Produção dos contratos de partilha registrou média diária de 55 mil barris de petróleo em abril

A produção total nos três contratos em regime de partilha apresentou média diária de 55 mil barris de petróleo (bpd) em abril de 2021. A Área de Desenvolvimento de Mero foi responsável por 40 mil bpd, seguida de Entorno de Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste. As informações fazem parte do Boletim Mensal dos Contratos de Partilha de Produção, elaborado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), gestora dos contratos em nome da União. Desde 2017, início da série histórica, a produção acumulada em regime de partilha de produção é de 53,9 milhões de barris de petróleo.

A média diária do total do excedente em óleo da União nos três contratos de partilha de produção foi de 12,8 mil bpd em abril, sendo 6 mil bpd na Área de Desenvolvimento de Mero e 6,7 mil bpd no Entorno de Sapinhoá. A parcela acumulada do excedente em óleo da União desde 2017 é de 9 milhões de barris de petróleo.

Gás Natural

O gás natural apresentou produção disponível para venda de 302 mil m³ em média, por dia, referente aos dois contratos com aproveitamento comercial, sendo 261 mil m³ por dia no Entorno de Sapinhoá e 41 mil m³ por dia em Tartaruga Verde Sudoeste. A média diária do total do excedente em gás natural foi de 172 mil m³ por dia.

Desde 2017, a produção acumulada de gás natural com aproveitamento comercial soma 235 milhões de m³. O excedente em gás natural acumulado da União desde 2017 soma 70 milhões de m³.

Atualmente, dos 17 contratos que atuam em regime de partilha de produção, três estão em produção – Área de Desenvolvimento de Mero (Libra), Entorno de Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste, operando quatro FPSOS e 18 poços.

Acesse o boletim:  http://presalpetroleo.gov.br/ppsa/conteudo/boletim_mensal-jun-abril.pdf

ANP lança Painel Dinâmico de Investimentos de Conteúdo Local

A ANP publicou o Painel Dinâmico de Investimentos de Conteúdo Local. A ferramenta interativa disponibiliza dados relativos aos dispêndios financeiros (gastos) realizados pelo operador de um bloco ou campo relativos aos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural firmados em todas as Rodadas de Licitações da ANP e no contrato da Cessão Onerosa celebrado entre o Ministério de Minas e Energia, Ministério da Economia e a Petrobras.

Os dados apresentados no Painel são inéditos, sendo disponibilizados pela primeira vez de forma pública. O processo de divulgação de informações de conteúdo local em painéis dinâmicos iniciou em abril de 2020 e, com a nova ferramenta, todos os dados considerados públicos sobre o assunto passam a ser disponibilizados pela ANP.

A cláusula de conteúdo local dos contratos determina os compromissos assumidos pelas empresas de contratação de um percentual mínimo de bens e serviços nacionais. Cabe à ANP fiscalizar o cumprimento desses compromissos, o que é feito na fase de exploração (primeira fase do contrato, na qual são realizados estudos para determinar a presença ou não de petróleo e/ou gás natural) e na etapa de desenvolvimento da fase de produção (quando é contratada e instalada a infraestrutura para a produção em si). A ANP aplica compromissos de conteúdo local desde a 1ª Rodada de Licitações, ocorrida em 1999, por meio de cláusula que consta dos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural. Ao longo do tempo essas normas foram sendo alteradas

Saiba mais na página sobre conteúdo local no Portal da ANP.

O Painel disponibiliza informações como o dispêndio financeiro realizado durante a fase de exploração ou etapa de desenvolvimento da produção, de acordo com a rubricas previstas nos Relatório de Gastos Trimestrais (RGT) e Relatório de Conteúdo Local (RCL). Esses relatórios são apresentados à ANP em periodicidades trimestral e anual, respectivamente, para comprovação do cumprimento dos percentuais mínimos de compromisso de conteúdo local.

