Petrobras assina contrato para venda do Campo de Papa-Terra

A Petrobras, em continuidade aos comunicados divulgados em 17/04/2020 e 24/11/2020, informa que assinou com a empresa 3R Petroleum Offshore S.A. (3R Offshore) contrato para a venda da totalidade de sua participação no campo de produção de Papa-Terra, localizado na Bacia de Campos.

O valor da venda é de US$ 105,6 milhões, sendo (a) US$ 6,0 milhões pagos na presente data; (b) US$ 9,6 milhões no fechamento da transação e (c) US$ 90,0 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato, relacionados a níveis de produção do ativo e preços futuros do petróleo. Os valores não consideram os ajustes devidos e o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A venda do campo Papa-Terra faz parte da nossa gestão de portfólio, prática comum na indústria. “Ao realocar estrategicamente nossos investimentos, abrimos oportunidades para a diversificação na indústria de óleo e gás com novos investidores e trazendo resultados positivos para as empresas, para a indústria e sobretudo para a sociedade”, afirma Fernando Borges, diretor de Exploração & Produção.

“O surgimento e o fortalecimento de outros players fomentam o desenvolvimento da indústria de óleo e gás, além do estímulo nas economias regional e nacional por meio de diversos canais: impostos, investimentos, geração de emprego e renda, bem como o aquecimento e consolidação da cadeia de suprimento”, afirma Ricardo Savini, CEO da 3R Petroleum.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o campo de Papa-Terra

O campo de Papa-Terra faz parte da concessão BC-20 e está localizado em lâmina d’água de 1.200 m. O campo iniciou sua operação em 2013 e sua produção média de óleo e gás em 2021, até junho, foi de 17,9 mil boe/dia, através de duas plataformas, P-61 do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Platform) e P-63 do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), onde é realizado o processamento de toda a produção.

A Petrobras é a operadora do campo, com 62,5% de participação, em parceria com a Chevron, que detém os 37,5% restantes.

Sobre a 3R Offshore

A 3R Offshore é uma empresa controlada pela 3R Petroleum Óleo e Gás S.A. (3R Petroleum), companhia listada no Novo Mercado da bolsa brasileira, que possui, entre seus principais acionistas, fundos de investimentos geridos pela Starboard Asset Ltda. (Starboard).

Estatal assina Acordo de Coparticipação de Itapu

A Petrobras informa que assinou com a Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) o Acordo de Coparticipação de Itapu, que regulará a coexistência do Contrato de Cessão Onerosa e do Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa para o campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos.

As negociações foram iniciadas logo após a licitação, ocorrida em 6 de novembro de 2019, em que a Petrobras adquiriu 100% dos direitos de exploração e produção do volume excedente da Cessão Onerosa do campo de Itapu. Em conjunto, Petrobras e PPSA definiram o Plano de Desenvolvimento do campo, estimativas de curva de produção e volumes recuperáveis, sendo assim alinhadas as seguintes participações:

As premissas de preços de óleo e gás, taxa de desconto e métricas de custos utilizadas foram estabelecidas na Portaria MME nº 213/2019. Dessa maneira, o valor da compensação total devida ao Contrato de Cessão Onerosa (100% Petrobras) pelo Contrato de Partilha de Produção é de aproximadamente US$ 1,274 bilhão, que será integralmente recuperado como Custo em Óleo pela Petrobras, como contratada.

A efetividade do Acordo está sujeita à aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A estimativa de compensação apresentada tem como base a data efetiva do Acordo em 01/09/21. Caso a data de aprovação por parte da ANP leve a outra data de início de efetividade, serão realizados os ajustes necessários.

SIMME promove evento em parceria com a Caixa

O SIMME, Sindicato das Indústrias Mecânicas e de Material Elétrico do Município do Rio de Janeiro, promove no próximo dia 15 de julho, às 15 horas, em parceria com a Caixa uma live especial para troca de informações e esclarecimento de dúvidas sobre modalidades de financiamento. A ideia é orientar os gestores das empresas associadas sobre o PRONAMPE e outros programas de acesso ao crédito. O Superintendente da CAIXA RJ- NORTE, Gustavo Garrido, abrirá o evento. Em seguida, serão apresentadas as mudanças do PRONAMPE , FAMPE e as demais linhas de crédito disponíveis.

