Tempo de plantar e Tempo de Colher – Karine Fragoso, Diretora Geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) e Gerente Petróleo, Gás e Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

Depois de passar pelas mais dura crise, seguida de uma pandemia que desnorteou o mundo, a indústria de óleo e gás começa a vislumbrar novos horizontes no cenário onshore brasileiro. Tanto por conta do plano de o plano de desinvestimentos da
Petrobras acelerar durante a pandemia e da oferta permanente de blocos por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como também pelo Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate), lançado em 2017 pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e revisto em 2020. Tudo isso vem gerando novas perspectivas para as regiões que vinham sofrendo com o desaquecimento das atividades de E&P. “A entrada de novas operadoras no mercado traz para o mercado não somente novos investimentos, mas a possibilidade de um aumento da cadeia de fornecimento”, diz a Diretora Geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Karine Fragoso. Em relação ao REATE e outras medidas que possibilitaram a entrada de novos players e redesenho do onshore, ela afirma que é precisa ter paciência. “Precisamos de tempo para tudo ser posto em prática e colher os resultados esperados”, pondera Karine, que também é Gerente Petróleo, Gás e Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Oil & Gas Brasil: Desde 2018, a Petrobras já repassou o controle ou participação dela em mais de 150 ativos, onshore e offshore, alinhada com a estratégia de priorizar investimentos em projetos de alta produtividade, principalmente no pré-sal. E ainda há um portfólio de mais de 50 ativos de E&P para serem vendidos. Como você vê a evolução desse desinvestimento, que foi acelerado em plena pandemia e com bons resultados?

Karine Fragoso – A ONIP e a FIRJAN sempre pautaram sua atuação em defesa da maior abertura do mercado brasileiro de óleo e gás em toda a extensão de sua cadeia de valor. O maior número de agentes abre a oportunidade para a participação de múltiplos clientes e múltiplos fornecedores, além da concorrência criar um ambiente propicio para a realização de negócios.

Desta forma, com a concretização dos desinvestimentos, já podemos observar alguns resultados, como por exemplo a entrada de novas companhias na Bacia de Campos. A multinacional Trident Energy, com base em Macaé, arrematou 10 campos de petróleo, com previsão de R$ 5,6 bilhões em investimentos. Também com base em Macaé, a multinacional franco-britânica Perenco assumiu três campos, nos quais prevê investimentos de R$ 1,1 bilhão. E esses são apenas alguns exemplos de resultados.

Oil & Gas Brasil: A maior parte dos ativos é onshore, estando principalmente nas bacias Potiguar, Recôncavo, Espírito Santo, além de alguns campos nas bacias Tucano (BA) (4), Sergipe (2), Solimões e Ceará, cada um com um. Como você vê a recomposição do quatro de operadoras nessas bacias, com maior diversidade de players – PetroRecôncavo (adquiriu quase um terço do total), 3R Petroleum, Karavan Oil, entre outras. Quais os principais benefício, no curto prazo, que você vê nessa diversificação?

Karine Fragoso – A presença de novas operadoras enriquece o mercado e a região investida. Além dos benefícios citados acima como maior competição, ampliação de rede fornecedora e previsibilidade, também podemos citar os efeitos multiplicadores para a sociedade local. Isto é, ao dinamizarmos as atividades de exploração e produção em todo o país, seja no mercado onshore ou no offshore, impulsionamos a demanda que vem por consequência, com atividades de escoamento, tratamento, comercialização, distribuição, entre outras, que são suportadas por uma extensa cadeia produtiva.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Você acredita que isso levará a um processo de reestruturação da cadeia fornecedora de bens e serviços na área onshore? Quais os desafios e quais as vantagens competitivas já consolidadas?

Karine Fragoso – No último ano a ONIP escreveu um capítulo da cartilha Doing Business with The Brazilian Onshore
Environment do MME e destacamos exatamente esse ponto. A entrada de novas operadoras no mercado, como se deu por meio do Ciclo da Oferta Permanente, traz para o mercado não somente novos investimentos, mas a possibilidade de um aumento da cadeia de fornecimento. Isto porque as empresas Operadoras, necessitam de um grande e diversificado grupo de fornecedores. Ou seja, as empresas fornecedoras envolvidas direta e indiretamente, incluindo também àquelas de pequeno e médio porte, terão novos mercados para comercializar seus produtos, na medida em que as operadoras são exitosas em seus planos de exploração, de produção e de escoamento, de modo geral.