Já as rubricas são grupos de bens ou serviços, classificados em itens e subitens, conforme previsto na Resolução ANP n° 27/2016 e Portaria ANP n° 180/2003. O painel disponibiliza os valores agregados por rubrica, que não necessariamente é o valor referente a uma única aquisição de bem ou serviço. Por exemplo, na rubrica Afretamento de Sonda (subitem 2.1 da tabela do Anexo I da Resolução), é registrada a soma de todos os valores gastos na aquisição de bens/serviços relativos a afretamento de sonda durante a fase de exploração.

Na ferramenta, a visualização dos compromissos realizados pelo operador é feita em valores nominais dos dispêndios realizados no bloco ou campo, bem como o valor corrigido pelo IGP-M, índice esse utilizado para corrigir o valor do gasto para valor presente.

Para mais informações sobre o processo de certificação de conteúdo local e do reporte para a ANP dos relatórios de cumprimento da obrigação de conteúdo local, veja a Resolução ANP nº 27/2016 (RCL), a Resolução ANP n° 19/2013 (Certificação) e a Portaria ANP n° 180/2003 (RGT). A ANP também disponibilizou um glossário com os termos utilizados no Painel.

Acesse o Painel Dinâmico de Investimentos de Conteúdo Local e o glossário.

Veja também os demais painéis dinâmicos sobre conteúdo local e sobre exploração e produção de petróleo e gás.

Petrobras dá início à operação do supercomputador Dragão

Capacidade de processamento é igual a de quatro milhões de celulares

A Petrobras colocou em operação em 01/06 um gigante de 20 toneladas e 34m de comprimento: o supercomputador Dragão. Com 200 terabytes de memória RAM (Random Access Memory), rede de 100 gigabits por segundo, e milhões de processadores matemáticos, o supercomputador Dragão tem capacidade de processamento equivalente a quatro milhões de celulares smartphones ou cem mil laptops modernos. Ele supera os dois maiores supercomputadores da América Latina, o Atlas e o Fenix, que também pertencem à Petrobras. Com o novo equipamento, a companhia – que tem buscado incessantemente a aplicação de novas tecnologias nos seus negócios – vai aumentar ainda mais a performance do processamento de dados geofísicos, reduzindo riscos geológicos e operacionais, além de dar suporte a projetos estratégicos da companhia.

“O dragão, o maior supercomputador da América Latina, reforça nossa estratégia de conferir mais economicidade, agilidade, segurança e resiliência às nossas operações, aumentando a capacidade de processamento de dados para dar suporte ao negócio e agregar valor à Petrobras. Em cerca de dois anos, foram colocados em operação nove supercomputadores e esperamos chegar ao final de 2021 com cerca de 40 petaflops de capacidade, sem contar o uso de nuvem”, afirma o diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

O supercomputador Dragão atuará no atendimento de necessidades de processamento de dados geofísicos da Petrobras, além de contribuir para os programas estratégicos como o EXP100, com uso de 100% dos dados técnicos disponíveis nos projetos exploratórios, e o PROD1000 tornar a Petrobras líder da indústria no prazo para início da produção de um campo. Serão utilizados algoritmos desenvolvidos pelos geofísicos e analistas de sistemas da companhia, possibilitando a geração de imagens da subsuperfície com maior resolução em áreas de interesse para exploração de petróleo e gás natural e otimização da produção, além de reduzir significativamente os tempos de processamento. O uso de novas plataformas tecnológicas, da digitalização e da robotização são grandes aliados para um ambiente de inovação focado em ganhos de eficiência.

“A capacidade de computação no mundo dobra a cada dois anos e a estratégia de investir em aumentá-la, seja por meio dos supercomputadores ou nuvem, tem trazido inúmeros ganhos da companhia. Com a evolução da capacidade de processamento de dados geofísicos, reduzimos o risco nos projetos de E&P e podemos dimensionar melhor os projetos, o que traz grande economia, e até posicionar melhor os poços, aumentando o índice de sucesso exploratório. Isso é inteligência competitiva”, afirma o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges.

