Campos do pré-sal alcançam 70% da produção da Petrobras

Companhia divulga desempenho operacional do segundo trimestre de 2021

A Petrobras divulgou seu relatório de resultados operacionais do segundo trimestre de 2021. Dentre os principais destaques está a produção do pré-sal, que alcançou 1,96 milhão de barris de óleo equivalente (boed), representando 70% da produção total da companhia, um percentual recorde. A produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural alcançou 2,8 milhões de boed por dia, 1,1% acima do primeiro trimestre. Os resultados foram obtidos devido à continuidade do ramp-up das plataformas P-68 (campos de Berbigão e Sururu) e P-70 (campo de Atapu), que atingiu a capacidade máxima de produção permitida, de 161 mil bpd, em menos de 13 meses, refletindo o esforço da companhia para agilizar e antecipar a produção dos campos.  Também contribuiu para os resultados a estabilização dos níveis de produção das plataformas que realizaram paradas programadas no primeiro trimestre, em uma atuação eficiente e competitiva, maximizando o potencial dos ativos e promovendo mais retorno para a empresa e para a sociedade, o que cria um ciclo virtuoso de geração de valor.

Outros destaques do relatório:

• Iniciamos em junho a operação integrada das Rotas 1 e 2 de escoamento de gás da Bacia de Santos, permitindo maior flexibilidade devido à melhor distribuição das unidades de produção conectadas ao sistema, potencializando a oferta de gás.

• No mesmo mês, iniciamos o escoamento de gás da P-76 em Búzios, contribuindo para o aproveitamento do potencial do campo e viabilizando uma melhor gestão do reservatório e aumento da geração de valor.

• Em 5 de julho, o FPSO Carioca concluiu seu percurso até a locação definitiva, no Campo de Sépia, com início subsequente das atividades de ancoragem. O primeiro óleo da unidade está previsto para agosto de 2021.

• Em 18 de julho, apesar da pandemia, a P-70 alcançou a produção de 161 mil bpd, capacidade máxima permitida, após ter concluído o ramp-up em menos de 13 meses, marca próxima à nossa média de 11 meses nos últimos 3 anos.

• A comercialização de derivados se elevou no 2T21, atingindo volumes no mercado interno de 1.759 Mbpd, com destaque para o aumento das vendas de diesel e gasolina.

• As vendas de gasolina cresceram ao longo do 2T21 e chegaram a 435 Mbpd em junho de 2021.

• O processamento de petróleo do pré-sal se manteve elevado no 2T21, representando 54,7% da carga processada no 1S21, um aumento de 5,3 pontos percentuais em relação ao ano passado e um novo recorde de 898 Mbpd. Os petróleos do pré-sal apresentam alto rendimento de derivados de maior valor agregado e possuem baixo teor de enxofre, contribuindo para uma atividade de refino mais sustentável e para a produção de derivados com essa característica, como o diesel S-10 e o bunker.

• Aumentamos as exportações de petróleo no 2T21 e ampliamos a base de clientes, incorporando quatro novos refinadores à carteira de Búzios e quatro novos refinadores para Atapu.

• Exploramos a arbitragem que tem favorecido a venda de petróleo nos mercados ocidentais, diversificando o destino das exportações de petróleo, resultando no aumento das vendas de petróleo para Europa, América Latina, Estados Unidos e também para a Índia, com consequente redução das exportações para China.

• Em linha com a valorização global do óleo combustível de baixo teor de enxofre (BTE), a Petrobras iniciou operações de mistura de petróleos com óleo combustível em busca da melhor rentabilidade. No 2T21, foi realizada a primeira carga de petróleo Jubarte comercializada como componente de óleo combustível BTE, superando desafios operacionais e apresentando resultados econômicos positivos.

• Em maio de 2021, superamos novamente recorde de vendas de diesel S-10, com a comercialização de 450 Mbpd, volume 3,0% acima do recorde anterior alcançado em abril de 2021.

• Batemos recorde nas operações de transbordo do terminal de Angra dos Reis no mês de maio, realizando a exportação de 24 cargas de petróleo no mês. Também alcançamos recorde de exportações totais do sistema, realizando 25 cargas em maio.

• Em 28 de junho, atingimos o recorde histórico na oferta de gás natural liquefeito (GNL) regaseificado no país, com uma vazão instantânea de 42 milhões de m³/dia, alcançando, no dia, o volume de 109 milhões de m³/dia na oferta de gás natural total.

Clique aqui para baixar o relatório na íntegra.

