Total de 33 empresas e instituições brasileiras participarão da Offshore Technology Conference, em Houston, de 16 a 19 de agosto

Empresas brasileiras terão a oportunidade de fazer negócios, expor produtos e serviços e expandir suas soluções para mais de 100 países na maior feira de petróleo e gás do mundo, a Offshore Technology Conference (OTC). O evento acontece anualmente em Houston, no estado do Texas, nos Estados Unidos, entre os dias 16 e 19 de agosto. A presença das companhias brasileiras tornou-se possível graças ao apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Este ano, a conferência acontece em formato híbrido, contando com atividades tanto presenciais quanto virtuais. Das mais de 30 empresas brasileiras que deverão participar do evento, 23 o farão presencialmente. Cada uma terá à sua disposição estandes individuais e uma área institucional, além do catálogo digital para a OTC 2021, o Brasil Business Match (BBM), organizados pela Apex-Brasil, oportunizará a prospecção e o agendamento de reuniões com players. O BBM é uma ferramenta digital que irá facilitar a prospecção e o agendamento de reuniões com players norte-americanos.

Para a Analista da Gerência de Indústria e Serviços da Apex-Brasil, Mariele Chirst, Houston é um importante centro mundial de decisões no setor de óleo e gás e congrega uma gama de prestadores de serviços e operadoras do setor, além de ser sede da OTC. “Desde 2006, apoiamos empresas brasileiras a participarem na OTC junto a parceiros do setor e, desde 2018, somos os principais responsáveis pelo Pavilhão Brasil na OTC”. Temos muitos casos de empresas que consolidaram diversas parcerias e concretizaram negócios por meio da feira, o que nos motiva a acreditar no potencial brasileiro para o setor e a oferecer cada vez mais oportunidades para que as empresas brasileiras mostrem ao mundo o que há de melhor na cadeia de suprimentos de petróleo e gás “made in Brasil”, explica.

O objetivo da OTC é proporcionar aos profissionais de energia um encontro para troca de ideias e de opiniões para o avanço do conhecimento científico e técnico para recursos offshore e questões ambientais. Na última edição do evento, realizada em 2019, mais de 60 mil pessoas passaram pelos pavilhões, que contaram com 2.300 expositores de mais de 40 países.

A Apex-Brasil lidera o Pavilhão Brasil, uma importante “vitrine” para as empresas brasileiras e instituições do setor desenvolverem parcerias internacionais, tanto no que se refere a novos negócios quanto para ampliar os investimentos no Brasil. O analista da Coordenação de Investimentos da Apex-Brasil, Carlos Eduardo Padilla Costa, explica que a representação do Brasil em feiras como a de Houston fortalece a imagem do País para a atração de investidores estrangeiros e o situa como um ator relevante para o setor.

“Este ano contaremos com empresas que apresentarão suas soluções inovadoras ao mundo, além de uma delegação liderada pelo Ministério das Minas e Energia, que fará contatos de alto nível para divulgar os leilões de petróleo e gás que ocorrerão no Brasil no segundo semestre de 2021”, destaca Padilla.

A startup de tecnologia em O&G The Insight participará pela primeira vez da feira de Houston, e a expectativa é que o evento seja a porta de entrada para a internacionalização. No mercado desde 2014, com foco nos mercados de O&G, Mineração e Energia, a empresa tem sede em Santa Catarina e uma filial no Rio de Janeiro. Investe seu conhecimento nas melhores soluções em Inteligência Artificial para O&G. “Nossa principal entrega é o aumento da eficiência e da economia”, explica o CEO da The Insight, Francisco Lisboa. “É uma satisfação e uma grande expectativa participar do pavilhão brasileiro da maior feira de O&G do mundo, por meio do apoio da Apex-Brasil, que está sempre atuante na intenção de oportunizar negócios de empresas brasileiras com outros países”, comemora. “Nosso planejamento prevê a internacionalização a partir de Houston. Vamos conhecer melhor a cidade, o estado do Texas e aumentar o relacionamento com o ambiente de O&G americano”, conta Lisboa.

Já o diretor executivo da Nova SMAR S/A, Ricardo Argolo, é um veterano na OTC, participa da feira de Houston desde 2019, e considera o evento uma vitrine de oportunidades para a exposição do portfólio de produtos, serviços e soluções tecnológicas para instrumentação, automação e controle. “O evento nos proporciona estar sempre visíveis e ao alcance do mercado. Por isso, temos dobrado a cada ano a nossa participação mundial neste segmento. Nossa presença na OTC 2021 é a continuidade de um trabalho que nos levará a um crescimento muito mais intenso nos próximos anos”, frisa Argolo.

Fundada em 1974, com sede em Sertãozinho (SP), atualmente, a marca possui 31 patentes nos Estados Unidos, exporta sensores, transmissores e outros instrumentos para controlar processos produtivos para mais de 54 países. A Nova SMAR S/A gera 280 empregos diretos, 30 deles dedicados à inovação. “A participação da SMAR na Offshore Technology Conference criou condições para firmar um contrato com uma grande empresa de petróleo na Argélia, na ordem de 3 milhões de dólares”, festeja.

As inscrições para a feira no pavilhão da Apex-Brasil se encerraram em fevereiro.

Petrobras terá 25 contratos com ANP no final de 2022, diz diretor

A Petrobras vai chegar ao final de 2022 com 25 contratos de áreas de petróleo e gás junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), frente aos 283 que possuía em 2019, informou o diretor de Exploração e Produção da estatal, Fernando Borges.