O processo de montagem do supercomputador durou cerca de três meses, seguido por período de instalação de softwares e operação assistida. Foram necessários dez caminhões para transportar todas as partes do Dragão. Ele foi instalado em fileiras de oito a nove blocos que, juntos totalizam 34 metros de extensão.

Dow anuncia Mariana Orsini como nova Diretora de Relações Governamentais Brasil

A Dow acaba de anunciar Mariana Orsini como a nova responsável pela Diretoria de Relações Governamentais da Dow Brasil. A executiva reportará ao Diretor de Comunicação, Relações Governamentais e Sustentabilidade para América Latina, Matias Campodonico.

Como diretora de Relações Governamentais, Mariana retorna à sua área de origem com a missão de fomentar o diálogo entre a Dow e os diferentes setores, entidades e agentes públicos no Brasil. Seu objetivo é colaborar com a construção de políticas públicas relevantes para o desenvolvimento sustentável da empresa no país.

Alinhada à pauta ESG (Environmental, Social & Governance), Mariana e sua equipe terão como desafio a construção de uma agenda positiva que reforce os benefícios para a sociedade da legítima defesa de interesses, conectando-se com entes governamentais federais, estaduais e municipais para contribuir com informações, iniciativas e ações que tragam resultados positivos para a empresa e a sociedade.

Mariana é formada em relações internacionais pela FAAP, com especialização em negociação e MBA em gerenciamento de projetos, ambos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de especialização em liderança executiva pela Universidade de Pittsburgh (Katz School of Business). Na Dow desde 2011, também já esteve à frente da Comunicação Corporativa no Brasil e, antes de assumir a nova posição, atuou como Líder de Comunicação do Negócio de Embalagens e Plásticos de Especialidades para América Latina.

Terminal portuário do Sergipe, operado pela VLI, inicia primeiro embarque de milho para exportação

A VLI, empresa de soluções logísticas que integra terminais, ferrovias e portos, operadora do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado em Barra dos Coqueiros, em Sergipe, anuncia o primeiro embarque de milho rumo à exportação da história do terminal. O contrato prevê que, entre junho e julho deste ano, 60 mil toneladas serão destinadas ao mercado norte-americano. Com o novo fluxo, a empresa dá mais um passo na consolidação do TMIB como porta de escoamento para o agronegócio brasileiro. O milho embarcado em Sergipe tem como origem a região Oeste do Estado da Bahia.

No último mês de maio, a empresa já havia anunciado a retomada do embarque de grãos via Sergipe com o escoamento de 90 mil toneladas de farelo de soja para o exterior. “O TMIB possui estrutura e flexibilidade para atender a distintos setores produtivos. Além de apoiar a vazão de insumos siderúrgicos, ele se firma agora como rota também para o agro, atendendo a uma crescente demanda de produtores, especialmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do país”, garante Ítalo dos Santos Leão, gerente comercial da VLI para o TMIB.

A retomada da exportação de grãos em Sergipe se deve à estrutura existente no TMIB, que conta com terminais de transbordo e armazéns conectados. Apenas em 2020 foram movimentadas 763,28 mil toneladas no local, ante 578,71 mil toneladas em 2018, um aumento de 31,8% no período. Ao todo, nos últimos cinco anos, 3,31 milhões de toneladas foram embarcadas no Terminal Marítimo Inácio Barbosa. A versatilidade é o principal atributo do TMIB. Além de grãos, o terminal tem a flexibilidade necessária para movimentar insumos como minério de ferro, cobre, manganês, cimento, clínquer, coque e fertilizantes, entre outros.

JCB traz ao Brasil a primeira miniescavadeira totalmente elétrica comercializada no mundo

Já disponível na Europa e nos Estados Unidos, a 19C-1E é parte da linha de equipamentos com Emissão Zero da fabricante britânica

A JCB, terceira maior fabricante global de equipamentos para construção, apresenta ao mercado brasileiro a mundialmente premiada miniescavadeira elétrica 19C-1E. Desenvolvida na Inglaterra e já regularmente comercializada em países da Europa e nos Estados Unidos, a máquina é a primeira do segmento 100% elétrica e livre de emissão de resíduos poluentes. Garantindo alta performance e economia, ela chegou no início deste mês à fábrica de Sorocaba-SP.