Oil & Gas Brasil: Dois programas foram criados para estimulara revitalização de campos maduros, sendo um deles com foco no onshore. Quais benefícios o REATE trouxe até o momento?

Karine Fragoso – O REATE trouxe o engajamento e a participação conjunta de múltiplos agentes, que estão contribuindo de forma significativa no onshore brasileiro, setor este, que por muitos anos foi deixado de lado pelos altos investimentos alocados no offshore. Essa parceria entre governo e instituições trouxe para o mercado um ambiente mais propício para negócios.

Oil & Gas Brasil: Quando da criação do REATE, foram criados subcomitês específicos para cada ponto de melhoria identificado por todo o grupo. A ONIP, que tem participado das mesas Reate, tem elencado quais as principais solicitações do grupo aos devidos órgãos reguladores que foram atendidas?

Karine Fragoso – Todos os resultados das mesas e suas solicitações estão disponíveis e elencadas no site do MME. Entre as solicitações atendidas, podemos citar: disponibilização dos dados sobre bacias terrestres brasileiras pela ANP; elaboração da Ação Regulatória da ANP, que regulamentará o enquadramento de campos e acumulações de economicidade marginal conforme Resolução CNPE 4/2020; análise jurídica da redução de royalties aos pequenos produtores; entre outros…

Oil & Gas Brasil: Você acredita que as mesas REATE ainda podem trazer ganhos ou estaria na hora de uma reformulação no modelo?

Karine Fragoso – Acredito que as mesas REATE ainda podem trazer ganhos. O Projeto é novo, começou apenas no final de 2020 e ainda tem muitas mesas pela frente. É cedo para falarmos de reformulação, estamos com uma participação grande de muitas empresas e instituições e a cada mesa, novas ideias aparecem. Precisamos de tempo para tudo ser posto em prática e colher os resultados esperados.

Oil & Gas Brasil: O REATE já completou quatro anos, já tivemos mais de um ciclo de oferta permanente e mais de 150 ativos foram negociados diretamente pela Petrobras. Você acredita que estaria na hora de ser feita uma revisão ou atualização do REATE? Quais pontos ainda credita que podem e devem ser melhorados nos próximos meses?

Karine Fragoso – O REATE é um programa em constante atualização e de escuta ativa a cadeia nacional. A criação das mesas trouxe ainda mais a aproximação dos agentes e dinamismo na resolução de problemas. O foco agora é conseguir prosseguir e encaminhar as solicitações regionais, com o intuito de trazer resultados o mais rápido possível.

Oil & Gas Brasil: O Reate visava também estimular a criação de empresas nacionais, incluindo as startups (empresas de base tecnológica) e a atração de investimentos estrangeiros. Está havendo alguma evolução nesse sentido?

Karine Fragoso – Com o crescimento do onshore nacional e suas expectativas, é natural que novos atores tenham interesse no mercado. Esse crescimento é visível com a criação de novas empresas como a EnP e a Petres Energia. A própria 3R Petroleum, que já é um grande nome, surgiu nesse último período do onshore brasileiro, avançando para o ambiente offshore, mas focada em revitalizar e recuperar Ó&G, agregando riqueza onde a expectativa estava caminhando em outra direção. Na área de atração de investimentos, já podemos ver evolução com alguns projetos sendo desenvolvidos entre Brasil e Canadá, por
exemplo.

Oil & Gas Brasil: Ao lançar o REATE, o MME previa que em dez anos a produção onshore iria dobrar de tamanho – o gás saltaria de 25 milhões de m3 para 50 milhões de m3, e o petróleo, dos 270 mil barris para mais de 500 mil barris/dia. E que os investimentos em E&P terrestre sairiam do patamar de R$ 1,6 bilhão anuais para cerca de R$ 4 bilhões por ano – somando mais de R$ 40 bilhões em novos investimentos”. Qual a sua expectativa em relação a isso? Esses números têm condições de acontecerem ou até mesmo serem superados?

Karine Fragoso – O potencial do onshore brasileiro ainda pode nos surpreender muito em termos de agregação de valor e
recuperação de óleo e gás. Não são raros, hoje, os exemplos que evidenciam essa nossa visão. Por exemplo, o caso da Potiguar E&P, que como subsidiária da PetroRecôncavo vem recuperando produção de óleo e gás no Polo de Riacho da Forquilha no Rio Grande do Norte, e já contribui com a possibilidade de redução em 35% no custo do gás no estado. Isso é transformador!


