Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do campo de Bacalhau será apresentado em audiência pública virtual na próxima semana

No dia 05 de agosto, às 18h, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) realizará audiência pública virtual para apresentação do Estudo de Impacto Ambiental do campo de Bacalhau, na Bacia de Santos. Bacalhau é um campo operado pela Equinor, tendo como parceiros a ExxonMobil, Petrogal Brasil e Pré-sal Petróleo S/A. Além de apresentar o estudo, o objetivo da audiência é esclarecer eventuais dúvidas das comunidades e da sociedade em geral. Para participar, basta realizar a inscrição pelo site: www.apvcampodebacalhau.com.br. Os cadastrados poderão assistir ao vivo à transmissão da audiência, além de enviar suas perguntas ao IBAMA.

Bacalhau será o primeiro empreendimento desenvolvido por uma operadora internacional no pré-sal brasileiro. No início de junho, a Equinor anunciou investimentos de cerca de 8 bilhões de dólares na primeira fase do projeto, que contará com um dos maiores FPSOs do Brasil, com capacidade de produção de 220 mil barris por dia e dois milhões de barris de armazenamento.   O óleo produzido será escoado para navios aliviadores e o gás da fase 1 será reinjetado no reservatório. Além disso, cerca de três mil profissionais estarão envolvidos no desenvolvimento das atividades do campo de Bacalhau no Brasil.

A audiência pública é o momento dedicado à escuta da sociedade – população, autoridades e outras partes interessadas – dos municípios que sofrerão algum tipo de influência com a instalação da atividade de produção. A realização de forma virtual é uma medida que visa assegurar as diretrizes de segurança sanitária em meio à pandemia da Covid-19.

Licenciamento Ambiental

O licenciamento ambiental do campo de Bacalhau está sendo conduzido pelo IBAMA, por meio da Coordenação Geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros (CGMAC), pertencente à Diretoria de Licenciamento Ambiental (DILIC).

Como parte do processo de licenciamento, primeiramente foi definida a área de estudo, de acordo com a localização do empreendimento. A partir desta definição, as principais características físicas, biológicas e socioeconômicas da região foram detalhadas no diagnóstico ambiental para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Em um segundo momento, foi elaborado o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que apresenta as principais questões abordadas no EIA de maneira mais sucinta e com uma linguagem mais simples para o entendimento do público geral. Todos os documentos estão disponíveis para download no site da audiência.

Serviço:

Audiência Pública – campo de Bacalhau

Data: 05/08/2021

Horário: 18h

Inscrições: www.apvcampodebacalhau.com.br

Ouvidoria – campo de Bacalhau

(21) 99126-2775 – 9h às 17h (aceita ligação a cobrar)
E-mail: ouvidoria@apvcampodebacalhau.com.br

Produção no campo de Atapu ultrapassa 100 mil boe/d

Um ano após o início da produção, o campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, já figura entre os 10 maiores produtores do Brasil, tendo produzido no mês de junho 111,763 Mboe/d (mil barris de óleo equivalente por dia), sendo 91,881 Mbbl/d (mil barris por dia) de petróleo e 3,161 MMm3/d (milhões de metros cúbicos por dia) de gás natural. Isso o coloca como o 4º maior campo produtor do Pré-sal e o 6º maior do Brasil.

Os volumes excedentes de Atapu estão entre os que serão ofertados na 2ª Rodada dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa, prevista para ocorrer em dezembro deste ano.

Os dados consolidados da produção no mês estão disponíveis no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural do mês de junho de 2021, publicado hoje (28/7) no site da ANP. Também estão disponíveis, de forma interativa, nos Painéis Dinâmicos de Produção de Petróleo e Gás Natural.

Produção Nacional

A produção nacional totalizou 3,757 MMboe/d, sendo 2,903 MMbbl/d de petróleo e 136 MMm3/d de gás natural. Houve redução de 1% na produção de petróleo em comparação com o mês anterior e de 3,6% em comparação com junho de 2020. Já no gás natural houve aumento de 0,9% em comparação com o mês anterior e de 5,7% se comparado a junho de 2020.

Pré-sal

A produção do Pré-sal foi de 2,142 MMbbl/d de petróleo e 90,9 MMm³/d de gás natural, totalizando 2,714 MMboe/d. Houve aumento de 0,9 % em relação ao mês anterior e de 1,6% se comparada ao mesmo mês de 2020. A produção do Pré-sal teve origem em 129 poços e correspondeu a 72,2% do total produzido no Brasil.

Aproveitamento do gás natural

Em junho, o aproveitamento de gás natural foi de 97,7%. Foram disponibilizados ao mercado 58,9 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,1 MMm³/d, um aumento de 6,1% se comparada ao mês anterior e uma redução de 0,1% se comparada ao mesmo mês em 2020.