Plataforma P-70, na Bacia de Santos, alcança capacidade de projeto com apenas quatro poços

A P-70, localizada no campo de Atapu, na porção leste do pré-sal da Bacia de Santos, atingiu em 12/07 sua capacidade de projeto de 150 mil barris por dia, com a contribuição de apenas quatro poços produtores, em pouco mais de um ano após a entrada em produção. Esse resultado confirma a excelente produtividade dos reservatórios do campo e reflete a atuação eficiente e competitiva da Petrobras para maximizar o potencial dos ativos, promovendo mais retorno para a empresa e para a sociedade através da geração de empregos e pagamento de impostos

A P-70, plataforma própria, é o quinto FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) da série dos replicantes e possui capacidade para tratar até 6 milhões de m³ de gás natural. A unidade opera a cerca de 200 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em lâmina d’agua de 2.300 m. Com elevada performance operacional, esta unidade instalada no campo de Atapu segue contribuindo para o crescimento da produção no pré-sal, que se torna cada vez mais relevante para a Petrobras.

A jazida compartilhada de Atapu compreende os campos de Oeste de Atapu, Atapu e uma parcela de área não contratada da União. A Petrobras detém 89,257% dos direitos da jazida em parceria com Shell Brasil Petróleo Ltda (4,258%), TotalEnergies EP Brasil Ltda (3,832%), Petrogal Brasil S.A (1,703%) e PPSA, representando a União (0,950%).

Produção do 2T da Petrobras no mesmo nível do ano passado, independentemente dos ramp-ups em dois FPSOs

A Petrobras teve uma produção média de 2,754 milhões de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre, um aumento em relação ao primeiro trimestre, mas uma pequena queda em comparação com o mesmo trimestre de 2020.

A Petrobras disse em um relatório na quinta-feira que a produção média de petróleo, LGN e gás natural no segundo trimestre de 2021 foi de 2.796 kboed. Este foi um aumento de 1,1 por cento em relação ao 1T21 e uma diminuição de 0,1 por cento em relação ao 2T20.

Isso ocorreu devido à continuidade do ramp-up das plataformas P-68 nos campos de Berbigão e Sururu e da P-70 no campo de Atapu.

No 2T21, a produção de petróleo e LGN nos campos do pré-sal foi 3,4 por cento maior do que no trimestre anterior, devido ao ramp-up das plataformas P-68 e P-70, e à estabilização dos níveis de produção nas plataformas que realizou paradas programadas no 1T21, principalmente no FPSO Cidade de Paraty e na P-66 do campo de Tupi.

A Petrobras acrescentou que também registrou melhor desempenho nas plataformas P-74 e P-76 do campo de Búzios. Esses efeitos foram parcialmente compensados ​​pelas paradas programadas da P-58 da operação do campo de Jubarte.

A produção de óleo e LGN da companhia no pós-sal no 2T21 foi 2,9% menor que no trimestre anterior, devido às maiores perdas com paradas para manutenção na Bacia de Campos e desinvestimento do campo de Frade.

Entre as paradas, a Petrobras teve maior impacto com as plataformas FPSO Campos dos Goytacazes no campo Tartaruga Verde, P-40 no campo Marlim Sul, P-25 e P-31 no campo Albacora, P-48 e P- 50 no campo Albacora Leste.

Já na produção terrestre e em águas rasas, no 2T21, a Petrobras produziu 99 kbpd, 10 kbpd abaixo do trimestre anterior, principalmente devido às intervenções em poços, manutenção de equipamentos, parada para manutenção da P-31, além da queda natural da produção.

A produção no exterior no 2T21 foi de 43 kboed dos campos da Bolívia, Argentina e Estados Unidos. A queda em relação ao 1T21 deve-se principalmente à queda natural dos campos da Bolívia – San Antônio, San Alberto e Itaú.

Parceria VLI e COPI viabiliza criação de novo corredor logístico para o fluxo de fertilizantes no Arco Norte

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos, e a Companhia Operadora Portuária do Itaqui (COPI), formalizaram uma parceria com o objetivo de desenvolver uma nova estrutura logística para atender à crescente demanda do setor produtivo agricultor por insumos fertilizantes no Norte do país. No acordo estão previstos a criação de um novo ramal ferroviário, conectado à malha do Corredor Centro-Norte e interligado ao Terminal da COPI no Porto de Itaqui (MA) por meio do qual os insumos serão carregados e transportados por quase 1 mil quilômetros até um novo terminal intermodal que será construído em Palmeirante, no Tocantins. As obras terão início no mês de agosto e o investimento para a viabilização do projeto será de aproximadamente R$ 200 milhões. A capacidade inicial de movimentação proporcionada por esta nova estrutura será de 1,5 milhão de toneladas ao ano.