(Foto: Divulgação

Siemens Energy firma acordo com Petrobras para fornecimento de software de modelagem, planejamento e suporte à tomada de decisão

A Siemens Energy e a Petrobras celebraram um acordo para a ampliação de licenciamento do software Oil & Gas Manager™ (OGM™) até 2026. Usando funcionalidades abrangentes e algoritmos de custo com recursos de design flexíveis, o programa oferece suporte à tomada de decisão para engenheiros e gerentes, garantindo dimensionamento e custo de ativos de produção confiáveis e precisos, desde a avaliação inicial de viabilidade até o design do projeto final.

O software OGM™ analisa rapidamente os conceitos de desenvolvimento, examina os impactos das opções de projeto e estima o custo das instalações necessárias para extrair, processar e refinar fluidos de poços de petróleo e gás. Além disso, o programa reduz significativamente as horas trabalhadas em engenharia e programação, pois a solução digitalizada gera resultados consistentes e rastreáveis, incorporando preferências de design, benchmarks e experiências de projetos anteriores.

“Essa plataforma digital colaborativa possibilitará à Petrobras a contínua otimização de seus projetos, custos e riscos nos principais empreendimentos de O&G desse importante player do setor de Energia”, afirma Leandro Russo, gerente de Vendas da Siemens Energy no Brasil.

Disponível como uma solução Software-as-a-Service (SaaS), o OGM™ segue os padrões internacionais das principais regiões produtoras de petróleo e gás no mundo, aplicáveis para avaliação de vários ativos convencionais e não convencionais para operações onshore e offshore.

Saiba mais sobre o Oil & Gas Manager™ em www.siemens-energy.com/oil-gas-manager.

Petrobras informa sobre afretamento de FPSO de Mero 4

A Petrobras informa que assinou Carta de Intenção com a empresa SBM Offshore para afretamento e prestação de serviços do FPSO Alexandre de Gusmão, a ser instalado no campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.

O FPSO, cuja sigla em inglês significa unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo, será a quarta plataforma do sistema definitivo do campo de Mero e terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás por dia. O início da produção está previsto para 2025. Os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 22 anos e 6 meses, contados a partir da aceitação final da unidade.

O projeto prevê a interligação de 15 poços ao FPSO, sendo 8 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 poço conversível de produtor para injetor de gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção e dutos flexíveis de serviços.

O campo de Mero é o terceiro maior do pré-sal e está localizado na área de Libra, operada pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%), TotalEnergies EP Brasil Ltda. (20%), CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%), CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (10%) e Pré-Sal Petróleo S.A.(PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.

Diretora Symone Araújo recebe Ordem do Mérito Aperipê

A diretora da ANP Symone Araújo recebeu a Ordem do Mérito Aperipê, mais alta condecoração conferida pelo Governo do Estado de Sergipe, que se destina a distinguir personalidades e instituições que prestaram relevantes serviços ao Estado de Sergipe e ao Brasil. A solenidade para receber a insígnia e o diploma do Grão-Mestre da Ordem foi realizada no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju (SE), no último dia 02/08 e transmitida ao vivo pelo YouTube.

A diretora Symone também recebeu o prêmio em nome do diretor Césario Cecchi, que foi homenageado, mas não pôde comparecer à cerimônia.

Estatal informa sobre prazos para venda de refinarias previstos no TCC

A Petrobras informa que celebrou novo aditivo ao Termo de Compromisso de Cessação (TCC) firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), com a finalidade de estender o prazo para que a Petrobras siga com as tratativas para a efetiva conclusão dos processos de negociação e realize a assinatura dos contratos de compra e venda relativos às refinarias REMAN, LUBNOR e REFAP.

Com isso, os prazos atuais para assinatura dos contratos de compra e venda (signing) são:

(i) Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) – 31/08/2021;

(ii) Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Gabriel Passos (REGAP) e Refinaria Abreu e Lima (RNEST) – 30/10/2021 e

(iii) Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) – 31/12/2021.

O processo de venda desses ativos está sujeito a avaliação dos órgãos internos de governança da Petrobras. Tais operações estão previstas no TCC assinado com o CADE em junho de 2019.

A Petrobras reafirma o seu compromisso com a ampla transparência da gestão de seu portfólio e reforça que as principais etapas dos processos são divulgadas ao mercado de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Terminais da Wilson Sons estão entre os melhores do Brasil em operações de longo curso

A Wilson Sons vem tendo destaque nas operações de longo curso em seus terminais de contêineres, localizados no Rio Grande do Sul, Tecon Rio Grande, e na Bahia, Tecon Salvador. Ocupando sempre posições entre os dez principais terminais portuários do Brasil nos últimos três anos, em 2020 o Tecon Rio Grande ficou em 6º colocado e o Tecon Salvador em 10º na modalidade de navegação com escalas em portos de mais de um país, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Somados os dois, isso representa a 4ª colocação entre os terminais brasileiros.

