Enauta assina contratos de concessão de 4 blocos da Bacia do Paraná com baixo compromisso financeiro

A Enauta informa que foram assinados os contratos de concessão dos blocos arrematados no 2º Ciclo da Oferta Permanente da ANP, realizado em 4 de dezembro de 2020. A Companhia adquiriu 30% de participação em quatro blocos terrestres PAR-T-86, PAR-T-99, PAR-T-196 e PAR-T-215, na Bacia do Paraná, em parceria com a Eneva.

A aquisição destes quatro blocos marca a entrada da Enauta na Bacia do Paraná, considerada área de fronteira pela baixa quantidade de atividades exploratórias já realizadas na região, permitindo que Companhia esteja bem posicionada para captar novas possibilidades de negócios. A Enauta aproveitou essa oportunidade para diversificar sua base de ativos.

Estão previstos investimento da ordem de R$ 15 milhões em atividades exploratórias para a Companhia. Os blocos estão localizados nos estados do Mato Grosso do Sul e Goiás, com aproximadamente 11.544 km2 de extensão, área superior à de toda a tradicional Bacia do Recôncavo na Bahia. Em caso de descoberta, a proximidade com o mercado consumidor de gás facilitaria o escoamento da produção. O consórcio poderia ainda replicar o modelo de sucesso de reservoir-to-wire (R2W), com a geração de energia elétrica a partir do gás natural.

O valor do bônus de assinatura para estes blocos foi de R$ 2,1 milhões e a Enauta desembolsará R$ 633 mil nos próximos dias. O Programa Exploratório Mínimo (PEM) ofertado para 100% dos blocos foi equivalente a 1.000 km de sísmica 2D, a ser executado em até 6 anos.

Petrobras informa sobre venda de participação na Deten Química S.A.

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 02/06/2021, relacionado à venda de sua participação acionária de 27,88% na Deten Química S.A. (Deten), informa que postergou para 08/07/2021 a data limite para executar o Confidentiality Agreement e o Compliance Certificate e conceder acesso ao Memorando de Informações Confidenciais aos potenciais compradores.

O teaser ajustado está disponível no site da Petrobras:
https://www.investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor.

Como o Covid influenciou a Transformação Digital na Indústria

*Roberto Regente Jr., vice-presidente da OpenText para América Latina

Embora as empresas de manufatura tenham se acostumado a ser confrontadas com um tsunami de dados, a pandemia da COVID-19 terminou por aumentar esta pressão por forçar uma rápida transformação digital em inúmeros processos, produtivos ou não.

De acordo com a consultoria americana McKinsey, o processo de transformação digital que ocorreria em três anos está acontecendo agora em meses ou semanas. A empresa afirma que no topo da lista de atividades transformadoras importantes está a gestão de relacionamento com o cliente.

Dados como fluxo de caixa, demanda de trabalho e direcionamento dos clientes ao atendimento adequado nunca foram tão importantes quanto agora. A análise desses dados está em evidência por fornecer um balanço operacional e de produção que vai de encontro às necessidades dos mesmos.

Isto, é claro, está longe de ser um assunto novo. Majoritariamente, a competição ocorre não apenas entre empresas do segmento de manufatura, mas também entre as grandes holdings de tecnologia como a Apple e Google entre muitas outras.

No contexto do mundo pós-COVID-19, as empresas precisam continuar entregando produtos e respectivos serviços melhores e mais inteligentes, preservando a saúde contínua do fluxo de caixa. A resposta será otimizar a amplitude e a profundidade da cadeia de suprimentos para incluir tecnologias inovadoras. Faz-se necessário a adoção de uma plataforma escalável para construir e gerenciar um ecossistema de parceiros com múltiplas dimensões e perfis.

Autonomia pode ser a bússola para o futuro 

Atualmente, a fluidez nas operações é prioridade. Com demanda incerta, o foco em excelência é crucial. O resultado é que muitas companhias irão reconsiderar investimentos em áreas em desenvolvimento – como veículos autônomos – e assegurar que não haverá custos extras ou desperdício nos projetos atuais.

Este tópico irá acelerar o foco das organizações para a otimização e automação de seus fluxos operacionais. Ao mesmo tempo, essas empresas tentam criar sistemas de suprimento capazes de responder de forma ágil às mudanças no fluxo e demanda de produção.