Com o início das operações, previsto para o segundo semestre de 2022, a nova estrutura permitirá a movimentação do fertilizante importado pelo Terminal Portuário COPI no Porto do Itaqui pelo modal ferroviário, conectando o porto – via Estrada de Ferro Carajás e Ferrovia Norte-Sul – até o novo terminal que será construído e operado pela COPI em Palmeirante, e que contará com linha ferroviária para até 80 vagões e moega para descarga de dois vagões. Nele, os fertilizantes serão descarregados e transportados em esteiras mecanizadas para um novo armazém com capacidade estática de 60 mil toneladas. A partir do terminal, o produto poderá ser expedido a granel ou em big bags em caminhões, com custos competitivos, utilizando-se do frete de retorno dos veículos que levam grãos ao terminal da VLI no mesmo local. Os insumos atenderão aos produtores situados numa área que abrange os estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Piauí, além de Tocantins, Maranhão e do Distrito Federal.

Além do desenvolvimento da infraestrutura e do aperfeiçoamento do sistema logístico na região, o projeto tem potencial para gerar aumento na arrecadação, fomentar o setor de serviços local, ao mesmo tempo em que favorece o ingresso de novas indústrias misturadoras de fertilizantes no Arco Norte. Durante as obras estão previstos também a geração de até 450 empregos, além de 250 postos de trabalho, diretos e indiretos, no terminal.

A parceria estratégica com a COPI reforça o compromisso da empresa em atender às crescentes demandas do agronegócio no Corredor Centro-Norte. “A VLI atua como parceira para o desenvolvimento do país e segue no processo de transformação da logística nacional, facilitando a conexão da cadeia de suprimentos”, afirma Alexandre Biller, gerente de Desenvolvimento de Negócios da VLI. Ainda segundo Biller, o projeto em questão é a semente para o desenvolvimento de um polo industrial voltado para a mistura de fertilizantes no Tocantins.

A COPI investiu nos dois últimos anos cerca de R$ 110 milhões na construção de um dos mais modernos e eficientes terminais portuários de fertilizantes da América Latina no Porto do Itaqui, que entrou em operação comercial no início de 2021. Agora, em parceria com a VLI, investirá algo próximo a R$ 200 milhões na ligação deste terminal à malha ferroviária e na construção do terminal de transbordo em Palmeirante, o que deve consolidar a região como um polo distribuidor do insumo para atender o agronegócio do centro-norte do país, com a instalação de novas indústrias para mistura de fertilizantes neste corredor, aproveitando o contrafluxo logístico e a capacidade de transporte deste novo corredor.

O sistema que será instalado no Arco Norte garantirá ao agronegócio uma logística eficiente e com capacidade regular de transporte ferroviário, com custos competitivos em relação ao transporte rodoviário. De acordo com o Diretor Presidente da COPI, Guilherme Eloy “o novo corredor logístico criado será um catalisador do crescimento da demanda de fertilizantes da região centro-norte do país nos próximos anos, considerando seus diferenciais competitivos de localização geográfica privilegiada, conexão ferroviária e produtividade”.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para trabalhar pela revista Você S/A, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Sobre a COPI

A COPI é um operador logístico sediado em São Luis/MA, vocacionado para operação de descarga de produtos a granel, principalmente fertilizantes, infraestrutura de armazenagem, movimentação e expedição de carga a granel.

Nos últimos anos a empresa vem passando por um forte ciclo de investimentos e, em março de 2021, após investidos mais de R$ 110 milhões, entregou um dos mais modernos terminais para descarga de fertilizantes da América Latina, localizada na área arrendada pela empresa no Porto do Itaqui, conectada ao berço 101 do porto.

Este terminal recém-inaugurado possui capacidade de recebimento de até 1.250 t/hora, possibilitando pranchas de descarga superiores a 20 mil t/dia com consequente redução do tempo de permanência dos navios no porto. O terminal, que possui um armazém com capacidade estática de 70.000 toneladas e movimentação anual de até 3,5 milhões de toneladas, possibilita hoje, a expedição de produtos em caminhões com capacidade de 700 t/hora e futuramente em vagões com capacidade de 1.000 t/hora, utilizando em sua operação os mais modernos equipamentos disponíveis no país.

Essa nova operação trouxe ganhos sensíveis aos usuários da COPI no Porto do Itaqui nestes primeiros meses de operação e tem sido um forte vetor de crescimento de market share da Companhia.

