Kongsberg Digital fornecerá software de perfuração em tempo real Sitecom® para a Ocyan

A Ocyan, grande empreiteira de perfuração brasileira, selecionou o software SiteCom® da Kongsberg Digital para fornecer dados de perfuração em tempo real de suas sondas.

“Estamos muito felizes por Ocyan ter decidido usar SiteCom para disponibilizar dados em WITSML. Como operador, ter acesso a dados padrão completos em um sistema é um pré-requisito para digitalizar e automatizar processos em escala. Os requisitos da Ocyan para dados em tempo real mostram a robustez e versatilidade do SiteCom como um software de coleta de dados para a indústria ”, disse Kristian Hernes, SVP Digital Wells, Kongsberg Digital.

A Ocyan é uma das maiores empreiteiras de perfuração no Brasil, com uma frota offshore em serviço para as principais operadoras da região. De agora em diante, suas plataformas usarão a solução SiteCom da Kongsberg Digital para coletar e converter dados de diferentes fontes de dados, tornando os dados padrão disponíveis para a plataforma de dados principal da Ocyan, Ocyan SMART. Além do Sistema de Controle de Perfuração, as plataformas também são configuradas para receber dados marinhos, dados de sistemas de posicionamento dinâmico, sistemas de medidores de corrente oceânica e serão integradas a terceiros para o cálculo da fadiga do riser de perfuração.

“O SiteCom está ajudando a Ocyan a ter um sistema confiável e robusto a bordo, conectado a múltiplas fontes e diferentes protocolos, convertendo dados para padrões WITSML para atender aos requisitos do nosso Cliente”, disse Rodrigo Chamusca Machado, Gerente de Tecnologia e Inovação da Ocyan.

Maersk ganha contrato EPCI para projeto Mero 2 no Brasil

O Consórcio Libra contratou a Maersk Supply Service para a pré-instalação do sistema de amarração de um FPSO recém-construído no Brasil.

O projeto compreende obras de engenharia, aquisição, construção e instalação (EPCI) no projeto Mero 2 e será realizado ao longo de 2021 e 2022.

O escopo do trabalho inclui o pré-lançamento de 24 âncoras torpedo de 23 metros de comprimento, cada uma pesando 120 toneladas, em lâmina d’água de 2.000 metros no litoral do Rio de Janeiro.

A Maersk será responsável por todas as atividades de engenharia, compras e execução offshore.

“ Este é um dos maiores projetos do gênero a serem premiados este ano, e estamos muito orgulhosos de tê-lo conquistado. Com este contrato, estaremos ampliando significativamente nossas atividades no Brasil e desenvolveremos ainda mais nosso escritório no Rio de Janeiro ”, disse Rafael Thome , diretor-gerente da Maersk Supply Service na América Latina.

“ Esperamos trabalhar em estreita colaboração com a Petrobras como operadora líder do Consórcio Libra e aprimorar nossas capacidades de soluções no mercado brasileiro”.

Para lembrar, em agosto de 2020, a Petrobras concedeu à TechnipFMC um contrato EPCI para o campo do pré-sal Mero, localizado na Bacia de Santos, no Brasil.

O campo de Mero é operado pelo Consórcio Libra composto por Petrobras, Shell Brasil, Total, CNPC, CNOOC e Pré-sal Petróleo SA (PPSA).

Petrobras informa sobre arrendamento de Terminal de Regaseificação de GNL

A Petrobras, em continuidade aos comunicados divulgados em 01/10/2020 e 16/04/2021, informa que foi realizada, em 14/06/2021, a Sessão Pública presencial para abertura das propostas comerciais dos licitantes interessados no arrendamento do Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia (TR-BA) e instalações associadas, tendo comparecido a empresa Excelerate Energy Comercializadora de Gás Natural Ltda. (Excelerate).

A Excelerate apresentou todos os relatórios e declarações necessários para aceitação do envelope contendo sua proposta comercial nos termos do Edital. A Comissão de Licitação verificou que se tratava de uma proposta vinculada à inclusão de nova condição rescisória, ainda que a empresa tenha assinado a Declaração Unificada declarando expressamente a aceitação de todos os termos do Edital. Dada a oportunidade de remoção da condição adicional, a empresa manteve seu posicionamento.

Nesse sentido, a proposta apresentada pela Excelerate foi desclassificada durante a etapa de verificação de sua efetividade, com base nos itens 3.2.5.5 e 5.1 do Edital.

Em consonância com o item 7.1 do Edital, a Excelerate possui 5 dias úteis para a apresentação de recurso administrativo, cujo prazo se encerrará em 28/06/2021.

Para mais informações acesse https://petrobras.com.br/pt/canais-de-negocios/arrendamento-tr-ba/.

O arrendamento está alinhado com a estratégia da companhia de melhoria na sua alocação do capital e da construção de um ambiente favorável à entrada de novos investidores no setor de gás natural.

