É preciso harmonização entre regulações estaduais e federais – Heloisa Borges Esteves, Diretora de Estudos de Petróleo, Gás Natural na Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

“A implementação de novos projetos dependerá de decisões estratégias tanto dos produtores de gás natural (quanto à monetização dos volumes produzidos) quanto dos operadores de infraestrutura. É importante termos clareza que estas decisões, para ser tomadas, exigem um ambiente jurídico favorável”, avalia a Diretora de Estudos de Petróleo, Gás Natural na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloisa Esteves, ao fazer um balanço do setor de óleo e gás. Respaldada pela experiência consolidada por mais de uma década de atuação na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da qual saiu diretamente para a EPE, Heloisa Esteves afirma que, para consolidarmos a infraestrutura necessária para o mercado de gás avançar, é essencial avançarmos na harmonização entre as regulações federal e estaduais. “Sem uma regulação estadual adequada, os benefícios esperados na cadeia não vão chegar aos consumidores”, afiança.

Oil & Gas Brasil: O setor de óleo e gás começou a se ‘movimentar’ depois de um ano de pandemia de Covid-19, que impactou o mundo, desaqueceu a economia e derrubou o preço do petróleo e gás. Na sua visão, quais fatores indicam que este ‘movimento’ terá energia suficiente para se manter e arrancar esse setor de sua pior crise no Brasil?

Heloisa Esteves – Historicamente, momentos de crise podem acelerar tendências que já vinham se desenhando na sociedade, e no caso da pandemia da Covid-19 não foi diferente. As principais narrativas foram associadas à descarbonização da economia e à digitalização dos procedimentos de trabalho passíveis de serem transferidos total ou parcialmente para o ambiente remoto. Em particular, o trabalho em ambiente remoto alterou os fluxos de transporte de passageiros e carga, e gerou oportunidades a novos mercados.

Novos modelos de negócio vêm alterando a dinâmica anteriormente posta e certamente anteciparam o que era visto como uma
tendência de longo prazo. Mas ainda é cedo para antecipar os impactos finais e é importante lembrar que esta indústria está
historicamente acostumada a lidar com crises e elevados níveis de risco e volatilidade.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: É que o Brasil passou de uma crise para outra…?

Heloisa Esteves – A indústria de petróleo e gás natural no Brasil é extremamente competitiva. Temos projetos atrativos e resistentes a cenários de preços baixos. Já temos uma indústria de bens e serviços constituída e excelente mão de obra local. E assim como a maior parte dos países em desenvolvimento, precisaremos ainda de muita energia para sustentar nosso desenvolvimento econômico. No contexto de redução do carbono, o gás natural passou mais rapidamente a ser visto como uma alternativa imediata. Entre outros motivos de cunho geopolítico ou estratégico, tal fonte vem ampliando as possibilidades para seu uso em um contexto de descarbonização, como em caminhões.

Oil & Gas Brasil: Quais os fatores que ainda continuam a impactar ou criar entraves na indústria de óleo e gás, em cada segmento de atividade?

Heloisa Esteves – No caso do upstream, conforme mencionado, a tendência atual é de redução das emissões e otimização dos processos para que a atividade seja retomada já com uma maior preocupação socioambiental. Algumas empresas têm planos de compensar suas emissões em outro elo da cadeia, ou por meio de complementação com outras fontes, sempre que possível. Ações como a Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), que estabelecem metas de redução de emissões, têm ganhado corpo com a crescente importância da mitigação de GEE. Outra estratégia observada é a diversificação para outros segmentos na indústria de energia.

Oil & Gas Brasil: E no caso do midstream e downstream??

Heloisa Esteves – O Brasil especificamente tem buscado otimizar o uso das instalações para escoamento, processamento e transporte de gás natural. O acesso de terceiros às infraestruturas essenciais, preconizado pela Nova Lei do Gás, permitirá um menor custo para uso da infraestrutura por todos os agentes caso as instalações ofereçam contratos de serviço e operem próximo à sua capacidade máxima.

As chamadas públicas em curso pelas transportadoras também permitirão a otimização dos fluxos na malha de gasodutos de transporte. Em relação aos oleodutos, a regulação estabelece os regramentos para acesso de terceiros, mas é pouco utilizada na prática, possivelmente em razão da dinâmica dos agentes atuantes no País, especialmente devido à concentração do mercado. No downstream, no segmento de óleo, a quantidade de agentes é bem maior, e ainda assim, com as mudanças anunciadas na cadeia de combustíveis, a tendência é ampliar a competição no segmento.

