, conferindo maior foco aos aspectos críticos para a segurança das operações. Suspendemos, por exemplo, a obrigatoriedade de envio de carga de dados rotineiros para sistemas informatizados da ANP, excetuando-se as consideradas críticas/essenciais. Também estendemos prazos, dispensamos a apresentação de atualizações de documentos e a submissão de evidências do atendimento de não conformidades moderadas e leves. A ideia foi reduzir o fardo regulatório, restringindo-o ao que seria absolutamente essencial para a manutenção das operações seguras.

Oil & Gas Brasil: O que vc ainda acredita que ainda pode mudar nos próximos anos, devido às sequelas tanto de saúde quanto econômicas e financeiras que essa pandemia vai provocar?

Raphael Moura – Ficou muito claro que os vários desafios para o futuro da indústria – não só o gerenciamento de crises como a gerada pela pandemia, mas também a crescente digitalização, os riscos de cybersecurity e a incorporação dos conceitos de ESG e a transição energética, apenas para mencionar alguns – vão requerer tecnologia, agilidade, adaptabilidade e habilidades multidisciplinares, cujo sucesso dependerá de uma crescente integração e colaboração entre indústria, governos, reguladores e a sociedade em geral.

 
(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: O que mudou em termos de segurança operacional propriamente dita, uma vez que as medidas restritivas têm impacto na operação?

Raphael Moura – Mais do que impactos diretos, a pandemia causou, como pontuei, um desequilíbrio econômico na indústria, que levou à preservação do caixa e a redução de investimentos, o que afeta a segurança. Entre março e dezembro de 2020, 77 unidades de produção offshore tiveram que interromper sua produção durante algum período, grande parte em função do desequilíbrio oferta-demanda por petróleo e seus derivados, que tornou subcomercial parte das operações. Contudo, menos de 10% das paradas (6 unidades) em 2020 foram em decorrência de surto de Covid-19 a bordo.

Nesse sentido, a grande questão foi a redução, de certa forma brusca, do pessoal a bordo, e diversos serviços de rotina
deixaram de ser realizados. Com menos recursos (financeiros e humanos), o planejamento de inspeções e manutenções foi
alterado, e o foco regulatório passou a recair na verificação da existência de um sistema de gerenciamento de riscos
adequado ao momento de contingência, de forma a manter a segurança das operações de produção.

Oil & Gas Brasil: Um infectologista disse acreditar que é necessário a indústria offshore rever alguns padrões de procedimentos, pois os que foram adotados não seriam tão eficazes em um ambiente como o de plataformas, com cabines para 3, 4 pessoas, inexistência de área exclusiva para covidários etc. Você acha que é reforçar e agregar novos procedimentos?

Raphael Moura – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) monitora as medidas relativas à prevenção e à contenção de surtos pandêmicos, enquanto a ANP acompanha continuamente os impactos da pandemia na segurança das operações de E&P, certificando-se de que os operadores mantêm um adequado controle dos riscos.

Nesse sentido, a Anvisa, a ANP e os demais órgãos que compõem a Operação Ouro Negro – Marinha do Brasil, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia emitiram diretrizes integradas para as operações offshore durante o estado de emergência.

Os sistemas de gestão das empresas, considerando tais diretrizes, vêm evoluindo, conforme ampliamos o conhecimento sobre a doença. A ANP também mantém um painel dinâmico que considera a população offshore brasileira, justamente para que as empresas possam conhecer os dados da indústria e antecipar tendências, agregando informações aos seus respectivos processos decisórios.

Oil & Gas Brasil: A pandemia também impulsionou a digitalização em todos os processos se segmentos da indústria. Como a ANP vem evoluindo na implementação de normas e resoluções de SSM relacionadas a adoção de técnicas digitais principalmente nas operações offshore?

Raphael Moura – A tradição regulatória de segurança operacional da ANP, inaugurada pela Resolução 43/2007, traz uma perspectiva para o E&P brasileiro de estruturação de um Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO) baseado na gestão de riscos, no monitoramento de seu desempenho e no aprimoramento contínuo. Essa abordagem não-prescritiva, que permite aos operadores estabelecerem um sistema adaptado às suas necessidades, desde que aderentes às práticas de gestão impostas pela ANP, tem a grande vantagem de incorporar novas tecnologias e processos com mais facilidade do que legislações detalhadas e prescritivas. A experiência adquirida durante a vigência do SGSO e a evolução da indústria mostra que estamos no caminho certo. Nesse sentido, a revisão do arcabouço regulatório de segurança, que está em pleno vapor e será concluída em 2021, considerará o pleno alinhamento da regulação com novos processos (como as já mencionadas operações remotas/descentralização e segurança cibernética) e metodologias de gerenciamento de riscos (considerando, por exemplo, os fatores humanos, de forma mais efetiva). A ideia é otimizarmos e conferirmos maior efetividade às cargas de dados e às informações de segurança prestadas à ANP.