Os principais destinos do terminal gaúcho em 2020 foram Estados Unidos, com 14%, e China, 12%, posições que se invertem em relação à importação: 22% da China e 11% Estados Unidos. Já no terminal baiano a Europa divide com a China tanto em exportações (28% e 26%, respectivamente) quanto em importação, quando também trocam posições (35% China e 29% Europa).

Com atuação comercial no Brasil e no mundo, tanto Tecon Rio Grande como Tecon Salvador exercem importante papel na movimentação de cargas em longo curso em suas regiões. Maior hub logístico portuário do Norte e Nordeste, o Tecon Salvador é o principal porto para esta finalidade na região Nordeste do País, enquanto o Tecon Rio Grande é o 4º maior na região Sul do Brasil. Ambos são reconhecidos por oferecerem uma alternativa segura e confiável para armazenagem e movimentação dos mais diversos tipos de carga.

“O investimento continuado em infraestrutura, como a recém duplicação do cais de atracação, passando a 800 metros lineares e expansão da retroárea, logística 4.0 e equipes especializadas, associados às características singulares de acessibilidade marítima e terrestre, são essenciais para que o Tecon Salvador siga como referência para o mercado. Já são mais de R$ 900 milhões investidos desde que iniciamos as atividades no terminal”, ressalta Demir Lourenço, diretor executivo do Tecon Salvador.

O diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, também comenta o bom desempenho do terminal gaúcho na modalidade de longo curso. “O Tecon Rio Grande é um dos mais importantes terminais de contêineres do País e uma das instalações mais competitivas na América do Sul. Desde o ano passado, passamos a contar com um novo calado apto a receber navios de grande porte. Com localização estratégica e equipamentos de ponta, o Tecon Rio Grande caminha para ser um terminal concentrador de cargas do Cone Sul. Hoje, já recebe as principais linhas marítimas que conectam a região do Mercosul com os mais importantes portos estrangeiros na Europa, Ásia e América do Norte”, finaliza Bertinetti.

Recordes em 2021 – O Tecon Salvador registrou, em junho e no primeiro semestre deste ano, o maior volume de contêineres movimentados desde o início das suas atividades, iniciada há pouco mais de duas décadas. O desempenho na movimentação semestral cresceu pelo terceiro ano consecutivo, sendo 155.848, 159.471 e 184.481 TEUs em 2019, 2020 e 2021, respectivamente. A importação obteve destaque neste semestre superando recorde no mesmo período, com 42.340 TEUs, e também as cargas de transbordo, com 24.538 TEUs. Já a cabotagem, alcançou 38.510 TEUs movimentados, o que representa um crescimento de 20% em relação a 2020. A maior representatividade de cargas no período ficou por conta dos produtos químicos e petroquímicos, polímeros diversos, além de celulose e papel.

Junho deste ano também foi o melhor dos últimos cinco anos, com a movimentação de 28.708 TEUs, um crescimento de 6,3%. O transbordo movimentou 3.779 TEUs e a cabotagem 5.671 TEUs, o que representa um crescimento de 8,6% no modal com relação ao ano anterior. O atendimento aos projetos fotovoltaicos e aos segmentos de químicos, petroquímicos, polímeros diversos, além de celulose e papel, foram os grandes destaques.

O Terminal de Contêineres do Porto de Salvador está em fase de nova expansão, com duplicação de cais e retroárea adicional de 30.000m² já concluídos, e conta com infraestrutura similar às dos maiores portos do mundo. Suas atividades dispõem de logística 4.0 e de equipamentos com alta tecnologia, que inclui 3 STS New Panamax, 3 Super Post-Panamax, 3 STS Panamax e 16 RTGs elétricos, todos com sistema regenerativo de energia.

Conteúdo local: ANP esclarece prazos da resolução sobre termos de ajustamento de conduta

Entrou em vigor a Resolução ANP n° 848/2021, que foi publicada no último dia 15/7 e regulamenta os termos de ajustamento de conduta (TAC) de conteúdo local. Com o início dos efeitos da norma, a ANP publicou esclarecimentos ao mercado sobre seus prazos. Para maiores informações, cliq​ue aqui.