O Brasil, por meio de diferentes políticas públicas, vem buscando ampliar a competitividade do segmento. Na parte de gás, as companhias distribuidoras locais (CDLs) têm acompanhado a modernização das regulações em cada Estado, sendo definidas regras cada vez mais harmônicas entre as unidades da federação e em relação à regulação a nível federal, de forma que o mercado de gás natural brasileiro tenha abrangência cada vez maior e funcione de forma cada vez mais integrada.

Oil & Gas Brasil: A EPE tem tido uma atuação ímpar e cada vez mais forte no sentido de gerar e prover a indústria e o mercado de subsídios, informações, estudos, além de propor alternativas para os entraves do setor, como no caso do Plano Indicativo de Processamento e Escoamento de Gás Natural (PIPE). Na sua visão, como tem sido o impacto de propostas como essa e como os agentes do setor vêm ‘aproveitando’ estes subsídios para implementar projetos e gerar ou atrair investimentos??

Heloisa Esteves – Há um processo de aprendizado contínuo de todos os atores e também da EPE. A EPE tem como visão ser uma organização proativa, inovadora e reconhecida por sua excelência técnica em estudos e pesquisas no setor
energético, e seguimos avançando nesta ambição.

Acreditamos que os estudos realizados reduzem a assimetria de informação, contribuindo decisivamente para a tomada de decisão dos agentes e também para o desenvolvimento de novos modelos de negócios no setor energético. Os Planos
Indicativos da EPE buscam acompanhar os projetos existentes em cada elo da cadeia, mas também indicar oportunidades
vislumbradas ao longo do País para a expansão da infraestrutura.

Neste sentido, é importante ressaltar que os projetos são analisados pela EPE em nível conceitual, e ainda dependerão de
detalhamentos pelas empresas interessadas, caso venham a ser implementados. Tal detalhamento pode suscitar mudanças nos
projetos, e em alguns casos as instalações podem vir a ser construídas com características técnicas similares às indicadas pela EPE.

Oil & Gas Brasil: Como no caso da malha de dutos para escoamento do gás do pré-sal?

Heloisa Esteves – No caso específico dos gasodutos de transporte estudados no Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG), as agências reguladoras estaduais têm autonomia para aprovarem alguns dos projetos estudados como gasodutos de distribuição, caso suas características também tenham adesão a este modelo, e a ANP pode definir alguns trechos de dutos como sendo integrantes de um terminal de GNL, nos casos associados a este tipo de estratégia.

Dois exemplos interessantes são o da Rota 4b, que se encontra em processo de licenciamento ambiental no Ibama com descrição bem próxima daquela apresentada no PIPE, e o da Rota 5b, que embora tenha sido indicada no PIPE como um gasoduto para escoamento de gás natural úmido, pode vir a ser construída com um traçado ligeiramente diferente e movimentando gás natural já especificado, dadas as características do projeto do BM-C-33.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Quais as suas expectativas em relação as atividades de exploração e produção de petróleo no país? Você acredita que haverá um incremento grande nas atividades exploratórias tanto no onshore como no offshore?

Heloisa Esteves – No cenário brasileiro de E&P de petróleo e gás natural dos últimos, a principal produção foi do pré-sal, com os investimentos voltados quase exclusivamente para esse ambiente exploratório. Por outro lado, com o declínio de campos marítimos do Pós-sal e terrestres. Atualmente o Pré-sal continua com a maior produção nacional, mas há um despertar para a necessidade de explorar ambientes muito pouco conhecidos e com expectativa para gás natural, como é o caso das bacias
terrestres brasileiras e também no caso do potencial de recuperação dos campos marítimos do Pós-sal, em especial da bacia de campos. Nesse contexto, programas governamentais como o REATE e o PROMAR, tem atuado como centralizadores de esforços de instituições do setor, da indústria e da sociedade como um todo.

A expectativa é de que os incentivos, regulatórios, de acesso a dados e informações e de fomento à cadeia de bens e serviços, tornem as bacias terrestres atrativas para a exploração e eleve a recuperação dos campos aumentando a produção de petróleo.

Oil & Gas Brasil: Inclusive dos campos maduros?

Heloisa Esteves – Do ponto de vista energético, seja em terra, ou no Pós-sal, a revitalização dos ativos a partir de investimentos em técnicas simples ou avançadas de recuperação, com objetivo de manter a produção nos patamares esperados, é uma contribuição importante para a matriz energética brasileira, que tem o petróleo como principal fonte energética e o gás natural como fonte emergente que vem ganhando espaço na matriz, e garantindo protagonismo como um importante combustível para uma transição energética. Em especial, no caso do pós-sal da bacia de Campos há grande expectativa no aumento da produção a partir da recuperação campos.

