Petrobras diversifica mercados e aumenta o potencial de suas vendas internacionais de petróleos

Mesmo com redução na demanda pela China, país ainda mantém relevância no portfólio da companhia, junto com Índia e Estados Unidos

Em decorrência do desenvolvimento de novos mercados ao longo dos últimos anos para os óleos de Tupi e Búzios, a Petrobras tem diversificado suas exportações para refinadores localizados nos EUA, Europa e América Latina, além de países do continente asiático, como China e Índia.

Devido a um trabalho de prospecção iniciado há mais de cinco anos na empresa, houve aumento de exportação de petróleo para Europa, Índia e Estados Unidos, comprovando como bem-sucedida a estratégia de explorar outros mercados para destinar seus produtos. Seguindo nesse ritmo, a expectativa é que o volume de petróleo exportado pela Petrobras em 2021 seja alinhado com o volume de 2020, mesmo com a recente retração de 33% nas vendas para a China.

Um exemplo da diversificação de destinos é o mercado indiano, com quem a Petrobras detém longo relacionamento comercial e tem observado, nos últimos anos, incrementos na venda de óleos médios de baixo teor de enxofre, como Tupi e Búzios. Além da Índia, a companhia está encontrando espaço para o seu óleo cru na Costa Oeste dos Estados Unidos, em decorrência do perfil de processamento das refinarias da região.

“É imprescindível contextualizar que o crescimento notável do volume produzido nos campos do pré-sal, como Tupi e Búzios, ao longo da última década, trouxe uma mudança significativa em nosso perfil de produção e de exportação. Atualmente, quase a totalidade de nossas exportações advém de campos do pré-sal, cuja qualidade se enquadra na categoria de óleo medium sweet”, afirma o Gerente Executivo de Comercialização Externa, Alípio Ferreira.

Tupi, por exemplo, é um petróleo de referência mundial, tanto em função do seu elevado volume de produção, totalizando cerca de 1 milhão de barris por dia, e também em função de sua qualidade, com baixo teor de enxofre e bom rendimento de destilados. Dessa forma, Tupi se tornou um importante componente na cesta de refino de diversos clientes asiáticos, principalmente na China. Já o gradativo aumento das exportações de Búzios tende a aumentar a representatividade de regiões onde ele é mais valorizado, principalmente Europa e América do Sul.

A Petrobras define os destinos das cargas exportadas caso a caso, alocando os petróleos aos melhores mercados e clientes, maximizando a receita das exportações. Desta forma, ao diversificar mercados, a empresa fortalece sua estratégia comercial, o que gera maior retorno ao acionista e, consequentemente, a toda a sociedade.

Estatal informa sobre ativos de E&P na Bacia Potiguar

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 09 de julho de 2021, informa o início da fase vinculante referente à venda, em conjunto com a Sonangol Hidrocarbonetos Brasil Ltda. (Sonangol), da totalidade da participação de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, pertencente à concessão BT-POT-55A, localizada na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação de capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em água profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre a concessão BT-POT-55A

A concessão foi adquirida em 2006 na 7ª Rodada de Licitações de Blocos realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras detém 70% de participação e a Sonangol, operadora da concessão, detém os demais 30% de participação.

O consórcio perfurou dois poços na área, sendo um descobridor de gás e um de delimitação. Não há compromissos remanescentes do Programa Exploratório Mínimo (PEM) a serem cumpridos.

STF reconhece legitimidade da 17ª Rodada e julga improcedente ação que visava sua suspensão

O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, confirmou, em 2/8, decisão que reconheceu a legitimidade dos atos praticados pela ANP e julgou improcedente a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 825) ajuizada pelo Partido Democrático dos Trabalhadores (PDT), para suspender a realização da 17ª. Rodada de Licitações, marcada para 7 de outubro deste ano. Nessa data, dez ministros do STF acompanharam o voto do ministro relator, Marco Aurélio Mello, que julgou improcedente o pedido do PDT.

Na ação, ajuizada em 9 de abril de 2021, o PDT alegou que a Agência, juntamente com a União, burlaram preceitos constitucionais relativos ao direito à vida, à saúde, à dignidade da pessoa humana, à defesa do meio ambiente, ao direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à proibição do retrocesso socioambiental, em razão da não conclusão da Avaliação Ambiental de Áreas Sedimentares (AAAS) para subsidiar a oferta de blocos exploratórios incluídos na 17ª. Rodada. Apontou ainda terem sido priorizados os interesses econômicos em detrimento à proteção ao meio ambiente e ressaltou a necessidade de ser avaliado o risco ambiental antes da escolha de local compatível com a exploração de petróleo e gás natural.