Entre os esclarecimentos, destaca-se que o prazo de 180 dias, durante o qual ficam suspensos os processos sancionadores já em curso, iniciou-se em 15/7, data da publicação da resolução. Assim, as empresas interessadas em aderir ao termo devem apresentar tanto o requerimento para sua celebração quanto a proposta de TAC em até 180 dias contados a partir de 15/7.

Já para processos sancionadores gerados a partir da publicação da resolução, são aplicados os prazos para requerimento de TAC e suspensão de processos previstos na Seção I, Capítulo II do ato normativo. Ou seja, o requerimento poderá ser apresentado a qualquer momento, desde a emissão do auto de infração pela ANP até: (1) o decurso do prazo para recurso contra a decisão de primeira instância que determine aplicação da penalidade de multa, caso não seja apresentado recurso; (2) ou o trânsito em julgado da decisão que julgar o recurso administrativo contra a decisão de primeira instância que determine a aplicação da penalidade de multa.

A Resolução ANP n° 848/2021 regulamenta a celebração de TAC relativo a processos sancionadores por descumprimento de compromissos de conteúdo local em contratos que não puderam ser aditados pela Resolução ANP n° 726/2018. Nesses casos, as empresas poderão requerer a substituição do pagamento das multas pela realização de novos investimentos em bens e serviços nacionais, de forma a estimular a indústria brasileira.

Os compromissos de conteúdo local são os assumidos pelas empresas, nos contratos de exploração e produção de petróleo e gás, de contratação de um percentual mínimo de bens e serviços nacionais.

Linha de lubrificantes para compressores de ar da Klüber Lubrication traz maior produtividade e eficiência para a operação

Série Klüber-Summit, tendo como destaque o Klüber-Summit FG Elite, proporciona intervalos de troca mais longos e maior vida útil para os equipamentos; caso de sucesso comprovado trouxe resultado de quase 50% em redução de custo na indústria alimentícia

Os compressores de ar são uma das mais importantes aplicações para a indústria, em diversos segmentos. Nesse contexto, a lubrificação possui papel fundamental, ajudando a melhorar o desempenho desses componentes sob várias condições de operação. Com o objetivo de atender os principais desafios de mercado e oferecer mais produtividade e eficiência para a operação, a Klüber Lubrication, empresa do Grupo Freudenberg que desenvolve e produz lubrificantes especiais de alto desempenho, graxas e óleos para diversos setores, oferece ao mercado uma linha completa de produtos para esses equipamentos.

O portfólio de soluções de lubrificantes sintéticos da Klüber Lubrication para compressores de ar traz resultados efetivos para as empresas, além de ajudar a resolver o desafio de redução de custos com maior desempenho operacional. Além disso, os óleos sintéticos de alto desempenho possuem vantagens em relação aos óleos minerais tradicionais, em fatores como vida útil prolongada, resistência a oxidação e atrito reduzido, resultando em benefícios financeiros e sustentáveis.

“O desempenho superior pode ser comprovado em propriedades fundamentais como pressão de vapor, índice de viscosidade e coeficiente de atrito, que está diretamente relacionado à Eficiência Energética, pois determina o esforço exigido do lubrificante para fazer a máquina operar. Além da certificação food grade, fundamental para aplicação em indústrias alimentícia e farmacêutica”, comenta Bruno Ascenço, gerente de mercado de Engenharia de Aplicação.

O destaque fica por conta de toda a linha Klüber-Summit e do Klüber-Summit FG Elite, desenvolvidos especialmente para esta finalidade. Contam com um pacote de aditivos especiais que proporcionam maior estabilidade à oxidação, reduzindo a formação de resíduos. Esses benefícios permitem intervalos de troca de óleo mais longos e maior vida útil de filtros e separadores de óleo. A maioria das soluções possui registro NSF H1, certificação ISO-21469, Kosher e Halal, e permite contato acidental com produtos e materiais de embalagem nas indústrias de processamento de alimentos, cosméticos, farmacêutica ou de ração animal.

Como comparativo de um caso de sucesso comprovado na indústria alimentícia, o Klüber-Summit FG Elite proporcionou o aumento da vida útil do lubrificante em 100% (de 4 mil para 8 mil horas), a redução do custo com trocas de filtros de óleos e separadores pela metade (em um ano) e o aumento da disponibilidade de mão de obra. Em um ano, a troca do lubrificante representou cerca de US$ 48 mil (ou 48% a menos) em redução de custo para a empresa, com a padronização da solução. O exemplo considerou o total de 14 máquinas instaladas.