O SIMME, exercendo seu papel atuante em defesa da pequena e média indústria do Rio de Janeiro, oferece às associadas uma série de oportunidades para alavancar negócios e fazer novos investimentos. Acesse a live no link https://us02web.zoom.us/j/85151699611?pwd=akFianR2ZHJPMzFtWllBdk16NEtlUT09

 

ANP publica estudo sobre monitoramento de estoques de combustíveis

A ANP publicou o relatório preliminar de Análise de Impacto Regulatório sobre Monitoramento dos Estoques de Combustíveis, estudo que visa à implantação de regras que permitirão à Agência receber, diariamente, informações sobre estoques de combustíveis no país.

A iniciativa tem por objetivo permitir que a ANP realize um monitoramento mais dinâmico do abastecimento de combustíveis, por meio do acompanhamento diário dos estoques e de informações relacionadas à oferta, demanda e fluxos logísticos, utilizando ferramenta de business intelligence como solução tecnológica de análise de dados. Dessa forma, a Agência poderá identificar determinadas situações de risco de desabastecimento com a devida antecedência, possibilitando que sejam adotadas medidas voltadas para a garantia do suprimento de combustíveis à população. Futuramente, será publicada resolução específica da ANP sobre o assunto, precedida de consulta e audiência públicas.

A medida da ANP atende ao cenário atual, em que a Petrobras, principal fornecedora de combustíveis do país, apresenta uma política de desinvestimentos, tornando ainda mais relevante que a Agência aperfeiçoe o monitoramento do abastecimento de combustíveis. Atualmente, a ANP recebe os dados relativos ao abastecimento de combustíveis com periodicidade mensal e defasagem de até 15 dias em relação ao fechamento do mês de referência.

Os agentes regulados responsáveis pelo envio dos dados diários serão os relacionados às atividades de produção, armazenamento e distribuição de combustíveis, que enviarão informações sobre os estoques de gasolina A, gasolina C (com adição de etanol anidro, vendida nos postos), GLP (gás de cozinha), óleo diesel A, óleo diesel B (com adição de biodiesel, vendido nos postos), óleo diesel marítimo, etanol hidratado (vendido nos postos), etanol anidro, biodiesel, óleo combustível, querosene de aviação (QAV) e gasolina de aviação (GAV).

A resolução que será publicada pela ANP incluirá os prazos de adequação às novas regras pelos agentes.

A proposta da ANP tem como base a Lei nº 9.478/97(Lei do Petróleo) que estabelece, como uma das atribuições da Agência, a garantia do suprimento de derivados de petróleo, gás natural e seus derivados, e de biocombustíveis, em todo o território nacional. A Resolução CNPE nº 12/2020 remete à Agência a função de estruturar ferramentas que contemplem dados e informações, em tempo real ou outra periodicidade aplicável, das atividades econômicas relacionadas ao abastecimento nacional de combustíveis.

A ANP discutirá o tema referente à Análise de Impacto Regulatório sobre Monitoramento dos Estoques de Combustíveis em workshop ainda a ser agendado.

Veja aqui o relatório (Nota técnica conjunta nº 14/2021/ANP)

Veja também a nota técnica complementar (Nota técnica conjunta complementar nº 16/2021/ANP)

Brasileira REIVAX vai fornecer sistemas para Manitoba Hydro do Canadá

Multinacional REIVAX irá fornecer até 70 sistemas de excitação estática para a Manitoba Hydro nos próximos dez anos

A empresa brasileira REIVAX Controle e Automação, por meio de sua filial no Canadá, Reivax North America (RNA), fornecerá até 70 sistemas de excitação estática para a Manitoba Hydro, uma das maiores concessionárias provinciais de energia elétrica e gás natural do Canadá. O contrato inclui a modernização da produção de eletricidade em usinas hidrelétricas de propriedade e operadas pela concessionária canadense. A parceria entre a Reivax North America e a Manitoba Hydro é inédita e posiciona a REIVAX como um importante player no fornecimento de equipamentos de sistemas de excitação na América do Norte.

