A Schlumberger se compromete a chegar a zero líquido até 2050

A Schlumberger, fornecedora gigante de serviços para campos petrolíferos, é a próxima empresa da fila a se comprometer em atingir emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

A Schlumberger disse que passou 18 meses conduzindo análises extensas e trabalhando com especialistas para produzir um plano de descarbonização.

Com dependência mínima de compensações, o plano está focado na redução das emissões do escopo 1, 2 e 3 em toda a cadeia de valor do petróleo e gás – incluindo a introdução de seu portfólio de ‘ Tecnologias de Transição ‘ para auxiliar seus clientes e a indústria em geral em seus compromissos de descarbonização .

A Schlumberger está comprometida em chegar a zero líquido , usando 2019 como ano base, reduzindo os escopos 1 e 2 em 30 por cento até 2025. Até 2030, a empresa deseja reduzir os escopos 1 e 2 em 50 por cento e o escopo 3 em 30 por cento. Em 2050, deve atingir zero líquido, com dependência mínima de compensações.

Ao longo dessa jornada para net-zero, a Schlumberger garantirá transparência em alinhamento com as estruturas da Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) e Conselhos de Contabilidade de Sustentabilidade (SASB). Nesse contexto, a Schlumberger está trabalhando com a iniciativa Science-Based Target para validação externa formal de sua meta para 2030.

Olivier Le Peuch , CEO da Schlumberger, disse: “ Há um novo imperativo da indústria para lidar com as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, atender à demanda por energia hoje e no longo prazo, de forma sustentável. Temos uma ambição de emissões de carbono líquidas zero para 2050, que acredito ser única em nosso setor devido às nossas capacidades como empresa de tecnologia e nossa cultura baseada na ciência.

“ Isso reforça nosso compromisso de desbloquear o acesso à energia, para o benefício de todos. Nossa meta líquida de zero inclui as emissões totais do escopo 3; esta é a primeira vez na indústria de serviços de energia ”.

Katharina Beumelburg , diretora de estratégia e sustentabilidade da Schlumberger, acrescentou: “ Nossos planos de descarbonização são baseados na ciência do clima e focados em três áreas principais: emissões operacionais; emissões do cliente; e ações carbono-negativas.

“ 75 por cento da pegada de GHG de linha de base da Schlumberger vem das tecnologias que nossos clientes usam. Para resolver isso, a Schlumberger introduziu nosso portfólio de tecnologias de transição, que é projetado para ajudar os clientes a reduzir suas emissões de escopo 1 e 2, ao mesmo tempo que nos permite cumprir nossa meta de emissões de escopo 3 t ”.

O portfólio da Transition Technologies abordará emissões fugitivas, redução de queima, eletrificação, emissões de construção de poços e soluções de desenvolvimento de campo completo.

Compostos por tecnologias e soluções proprietárias, eles ajudarão a reduzir as emissões diretas e indiretas junto com outros atributos ambientais, ao mesmo tempo em que impulsionam a eficiência, confiabilidade e desempenho.

Para quantificar o impacto dessas tecnologias, a Schlumberger desenvolveu uma estrutura que permite a padronização da medição, benchmarking por meio de comparações de pegada líquida e, em última análise, seleção de tecnologia mais bem informada durante o planejamento.

O plano de descarbonização da Schlumberger está alinhado com o Acordo de Paris para limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius, alcançando um mundo neutro para o clima em meados do século. A Schlumberger declarou que estava no caminho certo para atingir sua meta de redução de emissões de curto prazo de 30% até 2025 para o escopo 1 e 2, antes do planejado.

Dow prorrogou as inscrições para o seu programa de estágio “Jump to the Future”

Pelo segundo ano consecutivo, a companhia investe em um processo seletivo mais inclusivo

A Dow prorrogou até hoje, 24 de junho, o prazo para as inscrições em seu programa de estágio “Jump to the Future 2021”. Essa é a última oportunidade para estudantes de todo o país se candidatarem para uma das 28 vagas de estágio disponíveis.

