Petrobras e Equinor contratam a DOF

A Norskan, subsidiária brasileira da DOF ASA, fechou dois contratos para seus navios Anchor Handling Tug Supply (AHTS) com a Petrobras e a Equinor, respectivamente.

O manipulador de âncoras Skandi Paraty ganhou uma extensão de contrato de um ano com a Petrobras até julho de 2022. A embarcação possui um veículo operado remotamente (ROV) operado pela DOF Subsea Brasil.

Além disso, Skandi Iguaçu da DOF está contratado pela Equinor em um contrato spot de utilização em julho e agosto.

DOF ASA não deu mais detalhes sobre os contratos, nem quais projetos estão em questão.

Esta não é a primeira vez que a DOF trabalha com os gigantes do petróleo e gás Petrobras e Equinor.

Em junho do ano passado, os  navios Skandi Urca e Skandi Fluminense AHTS foram nomeados para apoiar as atividades de exploração e produção da Petrobras na plataforma continental brasileira, enquanto meio ano depois, o Skandi Rio foi contratado para a mesma obra.

Recentemente, a DOF Subsea garantiu vários contratos para apoiar as pesquisas sísmicas do nó do fundo do oceano (OBN) nos campos de Jubarte, Tupi e Iracema da Petrobras.

Por falar na Equinor, a DOF garantiu uma prorrogação do contrato do Skandi Vega com a empresa norueguesa em outubro de 2020. A embarcação está firme até maio de 2022.

Skandi Neptune pronto para a Bacia de Campos

A DOF Subsea mobilizou o Skandi Neptune para a campanha sísmica 4D do nó do fundo do oceano (OBN) no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, na costa do Brasil.

Conforme informado em maio , o Skandi Neptune apoiará as pesquisas sísmicas que a Shearwater GeoServices realizará nos campos de Jubarte, Tupi e Iracema da Petrobras.

A embarcação e a equipe vão passar primeiro três meses realizando os trabalhos no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, disse a DOF Subsea.

Os levantamentos de Tupi e Iracema devem começar no terceiro trimestre do ano na Bacia de Santos e devem durar cerca de nove meses.

Para lembrar, Shearwater  ganhou um contrato  com a gigante brasileira de petróleo e gás Petrobras em novembro de 2020 para o levantamento de linha de base OBN 4D sobre o campo de Jubarte.

A empresa então fechou contrato  para aquisição de sísmica OBN em águas profundas para os projetos de Tupi e Iracema no início deste ano.

Estatal alcança recorde histórico na oferta de GNL regaseificado no país

Resultado representa esforços para garantir o suprimento de gás natural neste período de demanda elevada

A Petrobras atingiu, em junho, o recorde histórico na oferta de gás natural liquefeito (GNL) regaseificado no país, com um volume instantâneo de 42 milhões de m³/dia. Esse marco, registrado em 28/6, viabilizou a oferta total de 109,4 milhões de m³/dia de gás natural, um dos maiores volumes dos últimos anos. A oferta total compreende o gás natural produzido no país, a parcela recebida pelos terminais de regaseificação e o volume importado da Bolívia.

O volume de GNL regaseificado é equivalente a todo o volume de produção nacional injetado pela Petrobras na malha integrada atualmente e mais que o dobro do volume de gás importado da Bolívia. O resultado faz parte de um conjunto de iniciativas que a Petrobras vem adotando para aumentar a oferta de gás natural e garantir o suprimento do mercado nacional neste período de demanda elevada, que teve início no quarto trimestre de 2020, com o incremento das operações das termelétricas determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Além do esforço para aumentar a disponibilidade de gás natural em um cenário de crise hídrica no país, a Petrobras considera a importância da transição energética e investe no gás natural como solução de baixo carbono.

A empresa está comprometida em contribuir ao máximo para garantir o abastecimento de gás para o país neste momento crítico.

Petrobras revitaliza edifício-sede histórico e integra prédio a corredor turístico carioca

Ícone da arquitetura nacional e da paisagem do Centro do Rio, o edifício-sede da Petrobras (Edise), localizado na Avenida Chile, está passando pela primeira reforma completa de sua história. A Petrobras está investindo na revitalização do prédio, que dará lugar a um ambiente moderno, sustentável e com design inclusivo. A fase de desocupação foi concluída e a desmontagem dos ambientes internos foi iniciada esta semana. No pico das obras, cerca de 1.600 pessoas irão trabalhar na reforma.