O fator de recuperação (FR) atual para o pós-sal é de 23% para petróleo e 30% para gás natural, levando em consideração os volumes 3P (reservas provadas, prováveis e possíveis, que equivale ao cenário da estimativa mais alta), sendo inferior às amostras internacionais como por exemplo no Reino Unido que chega a 46% e na Noruega que chega a 70%, indicando uma grande margem para aumento das reservas. A cada 1% de fator de recuperação adicional na bacia de Campos, por exemplo, aumenta-se a reserva provada em aproximadamente 40 milhões de barris de petróleo, demonstrando a importância da extensão da vida útil destes campos.

Oil & Gas Brasil: O pré-sal continua a ser o maior atrativo do setor no país. Mas quais as outras bacias (terrestres e marítimas) que devem atrair investimentos em exploração? E no desenvolvimento da produção?

Heloisa Esteves – Em terra as bacias de Solimões, Parnaíba e Amazonas, além algumas costeiras devem atrair investimentos. A expectativa é que as ações coordenadas pelos programas governamentais, que visam dar luz ao conhecimento do potencial e a disponibilizar informações sobre as bacias brasileiras as tornem atrativas para a atividade de exploração, principalmente no caso das bacias de fronteira exploratória.

No mar, além da bacia de Santos com o Pré-sal, devem atrair investimentos para exploração as bacias de Sergipe-Alagoas,
Potiguar e a Foz do Amazonas na Margem Equatorial. No desenvolvimento da produção a expectativa é que a bacia de
Campos atraia investimentos visando a recuperação dos campos em declínio.

(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: O ‘novo’ downstream é tema recorrente na última década, mas ainda não decolou. O que falta para isso acontecer e qual o perfil desse novo downstream: mais empresas privadas, unidades menos complexas e de menor capacidade pelo país afora para aproveitar a produção onshore?

Heloisa Esteves – O novo downstream apresenta um perfil mais competitivo, com multiplicidade de agentes ao longo da cadeia e rivalidade intra e intersegmento para disputar mercados. Assim, além da competição no mercado regular, crescem alternativas com base em rotas a gás natural para o transporte, que possuem apoio de países interessados na difusão destas tecnologias, ou biocombustíveis, que possuem amplo apoio da base agrária do País. É necessário atentar para a importância do potencial de contestabilidade dos mercados e que a competitividade evita segmentação de mercados em monopólios regionais. A ampliação da contestabilidade e da competitividade ocorre a partir de mudanças complexas, não somente de mercado, mas também estruturais. Esses e outros aspectos são abordados pelo Programa Abastece Brasil, coordenado pelo Governo Federal, na figura do Ministério de Minas e Energia. Tal programa possui interface com o Reate 2020, programa que busca o maior aproveitamento de produção onshore. Esta interrelação existe considerando-se que a competição nos elos subsequentes da
cadeia pode trazer de potencial benefício para pequenos produtores de petróleo.

O estímulo à produção de derivados, independentemente da complexidade do refino incremental, é algo que tem potencial positivo para o País, uma vez que o produtor nacional tende a seguir a lógica de preços por paridade. Neste sentido, se o País que é exportador de petróleo alocasse parte deste excedente para suprir sua demanda dos principais derivados, o valor dos combustíveis poderia reduzir sensivelmente, impactando toda a economia brasileira.

Oil & Gas Brasil: O gás é o must do momento. Não se fala em outra coisas (rs). Afinal: onde estamos e para onde vamos? O que falta para consolidarmos essa infraestrutura do gás e, consequentemente, o mercado como um todo?

Heloisa Esteves – O setor de gás natural está em constante aprimoramento, e já vinha neste ritmo desde antes da aprovação da Nova Lei do Gás, devido à decisão da Petrobras de realizar desinvestimentos no setor e também às oportunidades que agentes privados vinham percebendo para a instalação de novos terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) e Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) de pequeno porte. O momento atual é de reorganização do marco legal e regulatório para facilitar a interação entre as diversas empresas que já entraram e se preparam para entrar no mercado brasileiro. Também estamos vendo um movimento interessante de redistribuição dos ativos entre as empresas por meio de arrendamento, aquisições e parcerias, com cada nova empresa estudando de forma detalhada os ativos adquiridos e propondo ampliações e
adaptações para otimizar os projetos. Um caso interessante é o dos campos de maduros, que em alguns casos podem vir a ser revitalizados e estimulados produzindo volumes ainda maiores do que suas próprias máximas históricas.