Oil & Gas Brasil: As próprias auditorias e inspeções às instalações offshore e onshore vêm sendo feitas de forma remota. Como foi esse processo de digitalização das auditorias e inspeções remotas?

Raphael Moura – Até o início da pandemia, as atividades de fiscalização da SSM ocorriam de forma presencial, nas quais, em síntese, uma equipe de auditoria (2 a 3 pessoas) embarcava na instalação por 5 dias, pernoitando na unidade onde ocorreria a verificação do sistema de segurança operacional dos operadores, nos moldes já consagrados pela ANP desde a instituição do SGSO, em 2007. Diante do novo cenário, a presença dos agentes de fiscalização a bordo das instalações precisou ser repensada, para redução da exposição das pessoas ao risco de contaminação. A ideia básica seria reduzir o fluxo de embarques e desembarques dos fiscais que executavam atividades rotineiras de fiscalização, minimizando assim as oportunidades de contágio nas plataformas.

Oil & Gas Brasil: Isso se deu concomitante com a revisão de normas e regulações em função da pandemia?

Raphael Moura – Sim. As etapas de planejamento da fiscalização remota ocorreram em conjunto com a revisão do arcabouço regulatório, antecipando ao máximo o início das atividades. Dessa forma, a primeira ação remota foi realizada entre 16/03/2020 e 20/03/2020. Foram estabelecidos conteúdos para verificação, com o objetivo de certificar, em um primeiro momento, o estabelecimento de um sistema de gerenciamento de segurança adequado e adaptado à contingência de Covid-19.

Posteriormente, foram adicionados outros elementos, para englobar a verificação de elementos críticos da segurança operacional, o saneamento de não conformidades graves e críticas identificadas anteriormente pela ANP, avaliar os desvios constantes dos registros de inspeção e manutenção das unidades e analisar alguns aspectos relacionados com a cessão de direitos, com foco na assunção da operação em ativos maduros por novos operadores, em especial em instalações em processo de extensão de vida útil das instalações.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Vocês criaram as salas virtuais…

Raphael Moura – O estabelecimento das salas virtuais de fiscalização, permitiu aos fiscais verificar a execução de testes em equipamentos / sistemas críticos e as ações decorrentes de desvios identificados em inspeções, que passaram a ser transmitidas através de plataforma digital, por vídeo, ou encaminhadas por meio de registro fotográfico. A equipe da ANP também se mantém conectada com a plataforma, realizando chamadas de vídeo com interlocutores e técnicos de bordo, para obter os esclarecimentos necessários quanto à segurança das operações.

O planejamento e a execução das fiscalizações sofreram grande transformação e, em poucas semanas, a SSM/ANP desenvolveu um inovador modelo de supervisão regulatória, acelerando a preparação para um futuro digital. Foi criada uma bem-sucedida
sistemática para realização de ações de fiscalização remotas, gerando resultados bastante satisfatórios e que certamente serão incorporados ao nosso processo regulatório, de forma perene.

Oil & Gas Brasil: Quais os números principais da sua área nesse primeiro ano de pandemia?

Raphael Moura – Publicamos o nosso Relatório Anual de Segurança Operacional de E&P 2020 (https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/exploracao-e-producao-de-oleo-e-gas/seguranca-operacional-e-meio-ambiente/arq/raso/2020-relatorio-anual-seguranca-operacional.pdf), onde apresentamos todas as informações, resultados regulatórios, um diagnóstico da indústria de E&P e os desafios para 2021.

Em 2020, a SSM/ANP realizou 71 (setenta e uma) fiscalizações de segurança operacional de caráter preventivo, sendo 9 (nove)
presenciais e 62 (sessenta e duas) remotas. Nessas atividades, foram identificadas 458 não conformidades, sendo 68 delas
críticas, o maior número constatado em um único ano. Como o viés, mesmo antes da pandemia, já era de aumento das não
conformidades críticas, e em 2020 passamos a dar um enfoque ainda maior em questões classificadas como graves e críticas, esse resultado não nos surpreendeu. Por esse motivo, endereçamos à indústria a necessidade de aprimorar os mecanismos de planejamento e execução das auditorias, e de implementação de planos de ação, visando à diminuição dos riscos das atividades. Nossa equipe de fiscalização tem trabalhado com a indústria, em workshops e fóruns de discussão, para aperfeiçoarmos os sistemas de gerenciamento de segurança dos operadores.

Oil & Gas Brasil: E quanto aos incidentes nesse cenário?

