Petrogotas cresce na pandemia com foco em sanitização industrial

Prevenção ao coronavírus já responde por 80% do faturamento da empresa, que contratou 74 novos colaboradores no último ano

Empresa do segmento de limpeza industrial e descontaminação de superfície offshore e onshore no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a Petrogotas Serviços, com sede na cidade fluminense de Macaé, foi na contramão do mercado, e experimenta um grande crescimento de suas atividades, desde o começo da pandemia.

Para superar a retração da economia, a empresa acrescentou ao portfólio de serviços o combate ao coronavírus – por meio da sanitização de estruturas como plataformas de petróleo –, reforçou sua mão de obra especializada com contratação de 74 novos colaboradores, e comprou equipamentos e produtos de última geração.

A demanda pelo serviço de descontaminação nas plataformas de petróleo, a fim de mantê-las livres do coronavírus, cresceu exponencialmente ao longo dos últimos 12 meses, representando 80% do faturamento total da empresa.

Fundador e diretor da Petrogotas, João Paulo Gorni acompanha de perto todas as operações. Segundo ele, o setor de Óleo & Gás, em especial o segmento offshore, entendeu a relevância da prevenção da Covid-19.

“Tenho orgulho do trabalho que estamos realizando. Em meio à crise, conseguimos gerar empregos e implementar um trabalho de enorme importância para a saúde dos trabalhadores. Somos uma das poucas organizações com certificação para esse tipo de serviço”, diz João Paulo.

(Fonte: Petrogotas)

Ainda segundo ele, a empresa mantém permanente contato com a força de trabalho, à qual mostra a importância do que a Petrogotas vem oferecendo à sociedade: “A satisfação dos colaboradores e sua segurança são também fundamentais para nosso sucesso”.

Além do aspecto comercial, a Petrogotas, que já soma quase dez anos em atividade, se empenha em ações sociais, como a descontaminação de postos de saúde, centros de acolhimento e hospitais públicos, e entrega de cestas básicas e produtos de higiene em comunidades em situação de vulnerabilidade.

“O nosso slogan é ‘Estamos aqui para cuidar de você’. Cuide de si, de seus funcionários, clientes e parceiros. Vamos tirar lições das experiências que estamos vivendo. Uma delas certamente será a melhoria dos nossos hábitos e rotina de higiene pessoal e coletiva”, acrescenta o empresário.

O que vem por aí

Atualmente, a Petrogotas presta serviço para 16 plataformas, além de uma grande rede supermercadista. Seus trabalhadores passam periodicamente por novos processos de treinamento e capacitação.

Com o ritmo de crescimento acelerado, a Petrogotas já se prepara para o cenário pós-pandemia, com investimento em pintura industrial e manutenções para a indústria do óleo gás. “Não temos medo de inovar. O mercado e a economia como um todo são dinâmicos, temos que acompanhar, nos adaptar. E a empresa tem isso no DNA”, afirma o diretor.

(Fonte: Petrogotas)

O começo

A Petrogotas surgiu quando João Paulo transformou em negócio uma prática cotidiana que tinha de realizar em sua casa: a limpeza da caixa de gordura. Ali, viu uma oportunidade de trabalhar para a vizinhança.

Como a maior parte de seus clientes era formada por funcionários estrangeiros de petrolíferas, o acesso às empresas do setor ficou mais fácil. Das caixas de gordura, passou logo para caixas d´água e, posteriormente, reservatórios em multinacionais de óleo e gás.

“Eu era muito jovem e não sabia nem precificar os serviços. Às vezes, o cliente me dizia que estava cobrando muito menos do que deveria… Nos primeiros meses da empresa, com muitos trabalhos, logo pensei: “Estou rico!” Era bem mais do que eu ganhava como estagiário”, conta.

O portfólio de serviços da Petrogotas é extenso: limpeza e higienização de tanques de água potável, óleo, lastro, silo borra oleosa, com o foco no segmento offshore, além de exercer controle de pragas urbanas e vetores, manutenção vertical (limpeza externa de prédios e espaços de difícil acesso) e sanitização de ambientes que consiste na eliminação de vírus e bactérias, inclusive Covid-19.