Oil & Gas Brasil: Avançamos na regulação?

Heloisa Esteves – Além dos três terminais de GNL da Petrobras em operação, um deles em processo de arrendamento, e dos 2 terminais privados existentes, temos 3 terminais privados de GNL previstos. Novos ofertantes privados de gás natural têm tido sucesso nas chamadas públicas das CDLs, e o Brasil já conta com 53 produtores de gás natural, 73 carregadores (6 deles com movimentação ativa) e 12 consumidores livres (correspondendo a 16% do consumo nacional no 1º trimestre de 2021). Pelo menos 7 Estados já alteraram seus limites de enquadramento como Consumidor Livre (SC, SE, BA, RJ, SP, ES e AM), sendo que no RS está em andamento iniciativa similar.

Todos os Estados com consumo de gás natural são signatários do Ajuste SINIEF 03/2018 que torna o gás um bem fungível (permitindo trocas físicas), e o Ajuste SINIEF 01/21 uniformiza e simplifica regras tributárias relativas à atividade de processamento de gás.

A Nova Lei do Gás (Lei 14.134/2021) e seu Decreto regulamentador (Decreto 10.712/2021) preveem maior facilidade na outorga de novos gasodutos de transporte e também de instalações de estocagem subterrânea de gás natural (ESGN), além de
prepararem o caminho para a transição energética ao equipararem, em termos regulatórios, o gás natural com o biometano e outros gases intercambiáveis. Foi estabelecido o “Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural”, com adesão voluntária pelos Estados, para facilitar a harmonização regulatória, e a EPE continuará publicando estudos técnicos, econômicos e socioambientais, trazendo previsibilidade ao mercado, com a ANP trabalhando para ampliar cada vez mais a transparência no setor.

Oil & Gas Brasil: Mas ainda temos um caminho a percorrer..?

Heloisa Esteves – Todos estes movimentos mostram que não só novos agentes têm entrado no mercado, mas também diversos outros agentes têm estudado o setor e se preparam para atuar no Brasil, além dos parâmetros legais e regulatórios estarem sendo aprimorados de forma ágil. Em última instância estas ações têm trazido a liquidez e a diversidade de agentes que são principais objetivos do Programa Novo Mercado de Gás. A percepção de que o setor é o “must” do momento vem do fato de que as peças finalmente começam a se encaixar. Mas não podemos parar.

O gás natural pode reduzir emissões no curto prazo e contribuir decisivamente para a transição energética brasileira no longo
prazo. A implementação de novos projetos dependerá de decisões estratégias tanto dos produtores de gás natural (quanto à
monetização dos volumes produzidos) quanto dos operadores de infraestrutura. É importante termos clareza que estas decisões, para ser tomadas, exigem um ambiente jurídico favorável. Assim, para consolidarmos a infraestrutura é essencial avançarmos na harmonização entre as regulações federal e estaduais. Sem uma regulação estadual adequada, os benefícios esperados na cadeia não vão chegar aos consumidores. Temos também que avançar na agenda regulatória da ANP. A Agência tem uma agenda ambiciosa e vem fazendo um excelente trabalho, mas é importante destacar o regulador também está atento à transição e aberto à solução de questões no caso concreto, como vem fazendo no caso do conflito de acesso à UPGN Guamaré.

(Foto: Divulgação)

TBG realizará 8ª rodada de oferta de Produtos de Curto Prazo em julho

A partir do dia 05 transportadora de gás ofertará capacidade disponível para contratos trimestral, mensal e diário

A partir do dia 05 de julho, a TBG realizará a primeira etapa da Rodada 08 para oferta de capacidade de transporte de gás natural dos Produtos de Curto Prazo. De acordo com o cronograma da transportadora, nessa fase estarão disponíveis os contratos de entrada e saída trimestrais, com vigências previstas para o quarto trimestre deste ano. O período entre os dias 05 e 09 de julho compreende desde a publicação da capacidade disponível até a assinatura do contrato.

A modalidade mensal de contrato de capacidade firme será ofertada entre os dias 12 e 16 de julho. A aquisição desse produto compreende o período entre agosto e dezembro deste ano.

Os produtos diários serão liberados para contratação entre os dias 19 e 21 de julho. Caso haja necessidade de contratação imediata de produtos Diários, a Plataforma de Oferta de Capacidade (POC) permite a solicitação com apenas um dia de antecedência para o mês corrente.