Este sistema possibilita uma operação livre de emissão de poluentes, e permite aos empreiteiros e operadores trabalharem dentro de edifícios e em ambientes sensíveis às emissões do interior das cidades, além de operar em túneis e passagens subterrâneas sem a necessidade de instalação de equipamentos de alto custo de extração de gases de escape.

Outra grande vantagem da miniescavadeira elétrica 19C-1E é que o ruído externo do motor elétrico é cinco vezes mais silencioso do que seu equivalente tradicional movido a diesel. Dessa forma é possível trabalhar em áreas urbanas com conforto aos residentes, bem como operar em outros ambientes que precisam de cuidado quanto ao ruído, incluindo hospitais e escolas. Há também uma redução substancial na vibração sem o motor diesel, melhorando o ambiente de condução para o operador.

Parte de um projeto da JCB para oferecer ao mercado máquinas de construção eficientes e sustentáveis, ao invés da motorização a diesel utilizada em equipamentos padrão, a 19C-1E recebe um motor elétrico e três baterias de 104Ah, fornecendo uma capacidade total de energia de 312Ah (15kWh). As baterias modulares utilizam as mais avançadas células de íons de lítio NMC, também empregadas nos mais modernos automóveis elétricos disponíveis, alojadas em uma robusta carcaça projetada para suportar os rigores do uso em áreas de construção.

“As baterias utilizadas nesta máquina praticamente não exigem manutenção, e o motor também não demandam aquelas verificações diárias dos níveis de líquido de arrefecimento e óleo, como nas máquinas a diesel. Fora que eletricidade é muito mais barata do que o combustível fóssil. Isso significa economia de tempo e dinheiro para os empreiteiros, operadores e locatários, além de atenção à questão da sustentabilidade”, revela o Gerente de Produto da JCB do Brasil, Etelson Hauck, que ainda falou sobre a estrutura da máquina, que possui os chassis superior e inferior 100% em aço. “A 19C-1E foi projetada para suportar os locais de trabalho mais difíceis e com os padrões de desempenho reconhecidos da JCB”.

Desempenho líder no setor

Usando um sistema elétrico de 48V, o motor elétrico proporciona torque instantâneo e maior do que o motor diesel da máquina padrão, garantindo o mesmo desempenho de escavação líder no setor que a escavadeira padrão de 1,9 toneladas.

A alta eficiência desta combinação eletro-hidráulica significa uma necessidade de arrefecimento consideravelmente menor – apenas um pequeno radiador hidráulico com um pequeno ventilador elétrico termostático – contribuindo para uma maior vida útil da bateria e um nível de ruído muito mais baixo. Além disso, a miniescavadeira 19C-1E é equipada com um chassi inferior com distância entre esteiras ajustável e duas opções de braço de escavação (1.100 mm e 1344 mm), para proporcionar uma profundidade máxima de escavação de 2.576 mm e 2.819 mm, respectivamente.

Um conveniente carregador de bordo é fornecido como padrão, permitindo que a máquina seja totalmente recarregada em seis horas, usando um plugue convencional de 230V. Um sistema de carga opcional de 110V está disponível para locais sem eletricidade 230V e a JCB oferece um sistema opcional de carga rápida – uma unidade externa que permite uma carga completa em 2 1/2 horas. O sistema de energia independente significa que não há necessidade de uma conexão de energia elétrica ou cabo durante a operação da máquina. As baterias permitem um dia de trabalho completo em um ciclo de trabalho típico ou quatro horas de operação em um ciclo de trabalho extremo. A máquina de 1,9 toneladas é capaz de manusear uma variedade de acessórios, tornando-a um suporte básico ideal para projetos de demolição e reforma.