Adaptabilidade e resiliência na cadeia de suprimentos

As empresas de manufatura enfrentaram desafios ao trazer a produção externa para os mercados internos. E aqui vai uma atualização importante: elas conseguiram! A ruptura que ocorreu em nível global nas cadeias de suprimento – sendo que neste contexto a China estava virtualmente fechada – demonstrou o perigo em concentrar sua estratégia em um único ponto, ou seja, coloquialmente botar todos os ovos em apenas uma cesta.

O enfraquecimento da produção industrial durante a COVID-19 levou as empresas a repensar sobre “comprar onde vender e vender onde comprar”. Assim, foi necessário desenvolver uma cadeia de suprimentos que pudesse rapidamente se adaptar à essa ruptura. A computação em nuvem possibilita a flexibilização e o crescimento em escala nas formas de negociação, colaboração e crescimento dos ecossistemas de parceiros.

Inovação e agilidade em organizações que trabalham com parcerias digitais

Antes da pandemia da COVID-19, a empresa de consultoria Ernst & Young Global Limited (EY) explicou porque as habilidades de monitorar, simular e otimizar a entrega de produtos, com foco em performance, representam uma vantagem global.

Na atualidade, as empresas que atuam em parceria ainda oferecem ferramentas empíricas proativas e estratégicas em resposta ao mundo pós-COVID-19.

Este tipo de simbiose, ou joint venture, aumenta a agilidade nos negócios, permite às organizações prever e erradicar fatores de estresse, adaptação a modelos mais eficientes e retroalimentação ágil de seus processos. Além disso, possibilita uma rota de redução de custos rápida para continuar investindo na inovação de produtos e geração de lucro.

Mudanças nas práticas de trabalho com foco na automação

As indústrias enfrentam dificuldade em conduzir o processo de automação. Atualmente, essas mudanças ainda acontecem de forma repentina e dramática.

Sem levar em conta a escassez de mão de obra qualificada, algumas estimativas apontaram que a indústria automobilística do Reino Unido por exemplo,  poderia perder um em cada seis postos de trabalho devido à pandemia da COVID-19.

Além disso, o distanciamento social forçou as empresas a operar com o mínimo possível de pessoas. A automação é necessária para suprir a demanda neste novo contexto de trabalho. Companhias automotivas precisam fundamentar regras de automação e reter as frentes de trabalho para lidar com a revolução digital e o supply chain no contexto atual.

Nada poderia ter preparado o setor para a primeira metade de 2020. Muitas empresas e seus stakeholders precisaram operar em modo de sobrevivência. Na medida em que estamos abandonando a pandemia, enfrentaremos tempos difíceis e incertos. Pretendo acompanhar de perto o desenrolar dos eventos para mais um balanço sobre o setor no final deste ano de 2021.

Indústria química Arkema promete reduzir em ao menos 60% a emissão de poluentes até 2030

Grupo francês firma parceria com a Act4nature e reforça compromisso com a biodiversidade

A Arkema, francesa que é uma das maiores indústrias químicas do mundo, acaba de assinar um termo de compromisso com a Act4nature International para redução dos impactos na biodiversidade, reforçando seu compromisso de agir como agente indutor de políticas de respeito ao meio ambiente em sua cadeia produtiva. A iniciativa abrange ações de proteção da biodiversidade, preservação da fauna e flora e redução do lançamento de efluentes de suas instalações industriais no ar, água e solo.

“Como parte da transição para um mundo mais sustentável, a Arkema afirma seu compromisso com a preservação da biodiversidade. Estamos atuando em nossas fábricas, inovando em soluções ecologicamente corretas e mobilizando nossos colaboradores e parceiros”, afirma Eric Schmitt, Presidente da Arkema Brasil. A empresa firmou dez compromissos comuns da Act4nature International e definiu mais oito compromissos individuais com base nos impactos mais significativos sobre a biodiversidade para a empresa em toda a cadeia de valor. Estes compromissos abrangem todas as 147 unidades industriais da companhia ao redor do mundo, tanto em produtos primários quanto transformados, além de incluir ações com parceiros e clientes. “Reconhecemos nosso papel como líderes no setor e a necessidade de estimular nossos parceiros a adotarem medidas neste sentido. Precisamos trabalhar juntos para garantir o futuro”, completa Schmitt.