A solicitação e a contratação do produto Diário acontecem nas primeiras horas do dia, e devem ser feitas pelo endereço eletrônico ofertadecapacidade.tbg.com.br. Uma vez contratada a capacidade, a requisição de transporte, pelo cliente, pode ser feita para o dia seguinte.

Os carregadores interessados poderão solicitar a contratação da capacidade de um ou mais produtos, por ponto de entrada e/ou zona de saída, conforme seus interesses. O tutorial para aquisição dos Produtos de Curto Prazo pelo POC está disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=aZh7J8iNotM&t=8s e https://www.youtube.com/watch?v=mtWcjlc2wwI.

Cronograma da Rodada 08 (JUL/2021) – Produtos de Curto Prazo

8ª Rodada dos Produtos de Curto Prazo – Início – Término

Oferta Trimestral (4º trimestres) – Seg 05/07/21 – Sex 09/07/21

Publicação Capacidade Disponível – Seg 05/07/22 – Qua 07/07/21

Leilão/Solicitação de Capacidade – Qui 08/07/21 – Qui 08/07/22

Alocação/Assinatura do Contrato – Sex 09/07/21 – Sex 09/07/21

Oferta Mensal (8/9/10/11/12) – Seg 12/07/21 – Sex 16/07/21

Publicação Capacidade Disponível – Seg 12/07/22 – Qua 14/07/21

Leilão/Solicitação de Capacidade – Qui15/07/21 – Qui15/07/22

Alocação/Assinatura do Contrato – Sex 16/07/21 – Sex 16/07/21

Oferta Produto – Diário – Agosto/21 – Seg 19/07/21

Publicação Capacidade Disponível – Seg 19/07/22

Início do Leilão/Solicitação de Capacidade – Ter 20/07/21

Início da Alocação/Assinatura do Contrato – Qua 21/07/21

Sherwin-Williams Protective & Marine lança série de vídeos voltados ao mercado de Óleo e Gás

Os temas serão postados a cada três semanas no Youtube e na Landing Page Latam

A Sherwin-Williams, divisão Protective & Marine, que oferece uma linha completa de revestimentos e sistemas de alto desempenho para a indústria, lançou uma campanha exclusiva com conteúdos destinados ao mercado de Óleo e Gás. A série de vídeos sobre corrosão na indústria de O&G será apresentada pelo time de especialistas da empresa, no canal oficial no Youtube e na Landing Page Latam a cada três semanas. O primeiro episódio que faz uma introdução ao tema já está disponível no link: https://pages.s-w.com/oil-and-gas-latam-br-pt.html.

O vídeo inicial abordando sobre a pintura de manutenção e combate a corrosão no mercado de Óleo e Gás foi apresentado pela Gerente de Desenvolvimento de Mercado e especialista em O&G na América Latina, Daniele Silva. “A corrosão é um processo natural e um problema comum que afeta os ambientes industriais, causando prejuízos financeiros e de segurança. Uma planta com corrosão é um risco potencial ao negócio e na Sherwin-Williams nós temos produtos específicos para atender as necessidades do mercado, com tintas anticorrosivas excelentes, além de uma equipe global especializada à disposição do cliente”, explica Daniele.

A cada três semanas serão postados novos temas, com entrevistas e percepções do segmento de O&G. O segundo assunto abordado na campanha será a Corrosão sob Isolamento, com a participação da especialista em Tintas industriais, Vania Sampaio. A divisão Protective & Marine oferece proteção inteligente de ativos e serviços comerciais, técnicos e de especificação para vários mercados, incluindo Óleo e Gás, Água e Esgoto, Estruturas Metálicas, Pisos de Alta Performance, Alimentos e Bebidas, Mineração, Ferroviário, Geração de Energia e Proteção Passiva Contra Fogo.

Sobre a Sherwin-Williams Protective & Marine Coatings

A divisão de Revestimentos de Proteção e Marítima da Sherwin-Williams oferece proteção inteligente de ativos e serviços comerciais, técnicos e de especificação incomparáveis a clientes em uma ampla variedade de mercados, incluindo Óleo e Gás, Água e Esgoto, Estruturas Metálicas, Pisos de alta performance, Alimentos e Bebidas, Mineração, Ferroviário, Geração de Energia e Proteção contra Incêndios. A Sherwin-Williams oferece uma linha completa de revestimentos e sistemas de alto desempenho para combater a corrosão. Nosso portfólio de produtos de classe mundial é apoiado pelas principais plataformas de tecnologia e inovação e inclui uma linha crescente de produtos Global Core, disponíveis no mesmo padrão de qualidade e desempenho em qualquer lugar do mundo. A Divisão Protective & Marine faz parte do Grupo Performance Coating da Sherwin-Williams, que fornece uma ampla gama de soluções altamente projetadas para os mercados da construção, industrial, embalagem e transporte em mais de 120 países no mundo. Fundada em 1866, a The Sherwin-Williams Company é líder global na fabricação, desenvolvimento, distribuição e venda de tintas, revestimentos e produtos relacionados a clientes profissionais, industriais, comerciais e de varejo. Para mais informações, acesse https://pages.s-w.com/contact-po-pm-latm.html.