A reforma permitirá a integração do prédio ao circuito turístico e cultural da cidade, possibilitando, por exemplo, que os pedestres façam o trajeto do bondinho de Santa Teresa à Catedral Metropolitana passando por dentro da área do edifício, onde haverá espaços de exposições e cafeteria. A ideia é estreitar o relacionamento da Petrobras com os cariocas e turistas que visitam a cidade e contribuir para a revitalização e modernização do Centro do Rio de Janeiro. A Petrobras gera impactos positivos para a sociedade e contribui para o desenvolvimento das comunidades onde atua.

Para os empregados, o projeto inclui a implantação do modelo de smart-office, no qual a ocupação e a gestão dos escritórios é mais eficiente por meio de soluções tecnológicas como agendamento de salas de reunião e estações de trabalho por aplicativo. Nas salas de reunião, serão instaladas paredes escrevíveis e outros recursos que facilitem a aplicação de metodologias ágeis de planejamento. No térreo do edifício serão montadas pequenas arenas que poderão ser utilizadas para atividades diversas pelos colaboradores. Além disso, planeja-se a criação de um espaço de coworking para receber startups, reforçando a parceria dos especialistas da Petrobras com esses importantes atores do ecossistema de inovação. A Petrobras está investindo em projetos inovadores e em novas formas de trabalho para alavancar a colaboração e a experimentação de seu qualificado corpo técnico.

Os novos modelos de instalações promoverão o uso de tecnologia, alinhando o edifício à estratégia da Petrobras de otimização de custos, aumento contínuo da produtividade, e contribuindo para o processo de transformação digital e de cultura organizacional pelos quais a Petrobras vem passando. O novo edifício também contribuirá para a promoção de um ambiente de trabalho diverso, inclusivo e produtivo.

Os jardins internos e externo, projetados pelo paisagista Burle Marx, serão revitalizados, mantendo sua configuração original, tombada pela prefeitura.

A história do prédio

Considerado um marco na arquitetura nacional, o edifício-sede da Petrobras foi construído entre 1969 e 1974. O projeto do edifício foi escolhido por meio de um concurso, em nível nacional, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, do qual participaram mais de 200 escritórios de construção civil. Capitaneado pelo arquiteto Roberto Luis Gandolfi, o projeto vencedor se mostrou, ao mesmo tempo, arrojado e inovador: os espaços na fachada criam interação entre as áreas internas e externas, com proteção contra o sol e o calor. O edifício se tornou icônico no Centro do Rio de Janeiro e acabou se consolidando como um símbolo da própria companhia.

Início da temporada das baleias no litoral brasileiro: projetos patrocinados pela Petrobras intensificam pesquisas

Pesquisadores dos projetos Baleia Jubarte e ProFranca atuarão em cruzeiros de observação ao longo da costa

Começa este mês a temporada das baleias no litoral brasileiro e os projetos Baleia Jubarte e ProFranca, patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental, intensificarão as pesquisas e os cruzeiros de observação, para monitorar e identificar estes animais. As espécies Jubarte e Franca migram para as águas quentes da costa brasileira para reprodução, de julho a novembro. Mas os pesquisadores ressaltam que, este ano, algumas chegaram mais cedo. “Nos últimos anos observamos essa mudança de comportamento, mas 2021 surpreendeu: em abril já avistamos as primeiras baleias jubartes. Isso pode ser reflexo do crescimento da população ou efeito de mudanças climáticas, mas ainda é cedo para saber”, comenta o médico veterinário Milton Marcondes, do Projeto Baleia Jubarte. “Estamos acompanhando a chegada delas e, hoje, já temos a presença de jubartes desde o Rio Grande do Sul até a Bahia; e verificamos um aumento de encalhe para esta época do ano”, diz.

A equipe do Projeto ProFranca também percebeu a alteração e registrou, por exemplo, no final de junho os dois primeiros filhotes de baleia-franca desta temporada, avistados em Imbituba, em Santa Catarina. “A presença de filhotes normalmente é observada só na segunda quinzena de julho. Nossa hipótese é de que essa antecipação pode estar relacionada a maior disponibilidade de alimento no verão, refletindo em boa condição de nutrição das fêmeas para engravidar. Foi isso que ocorreu em 2018 quando tivemos um “boom” de filhotes e um recorde de avistagens”, comenta Karina Groch, diretora do projeto. Ela explica que, por análise de imagens captadas por um drone, foi possível observar o tamanho e o comportamento dos filhotes, que estavam acompanhados de suas mães, com indicativos de poucos dias de vida”, completa.

Além do monitoramento com drone, o Projeto realiza saídas embarcadas para coletar amostras de pele das baleias-franca com o objetivo de obter informações sobre as áreas de alimentação da espécie. A partir de agosto o projeto ProFranca intensificará o monitoramento terrestre em 15 praias no sul de Santa Catarina, desde o Cabo de Santa Marta, em Laguna, até a praia da Pinheira, em Palhoça. A equipe espera receber a visita de baleias-franca que estiveram no Brasil em 2018, uma vez que elas retornam para a área reprodutiva a cada três anos.

O Baleia Jubarte já iniciou o trabalho de pesquisa e, para este ano, instalou um gravador acústico subaquático autônomo que ficará por semanas gravando o som das baleias, assim, será possível registar o canto das baleias ao chegarem em Abrolhos, área com maior concentração de jubartes. Em 2020, o projeto percorreu por lá cerca de 798,8 milhas náuticas durante 23 dias. Neste período, foram registrados 171 grupos. Ao todo, 433 baleias, dos quais 76 eram filhotes.

Além disso, para esta temporada, o Baleia Jubarte conta a parceria com a universidade australiana Griffith University para uma avaliação detalhada da nutrição das baleias – pequenos pedaços da gordura dos animais serão coletados e enviados para análise dos ácidos graxos que compõe a cama de gordura das baleias.  Assim, podendo identificar se estão bem nutridas ou não e usar as baleias jubarte como sentinelas para avaliar o impacto da mudança do clima sobre a Antártica.

Projetos como o Baleia Jubarte e o ProFranca recebem investimentos da Petrobras visando a ampliação de ações para gerar conhecimento, conservação e recuperação da biodiversidade. O respeito ao meio ambiente é um valor para a Petrobras, que por meio de projetos socioambientais busca impactar de forma positiva os biomas protegidos.

Monitoramento de Cetáceos

Um estudo colaborativo entre o Projeto de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos (PMC-BS) e outras 23 instituições nacionais e internacionais detectou novos destinos migratórios da baleia jubarte, inclusive a Antártica. O destino migratório conhecido desta espécie era a região das Ilhas Sandwich do Sul e Georgia do Sul, mas, com a utilização de uma plataforma colaborativa de comparação automatizada, utilizando inteligência artificial, de fotografias da nadadeira caudal foi possível observar que vários indivíduos têm frequentado também a Península Antártica, o que era até então desconhecido.

Outras espécies de baleias também estão presentes na região costeira do Brasil. O PMC-BS tem produzido dados inéditos sobre migrações de baleia-azul, baleia-fin, baleia-sei e baleia-minke-antártica, algumas espécies ameaçadas de extinção. Entre 2015 e 2021, o projeto marcou com transmissores satelitais 2 baleias-azuis, 1 baleia-fin e 15 baleias-sei.

O coordenador técnico do PMC-BS, Leonardo Wedekin, explica que os cetáceos têm vida longa, mas taxa de reprodução bem lenta. Então, quanto mais informações tivermos no longo prazo, teremos um retrato mais apurado do ecossistema”, afirma o biólogo.

O PMC-BS, estruturados e executados pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, atua de Florianópolis (SC) até Cabo Frio (RJ), cobrindo desde águas costeiras até oceânicas, atingindo uma distância de 350 km da costa e locais com lâmina d’água com mais de 2 mil metros de profundidade. O Projeto reflete o compromisso da companhia com o ecossistema marinho e costeiro nas regiões onde a Petrobras concentra suas atividades.

Os projetos socioambientais da Petrobras têm impacto transformador. A Petrobras é reconhecida por suas ações socioambientais e, com os impactos positivos desses projetos ao longo de décadas vem reforçando sua marca e consolidando sua reputação. Saiba mais em www.baleiajubarte.org.br  e www.baleiafranca.org.br. E acompanhe as pesquisas do PMC-BS em www.comunicabaciadesantos.com.br.

Vídeos:

Baleias Jubarte: vídeo 1 | vídeo 2
Baleias-Franca: vídeo 1 | vídeo 2