Até 2030, a Arkema se compromete a atuar nos principais poluentes com um impacto local e reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis (VOCs) no ar e na água em 65% e 60%, respectivamente, comparativamente a 2012. O que representa reduzir as emissões atuais do grupo em 80%. A Arkema também espera aumentar o número de agricultores treinados e certificados de 4.600 para 7.000 até o final de 2022. O que envolve tornar mais consciente e reduzir o uso de fertilizantes e água de irrigação.

Criado em 2018 pela associação francesa Entreprises pour l’Environnement (EpE), o Act4nature Internacional é um coletivo de empresas, atores públicos, cientistas e associações ambientais comprometidos com a proteção, melhoria e restauração da biodiversidade.

Projeto-piloto de Indústria 4.0 na Rudolph estimula Bosch a replicar modelo em base de fornecedores

Uma ação de vanguarda para conectar a indústria brasileira à transformação digital.” É como o executivo Alex Marson, CEO da Rudolph Usinados, de Timbó (SC), qualifica o projeto voltado à Indústria 4.0 que a empresa – fabricante de soluções em componentes mecânicos, com destaque para o setor automotivo – conduz de forma colaborativa com a Bosch, um de seus principais clientes, no Brasil e na Europa.

A Rudolph foi a primeira selecionada para a implementação desse projeto, que visa implementar tecnologias da Indústria 4.0 nas operações de fornecedores da Bosch, ampliando a parceria com a base e os desenvolvimentos conjuntos.

A boa experiência do piloto, desenvolvido com a Rudolph ao longo dos últimos três anos, estimulou a Bosch a replicar o modelo em um total de 18 fornecedores, apoiada por recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em evento com parceiros, a multinacional confirmou essa ampliação à imprensa.

“Foi o primeiro passo rumo à indústria 4.0 com um fornecedor, mas não partiu do zero: a Rudolph já tinha estrutura consolidada e a Bosch investiu em áreas estratégicas, que foram ganhando novas tecnologias”, noticiou a Revista Autodata, especializada no setor automotivo. “O foco é no ganho compartilhado: tornando a Rudolph mais competitiva, cresce, por consequência, a competitividade da própria Bosch.”

Na Rudolph, o projeto, batizado de Indústria 4.0 Smart Retrofit, permitiu ganhos expressivos nos principais indicadores de produtividade, qualidade e custos, na célula onde foi desenvolvido. “Mas o maior benefício não pode ser medido diretamente. Veio do desenvolvimento de um modelo mental de possibilidades ampliadas pela transformação digital, e da experiência prática de sua aplicação na indústria brasileira. As soluções inovadoras de retrofit têm mostrado caminhos promissores para alavancar a atratividade dos nossos investimentos”, observa Alex Marson. O executivo também revela que a Rudolph teve, recentemente, um projeto próprio com foco na inovação em processos de manufatura avalizado pelo Programa Finep 2030 Empresarial.

Workshop debate revisão da norma sobre aquisição e processamento de dados técnicos

A ANP realizou anteontem (28/6), via plataforma Teams, o Workshop sobre a Revisão da Resolução ANP nº 757/2018, que regulamenta as atividades de aquisição e processamento de dados, elaboração de estudos e acesso aos dados técnicos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares brasileiras.

“Esse workshop é muito importante porque busca estimular uma conversa com o setor, o mercado, a academia e todos os interessados para discutir de forma mais ampla as mudanças que estão sendo sugeridas. A ideia é promover uma simplificação regulatória para melhorar o acesso aos investimentos no país e trabalhar para que todos possam acessar os dados técnicos com mais facilidade” – destacou o superintendente de Dados Técnicos, Cláudio Jorge, na abertura do evento.

A revisão da Resolução ANP nº 757/2018 está prevista na Agenda Regulatória 2020-2021 da Agência. Todas as contribuições recebidas durante o workshop serão consideradas na elaboração da proposta de nova resolução, cuja minuta passará por consulta e audiência públicas antes de sua publicação final.