Mais uma vez o programa trabalha com o slogan “Gente que muda o futuro” e tem a ambição de recrutar, selecionar e desenvolver talentos negros, mulheres e pessoas com deficiência na organização. Há vagas para serem preenchidas nas unidades da Dow em Breu Branco (PA), Hortolândia (SP), Jundiaí (SP), Santos Dumont (MG) e São Paulo (SP).

Em alinhamento com a ambição de ser a empresa de ciência dos materiais mais inclusiva do mundo, a Dow vem trabalhando constantemente para a realização de processos seletivos focados em diversidade e equidade. No ano passado, a empresa avançou ainda mais na adoção de critérios inclusivos para programa de estágio e abriu portas para que novos perfis de talentos tivessem oportunidades na companhia.

Com as alterações realizadas no processo seletivo de 2020, o programa aprovou um número três vezes maior de candidatos que se declararam pretos e pardos, em comparação com o ano anterior. “O resultado foi muito comemorado pela equipe. Sabemos que ainda temos um longo caminho para percorrer, mas estamos comprometidos com a missão de tornar o time da Dow mais diverso e de avançar com a inclusão e a equidade no mercado de trabalho”, afirma Vanessa Grossi, diretora de Recursos Humanos para a Dow na América Latina.

Igualdade de oportunidades

As mudanças no programa de estágio “Jump to the Future” estão alinhadas à estratégia global da Dow para aumentar a diversidade em seus quadros. Entre as principais mudanças, está a retirada da exigência do inglês, um critério aplicado em muitos processos seletivos, mas que exclui o acesso de universitários que não tiveram a oportunidade de fazer um curso de idiomas.

“Para conquistar nosso objetivo de fazer um processo mais inclusivo era preciso mudar a forma como fizemos o recrutamento por muitos anos. Por isso, passamos a observar além das habilidades técnicas descritas no currículo, bem como novas possibilidades de cursos e universidades. Hoje, em nosso recrutamento, valorizamos os candidatos que se mostram dispostos à aprendizagem constante, que sabem usar a criatividade e se identificam com a cultura da Dow”, explica a executiva.

Com o objetivo de formar uma equipe composta por talentos com disposição para encarar desafios de negócios, a Dow também não exigirá experiências profissionais anteriores. A empresa também adotou filtros para perfis acadêmicos mais amplos. Ou seja, haverá mais flexibilidade quanto ao curso, dentro de áreas do conhecimento correlatas, sempre que possível.

Trampolim: a segunda edição da mentoria para candidatos negros

A mentoria Trampolim surgiu como parceria entre Dow e Eureca, consultoria de RH especializada, para empoderar talentos pretos e pardos e deixá-los mais preparados para as etapas de processos seletivos, uma vez que nem todos tiveram acesso a determinados recursos. Sua primeira edição aconteceu em 2020, juntamente com o lançamento das inscrições para o “Jump to the Future”.

Em 2021, o programa de mentoria para candidatos pretos e pardos evoluiu e chega com uma proposta de “Comunidade” para fomentar a representatividade e a potência do espaço seguro. Dessa vez, o programa de mentoria será dividido em três etapas:

  • “Preparar”: oferece conteúdos diversos sobre as habilidades que geralmente são solicitadas em processos seletivos;
  • “Empoderar”: estimula a valorização das experiências pessoais e profissionais dos candidatos;
  • “Saltar”: momentos de mentoria com profissionais da área de recrutamento e seleção;

Há ainda os “Impulsos”, encontros periódicos, que funcionam como um fórum para troca de ideias, compartilhamento de experiências e desenvolvimento de network. Os interessados receberão mais informações sobre a participação na ocasião do lançamento do programa.

“Jump to the Future 2021”

Além da oportunidade de trabalhar em uma multinacional, os novos jumpers – como são chamados os estagiários da Dow – irão passar por um programa de desenvolvimento pessoal e profissional com duração de um ano.