A Manitoba Hydro atende cerca de 600.000 clientes de eletricidade no Canadá, bem como uma grande parte do meio-oeste dos Estados Unidos por meio de seu link HVDC. Já a REIVAX, com sede em Florianópolis (SC), lidera o fornecimento de equipamentos para controle de geração de energia na América Latina e está presente em mais de 40 países em cinco continentes. A empresa também é líder mundial em reguladores de tensão combinados e reguladores de velocidade que controlam 170 GW de energia distribuída em todo o mundo.

O sucesso da parceria com a Manitoba Hydro coloca a REIVAX entre as empresas de primeira linha do Canadá no segmento energético. Este projeto fornecerá alguns dos maiores sistemas de excitação no portfólio da RNA, posicionando-se muito bem para atender às necessidades de outras grandes concessionárias do setor na América do Norte.

“A Reivax North America tem a honra de ter sido selecionada para este contrato. Ambas as empresas têm um histórico de engenharia muito forte e estamos confiantes de que esse aspecto trará resultados mutuamente benéficos”, afirma Mike Wallin, CEO e presidente da RNA.

Sistemas vão operar superando variações extremas de tensão

A conquista é ainda mais significativa por incluir a instalação dos sistemas REIVAX em algumas das usinas hidrelétricas localizadas mais ao norte do país, criando desafios adicionais devido às dificuldades de geração de energia nesta região.

“A Manitoba Hydro possui um sistema único que traz diversos desafios aos sistemas de excitação que operam na área. Assim, os sistemas de excitação devem ser capazes de operar durante variações extremas na tensão e frequência do sistema. Outro desafio é a presença de uma HVDC – High Voltage DC Converter Station (em tradução livre, estação conversora de alta tensão DC) – que, em caso de falha, introduz grandes distorções harmônicas”, enfatiza Marcos Medeiros, Gerente de Engenharia da RNA.

O sistema de excitação REIVAX de modelo RTX Power é parcialmente manufaturado na fábrica da REIVAX no Brasil com equipamentos de sub-fornecedores norte-americanos e serão transportados para a fábrica da REIVAX em Houston, no Texas (EUA), para montagem final, também, e testes completos incluindo um simulador para afinar o sistema facilitando o comissionamento.

De acordo com Fernando Amorim da Silveira, CEO da REIVAX, os sistemas de excitação estática como os destinados à Manitoba Hydro fornecem geradores síncronos com corrente contínua para permitir que o gerador atenda às necessidades da rede elétrica.

“Enquanto a maioria dos sistemas de excitação são considerados uma “caixa preta”, o sistema REIVAX foi projetado para eliminar esse problema, fornecendo ao cliente uma IHM muito intuitiva com um design de arquitetura aberta que permite aos clientes operar e manter o sistema facilmente. Nosso sistema inclui funções de diagnóstico para simplificar a solução de problemas, comunicações para fazer a interface com todos os outros equipamentos da planta e, o mais importante, limitadores e funções de proteção para manter o gerador operando em uma zona segura”, destaca o executivo.

Comunicado: ANP não fiscaliza a calibração de instrumentos de medição, como provetas e densímetros

A ANP comunica aos postos revendedores que não fiscaliza a calibração de instrumentos (tais como provetas de 100 ml, densímetros e termômetros) utilizados pelos postos revendedores para medição de propriedades físico-químicas dos combustíveis. A Agência tomou conhecimento de que prestadores estão oferecendo serviços remunerados de aferição e calibração alegando, de forma indevida, que esses requisitos seriam verificados nas ações de fiscalização.

Não há regra da ANP que estabeleça a necessidade de aferição, recalibração ou readequação desses instrumentos, além daquelas já realizadas quando eles são adquiridos, bem como critérios específicos da Agência sobre a validade dessa calibração.

Os instrumentos utilizados para medição de propriedades físico-químicas em combustíveis exigidos pela Resolução ANP nº 9/2007 devem ter certificados de verificação e calibração que atendam aos regulamentos vigentes do Inmetro que estabelecem as exigências a serem observadas na sua fabricação e calibração.

No entanto, por serem instrumentos construídos com materiais que podem sofrer dilatação térmica quando submetidos a variações muitos extremas de temperatura, o que pode afetar suas calibrações, é recomendável que sejam devidamente guardados e protegidos de ambientes com temperaturas extremas, a fim de prolongar a sua vida útil.