Raphael Moura – A constatação de não conformidades graves, moderadas e leves levam à concessão de prazos (30, 90 e 180 dias, respectivamente) para correção de desvios. Quando são identificadas não conformidades críticas (risco grave e iminente), uma multa é aplicada e a instalação é interditada, caso medidas de contingência não sejam implementadas durante a atividade de fiscalização. As multas de segurança operacional (a partir de 77 processos) totalizaram R$ 97.724.379,50. Em 2020, não tivemos fatalidades no offshore associadas à segurança de processo, mas foram registrados 3 casos fatais de Covid-19 (após o
desembarque). A taxa de ferimentos graves no offshore se manteve abaixo da média mundial (0,35 ocorrências por 100 mil horas de trabalho). Por fim, nos anos de 2019 e 2020, tivemos incidentes preocupantes de descarga de óleo cru e de diesel no mar, cujas causas estão detalhadas nos relatórios, assim como as medidas regulatórias para reduzir os vazamentos em 2021.

Oil & Gas Brasil: Quais as aprendizagens e balanço que você faz dessa digitalização na sua área?

Raphael Moura – Muitos aprendizados foram acumulados nesse processo de adaptação das resoluções ANP e de implementação do projeto de fiscalização remota. A revisão do arcabouço de segurança operacional, que está em andamento, certamente se beneficiará de grande parte das lições egressas da simplificação regulatória, que sustentou a continuidade das operações em tempos de pandemia. Da mesma forma, os processos de monitoramento da segurança das operações devem ser
aprimorados, de forma a englobar as novas tecnologias e a inteligência artificial no trato da base de dados da ANP, além de desonerar os operadores quando ao envio de informações formatadas exclusivamente para o regulador.

A comunicação com a sociedade, por meio dos diversos painéis dinâmicos que estamos lançando (além do painel de Covid-19 offshore, temos o de descomissionamento com acesso público) também evoluiu bastante, conferindo maior transparência à
atuação da ANP. A tecnologia (e, principalmente, o seu correto uso) foi grande aliada para a bem-sucedida aplicação dos
conceitos de regulação e fiscalização à distância.

Os próximos anos serão de aprofundamento e sedimentação dessa nova abordagem, para que o processo decisório de
empresas e reguladores esteja baseado em informações padronizadas e confiáveis, antecipando problemas, reduzindo vulnerabilidades e gerenciando riscos de forma ágil e dinâmica.

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Subsea 7 e OneSubsea esperam em breve confirmação do contrato EPCI da Equinor

Subsea Integration Alliance, a parceria entre Subsea 7 e OneSubsea, está antecipando a confirmação final de um contrato EPCI com a Equinor para o campo de Bacalhau “em um futuro próximo”.

Se confirmado, o escopo do trabalho abrangerá a engenharia, aquisição, construção e instalação (EPCI) dos dutos submarinos (SURF) e sistemas de produção (SPS) para o campo localizado no offshore do Brasil.

As atividades offshore aconteceriam de 2022 a 2023 no local a 185 quilômetros do litoral do estado de São Paulo.

Este anúncio segue a decisão final de investimento (FID) da Equinor para o campo Bacalhau feita ao mercado.

Para lembrar, a Subsea Integration Alliance conquistou no início do ano passado um contrato exclusivo com a Equinor para o estudo de front-end engineering design (FEED) do campo de Bacalhau.

A aliança também será responsável pela vida subsequente de suporte de campo. O gerenciamento e a engenharia do projeto ocorrerão no Rio de Janeiro com o apoio do Global Project Center da Subsea 7 no Reino Unido, França e vários escritórios da OneSubsea.

O campo de Bacalhau está situado em duas licenças, BM-S-8 e Norte de Carcará. O desenvolvimento consistirá em 19 poços submarinos ligados a uma unidade flutuante de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO).

A expectativa é que o FPSO seja um dos maiores do Brasil, com capacidade de produção de 220 mil barris por dia e dois milhões de barris de armazenamento.

A Equinor é a operadora do campo de Bacalhau com uma participação de 40 por cento, enquanto a ExxonMobil e a Petrogal detêm 40 e 20 por cento cada. A Pré-sal Petróleo, agência do governo não investidor, também é parceira na área.

Equinor faz FID para projeto Bacalhau Fase 1 de US $ 8 bilhões

A Equinor, junto com seus parceiros, decidiu desenvolver a fase um do campo de Bacalhau na área do pré-sal de Santos.

A Equinor disse que o investimento foi avaliado em US $ 8 bilhões. Seus parceiros no projeto são ExxonMobil, Petrogal Brasil e Pré-sal Petróleo SA (PPSA).

Arne Sigve Nylund, vice-presidente executivo da Equinor para projetos, perfuração e aquisições, disse: “Este é um dia emocionante. Bacalhau é o primeiro empreendimento greenfield de uma operadora internacional na área do pré-sal e criará grande valor para o Brasil, Equinor e parceiros.