Eles também receberão benefícios como: bolsa-auxílio alinhada às melhores práticas do mercado, auxílio transporte ou estacionamento, dia livre no aniversário, curso de inglês para quem possui nível do idioma igual ou inferior ao básico, assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale alimentação ou refeição no local, entre outros.

As inscrições vão até dia 24 de junho pelo site do Eureca: https://bit.ly/3fX60GS

Mapeamento do Gás da Firjan vai mostrar demanda por esse insumo em todo o estado

Até o momento, o preço de viabilidade apontado por empresários foi de US$ 6 por milhão de BTU daqui a 5 anos e de US$ 5 por milhão de BTU em 10 anos

Para descobrir qual o potencial de consumo de gás natural no estado fluminense, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) está realizando o projeto “Mapeamento de Demanda de Gás por regiões fluminenses”. “O objetivo é conhecer melhor esse mercado consumidor e entender a expectativa de demanda no curto, médio e longo prazos”, explica Fernando Montera, coordenador de Relacionamento de Petróleo, Gás e Naval da federação.

Quanto mais empresas participarem do levantamento, melhor para a Firjan entregar uma informação mais qualificada para a indústria e agentes do mercado. “Queremos explicitar que realmente existe uma demanda para o gás natural, que o consumidor tem voz e que está esperando por esse insumo. Até agora, tudo que se trabalhou para a aprovação do novo marco legal é voltado para viabilizar competição no lado da oferta de gás”, pontua Montera.

Os empresários interessados em participar do projeto, devem mandar e-mail para a gerência de Petróleo, Gás e Naval da federação: petroleo.gas@firjan.com.br .

Desde o início do ano, a Firjan desenvolve o estudo, que começou com um teste publicado em maio, no documento “Perspectivas do Gás no Rio 2021”. Agora, a gerência de Petróleo, Gás e Naval expande o levantamento para as indústrias de todas as regiões do estado.

No teste do mapeamento, a demanda atual na região pesquisada está em 0,68 milhão de m3/dia; o potencial é de aumentar para 1,18 milhão de m3/dia nos próximos 5 anos e para 10,5 milhões de m3/dia em 10 anos. O preço de viabilidade apontado pelos empresários foi de US$ 6 por milhão de BTU daqui a 5 anos e de US$ 5 por milhão de BTU em 10 anos.

Informações gerenciais

A Firjan espera mapear os principais compradores, ofertantes e distribuidores; o volume de demanda, preços, segmentos de consumo, novos projetos e eventuais barreiras ao seu desenvolvimento; a infraestrutura existente e a necessária; e o consumo de combustíveis substitutos. Tudo considerando horizontes de 5, 10 e 15 anos.

Assim, a federação espera mostrar que a demanda não é só das termelétricas. Essas empresas têm um grande consumo, mas há a possibilidade de expandirmos outros segmentos, tanto da parte de quem já utiliza o gás como também de uma diversidade de outras indústrias, que ainda não usam e podem aderir. Com a análise, a Firjan espera aproximar o mercado consumidor dos fornecedores de gás.

“É uma espécie de Road Show Digital, com essa divulgação do trabalho pelo estado. Estamos em processo de esclarecer eventuais dúvidas dos empresários e realizamos constantemente reuniões com os interessados”, ressalta Montera. O resultado do mapeamento será publicado até o fim do ano.

Robô para pré-sal é finalista do Prêmio ANP de Inovação 2021

O projeto de desenvolvimento do robô Annelida, uma unidade robótica remotamente controlada para realizar a limpeza de dutos de extração de petróleo do pré-sal é pela segunda vez finalista do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2020 do Ministério de Minas e Energia.

O projeto tem a participação de pesquisadores do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI): Francisco Louzada Neto, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos e Coordenador de Transferência de Tecnologia do Centro, José Alberto Cuminato, também do ICMC e diretor do Centro, Vera Tomazella, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Oscar Maurício Hernandez Rodriguez, do departamento de Engenharia Mecânica, EESC-USP .