A Procuradoria Federal junto à ANP (AGU) alegou que a realização da AAAS é facultativa, uma vez que o licenciamento ambiental ocorre a posteriori, invocando o princípio do respeito às decisões regulatórias e demonstrando a relevância econômica e social da realização da 17ª Rodada. Em voto definitivo, o ministro relator, Marco Aurélio Mello, acatou os argumentos apresentados, ressaltando que não respeitar as razões apresentadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para a realização da licitação corresponde a “usurpação da competência do agente legitimado para resolver questões dessa natureza, resultando na inobservância de preceitos fundamentais, como separação de poderes, devido processo legal, eficiência administrativa e razoabilidade”.

Em concordância com o posicionamento da AGU, o ministro relator afirmou também que a AAAS e a manifestação conjunta dos ministérios envolvidos não esgotam os estudos ambientais que devem anteceder à exploração da área avaliada, tratando-se apenas de subsídios de planejamento estratégico para a oferta de blocos exploratórios para petróleo e gás natural. O voto do Ministro Marco Aurélio concluiu ainda que é na etapa do licenciamento que deve ser atestada a viabilidade do empreendimento e os seus potenciais impactos e riscos ambientais, após a arrematação das áreas para exploração e produção de petróleo e gás nas licitações realizadas pela ANP.

Seminário da ANP apresenta aspectos ambientais, legais e licitatórios da 17ª Rodada

A ANP realizou o Seminário Ambiental e Jurídico-Fiscal da 17ª Rodada de Licitações. No evento, foram apresentados os aspectos ambientais, a legislação e os instrumentos licitatórios da rodada, incluindo aspectos gerais do edital e do contrato de concessão.

A 17ª Rodada está prevista para 7/10 e irá ofertar 92 blocos com risco exploratório, com área total de 53,93 mil km². Os blocos estão localizados em 11 setores de elevado potencial e de nova fronteira de quatro bacias sedimentares marítimas brasileiras: Campos, Pelotas, Potiguar e Santos.

Mais informações sobre a 17ª Rodada estão disponíveis na página do certame.

 

Projeto Janelas para o Amanhã tem inscrições prorrogadas em São Paulo

Escolas públicas do estado têm até o dia 18 de agosto para se inscrever

A Petrobras prorrogou, o prazo para inscrições das escolas públicas dos 11 municípios paulistas contemplados na seleção do projeto Janelas para o Amanhã – Programa de Inclusão Digital da companhia. As inscrições, abertas desde 19 de julho, foram prorrogadas até 18 de agosto.

A retificação do edital também prevê a divulgação do resultado da seleção no dia 2 de setembro. A entrega dos computadores está prevista para acontecer a partir de 24 de setembro. A data de início das atividades de formação em tecnologia da informação não foi alterada, com início mantido a partir de março do ano que vem.

A expectativa é doar cerca de 2.660 computadores recondicionados para até 133 escolas públicas municipais e estaduais localizadas próximas às operações da companhia nos municípios de Mauá, Santo André, Paulínia, Cosmópolis, São José dos Campos, Cubatão, Caraguatatuba, São Sebastião, além de Ilhabela, Ubatuba e Santos. Com a iniciativa, a Petrobras gera impactos positivos para a sociedade e contribui para o desenvolvimento das comunidades onde atua.

Cada escola do estado receberá entre cinco e 40 computadores recondicionados que serão utilizados e a expectativa é de que cerca de 2,2 mil alunos e 2 mil professores sejam beneficiados com o treinamento, que será realizado em parceria com a Recode, organização da sociedade civil que utiliza a informática como mecanismo de inclusão e empoderamento digital de comunidades vulneráveis.

O “Janelas para o Amanhã” foi lançado em março, no Rio de Janeiro, onde estão sendo entregues cerca de 3.800 computadores para 188 escolas. Até o final do ano, o programa contemplará também escolas públicas capixabas. Serão doados ao todo mais de nove mil computadores e a companhia prevê investir R$ 2,3 milhões na formação em tecnologia de 2,2 mil alunos e 2 mil professores em 39 municípios dos três estados, ampliando o acesso digital para cerca de 50 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio nos três estados. Conheça mais sobre o projeto acessando o edital no site https://petrobr.as/janelas-amanha-sp

Em vídeo, a Gerente Executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso, fala sobre a iniciativa “Janelas para o Amanhã”. Clique aqui para conferir.