FIX Facilities e MTK Service anunciam fusão e passam a se chamar FIX Serviço

Empresas integram suas operações e experiências nos setores de manutenção predial e industrial

As empresas FIX Facilities e MTK Service passaram por um processo de fusão e juntas deram origem à FIX Serviço, unindo suas expertises para oferecer ao mercado as atividades de manutenção predial e manutenção industrial por meio de três linhas de atuação: FIX Facilities, FIX Industrial e FIX Volante. A nova empresa já nasce com uma receita anual estimada em R$ 80 milhões e somando quase mil postos de trabalho.

“Com essa fusão, nós conseguimos unir o que temos de melhor para oferecer ao mercado nossa experiência na prestação de serviços para o setor de facilities aliada à experiência da MTK no atendimento ao setor industrial. Assim, nós formamos uma empresa bastante focada, com um corpo muito mais técnico e com muito mais força”, destaca o CEO da FIX Serviço, Luciano Gimenez.

Os fundadores da MTK Service, Adriano Marsili e Luis Souza, agora sócios da FIX Serviço, assumem respectivamente as posições de diretor Comercial e diretor Operacional da nova companhia. Marsili enfatiza que a união das empresas alia o conhecimento técnico e de mercado da MTK com a estrutura corporativa robusta da FIX. “Teremos agora a oportunidade de nos aprofundarmos ainda mais nas operações dos clientes, podendo levar uma solução muito mais completa. Teremos mais foco nas atividades comerciais e operacionais, o que traz grandes benefícios, pois você coloca cada especialista cuidando do que realmente conhece”, analisa.

Souza conta que os executivos perceberam no mercado uma carência por uma empresa prestadora de serviços totalmente pautada na excelência operacional por meio de métodos e processos que realmente conseguissem fornecer soluções inovadoras. “Cada marca está alicerçada em pilares específicos, com diretorias e engenharias distintas. O principal ganho oferecido ao mercado com essa fusão é a vantagem de poder contar com uma única empresa combinando diversos serviços, proporcionando redução dos custos operacionais. Além disso, a oficialização das linhas de negócios proporciona mais força e foco para discussões de inovação e melhoria dos processos”.

Segundo Gimenez, com as três linhas de atuação da FIX Serviço a companhia opera agora em todos os setores prioritários do mercado. “A FIX Facilities faz toda a parte de manutenção de infraestrutura predial e de apoio das empresas, a FIX Industrial está ligada à manutenção de linhas de produção e a FIX Volante trabalha na prestação de serviços pontuais, não só para grandes empresas, mas atendendo até mesmo o comércio, por exemplo”, diz.

“Com essa estrutura e os anos de experiência no mercado, minha expectativa é de termos um crescimento expressivo nos próximos anos, na casa de dois dígitos percentuais”, projeta Marsili. “Estamos nos posicionando como uma das melhores empresas de prestação de serviço no setor de manutenção, atendendo sempre da melhor forma às necessidades dos nossos clientes, aplicando tecnologia e desenvolvendo as melhores práticas que esse mercado exige”, finaliza Gimenez.

Inmetro aposta em tecnologia da certificação digital para dar fim às fraudes nas bombas de combustível

Edmar Araujo*

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) credenciou-se como Autoridade Certificadora de 1º nível da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) e, a partir de agora, emitirá certificados digitais de objetos metrológicos. Com o feito, a autarquia tentará dar cabo às fraudes que ocorrem em postos de combustíveis em todo o Brasil, problema dos mais crônicos de encontrar alguma resolução.

É importante tentar explicar como ocorrem as burlas que prejudicam consumidores diariamente no país.

Quando somos atendidos por frentistas, eles nos questionam a respeito da quantidade de combustível que desejamos abastecer. O único jeito de saber quantos litros há no tanque do carro é pedir para que se preencha até o limite suportado pelo veículo e, mesmo assim, o total de gasolina, etanol ou diesel não permitirá aferir os litros que realmente foram adquiridos.