“Bacalhau é um projeto globalmente competitivo com um ponto de equilíbrio abaixo de US $ 35 em uma importante região de energia. As reservas recuperáveis ​​estimadas para a primeira fase são de mais de um bilhão de barris de petróleo ”.

Equinor acrescentou que o plano de desenvolvimento do projeto foi aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em março de 2021.

Verônica Coelho, gerente nacional da Equinor no Brasil, afirmou: “Bacalhau é um passo importante para a realização de nossa ambição estratégica de aprofundar nossa presença no Brasil. É também um projeto importante para o país, pois representa investimentos significativos, efeito cascata na cadeia produtiva e geração de empregos locais ”.

Atualmente, o primeiro óleo está planejado para 2024, mas devido à pandemia COVID-19 e às incertezas relacionadas, os planos do projeto podem ser ajustados em resposta às restrições de saúde e segurança.

Juan Lessmann, gerente nacional líder da ExxonMobil no Brasil, acrescentou: “O desenvolvimento do campo de Bacalhau é um investimento estratégico em nosso portfólio global e tem o potencial de trazer altos retornos para a ExxonMobil, nossos parceiros e o povo brasileiro.

“Este projeto progrediu devido à forte colaboração entre ExxonMobil, Equinor, Petrogal e o governo”.

O campo de Bacalhau está situado em duas licenças, BM-S-8 e Norte de Carcará. O recurso é um reservatório carbonático de alta qualidade, contendo óleo leve com contaminantes mínimos.

O desenvolvimento consistirá em 19 poços submarinos ligados a uma unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) localizada no campo. Este será um dos maiores FPSOs do Brasil, com capacidade de produção de 220 mil barris por dia e dois milhões de barris de armazenamento.

O óleo estabilizado será escoado para navios aliviadores e o gás da Fase 1 será reinjetado no reservatório. O contratante do FPSO irá operar o FPSO durante o primeiro ano. Depois disso, a Equinor planeja operar as instalações até o final do período de licença.

Esforços significativos foram feitos para reduzir as emissões da fase de produção. A intensidade média de CO2 ao longo da vida deve ser inferior a 9 kg por barril produzido, significativamente menor do que a média global de 17 kg por barril. O trabalho continuará durante a vida útil do campo para reduzir as emissões e aumentar a eficiência energética.

Da esquerda para a direita: Eduardo Gerk, Juan Lessmann, Veronica Coelho, CEO da Petrogal Brasil Miguel Pereira, e Trond Stokka Meling, diretor do projeto Bacalhau da Equinor; Fonte: Equinor

 

Thore Kristiansen, COO upstream da Galp, disse: “Bacalhau é um projeto offshore de classe mundial, com baixo ponto de equilíbrio e baixas emissões de carbono. Este projeto irá contribuir de forma significativa para a continuação do crescimento competitivo de upstream da Galp ”.

Eduardo Gerk, diretor presidente da PPSA, observou: “O campo do Bacalhau é uma conquista sobre desafios técnicos de alta complexidade, sem perder de vista os aspectos econômicos e sociais positivos. O campo de Bacalhau representa o grande benefício que empresas estrangeiras podem trazer para o desenvolvimento do pré-sal e do Brasil ”.

A Equinor já conquistou diversos contratos para trabalhos na área. No início do ano passado, a Modec foi anunciada como fornecedora do FPSO para o projeto. Também no ano passado, Baker Hughes, Halliburton e Schlumberger receberam contratos para perfuração e serviços de poços no campo de Bacalhau na costa do Brasil.

Mais recentemente, a petrolífera norueguesa garantiu um contrato firme de quatro anos com quatro opções de um ano para o navio-sonda West Saturn. A sonda foi contratada para obras em campo e o início das operações está previsto para o primeiro trimestre de 2022.

No mês passado, a CGG anunciou que realizaria imagens sísmicas do nó do fundo do oceano (OBN) em Bacalhau, enquanto a Nexans seria a fornecedora de umbilicais para o projeto.

Centro global de P&D da ABB Robótica é reconhecido por sua liderança em inovação

ABB é uma das empresas multinacionais reconhecidas pelo Governo de Xangai, na China, por sua inovação em tecnologia e centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Xangai. Para acelerar a inovação, pesquisa e desenvolvimento são elementos chave da nova fábrica de robótica da ABB, ABB é uma das empresas multinacionais reconhecidas pelo Governo de Xangai, na China, por sua inovação em tecnologia e centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Xangai. Para acelerar a inovação, pesquisa e desenvolvimento são elementos chave da nova fábrica de robótica da ABB, que abrirá em Xangai em 2022.

O centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ABB Robótica na China foi reconhecido pelo Governo de Xangai por sua inovação tecnológica e capacidade de P&D. Para ser reconhecido, o centro de P&D deve ser instalado por investidores globais em Xangai, operar em nível global e desempenhar um papel chave em projetos de P&D, além de criar inovação tecnológica única.

Na Cerimônia de Reconhecimento que aconteceu em 24 de maio de 2021, Rui Liang, Head da ABB Robótica na China, recebeu as honras do Prefeito de Xangai, Gong Zheng. Essa é a primeira vez que o governo reconhece o P&D de empresas globais em Xangai, para encorajar investidores internacionais a abrirem centros de pesquisa e desenvolvimento na cidade e melhorar o posicionamento da metrópole como centro global de inovação tecnológica e científica.

“Nosso P&D na China é um alicerce do nosso ecossistema de inovação. Ele suporta nosso foco em avançar o futuro da robótica e proporcionar automação para nossos clientes,” disse Sami Atiya, Presidente do negócio de Robótica e Discrete Automation da ABB. “Estamos contentes com o reconhecimento de nossa liderança em tecnologia no maior mercado de robótica do mundo e continuaremos indo de vento em popa, quando nossa nova fábrica e centro de P&D abrirem em Xangai no próximo ano. Nosso investimento irá impulsionar o desenvolvimento da indústria de robótica na China e irá apoiar a manufatura inteligente para nossos clientes.”

O próximo estágio do desenvolvimento do negócio da ABB na China é a criação da fábrica de robótica mais avançada do mundo. A fábrica, que será localizada em Xangai e representa um investimento total de $150 milhões, deverá abrir em 2022. Ela representa o próximo nível da tecnologia de manufatura da ABB Robótica, implementando os últimos processos de manufatura, incluindo soluções de machine learning, digital e colaborativas. Ela será a fábrica mais avançada, automatizada e flexível da indústria robótica em todo o mundo – um centro onde os robôs fazem outros robôs.

A nova fábrica abrigará um centro de pesquisa e desenvolvimento na planta, que irá ajudar a acelerar as inovações em Inteligência Artificial. O centro servirá como um hub de inovação onde a ABB colabora com seus clientes para co-desenvolver soluções de automação, em sua maior parte melhorando a capacidade de inovação da ABB e acelerando o desenvolvimento de produtos.

A ABB Robótica chegou na China em 1994 e o centro de P&D abriu em Xangai em 2005. A ABB é a primeira multinacional fornecedora de robôs na China a ter sua cadeia de valor completamente local, desde P&D, manufatura, vendas, engenharia e integração de sistemas até serviços.

Por 16 anos, o time de pesquisa e desenvolvimento da ABB Robótica em Xangai se dedicou a inovação contínua, contribuindo com o desenvolvimento de uma linha de produtos líderes mundiais, desde seu primeiro robô desenvolvido localmente em 2009, o IRB 120, até o robô paletizador de quatro eixos mais rápido do mundo em 2011, o IRB 460, e o primeiro robô realmente colaborativo de dois braços em 2015, o YuMi®, até a nossa nova geração de cobots, GoFaTM e SWIFTITM , lançados em 24 de fevereiro deste ano.

Ocyan consolida práticas de Conformidade e obtém certificação ISO 37001 (Sistemas de Gestão Antissuborno)

Com a conquista do selo internacional a empresa busca atrair novos clientes

A Ocyan, empresa de óleo e gás, recebeu na semana passada, 25/05, a certificação ISO 37001, em reconhecimento a aderência das práticas de conformidade da empresa com normas, regras e padrões internacionais de Gestão Antissuborno. A Ocyan está entre as primeiras empresas brasileiras do setor de óleo e gás a receberem esta certificação, válida por três anos e com revisão anual.

A certificação é conferida após um rigoroso processo de auditoria em variados níveis e processos e atesta o compromisso da empresa com uma contínua atuação ética, íntegra e transparente em todas as suas ações e instâncias, contribuindo para a melhoria das práticas gerais de conformidade e governança.

“Recebemos esta certificação com muita convicção de que nosso trabalho está dando resultados. É um selo internacional que reafirma a solidez e efetividade do nosso sistema de conformidade. Saímos na vanguarda, principalmente quando se fala em empresa de prestação de serviços para o setor de petróleo. Temos certeza de que vai nos ajudar a trazer retorno em novos negócios”, explica Gilberto Couto, diretor de Conformidade da Ocyan.

A obtenção da certificação vem logo após outra grande conquista do Sistema de Conformidade da Ocyan, o cumprimento de todos os requisitos exigidos pelos monitores independentes, representantes de autoridades do Brasil e dos EUA (Departamento de Justiça Americano – DOJ na sigla em inglês), implementando melhorias e novos controles, evoluindo suas práticas de governança de forma geral, mas sobretudo as práticas de conformidade e finanças.