SERVIÇO:

Onde: Prorrogadas as inscrições das escolas púbicas de SP para a seleção do projeto “Janelas para o Amanhã”. Inscrições podem ser feitas no site https://petrobr.as/janelas-amanha-sp.

Quando: de 19 de julho a 18 de agosto para escolas no estado de São Paulo

Projeto Albatroz inaugura base de trabalho em Natal (RN) para proteção de aves marinhas

Técnicos testarão ferramentas para monitorar e verificar medidas mitigadoras da captura de espécies

O Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, contará com uma nova base de trabalho para proteção de aves marinhas, localizada em Natal (RN). A instalação irá desenvolver e testar ferramentas de monitoramento por câmeras e o rastreamento via satélite das embarcações de pesca, com o objetivo de verificar o uso e a eficácia de medidas mitigadoras da captura incidental do albatroz e de outras aves marinhas já utilizadas nas regiões sudeste e sul.

Cerca de 40 mil aves marinhas morrem todos os anos, no mundo, devido a aparelhos de pesca industrial. A fundadora e coordenadora geral do projeto Albatroz, Tatiana Neves, comenta que o trabalho ocorrerá em parceria com a frota pesqueira de Natal. “Poderemos trabalhar com instituições, pescadores e empresas pesqueiras parceiras que querem, assim como nós, conservar essas espécies que fazem parte do dia a dia do trabalho em alto-mar”.

Ela explica que albatrozes e tartarugas marinhas enfrentam uma ameaça em comum: a pesca de espinhel, modalidade industrial que captura peixes de alto valor comercial, como o atum e o espadarte. Quando aqueles animais tentam se alimentar das iscas, podem acabar capturados incidentalmente e mortos. Por isso a importância na proteção destes animais.

Por não ser área de reprodução de albatrozes e petréis, as embarcações da região Nordeste não estão sujeitas à Instrução Normativa (INI) nº7/2014, dos Ministérios da Pesca e Meio Ambiente, que exige a adoção de medidas mitigadoras simples para evitar a pesca incidental ou não intencional. A largada noturna das iscas, o uso do peso localizado próximo ao anzol e o toriline – um poste com fitas coloridas que se agitam com o vento e espantam as aves -, são algumas das medidas criadas com base em estudos do Projeto Albatroz.

A região Nordeste, no entanto, é uma rota de migração de muitas espécies de petréis que voam na costa brasileira rumo a região norte-americana. Por essas características, a equipe do projeto Albatroz espera realizar testes comparativos em região que não adota tais medidas, além de desenvolver e testar ferramenta de monitoramento em parceria com a frota Atuneira Nacional para que seja possível expandir as medidas de conservação das aves marinhas, num futuro próximo, para outros pontos.

Além disso, os técnicos do Albatroz atuarão, em parceria com o Projeto Tamar na orientação dos pescadores sobre a proteção e o manejo correto das tartarugas marinhas. Os instrutores do Tamar, inclusive, capacitarão os técnicos do Albatroz no uso da ferramenta de-hooker que facilita a liberação de tartarugas presas a anzóis na água ou capturadas a bordo dos barcos.

Programa Petrobras Socioambiental

O respeito ao meio ambiente é um valor para a Petrobras, que por meio de projetos socioambientais busca impactar de forma positiva os biomas protegidos. O apoio da companhia aos projetos Albatroz e Tamar é um exemplo deste compromisso e visa a ampliação de ações para gerar conhecimento, conservação e recuperação da biodiversidade. A empresa também estimula a integração dos projetos para potencializar suas contribuições à sociedade e ao meio ambiente. O Albatroz e o Tamar fazem parte da Rede de Biodiversidade Marinha, a Biomar – junto com outros quatro projetos: Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil.

O investimento em projetos socioambientais está previsto em um dos dez compromissos de sustentabilidade assumidos no Plano Estratégico 2021-25. Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a Petrobras apoia projetos em temas relevantes para a indústria de óleo e gás e para os territórios onde atua, em todo o país, através de parcerias – muitas de longa data – com instituições do terceiro setor. São apoiadas ações com potencial de grande alcance em número de pessoas atendidas e biomas protegidos, e voltadas para a geração de emprego e renda; para o preparo para o exercício da cidadania; para o atendimento de crianças e adolescentes; para a conservação da biodiversidade costeira e marinha; e para a recuperação de florestas e áreas naturais, entre outras. Em 2020, a Petrobras investiu R$ 89 milhões em projetos socioambientais.