Mas, como ocorre a fraude durante o abastecimento?

É de forma invisível que os consumidores são lesados. Nos componentes eletrônicos do equipamento para abastecer, a famosa bomba, o volume de combustível é calculado por um bloco medidor, que gira conforme a quantidade que passa por ele. O transdutor óptico, por sua vez, comunica ao medidor o número de pulsos enviados para a bomba.

Consideremos então o seguinte: 100 pulsos correspondem exatamente a 1 litro de combustível. É precisamente nesta interação entre transdutor e medidor que os fraudadores atuam ao instalar componente que faça o medidor entender que está recebendo pulsos a mais. O consumidor acaba pagando por litros que não correspondem ao indicado na bomba.

Assim, o meio encontrado pelo Inmetro para blindar eletronicamente esses dispositivos foi a tecnologia do certificado digital ICP-Brasil, lançando mão de um processo de implantação rápido e prático. O objetivo é que as bombas já venham de fábrica com o certificado instalado. Assim, todos a parte eletrônica da bomba, inclusive o software que faz a comunicação entre o transdutor óptico e o medidor, estará resguardada com criptografia de ponta a ponta.

O consumidor estará empoderado e saberá se abastece em posto onde as bombas estão certificadas pela tecnologia ICP-Brasil, já que os equipamentos serão obrigados a disponibilizar informações sobre sua identidade. Bastaria, por exemplo, a captura de um QR Code para saber tudo sobre determinada bomba, como o endereço do posto, sua data de fabricação e se o certificado metrológico ICP-Brasil está instalado e válido, ou ainda, celulares e bombas poderiam se comunicar automaticamente e trocar dados a partir da tecnologia da Internet das Coisas (IoT). Na prática, um app será o suficiente para combater fraudes.

O certificado digital que será utilizado será o de Objetos Metrológicos (OM-BR), destinado exclusivamente a itens desta natureza que sejam regulados pelo Inmetro. O projeto permite que a fiscalização seja otimizada a partir do uso do OM-BR em outros equipamentos igualmente burlados no Brasil, como balanças e relógios medidores de energia elétrica.

O Planalto trata este tema como dos mais importantes entre as ações do Governo Federal para coibir fraudes que prejudicam toda a cadeia econômica envolvida, já que elas permitem burlas fiscais na ordem dos bilhões de reais.

Resta saber em qual velocidade o projeto será operacionalizado e se, de fato, todos nós poderemos confiar nas informações que visualizamos nas bombas de combustível. Num país onde e-mails sobre o combate à pandemia da Covid-19 não são respondidos por autoridades, é difícil crer que a tecnologia terá algum protagonismo para a solução de problemas.

No papel está bonito.

Na prática, só o tempo, senhor da razão, nos dirá se haverá solução.

É ver para crer.

*Edmar Araujo, presidente executivo da Associação das Autoridades de Registro do Brasil (AARB). MBA em Transformação Digital e Futuro dos Negócios, jornalista. Membro titular do Comitê Gestor da ICP-Brasil

Dow está mais uma vez no ranking GPTW das melhores empresas para as mulheres trabalharem no Brasil

Companhia ficou em 17º lugar entre as 35 empresas de grande porte

Pelo segundo ano consecutivo, a Dow está entre as organizações certificadas pelo ranking GPTW (Great Place to Work) como uma das “Melhores Empresas para a Mulher Trabalhar” no Brasil.

A empresa ocupou a 17ª posição entre as 35 companhias de grande porte que foram reconhecidas por desenvolverem as melhores práticas para a valorização da mulher no mercado de trabalho. 

A certificação se soma a outra conquista recente da empresa em práticas de inclusão e equidade, já que a Dow foi condecorada com o troféu da Categoria Ouro na 4ª edição do Prêmio WEPs Brasil – Empresas Empoderando Mulheres – premiação reconhecida pela ONU Mulheres. Em 2021, a Dow completa dez anos como signatária global dos Princípios para o Empoderamento da Mulher na Sociedade.

Empoderamento feminino e busca por equidade

Uma das indústrias pioneiras na abordagem corporativa das questões de Inclusão, Diversidade e Equidade, a Dow investe, há mais de 30 anos, em iniciativas que pretendem dar espaço e voz ativa às mulheres. Por meio do WIN (Women Inclusion Network), grupo de afinidade que se dedica a questões relacionadas ao empoderamento feminino e à equidade de gênero, a Dow promove ações de estímulo à liderança feminina, trabalha iniciativas de combate à discriminação contra mulheres e organiza debates para entender os desafios que as mulheres ainda enfrentam no ambiente de trabalho.