(Fonte: Petrogotas)

Baker Hughes e NOV (National Oilwell Varco) fecham contrato com a Petrobras para fornecer linhas flexíveis para revitalização de Marlim e Voador na Bacia de Campos

Área completa 30 anos de operação e prevê dois novos FPSOs para estender a produção por mais 27 anos

A Petrobras assinou dois contratos para fornecimento de linhas flexíveis que serão utilizadas no projeto de revitalização da produção dos campos de Marlim e Voador, localizados na Bacia de Campos. Do total de 448 km de linhas flexíveis do projeto, 280 km foram contratados junto à empresa NOV e 168 km com a Baker Hughes.

Neste ano, outros compromissos foram assumidos dentro do planejado para o projeto. Entre os meses de março e abril, foram assinados os contratos de fornecimento de até 92 km de linhas flexíveis para gas lift (gaseificação da coluna de produção), com a empresa NOV, e de fornecimento de até 13 manifolds submarinos de produção e injeção, sendo 8 com a TechnipFMC e 5 com a Baker Hughes, além de contratos de materiais de ancoragem, equipamentos submarinos e umbilicais.

As iniciativas fazem parte do projeto de revitalização de Marlim e Voador que visa maximizar o potencial destes ativos e promover mais retorno para a empresa e para a sociedade, criando um ciclo virtuoso de geração de valor.

O projeto de revitalização, operado 100% pela Petrobras, prevê a instalação de duas novas plataformas do tipo FPSO na área Norte (Módulo 1) e na área Sul (Módulo 2) do campo de Marlim. Em 2019, a companhia assinou contratos para o afretamento das plataformas com a empresa japonesa Modec (FPSO Anita Garibaldi) e a Yinson (FPSO Anna Nery), da Malásia.

As duas plataformas, que estarão interligadas a 77 poços (14 novos e 63 que serão remanejados de Unidades de Produção que serão descomissionadas), devem entrar em operação em 2023 e permitirá a extensão da produção das jazidas do campo até 2048, com manutenção de empregos e serviços de apoio na região. Os novos sistemas possibilitarão a ampliação da produção atual de Marlim e Voador dos cerca de 45 mil boepd (barris de óleo equivalente por dia) para cerca de 153 mil boepd, oferecendo uma importante frente de aprendizado e conhecimento para outros projetos de revitalização.

Marlim começou a produzir em 1991 e é o campo com maior produção acumulada da Petrobras, com quase 3 bilhões de barris de petróleo equivalente. Das 10 plataformas originalmente instaladas, 9 permanecem na locação, sendo que 4 ainda estão em operação. O projeto de revitalização estabelece a implantação dos novos sistemas em paralelo com as atividades de descomissionamento das unidades antigas, sendo que até 2025 ocorrerão as desinstalações de todas as plataformas em operação de forma escalonada.

O Plano Estratégico 2021-2025 da Petrobras prevê US$ 13 bilhões de investimentos para a revitalização da produção de óleo e gás na Bacia de Campos, celeiro de inovações que projetaram a companhia como líder em exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas. Os investimentos abrangem a interligação de aproximadamente 100 poços aos sistemas que estão em produção, a intensificação das campanhas exploratórias na camada pré-sal dessa bacia, novos projetos de produção e a extensão dos prazos de concessão dos campos de nosso portfólio nesta importante bacia petrolífera, entre outros esforços.

Por ser considerada tecnicamente uma bacia madura, a Bacia de Campos apresenta cada vez mais desafios a serem superados para o aumento da recuperação dos campos, o que exige um trabalho integrado do corpo técnico da companha em busca de soluções inovadoras e investimentos em equipamentos de alta tecnologia. A Petrobras tem aplicado concepções otimizadas de poços, como o TOT-3P, que tem como objetivo reduzir o tempo e custo de construção de poços, além da redução de custos de interligações submarinas e de novas técnicas para o controle de permeabilidade dos reservatórios, que restringem a produção de água e otimiza a produção de óleo.

ANP libera que PetroRio adquira participações em Wahoo e Itaipu

A PetroRio comunicou ao mercado que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a cessão das participações de 35,7% no Campo de Wahoo e de 60% no Campo de Itaipu.

Com isso, a PetroRio se torna a operadora de ambos os campos, localizados no pré-sal. A companhia afirma que espera criar um segundo cluster de produção pela interligação de Wahoo a Frade, “dando sequência à estratégia de otimização operacional dos seus ativos”.

O início de operações de Wahoo está previsto para 2024. O campo possui aproximadamente 125 milhões de barris, além de 7 milhões de barris a serem adicionados ao campo de Frade com a extensão.