Sobre o terminal

O TR-BA consiste em um píer tipo ilha com todas as facilidades necessárias para atracação e amarração de um navio FSRU (Floating Storage and Regasification Unit) diretamente ao píer e de um navio supridor a contrabordo do FSRU. A transferência de GNL é feita diretamente entre o FSRU e o supridor na configuração side by side. A vazão máxima de regaseificação do TR-BA é de 20 milhões m³/d (@ 1 atm e 20°C). O FSRU não faz parte do processo de arrendamento do TR-BA.

O gasoduto integrante do terminal possui 45 km de extensão e 28 polegadas de diâmetro, interligando o TR-BA a dois pontos de entrega, a Estação Redutora de Pressão de São Francisco do Conde e a Estação de Controle de Vazão de São Sebastião do Passé.

Estão também incluídos no escopo da transação os equipamentos para geração e suprimento de energia elétrica localizados no Terminal Aquaviário de Madre de Deus (TEMADRE), integrantes do TR-BA.

Firjan: empresas fluminenses driblam aumento de energia com inovações, eficiência e tecnologia

Com o apoio de técnicos do Instituto SENAI de Tecnologia Química e Meio Ambiente, empresa de Itaperuna conseguiu uma economia de energia de 21%

A mais recente crise hídrica e energética vem elevando ainda mais o preço da energia elétrica que, no estado do Rio, historicamente é a mais cara do país. Mas o que pode ser mais um entrave na retomada econômica não vem abalando algumas empresas fluminenses, que implementaram soluções inovadoras e estão um passo à frente na melhoria da competitividade. Há exemplos em Campos e Itaperuna, mas, no caso da cidade do Noroeste, o retorno do investimento veio em menos de um ano e com uma redução de 21%, a partir das ações do Instituto SENAI de Tecnologia Química e Meio Ambiente (IST QMA).

O processo começou em 2019, depois que técnicos do instituto visitaram a empresa de água mineral natural L’aqua, localizada em Raposo, distrito de Itaperuna. Para atingir a economia de 21%, a empresa fez ajustes no tempo e horário de utilização de maquinários (denominado ajuste na distribuição da carga), readequando seu sistema de produção e de operação de maquinários.

“A energia é o gargalo de toda empresa, e os técnicos fizeram um levantamento minucioso de todo o processo de produção e dos equipamentos que mais consumiam energia. No nosso caso, que trabalhamos com um produto final de valor baixo, cada centavo é importante para sermos competitivos”, contou Marcelo Pacheco, diretor-sócio da empresa e diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Águas Minerais (Sindinam).

Especialista em Serviços Tecnológicos da área de Energia e Sustentabilidade da Firjan SENAI, Sudá de Andrade Neto explica que as economias podem variar de 5% a 25% a partir de medidas como troca de equipamentos, ajustes na operação e até mesmo uma mudança criteriosa de modalidade tarifária no contrato da empresa com a concessionária de distribuição de energia.

“O empresário faz um contrato do que ele acha que pode gastar em energia, mas muitas vezes vai além das suas necessidades práticas”, explica Sudá. “Estamos falando de um insumo fundamental para qualquer empresa, de qualquer tamanho e setor, e um dos mais caros. Portanto, ações como essas, voltadas para a eficiência energética, ganham ainda mais importância agora, em um contexto de crise hídrica e energética, pois são medidas que costumam gerar um retorno sobre o investimento mais curto, em geral de menos de um ano”.

A energia chega a representar cerca de 40% dos custos de produção de uma empresa. Segundo estudo da Firjan, com dados de janeiro a outubro do ano passado, o estado do Rio continua, disparado, com a maior tarifa de energia elétrica para o setor industrial entre todos os estados da federação. Segundo dados da ANEEL, são, em média, R$ 922,67 por hora de megawatt (MWh), dos quais 36% são impostos. O segundo lugar, por exemplo, é Mato Grosso, que tem média de R$ 735,44 por MWh, sendo 31% de imposto.

“A energia é um gargalo contra o qual estamos lutando, mas o Instituto SENAI de Tecnologia nos aponta soluções viáveis e a curto prazo que se tornam ainda mais imprescindíveis neste momento crítico”, destacou o presidente da Firjan Noroeste Fluminense, José Magno Vargas Hoffmann.

As ações fazem parte do programa Indústria Mais Eficiente do Instituto SENAI de Tecnologia, localizado na Tijuca, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, mas atende a todo o estado fluminense e está aberto a qualquer empresa interessada. Associados da federação têm prioridade no acesso ao serviço.

Energia solar como alternativa

Outra solução que os empresários vêm buscando é o uso de energia solar. Em Campos, um dos pioneiros em sua área de atuação foi Rodolfo Gama, dono de uma cerâmica na Baixada Campista. Ele começou em 2017 com a instalação de 300 placas. E hoje já planeja a expansão, enquanto percebe um grande crescimento dessa iniciativa, especialmente na Baixada.

“A taxa de retorno do investimento é de quatro anos, mas comigo veio até antes. Tive uma redução no custo com energia de no mínimo 15%. É um negócio que vale muito a pena, tanto que hoje já existem entre 15 e 20 cerâmicas com energia solar em Campos, e em breve mais 10 estarão com esses equipamentos”, contou Rodolfo.