AVEVA e Schneider Electric: Empresas de mineração aceleram o foco em sustentabilidade

A AVEVA, líder global em software industrial que está impulsionando a transformação digital e a sustentabilidade, e a Schneider Electric, líder na transformação digital de gestão e automação de energia, anunciaram que suas ofertas de tecnologia combinadas estão apoiando as iniciativas de sustentabilidade das empresas do setor de mineração em quatro pilares principais: eficiência energética, melhoria da produtividade, adoção de tecnologias de baixa emissão de gases de efeito estufa, e o desenvolvimento de novos processos verdes.

A descarbonização global depende fortemente da produção sustentável de minerais e de commodities. Um setor de mineração e metais próspero e saudável é crucial para a economia global e para apoiar o desenvolvimento de novas tecnologias e dos materiais necessários para a redução dos impactos na mudança climática, proteção do meio ambiente e promoção de uma economia circular.

A AVEVA e a Schneider Electric estão fornecendo as ferramentas exigidas pelas organizações para empoderar os tomadores de decisão ao longo das cadeias de valor de mineração, minerais e metalurgia para que possam ser ainda mais estratégicos em suas escolhas, fundamentadas em princípios de sustentabilidade. Desse modo, as organizações estarão bem posicionadas para enfrentar alguns dos desafios associados à adoção de práticas sustentáveis e potencializar a redução de custos operacionais, ao mesmo tempo em que atendem aos apelos de todos os stakeholders.

De acordo com o relatório “Transitioning to Sustainable Mining, Minerals and Metals”, elaborado pela IDC Technology Spotlight, com o patrocínio da AVEVA e da Schneider Electric, as três principais forças de mercado que estão impulsionando as agendas de sustentabilidade das organizações de mineração, minerais e metalurgia são:

  • Necessidade de melhorar o valor da marca
  • Redução de riscos relacionados a eventos adversos
  • Assegurar conformidade com as regulamentações atuais e futuras

“A tecnologia tem um papel crítico a desempenhar no apoio às empresas de mineração”, afirma Ben Kirkwood, gerente sênior de pesquisa da IDC Energy Insights. Segundo ele, os esforços para atingir as metas de sustentabilidade e obter visibilidade e controle maiores sobre as operações permitirão uma visão e ações corporativas relacionadas ao consumo energético, ao uso da água e ao gerenciamento do ambiente operacional. “A análise global da IDC, do crescimento da receita e da lucratividade das empresas industriais, mostra que aqueles com uma estratégia baseada em sustentabilidade comprometida e contínua, combinada a uma agenda de transformação digital de longo prazo, superam consideravelmente seus concorrentes”.

Digitalização é a base da sustentabilidade no setor

O relatório da IDC Technology Spotlight também reforça o fato de que, à medida que a indústria continua a sofrer os efeitos de sua posição de estagnação percebida em relação à sustentabilidade, as plataformas com análises adicionadas estão levando a melhorias da eficiência operacional, ao mesmo tempo em que aumentam a visibilidade das mudanças que estão sendo realizadas.

“As operações integradas digitalmente podem abordar as principais áreas da agenda de sustentabilidade de uma organização, ao combinar eficiência energética a processos e controles inteligentes”, afirma David Willick, vice-presidente do Segmento de Mineração, Minerais e Metais da Schneider Electric para a América do Norte. A digitalização, acrescenta, é uma evolução crítica para a indústria de recursos minerais, e a Schneider Electric e a AVEVA são as únicas empresas qualificadas para ajudar. “Somos especialistas em reunir o poder dos sistemas conectados e da percepção humana para levar o desempenho operacional ao mais alto nível. Juntos, conquistamos a confiança das empresas líderes mundiais com milhares de implementações, tanto local quanto na nuvem. Hoje, nossos clientes conjuntos podem se beneficiar de nossa cultura compartilhada de inovação centrada no cliente, recursos incomparáveis de P&D e ampla experiência específica no setor”.

Para Martin Provencher, diretor do Setor de Mineração, Metais e Materiais da AVEVA, embora os benefícios da transformação digital sejam claros, a indústria de mineração tem sido limitada por uma infraestrutura legada, inadequações de dados e programas de otimização isolados. “Ataques cibernéticos cada vez mais virulentos e uma demanda crescente por minerais descarbonizados enfatizam, ainda mais, a importância de se ter alta disponibilidade de dados e adotar uma abordagem segura em nuvem para visualizar e contextualizar os processos corporativos em operações globais”, afirma Provencher. Segundo ele, a combinação das soluções de gerenciamento de energia, sistemas e serviços de automação da Schneider Electric, e as soluções de Transformação Digital de Mineração da AVEVA está permitindo aos clientes transformem operações de mineração convencionais em empreendimentos inteligentes, resilientes e sustentáveis.