Hitachi ABB Power Grids lança novos transformadores para energia eólica offshore flutuante

O portfólio de transformadores será instalado em subestações offshore flutuantes e turbinas eólicas flutuantes em águas profundas, onde as soluções tradicionais não são viáveis

A Hitachi ABB Power Grids lançou uma nova linha de produtos de transformadores para aplicações flutuantes offshore, concebidos para superar o desafiante ambiente offshore e suportar as condições fisicamente exigentes em estruturas flutuantes. O portfólio permitirá colher volumes muito maiores de vento de forma eficiente e integrá-los no sistema energético global, apoiando diretamente a transição para um futuro energético sustentável.

A construção offshore apresenta muitos desafios para além do ambiente árido de água salgada. Até agora, apenas uma pequena fração do potencial offshore foi explorada, pois em muitas áreas o fundo do mar não é adequado e profundidades de 60 metros não são viáveis para estruturas fixas.

Subestações flutuantes e aerogeradores flutuantes oferecem uma solução que pode ser utilizada em águas mais profundas, aumentando consideravelmente a capacidade global para o desenvolvimento de energia eólica offshore. No entanto, os sistemas flutuantes vêm com os seus próprios desafios: durante toda a sua vida útil, estão em constante movimento e podem ser expostos a vibrações e choques de ondas até 15 metros de altura.

“Os nossos engenheiros altamente qualificados se orgulham de soluções inovadoras que superam as duras condições offshore e, em última instância, ajudam a direcionar a sociedade para um futuro energético sustentável”, afirma Bruno Melles, Diretor Executivo da área de Transformadores da Hitachi ABB Power Grids. “Os sistemas eléctricos flutuantes são um avanço importante na indústria offshore renovável, que abrirá grandes oportunidades para a energia limpa”, acrescenta.

Aproveitando a energia eólica offshore com tecnologias pioneiras

Este portfólio apresenta uma gama de transformadores coletores elevadores, transformadores de aterramento e reatores de derivação para subestações flutuantes, além de transformadores de turbina eólica para turbinas flutuantes, incluindo as unidades WindSTAR, líderes da indústria

Transformadores e reatores de derivação são peças-chave na infraestrutura da rede, permitindo a transmissão de eletricidade gerada por parques eólicos offshore. Esta linha completa e qualificada de equipamentos, desenvolvida em parceria com os principais desenvolvedores offshore flutuantes, atende a requisitos operacionais exigentes com uma concepção leve e modular composta por uma parte ativa especialmente desenvolvida, tanque, comutador de derivação, acessórios e componentes externos.

ANP prevê 7 bi de barris fora da plataforma continental

Os três blocos de exploração e produção de petróleo e gás na Bacia de Santos que serão ofertados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na 17ª Rodada de Concessões e que estão localizados na extensão da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) brasileira podem ter recursos médios de 7 bilhões de barris de petróleo equivalente. A rodada será a primeira realizada depois do início da pandemia.

O volume corresponde a projeções de estimativa de óleo no local (“in place”) feitas pela agência a partir de dados sísmicos. As áreas ainda não tiveram perfurações para confirmar seu potencial. A estimativa foi divulgada no seminário técnico da rodada.

“São blocos afastados e os volumes podem ser bastante relevantes. São oportunidades de classe mundial”, comentou o superintendente-adjunto da área de avaliação geológica e econômica da agência, Ronan Ávila, durante o seminário.

A área com o prospecto de maior volume a ser ofertada no leilão, segundo a ANP, é o bloco S-M-1617, que tem 3,22 bilhões de barris de óleo “in place” e pode ter descobertas além da ZEE.

Será o primeiro leilão em que a ANP vai oferecer áreas que podem conter jazidas de pré-sal além das 200 milhas náuticas, limite da plataforma continental do Brasil.

De acordo com o diretor da ANP Cesário Cecchi, o objetivo, ao ofertar áreas além do limite da Zona Econômica Exclusiva brasileira, é buscar a maximização da produção de petróleo e gás no país e acelerar o desenvolvimento da exploração e da produção no pré-sal.

Ao todo, a ANP vai ofertar 92 blocos com área total de 53,9 mil quilômetros quadrados nas bacias de Santos, Campos, Pelotas e Potiguar na 17ª rodada de concessões, marcada para ocorrer em 7 de outubro de 2021.

Inicialmente previsto para 2020, o leilão foi adiado devido à pandemia. Além da 17ª rodada, a ANP pretende realizar neste ano a segunda rodada dos volumes excedentes da cessão onerosa, em dezembro, em áreas de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos.