FPSO Carioca parte para o campo de Sépia, da Petrobras. A produção começa em agosto

O navio FPSO Carioca MV30 zarpou do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, em direção ao campo Sépia da Petrobras, no pré-sal da Bacia de Santos.

A embarcação será a maior unidade do tipo FPSO a operar no Brasil, com capacidade diária de processar 180 mil barris de óleo (bpd) e 6 milhões de metros cúbicos de gás.

A Modec – construtora e operadora da embarcação – afirmou por meio de suas redes sociais ao anunciar a saída do FPSO que a embarcação também pode armazenar 1,4 milhão de barris de petróleo. O FPSO deve estar em operação pelos próximos 21 anos.

O navio deve chegar ao campo de Sépia ainda na segunda-feira e iniciar a produção em agosto. Segundo dados do AIS, o carioca ainda caminha em direção ao campo.

O FPSO Carioca MV30 será – segundo a Petrobras – o único FPSO a entrar em operação para a Petrobras neste ano. Para 2022, a petroleira brasileira tem planos de duas unidades entrarem em operação, uma no campo de Mero e outra no campo de Búzios – ambas em construção pela Modec.

O FPSO Carioca é a 13ª plataforma já desenvolvida pela Modec para o offshore brasileiro. A primeira fase da conversão do FPSO foi realizada no estaleiro Cosco China. Ele partiu para o Brasil em novembro de 2020 e chegou ao estaleiro Brasfels em fevereiro deste ano.

Atualmente, a empresa japonesa opera dez unidades no Brasil e tem outras quatro unidades em construção para o país: FPSO Guanabara , FPSO Almirante Barroso e FPSO Anita Garibaldi , para a Petrobras, e FPSO destinado ao campo de Bacalhau , para Equinor.

Depois que o carioca zarpou, o gerente comercial e financeiro da Modec no Brasil Felipe Baldissera disse à Reuters em entrevista : “ O mercado de FPSO, em particular, continua extremamente promissor e pudemos ver sua força e resiliência nos últimos anos, onde até mesmo em um mercado de retração global e postergação de projetos, o Brasil foi um país em que as empresas mantiveram ou aumentaram suas perspectivas de investimento e foco.

“ Na verdade, nossa sólida experiência no Brasil nos ajudou a atuar como um hub para estruturar nossas operações em outros países, como México e Senegal. Hoje, podemos dizer que estamos exportando muito do que aprendemos no Brasil para atuar em outros mercados ”.

Petrobras e Repsol apresentam suas estratégias de transformação digital junto da Firjan SENAI

Websérie Firjan Óleo, Gás e Naval apresentou os editais de Inovação para atacar os gargalos deste mercado com o auxílio de star-ups

Gigantes do mercado de óleo e gás, como Petrobras e Repsol, apostam em editais de inovação com apoio da Firjan SENAI para selecionar startups e impulsionar a transformação digital. Na Websérie Firjan Óleo, Gás e Naval, do último dia 29/6, especialistas discutiram a transformação digital no processo de inovação nessa indústria. Eric Cardona Romani, coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na Firjan SENAI, pontuou a necessidade de que as empresas tenham maturidade tecnológica prévia para detectar os seus gargalos.

A Firjan SENAI está provocando uma série de editais de Inovação junto a empresas âncoras, que abrem oportunidades para start-ups: “Os Institutos SENAI trazem segurança operacional para as empresas e acompanham as start-ups que entram nos projetos. Além disso, na área de educação, investimos na formação de mão de obra qualificada para o mercado”, relatou Cardona.

A rede dos 26 Institutos SENAI de Inovação no país, da qual a Firjan faz parte, apoia soluções inovadoras, em especial para o mercado de petróleo e gás. “Por exemplo, para a Petrobras, desenvolvemos a gameficação em situações do trabalho, que engaja quem está na operação, mas também dá visibilidade para quem não está embarcado”, contou Cardona.

Start-up no uso de soluções inovadoras

“Expandimos nosso ecossistema de inovação, com uma start-up interna e editais para conectar as externas. Já contratamos 20 start-ups. São 32 desafios, que totalizam

R$ 22 milhões em investimento. A gente quer intensificar a cooperação com as empresas de todos os portes em busca de inovação”, salientou Hercules Padilha, gerente de Transformação Digital na Petrobras, ao apresentar o edital Conexões para Inovação da empresa. Padilha mostrou cases de inovação na companhia, como o de realidade mista, “Das telas do cinema à realidade de petróleo e gás”, inspirado no capacete usado pelo super-herói Homem de Ferro.

Junto à Repsol, a Firjan SENAI desenvolve projetos de realidade virtual, interligando tecnologias. São formas de monitorar um ambiente real através de cópia no virtual. Tamara Garcia Bermejo, gerente de P&D na Repsol Sinopec Brasil, afirmou que a digitalização passou a fazer parte do centro de operações da empresa. “Tivemos que desenvolver canais de inovação no Brasil e, para isso, trabalhamos em parceria com a Firjan SENAI. Desenvolvemos editais e questões de supercomputação, de ferramentas únicas que permitem otimizar ações de perfuração”, exemplificou.

“Temos uma estratégia de inovação para a qual dedicamos vários milhões de euros por ano globalmente. No Brasil, destaco a parceria com o SENAI, que possui um papel fundamental na formação de mão de obra nas áreas de inovação e digital, não só para o óleo e gás, mas também para outras indústrias. A qualidade da infraestrutura de inovação instalada nas unidades Firjan SENAI faz com que os profissionais formados lá sejam disputados por vários setores, além do industrial, como o bancário e o médico”, sintetizou Tamara.

Mediador do evento Heber Bispo, coordenador da Cadeia de Valor Petróleo, Gás e Naval na Firjan, avaliou: “Cada vez que avançamos em tecnologia e inovação de petróleo e gás, toda a cadeia se beneficia. A transformação deve ocorrer também na cultura corporativa para que a inovação ocorra. Além disso, tanto Petrobras como Repsol e outras grandes empresas disponibilizaram equipamentos para ajudar em pesquisa e enfrentamento da pandemia”.

Para assistir a este Webinar na íntegra acesse o link https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=__WfrPsFWWY&feature=youtu.be

Aprovada resolução sobre formatação e entrega de dados multifísicos à ANP

A Diretoria da ANP aprovou,  resolução que revisa o Padrão ANP2B, que estabelece os procedimentos para formatação e entrega de dados multifísicos ao Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da Agência, até então regulado pela Resolução ANP nº 09, de 2005.

A revisão buscou simplificar o processo e adaptar a norma às novas tecnologias, aos padrões técnicos internacionais e às melhorias de infraestrutura e gestão de dados implementadas no BDEP. Além disso, com a revisão do Padrão ANP2B, a ANP contribui para a transformação digital no setor de petróleo, gás natural e bicombustíveis no Brasil.

Os dados multifísicos, em se tratando do segmento de exploração e produção (E&P), são os dados geofísicos não-sísmicos. Suas tecnologias estão associadas aos métodos de aquisição e processamento de dados gravimétricos (gravimetria), magnetométricos (magnetometria), eletromagnéticos, magnetotelúrico, transiente eletromagnético, batimetria de multifeixe (multibeam), perfilagem de subfundo e fluxo de calor, entre outros.

São dados utilizados para integrarem as pesquisas exploratórias junto ao método sísmico. A partir dessa integração, é possível identificar feições estruturais e estratigráficas de uma bacia sedimentar para maximizar as possibilidades de sucesso na locação e perfuração de um poço. Em alguns casos, os dados eletromagnéticos são utilizados para auxiliar também no imageamento do pré-sal e em monitoramento de reservatórios petrolíferos.

De forma geral, as empresas que geram esses tipos de dados são comumente conhecidas como empresas de aquisição e processamento de dados (EADs). No entanto, as operadoras (concessionárias de E&P) são consideráveis participantes neste setor. Em outras situações, universidades e instituições de pesquisa também realizam trabalhos que geram e consomem dados técnicos multifísicos.

Petroleira realiza pré-pagamento à Petros

A Petrobras, em continuidade aos comunicados de 10/03/2020, 05/05/2020 e 19/08/2020, informa que realizou, a liquidação antecipada do saldo devedor do Instrumento Particular de Parcelamento de Dívida e Outras Avenças, firmado com a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), no valor de R$ 2,25 bilhões.

A Petrobras havia contratado esta dívida para realizar o parcelamento da contrapartida contributiva paritária que fora assumida pela companhia no Novo Plano de Equacionamento de Déficit (Novo PED), na condição de patrocinadora dos planos PPSP-R e PPSP-NR, relativamente à redução do benefício de pecúlio dos participantes e assistidos dos mencionados planos.

O pré-pagamento está em linha com o processo de gestão de passivos da companhia, reduzindo as despesas com juros, além de contribuir para a melhoria da liquidez dos planos.

Estatal inicia venda de blocos exploratórios na Bacia do Paraná

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser) referente à venda da totalidade de sua participação nos blocos exploratórios pertencentes às concessões PAR-T-175_R14, PAR-T-198_R12 e PAR-T-218_R12, localizados em terra, na Bacia do Paraná.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio, redução do endividamento e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

As concessões PAR-T-198_R12 e PAR-T-218_R12, localizadas no extremo oeste do estado de São Paulo, foram adquiridas na 12ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, e estão atualmente no 1º Período Exploratório e com compromissos do Programa Exploratório Mínimo (PEM) já integralmente cumpridos. A Petrobras detém 100% de participação. A Concessão PAR-T-175_R14, localizada na porção leste do estado de Mato Grosso do Sul, foi adquirida na 14ª Rodada de Licitações da ANP, em 2017, e apresenta Período Exploratório Único de 6 anos. A Petrobras detém 100% de participação.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site de Relações com Investidores da Petrobras: https://www.investidorpetrobras.com.br/resultados-e-comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado. A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto nº 9.355/2018.

Petrobras amplia inovação e competitividade com uso de supercomputadores

Empresa investe R$ 300 milhões em computação de alto desempenho

A Petrobras, em constante processo de inovação para ganhos de eficiência e uso de tecnologias aplicadas ao negócio, está investindo fortemente em iniciativas voltadas à chamada computação de alto desempenho, ou HPC, na sigla em inglês. Desde 2018, a companhia investiu R$ 300 milhões em computação de alto desempenho e colocou em operação mais de 10 supercomputadores. O maior deles, o Dragão, iniciou operação este mês e já está listado como o maior computador da América Latina, segundo ranking divulgado nesta terça-feira pela Top500.org. O ranking apresenta ao mundo o mercado de computadores de alto desempenho e mostra o quanto as empresas estão alinhadas às tecnologias de ponta.

Estão na lista, além do Dragão, os supercomputadores da Petrobras Atlas, como o segundo maior da América Latina; e Fenix, o quarto maior. Os três são também os mais ecológicos da América Latina, segundo o Green500, que considera a eficiência energética de cada máquina.

“Esse ano, a Petrobras aumentou muito sua capacidade de processamento e atingiu performance equivalente a 300 mil laptops ou 12 milhões de celulares smartphones. Com a chegada do Dragão ao ranking, estamos na linha de frente com três, dentre os quatro maiores computadores da América Latina. Esperamos fechar 2021 com cerca de 40 petaflops Rpeak de capacidade, sem contar o uso de nuvem”, declarou o diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

Diferencial competitivo

Para a Petrobras, a computação de alto desempenho é um aliado essencial para alavancar os negócios. No segmento de Exploração e Produção, proporciona a descoberta de novas jazidas com o máximo de sucesso exploratório e redução de tempo entre a descoberta e a produção de petróleo. Os supercomputadores são também fundamentais para tratar os grandes volumes de dados geocientíficos, assim como auxiliam na gestão do portfólio da companhia, otimizando a transição para a economia de baixo carbono.

Dos primeiros estudos exploratórios, passando pela descoberta, até o desenvolvimento da jazida de petróleo, os supercomputadores dedicados possibilitam utilizar algoritmos especiais desenvolvidos por especialistas da Petrobras, trazendo um diferencial competitivo capaz de aumentar a eficiência das operações.

As supermáquinas dão suporte ao processamento geofísico, geologia, pesquisa e engenharia de reservatórios da companhia e geram imagens de áreas estratégicas para exploração e produção, simulações de fluxos de óleo e gás, entre outros resultados importantes para nossas atividades.

A revolução digital envolvida proporciona aumento da assertividade na descoberta de novas jazidas, melhoria da produção de óleo e gás e redução de riscos operacionais, o que traz, consequentemente, aumento do retorno financeiro dos projetos. Desta forma, a Petrobras faz frente ao desafio de trabalhar com dados de forma estratégica, com poder de processamento e facilidade de acesso a um enorme volume de informações.

A computação de alto desempenho, aliada à alta qualificação dos empregados da companhia, posiciona a Petrobras na vanguarda tecnológica e se traduz em ganhos consistentes para os negócios. Além disso, ao reduzir o tempo necessário para o início da produção, a empresa antecipa a arrecadação de tributos pelas esferas locais e nacionais, estendendo os benefícios de tais ações a toda a sociedade.

Firjan: superávit da balança comercial fluminense é puxado por exportações de produtos básicos e semimanufaturados

Boletim Rio Exporta da Firjan registrou superávit de US$ 3,5 bilhões entre janeiro e maio deste ano

A balança comercial do estado do Rio de Janeiro registrou superávit de US$ 3,5 bilhões entre janeiro e maio deste ano. No período, as exportações fluminenses somaram US$ 11,4 bilhões e as importações, US$ 7,9 bilhões. Os dados são do boletim Rio Exporta da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). A corrente de comércio de US$ 19,3 bilhões garantiu novamente ao Rio a segunda posição no ranking dos estados com maiores fluxos internacionais de comércio, atrás apenas de São Paulo.

“A balança do Rio vem apresentando resultados discretamente positivos no acumulado de 2021. Com a pandemia ainda em curso, verificamos tempos de retomada distintos em cada país, mas percebe-se uma tendência inicial de melhoria em diversos setores exportadores”, avalia Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional.

O dashboard com o resultado da balança comercial de janeiro a maio está disponível no link: www.firjan.com.br/rioexporta

De janeiro a maio, as exportações fluminenses subiram 9%, devido, sobretudo, ao aumento de 8% nas vendas de produtos básicos (US$ 8,7 bi) e de 67% nas de semimanufaturados (US$ 1 bi). Porém, os produtos manufaturados, que representaram 15% dos embarques, tiveram queda de 8%. Quanto aos principais setores industriais do Rio, os destaques são o crescimento de 8% na cadeia produtiva de Petróleo e Gás Natural e de 46% em Metalurgia.

No comércio de petróleo, as exportações subiram 8% ante o mesmo período de 2020, puxadas pela alta de 6% nas compras da China (US$ 4,6 bi), principal destino fluminense de óleos brutos de petróleo, com 54% de participação. Além da China, outros três principais compradores tiveram altas significativas: Índia (73%), Chile (125%) e EUA (10%).

No comércio exclusive petróleo, os embarques estaduais cresceram 13%, devido, principalmente, ao incremento de 102% nas vendas para a Argentina (US$ 358 milhões), que resultaram em alta de 62% nas exportações para o Mercosul (US$ 431 milhões). Outro destaque foi a alta de 60% nos embarques de semimanufaturados de ferro ou aço para os EUA.

“Mesmo diante da situação econômica adversa no país e dos efeitos da Covid-19, a Argentina começa a dar sinais de retomada nas trocas comerciais com o Brasil. O resultado positivo das exportações para o país sul-americano denota a importância do Mercosul para a economia do Rio”, frisa Rossi.

Já as importações fluminenses diminuíram 18%, puxadas pela queda de 64% nas compras de bens de capital. “Trata-se de uma oscilação natural, pois o investimento em maquinários acontece pontualmente pelas indústrias e de acordo com o cenário econômico”, explica Rossi.

Quanto às compras fluminenses exceto petróleo, os EUA permaneceram como a principal origem das nossas importações, mesmo com retrocesso de 13%. O segundo país que mais exportou para o Rio foi o Japão, e houve notável crescimento de 376% das importações vindas da Coreia do Sul (US$ 265 milhões).