Origem da produção

Neste mês de junho, os campos marítimos produziram 97% do petróleo e 82,5% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 92,5% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

Destaques

Em junho, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 914 Mbbl/d de petróleo e 42,6 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 75, produzindo no campo de Búzios por meio de quatro poços a ela interligados, foi a instalação com maior produção de petróleo, com 156.416 bbl/d.

A instalação Polo Arara, produzindo nos campos de Arara Azul, Carapaúna, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu, por meio de 29 poços a ela interligados, foi a instalação com maior produção de gás natural, produzindo 6,863 MMm³/d.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.005.

Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 61.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 365,4 boe/d, sendo 75,1 bbl/d de petróleo e 46,2 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 284 boe/d.

Outras informações

No mês de junho de 2021, 263 áreas concedidas, três áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 37 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 58 são marítimas e 213 terrestres, sendo 11 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.437 poços, sendo 495 marítimos e 5.942 terrestres.

O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28,1, sendo 2,4% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 90,8% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 6,8 % óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 92,9 Mboe/d, sendo 73,2 mil bbl/d de petróleo e 3,1 MMm³/d de gás natural. Desse total, 69,5 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 23,4 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 15.666 boe/d no Rio Grande do Norte, 6.911 boe/d na Bahia, 481 boe/d no Espírito Santo, 218 boe/d em Alagoas e 190 boe/d em Sergipe.

Petrobras assina contrato para venda da Gaspetro

A Petrobras, em continuidade aos comunicados divulgados em 10/07/2020 e 30/12/2020, informa que assinou com a empresa Compass Gás e Energia S.A. (Compass) contrato para a venda da totalidade de sua participação (51%) na Petrobras Gás S.A. (Gaspetro).

O valor da venda é de R$ 2,03 bilhões, a ser pago em seu fechamento, sujeito aos ajustes previstos no contrato.

O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Além disso, até o fechamento a Petrobras observará as disposições constantes dos acordos de acionistas da Gaspetro e das distribuidoras de gás natural, inclusive quanto aos direitos de preferência, conforme aplicáveis.

A presente divulgação ao mercado está de acordo com normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Esta operação está alinhada com o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) assinado com o CADE, em julho de 2019, para promoção de concorrência no setor de gás natural no Brasil, bem como à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor.

Sobre a Gaspetro

A Gaspetro é uma holding com participação societária em 19 companhias distribuidoras de gás natural, localizadas em todas as regiões do Brasil. Suas redes de distribuição somam aproximadamente 10 mil km, atendendo a mais de 500 mil clientes, com volume distribuído de cerca de 29 milhões m3/dia.

Seu quadro societário é formado pela Petrobras, com 51% das ações, e a Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda., que detém os 49% restantes das ações.

Sobre a Compass

A Compass é uma empresa do Grupo Cosan, criada no ano de 2020, com o objetivo de atuação no segmento de gás e energia. Atualmente, além de projetos infraestrutura de gás, comercialização e geração de energia, a Compass é controladora da Comgás, maior distribuidora de gás do país com mais de 19 mil km de rede instalada e 2,1 milhões de clientes e com presença em 94 municípios do Estado de São Paulo.

O Grupo Cosan, por sua vez, além do segmento de gás e energia, atua na produção de açúcar, etanol, bioenergia, distribuição e comercialização de combustíveis, por intermédio da Raízen (joint venture entre a Cosan e a Shell), no segmento de lubrificantes, através da Moove, e de logística, através da Rumo.

Petrobras informa sobre decisão favorável relacionada a processo trabalhista

A Petrobras informa que tomou conhecimento de decisão favorável proferida pelo Ministro Relator do Supremo Tribunal Federal, em recursos interpostos contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a revisão da metodologia de apuração do complemento de Remuneração Mínima Por Nível e Regime (RMNR).

A decisão do Ministro Relator reconhece a validade do acordo coletivo de trabalho livremente firmado entre a Petrobras e os sindicatos, revertendo a decisão do TST.

Nas informações trimestrais de 31/03/2021, para esses processos, o valor de R$ 0,7 bilhão, classificado como perda provável, está reconhecido no passivo como provisão para processos judiciais e administrativos, e o valor de R$ 30,2 bilhões, classificado como perda possível, está incluído como processos judiciais não provisionados.

A Petrobras informa que a decisão de hoje ainda pode ser objeto de recurso e está avaliando se haverá efeitos em suas demonstrações financeiras.

Informações adicionais sobre o assunto estão apresentadas nas demonstrações financeiras de 2020, através da nota explicativa 20.1 – Processos judiciais provisionados e 20.3 – Processos judiciais não provisionados – processos de natureza trabalhista.