A Corporate Knights recentemente nomeou a Schneider Electric a empresa mais sustentável do mundo. E, de acordo com a IDC Technology Spotlight, a plataforma EcoStruxure, da Schneider Electric, combinada às soluções de Digital Mining and Metals Transformation da AVEVA podem fornecer a visão operacional e organizacional necessária para alcançar operações sustentáveis e decisões aprimoradas por meio da coleta e da análise de dados. As empresas parceiras visam descarbonizar as cadeias de valor de mineração, minerais e metais por meio do fornecimento de uma plataforma industrial de IoT com elementos de tecnologia e software de suporte à capacidade de gerenciamento e automação de energia.

RenovaBio: ANP publica atualização das metas individuais das distribuidoras para 2021

A ANP publicou em 21/7 as metas individuais compulsórias atualizadas das distribuidoras de combustíveis para 2021 no âmbito do RenovaBio. As metas determinam as reduções de emissões de gases causadores do efeito estufa no presente ano por cada distribuidora que comercializou combustíveis fósseis no ano de 2020.

A atualização se deu devido à regulamentação, pela Agência, da redução de metas com base na aposentadoria de CBIOs por parte não obrigada, disposta na Resolução ANP nº 843/21. Ou seja, a partir da nova norma, houve a redução das metas anuais individuais dos distribuidores de combustíveis (agentes obrigados) em função da retirada de circulação do mercado de Créditos de Descarbonização (CBIOs) por pessoas jurídicas ou físicas (agentes não obrigados). Com esse ajuste das metas individuais vigentes dos distribuidores, a meta compulsória anual, definida pela Resolução CNPE nº 8/2020 para o ano de 2021, de 24.860.000 CBIOs, foi deduzida da quantidade de CBIOs retirados de circulação do mercado em 2020, por parte não obrigada, correspondente a apenas 177 CBIOs, o que conduziu à meta anual de 24.859.823 CBIOs.

A ANP divulga anualmente as metas individuais para os agentes obrigados, até 31 de março do ano de vigência da meta, utilizando os dados de movimentação de combustíveis fósseis e considerando o período de janeiro a dezembro do ano anterior. Em 2021, as metas originais foram divulgadas em 30/3, mas, após a publicação da Resolução ANP nº 843/2021, em 24/5, houve a necessidade da atualização publicada em 21/7. A partir de 2022, as metas definitivas a serem publicadas até 31/3/22 já considerarão a redução em função da aposentadoria de CBIOs por parte não obrigada.

Veja o Despacho nº 790/2021, que traz as metas individuais atualizadas.

Entenda as metas individuais

As metas individuais são calculadas pela ANP, todos os anos, com base nas metas globais publicadas pelo Conselho Nacional de Política Energética na Resolução CNPE nº 8, de 18 de agosto de 2020.

As metas são cumpridas pelas distribuidoras por meio da aposentadoria (retirada de circulação) de créditos de descarbonização (CBIOs) em quantidade correspondente à sua meta.

Os CBIOs são ativos ambientais emitidos por produtores de biocombustíveis em quantidade proporcional à sua produção e ao quanto ela contribuiu, por meio da substituição de combustíveis fósseis, para evitar emissões de gases causadores do efeito estufa. Um CBIO equivale a uma tonelada de emissões evitadas ou a sete árvores, em termos de captura de carbono.

Os CBIOs são comercializados por produtores na Bolsa de Valores brasileira (B3), podendo ser adquiridos pelas distribuidoras, para cumprimento de suas metas individuais, ou mesmo por terceiros não obrigados interessados nessa comercialização.

Uma vez adquirido esses créditos, as distribuidoras de combustíveis podem aposentá-los, ou seja, retirá-los definitivamente do mercado, impedindo qualquer negociação futura. Apenas os CBIOs aposentados contam para o cumprimento das metas individuais anuais.

O RenovaBio

O RenovaBio é a Política Nacional de Biocombustíveis e tem o objetivo de expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado.

Em 2020, primeiro ano de sua efetiva operacionalização, os resultados retratam o êxito da Política. Foram aprovados pela ANP 213 processos de Certificação da Produção Eficiente de Biocombustíveis. Com o início da operacionalização da Plataforma CBIO, ferramenta disponibilizada pelo SERPRO através de contrato com a ANP, os produtores de biocombustíveis certificados iniciaram a geração de lastros dos CBIOs, permitindo a escrituração e negociação dos créditos na bolsa de valores B3.

Quanto à meta de descarbonização estabelecida para o período 2019-2020 pelo CNPE, equivalente a 14,9 milhões de CBIOs, foram gerados 18,7 milhões, dos quais cerca de 15 milhões foram comercializados na B3 ao preço médio de R$ 43,41.