“O aprimoramento do sistema de conformidade da Ocyan tem sido permanente, mas não vamos parar por aí. Estamos estudando formas de contribuir com o setor de óleo de gás e fomentar ainda mais as práticas de Conformidade no mercado.”, afirma o executivo.

Sobre a Ocyan

A Ocyan é uma empresa com atitude sustentável e conhecimento para prover soluções para a indústria de óleo e gás upstream offshore no Brasil e no exterior. Seus principais valores são a segurança dos integrantes e da operação, a parceria de confiança com os clientes, e o compromisso com a ética e a transparência. A companhia encoraja também a diversidade e inclusão dentro e fora da empresa. Fazem parte da frota da empresa atualmente cinco unidades de perfuração e duas embarcações FPSO (floating, production, storage and offloading). A Ocyan desenvolve também projetos SURF, fabricação e instalação de equipamentos submarinos, e presta serviços de manutenção offshore. Mais informações: www.ocyan-sa.com 

IBP avalia que 30% das tecnologias de descarbonização já podem ser implementadas em escala comercial

Análise de Cristina Pinho (Diretora Executiva Corporativa do Instituto), no Fórum de Descarbonização 2021, ainda reforça tendência de recuperação do setor de O&G 

Cerca de 30% das tecnologias para garantir a descarbonização no setor de energia, responsável por um quarto das emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), poderão ser implementadas em escala comercial no curto prazo, gerando convergência com as metas do Acordo de Paris. Esta análise de Cristina Pinho (Diretora Executiva Corporativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás – IBP), no Fórum de Descarbonização 2021, também indica que a transição energética deve fomentar investimentos em todas as fontes renováveis disponíveis, garantir segurança de suprimento à população e permitir acessibilidade da matriz, com inclusão e equidade social.

Durante o evento, organizado pelo IBP em 26 e 27 de maio, a executiva reportou uma recuperação do segmento de petróleo e gás em 2021 – com a segunda maior taxa de crescimento da história, em torno de 5% – e defendeu que os investimentos em inovação devem ganhar escala para se alcançar o “net zero” até 2050.

Andreas Eisfelder (Head de New Energy Business para América Latina da Siemens Energy), outro participante do fórum, apontou que 50% das tecnologias mundiais não têm uma aplicação definida no apoio à descarbonização. Mas ele defende – após dez anos de testes e pesquisas no campo da eletrólise – que o hidrogênio seja utilizado em larga escala. “Poderá ser aplicado na produção de fertilizantes, aço verde e outras green commodities”, mencionou.

Complementarmente, Monica Saraiva (Diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira do Hidrogênio) afirmou que o hidrogênio pode ser misturado em gasodutos – em níveis de 2% a 20% – para descarbonização de redes, que a mineração pode aplicá-lo em veículos a diesel em regiões isoladas, e que o transporte de carga pesada – por caminhões e trens – tem perspectivas de ganho de autonomia veicular, tempo de abastecimento e menor custo. A estimativa é ter mais de 10 mil estações de carga de hidrogênio até 2030, além de 10 a 15 milhões de veículos abastecidos pelo insumo em todo planeta nesse período.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral, analisou que 70% do PIB global têm compromisso com a carboneutralidade. O Brasil é uma das lideranças, segundo seu ponto de vista, para avançar no campo da sustentabilidade, com mais de 90% de fontes renováveis em sua matriz energética, liderada por eólica, fotovoltaica e geração distribuída. “Temos um desafio de dobrar o consumo desta commodity para crescermos cerca de 3% ao ano até 2050”, comentou. Barral confia que o país diminuirá emissões com os progressos dos biocombustíveis, sistema de captura e armazenamento de carbono (CCUS), reatores modulares e digitalização.

O apetite por financiamento de uma matriz de energia renovável é parte intrínseca do business plan dos bancos comerciais, de acordo com Ricardo Gorini (Senior Programme Officer – REmap/IRENA). Em parte, este movimento ocorre em sinergia com a queda do custo dos renováveis (solar, com 80%, e eólica entre 40-50%) na última década, além da consolidação global de políticas de baixo carbono. “Os próximos dez anos serão fundamentais para a neutralidade. Atualmente, temos 37GtCO2 de emissões, e é necessário reduzir para cerca de 20GtCO2 até 2030 para alcançar a emissão-zero em 2050”, explicou.

Estes compromissos se tornam concretos em projetos como a retroárea do Porto do Açu, que contemplará um complexo de baixo carbono em curto prazo, de acordo com José Firmo (CEO do Porto do Açu). O executivo comentou que a cadeia de valor de renováveis na região se encontra nas parcerias do Açu para desenvolvimento de plantas solares (com a Equinor) e de hidrogênio (com a FMG), além do progresso do hub de gás natural, em andamento.

O aumento da produção de gases de efeito estufa gera riscos climáticos de ordem física – como tempestades, furacões – e já proporcionaram prejuízos de US$ 2 trilhões aos Estados Unidos nas últimas três décadas, segundo comentário de Clarissa Lins (CEO da Catavento). A executiva acredita que este cenário pode ser revertido, como indicou relatório recente da Agência Internacional de Energia, que mostra um mundo abastecido por 78% de fontes renováveis (lideradas por solar, bioenergia e eólica) e 22% de combustíveis fosseis. Do ponto de vista financeiro, Clarissa indicou que a precificação do carbono – em mercados voluntários e regulados, com regras de compliance – gera carteiras de investimento em uma matriz diversificada com maior transparência e governança.

A necessidade urgente de acelerar o processo de descarbonização, aliada à construção de soluções tecnológicas e políticas públicas eficientes, foi o grande destaque do Fórum, patrocinado pela Siemens. O Fórum pode ser conferido na integra no Canal On-Demand da plataforma exclusiva da Rio OIl & Gas ou pelo You Tube do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), organizador da iniciativa.

Petrobras informa sobre renúncia de Conselheiro de Administração

A Petrobras, em continuidade ao Fato Relevante divulgado em 16/04/2021, informa que foi efetivada a renúncia do Conselheiro de Administração Marcelo Gasparino da Silva, eleito através de processo de voto múltiplo na Assembleia Geral Extraordinária de 12/04/2021 (AGE de 12/04/2021).

Diante da vacância no Conselho decorrente dessa renúncia, nos termos do artigo 141, § 3º, da Lei 6.404/76, a primeira Assembleia Geral a ser realizada procederá à nova eleição dos 8 (oito) cargos ao Conselho de Administração preenchidos por voto múltiplo na AGE de 12/04/2021, não havendo obrigatoriedade de convocação de Assembleia específica para esse fim.

Os Conselheiros remanescentes poderão nomear substituto para ocupar o cargo vago até realização da referida Assembleia Geral, com base no artigo 150 da Lei 6.404/76 e artigo 25 do Estatuto Social.

A Petrobras manterá o mercado informado sobre qualquer decisão acerca de alterações em seu Conselho de Administração.

Estatal conclui venda da Eólica Mangue Seco 2

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 26/02/2021, informa que concluiu a venda da totalidade de sua articipação de 51% no capital social da sociedade Eólica Mangue Seco 2 – Geradora e Comercializadora de Energia Elétrica S.A. (Eólica Mangue Seco 2), para a Mangue Seco Participações S.A., investida do Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Pirineus (FIP Pirineus), atual sócio com 49% de participação acionária.

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento nesta data de R$ 34,2 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato de compra e venda de ações.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre a Eólica Mangue Seco 2

A Eólica Mangue Seco 2 faz parte de um complexo de quatro parques eólicos (Mangue Seco 1, Mangue Seco 2, Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4) localizado em Guamaré, no estado do Rio Grande do Norte, com capacidade instalada total de 104 MW. A Eólica Mangue Seco 2 detém e opera um parque eólico, com capacidade de 26 MW.

Sobre o FIP Pirineus

O FIP Pirineus foi constituído em 25 de setembro 2015 e tem como objetivo a participação em companhias do setor de energia renovável, dentre elas complexos eólicos, solares fotovoltaicos e desenvolvimento de tecnologia disruptiva. O FIP Pirineus atua proativamente em suas companhias investidas, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão. Com a venda, o fundo passar a deter 100% de participação no capital social da Eólica Mangue Seco 2.

BASF lança plataforma que enfoca a sustentabilidade em seus produtos e serviços

Para celebrar a Semana Mundial do Meio Ambiente e reforçar o seu propósito de “criar química para um futuro sustentável”, a BASF lança uma plataforma exclusivamente voltada para Sustentabilidade. É um hub digital que reúne um rico conteúdo sobre as soluções e inovações da companhia voltados para o desenvolvimento de produtos sustentáveis, contribuindo significativamente para a cadeia de valor. Também estão acessíveis artigos informativos, vídeos e as ferramentas digitais para apoiar as empresas a conquistarem uma atuação mais sustentável.

“Entre os nossos pilares estratégicos estão a inovação e a sustentabilidade, que permeia toda a cadeia de valor. Compramos com responsabilidade, produzimos com segurança e eficiência e desenvolvemos soluções sustentáveis, sempre em busca de oportunidades para gerar valor para nossos clientes e para a sociedade”, afirma Renata Milanese, diretora de Customer Enabling da BASF.

“Com a plataforma, queremos facilitar o acesso a todo o nosso portfólio sustentável, além de fornecer ferramentas que trarão um suporte valioso às mais diversas indústrias”, complementa.