Foi a partir de uma sugestão que chegou por meio do WIN que a Dow implementou a flexibilidade no horário de entrada no trabalho. A iniciativa surgiu para atender às necessidades das mulheres que são mães, mas a possibilidade se estendeu para todos os funcionários, exceto em funções que trabalham por turnos.

As funcionárias da companhia também têm a possibilidade de licença maternidade estendida de seis meses e, entre outubro e novembro de cada ano, podem fazer exames preventivos contra o câncer de mama com isenção de 100% da coparticipação no Plano de Saúde. Na sede da empresa, em São Paulo, também está disponível um lactário, espaço reservado onde as mães podem tirar o leite com tranquilidade.

Parceria para combater a violência contra a mulher

A Dow também se preocupa em proporcionar um espaço seguro e de empoderamento para suas funcionárias e outras mulheres, estendendo sua atuação para além dos muros da empresa. Desde o início da pandemia da Covid-19, a empresa ampliou seus programas de apoio e desenvolvimento para funcionárias e integrou frentes corporativas em campanhas de combate à violência doméstica. Em parceria com o Instituto AVON e outras empresas, a Dow participou da criação da Coalizão Empresarial Pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas.

Inovações na indústria de mineração contribuem para melhorar a utilização de ativos e esquemas colaborativos

As mineradoras devem colaborar entre si e evoluir seus fornecedores para parceiros de negócios para resolver problemas em conjunto. A otimização holística dos sistemas de mineração ainda requer integração tecnológica para obter e analisar informações e realizar simulações

Como resultado da pandemia, o setor de mineração incorporou novas ferramentas tecnológicas para garantir sua continuidade. Especialistas de diversas empresas do setor analisaram o impacto e a direção dessas ferramentas no fórum “Inovação em tempos turbulentos: o que vem para a indústria da mineração”, que ocorreu durante a Automation Fair at Home 2020, organizada pela Rockwell Automation.

Na perspectiva de Daniel Riquelme, diretor de Sistemas de Controle da BHP, estratégias digitais ajudaram as mineradoras a se mobilizar para superar os desafios da pandemia. Por sua vez, essas mudanças têm proporcionado a oportunidade de ter um melhor gerenciamento de energia e reduzir a pegada de carbono.

Sobre este assunto, John Woods, diretor global da Kalypso, empresa da Rockwell Automation, observou que a mineração desempenha um papel fundamental na proteção do meio ambiente. Além disso, comentou que as mudanças no cenário global criaram uma excelente oportunidade para demonstrar a força das mineradoras e a gestão responsável que fazem dos recursos naturais. “A pausa que experimentamos na indústria nos forçou a descobrir como avançar. Isso mudou a forma como colaboramos, usamos a tecnologia e seguimos em frente para nos mantermos competitivos.”

Carl Weatherell, diretor executivo e CEO do Canadian Mining Innovation Center (CMIC), destacou o papel de colaborar entre si e com seus fornecedores para resolver problemas em conjunto. Além disso, observou que esse trabalho integrado nos permite encontrar objetivos comuns e trabalhar para alcançá-los.

Um desses objetivos é a otimização holística dos sistemas de mineração, para o qual é necessário obter os dados necessários e saber analisar as informações existentes. “As bases para o desenvolvimento holístico e a otimização já estão em vigor. No entanto, precisamos ser capazes de realizar simulações de negócios levando em conta novas tecnologias geopolíticas e riscos”, disse ele.

Nesse sentido, John Woods enfatizou que o desenvolvimento de gêmeos digitais e o segmento digital ajudarão a antecipar os movimentos do mercado e incorporar a otimização holística dos sistemas de mineração. No entanto, informações suficientes são necessárias primeiro para gerar uma representação digital confiável do mundo real, para a qual as tecnologias existentes devem ser integradas.

Para Phil Nelson, Engenheiro Diretor da XPS Expert Process Solutions, as novas tecnologias no setor de mineração trouxeram melhores ferramentas de análise. Esses avanços permitem gerar maior produtividade em termos de manutenção e reparo de equipamentos. “As inovações digitais ajudam a corrigir as coisas antes de precisarem e eliminar tarefas repetitivas por meio da inteligência artificial”, disse ele.

Finalmente, os especialistas Daniel Riquelme e Carl Weatherell concordaram que incorporar com sucesso inovações tecnológicas requer mudança cultural dentro das empresas. Da mesma forma, é importante considerar a experiência do usuário e tornar as novas ferramentas fáceis de usar e contribuir para a tomada de decisões.