Louzada explica que além da equipe da equipe do ICMC/USP, o projeto também conta com membros do SENAI de Florianópolis/SC, do SENAI de São Leopoldo/RS e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Cada uma dessas equipes trabalha em uma parte do desenvolvimento do robô. A nossa responsabilidade é garantir a confiabilidade do Sistema (Análise de Risco), utilizando técnicas da Engenharia, Matemática Aplicada e sobretudo, Estatística”, explicou.

O estudo chegou à final da Categoria I, que contemplava projetos desenvolvidos exclusivamente por instituições credenciadas, em colaboração com empresas petrolíferas, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”.

Ainda segundo o pesquisador, o Annelida ajudará a Petrobras a reduzir perdas estimadas em bilhões de reais na substituição de dutos danificados e em lucros cessantes decorrentes da operação. O petróleo extraído do pré-sal sai do solo a uma temperatura de 60 a 70 graus C, mas vai se resfriando ao passar pelo oceano, um percurso de até 7 quilômetros, podendo chegar à temperatura de quatro graus. Esse resfriamento faz com que o óleo vá se solidificando e liberando hidratos e parafinas, que aderem à parede do duto, podendo entupi-lo.

“Esta conquista, que repete o feito de 2019, é um importante reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Grupo de Modelagem de Risco do CeMEAI-ICMC junto a grupos de pesquisa de outras instituições e da Petrobras, e mostra o potencial de inovação da invenção. Estar entre os finalistas dessa premiação nos motiva ainda a nos empenharmos na tarefa de conduzir esse projeto ao caminho do sucesso”, comemorou Louzada.

Na primeira fase do projeto foi desenvolvido e validado o conceito do robô e seus componentes, com testes em ambientes controlados. Na fase 2, iniciada em janeiro de 2021, o robô está passando por testes em campo. A premiação ainda não tem data para ser realizada.

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

Petrobras doa cerca de 3.800 computadores a escolas públicas do Rio de Janeiro

Doação integra primeira etapa do projeto Janelas para o Amanhã, que prevê entrega de mais de nove mil computadores

A Petrobras começou a entregar na última quarta-feira (23/6) cerca de 3.800 computadores recondicionados para cerca de 200 escolas públicas municipais e estaduais do Rio de Janeiro. A doação integra a primeira etapa do programa social de inclusão digital “Janelas para o Amanhã”, que também prevê formação em tecnologia da informação para alunos e professores da rede pública de ensino.

Com a iniciativa, a Petrobras gera impactos positivos para a sociedade e contribui para o desenvolvimento das comunidades onde atua. As escolas localizadas na Região Metropolitana (Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé e Guapimirim) serão as primeiras a receber os equipamentos seguidas das cidades de Itaboraí, Macaé, Arraial do Cabo e São Francisco do Itabapoana. Até o final de setembro será concluída a entrega para as escolas contempladas nas demais 12 cidades no estado.

Cada escola receberá em média 20 computadores recondicionados que serão utilizados para o treinamento em tecnologia da informação, com início no segundo semestre. A Petrobras irá destinar cerca de R$ 2,5 milhões para essa atividade que será realizada em parceria com a Recode, organização da sociedade civil que utiliza a informática como mecanismo de inclusão e empoderamento digital de comunidades vulneráveis.

O treinamento com os professores do Ensino Fundamental terá como objetivo aprimorar o uso da tecnologia digital na prática pedagógica. Já com os estudantes do Ensino Médio o objetivo será preparar para o mercado de trabalho.

O “Janelas para o Amanhã” prevê a doação de mais de nove mil computadores e tem potencial para ampliar o acesso digital a mais de 50 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio, gerando impacto transformador. Até o final do ano devem ser contemplados também os estados de São Paulo e Espírito Santo. Conheça mais sobre o projeto acessando o edital no site https://petrobr.as/janelas-amanha