Entre as soluções de destaque na nova plataforma estão os Accelerators: são os produtos que oferecem substancial contribuição de sustentabilidade para a cadeia de valor. Essa categorização do portfólio é feita pela companhia levando em conta critérios de economia, meio ambiente e sociedade. A meta é alcançar € 22 bilhões em vendas com essa categoria até 2025. “São mais de 16 mil Accelerators que podem contribuir de forma efetiva para a sustentabilidade. Procuramos reunir essa expertise em uma plataforma única e robusta”, explica Renata. “Nela é possível conhecer produtos, acessar conteúdos informativos, encontrar ferramentas digitais e fazer contato com os negócios da BASF, inclusive para discutir demandas e, mesmo, pedir informações comerciais, como cotações”.

Inicialmente, estão contemplados os segmentos de Cuidados Pessoais, Cuidados com a Casa, Saúde, Reciclagem Mecânica e Mineração. Estão disponíveis aplicativos para os respectivos setores, como Simulador para Proteção Solar, ferramenta que auxilia o formulador a planejar a composição dos ingredientes de um protetor solar; EcoSun Pass, metodologia para calcular possíveis impactos ambientais de protetores solares; Calculadora de Vegetalização, que avalia o índice de naturalidade do produto com base nas matérias-primas; os Assistentes Farmacêuticos Virtuais da BASF, como o laboratório virtual gratuito para simulação e otimização de formulação, a ferramenta de informações técnicas e de regulamentação.

Há também um link para os conteúdos da Fundação Espaço ECO (FEE), instituída e mantida pela BASF que presta consultoria ao mercado sobre sustentabilidade, e a disponibilização do SustenBOT, uma calculadora que identifica o grau de sustentabilidade das empresas de uma maneira rápida, intuitiva, acessível e gratuita. Com algumas perguntas, é possível calcular as emissões de CO2 geradas pela empresa e identificar o quanto é possível reduzir as emissões de carbono ao adotar práticas mais sustentáveis – ou até compensá-las por meio de doações de mudas para restauração florestal pelo Programa Mata Viva®, por exemplo.

Outras iniciativas da BASF como o [e]motion, de conteúdo informativo, e o B-Cycle, de soluções para reciclagem mecânica, também têm direcionamento no novo site, que está disponível no link: https://shop.basf.com/sustentabilidade/index.html

Terminal Portuário de São Luís recebe certificado da norma ISO 14.001

O Terminal Portuário de São Luís (TPSL), administrado pela VLI – empresa de soluções logísticas que integram terminais, ferrovias e portos – e localizado no Maranhão, recebeu a recomendação para certificação da norma ISO 14.001/2015.

A ação demonstra o compromisso da companhia com o meio ambiente. A certificação na referida ISO tem como principal objetivo a implementação de um sistema de gestão ambiental possibilitando que a organização, independentemente do seu porte, desenvolva práticas sustentáveis em seus negócios, produtos e serviços.

A unidade passou por uma auditoria realizada por uma empresa externa, acreditada junto ao INMETRO que determinou que a Companhia estava pronta certificar na ISO 14.001/2015. Segundo o analista ambiental do TPSL, Rafael Meireles Pinto, a certificação é importante para que o sistema de gestão ambiental se desenvolva em uma estrutura de proteção ao meio ambiente, respeitando, assim, as futuras gerações.

De acordo com a supervisora de Meio Ambiente da VLI, Fernanda Evangelista, a certificação no TPSL fortalece o conceito de sustentabilidade na companhia, demonstra o comportamento da empresa na gestão dos impactos ambientais, promovendo mudanças de cultura frente aos empregados e sociedade.

A analista de Meio Ambiente da VLI, Roberta Andrade, ressalta que o recebimento do certificado afirma o compromisso, ética e credibilidade com os stakeholders da empresa, resultando em uma gestão ambiental mais eficiente e sustentável para o negócio. “Por ser uma norma reconhecida internacionalmente, pode nos tornar mais competitivos no mercado, uma vez que a companhia demonstra a gestão dos impactos no meio ambiente e sociedade”.

Ela destaca que o intuito da VLI é expandir a implantação da ISO para outras unidades, “a fim de fortalecer a gestão ambiental e a sustentabilidade das nossas operações”. O gerente operacional do TPSL, Fabrício Scarpatti, diz que a norma fortalece e reforça a importância dos empregados nos indicadores de custos, redução de riscos e melhoria no desempenho da organização.

O Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) – também administrado pela VLI e localizado na baixada santista – foi o primeiro da companhia a ser certificado.

O TPSL

Com quatro silos e dois armazéns com capacidade estatística total para 200 mil toneladas, um píer de atracação com 280 metros de comprimento e 18 metros de profundidade, o Terminal Portuário de São Luís faz operações com soja, milho, manganês, ferro gusa e farelo de soja.