“A gente está comprometido com isso. Não teremos nenhum campo em terra e nem em águas rasas”, disse Borges em evento online promovido pela agência epbr.

A redução, de cerca de 90% no número de contratos da companhia, faz parte da estratégia de se concentrar em campos de alta produtividade, como nos campos gigantes do pré-sal. Somente quatro campos da região garantem 70% da produção total da companhia, informou.

Mas, segundo Borges, os blocos na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, também estão no radar e podem repetir o sucesso obtido com a descoberta do pré-sal, em 2006.

“Do ponto de vista do Brasil, a fronteira com mais potencial é a margem equatorial águas profundas. É o mesmo potencial gerador que abastece a Venezuela de óleo, o mesmo das descobertas da Guiana, e até a descoberta na bacia Potiguar é o mesmo gerador. É uma área sub-explorada e a gente acredita muito ali”, afirmou.

Segundo ele, a previsão é de fazer entre 9 e 11 poços na Foz do Amazonas, em uma região onde a Guiana já fez descobertas e sinalizou que vai chegar a 2 milhões de barris de petróleo por dia em 2030.

A exploração na nova fronteira, porém, depende de licença ambiental, cuja demora já levou à desistência de dois sócios da Petrobras na área, BP e Total.
“Sem dúvida nenhuma, a gente não pode comprar uma área, atender todos os requisitos do processo de licenciamento e o órgão (Ibama) não permitir…é muito frustrante para uma companhia internacional que se prepara e não consegue atender os requisitos do licenciamento, a paciência acaba, como aconteceu no caso, perdemos dois sócios”, explicou.

Para ele, seria mais lógico a ANP licitar áreas com licenças ambientais já aprovadas, e cobrou rapidez na decisão do órgão ambiental para que se verifique se a Foz do Amazonas é uma nova fronteira de alta produtividade.
“Tem possibilidade de ter nova fronteira para a indústria de óleo e gás, mas tem que ser rápido”, alertou Borges, ressaltando que muitos na indústria preveem que o pico da demanda por petróleo já aconteceu e outros estimam que isso será em 2030.

Ele informou que a Petrobras já está conversando com a Guiana para realizar um contrato ambiental para eventual derrame de óleo, e que espera que o Ibama libere a licença o mais rápido possível.

Borges informou que apesar de se desfazer de blocos que não fazem mais sentido para a Petrobras, a estatal continuará buscando o crescimento da produção. Esta semana começa a produzir no campo de Sépia, parte do contrato de cessão onerosa, a partir da instalação da FPSO Carioca.

Outra exploração que vem sendo feita se refere à borda externa do Polígono do pré-sal, onde Borges tem encontrado mais gás do que petróleo.

“Não é uma repetição do pré-sal, está se revelando mais gás naquela região e pode ser uma futura província gasifica para o Brasil”, informou.

Além disso, segundo o diretor, a companhia continuará analisando os blocos oferecidos nos leilões do governo, que, segundo Borges, seriam mais atrativos se fossem apenas sob o regime de concessão e não de partilha. A estatal já informou que vai exercer, por exemplo, o direito de preferência no leilão do excedente da cessão onerosa de Atapu e Sépia, no pré-sal da bacia de Santos, marcado para 17 de dezembro deste ano.

ANP aprova acordo de coparticipação de Búzios

A  Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o acordo de coparticipação de Búzios, que regulará a coexistência do contrato de cessão onerosa e do contrato de partilha de produção do excedente da cessão onerosa para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

Após ajustes realizados nas estimativas de produção e tributos, o valor total da compensação que as partes do contrato de partilha de produção devem à parte do contrato de cessão onerosa (100% Petrobras) foi atualizado para US$ 29,0 bilhões, que será recuperado como custo em óleo pelos contratados.

Dessa maneira, o recebimento pela Petrobras da parcela das parceiras CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (CNODC) e CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (CNOOC) da compensação, no valor de US$ 2,9 bilhões, deverá ocorrer até o final deste mês, para que o acordo esteja vigente em 01/09/2021.

A partir do início de vigência do acordo, a participação na jazida compartilhada de Búzios, incluindo a parcela do contrato de concessão BS-500 (100% Petrobras), será de 92,6594% da Petrobras e 3,6703% de cada um dos parceiros, já considerando o ajuste na estimativa de produção.

Petrobras celebra resultados do campo de Búzios na OTC 2021

Presidente e diretores da Petrobras apresentam avanços no pré-sal brasileiro

A Petrobras terá lugar de destaque na Offshore Technology Conference (OTC) 2021, que será realizada entre os dias 16 e 19 de agosto, em Houston (EUA). No domingo (15/8), a companhia será premiada com o Distinguished Achievement Award for Companies, o principal prêmio da indústria mundial de petróleo e gás, em reconhecimento ao conjunto de inovações desenvolvidas para viabilizar a produção em Búzios, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo, no pré-sal da Bacia de Santos. Esta será a quarta vez que a Petrobras ficará com essa distinção internacional, após ter recebido o prêmio em 1992 (inovações desenvolvidas para o campo de Marlim, na Bacia de Campo), 2001 (soluções para Roncador) e 2015 (conjunto de tecnologias criadas para o pré-sal).

Os avanços que levaram a Petrobras a receber essa premiação serão detalhados na sessão especial “Buzios Project: A Brazilian Pre-Salt Super Giant”, na segunda-feira (16/8), às 9h30 (horário local). Os gerentes gerais da companhia, Jaime Naveiro e Fernando Mendes, conduzem sete palestras com participação de outros profissionais da Petrobras, que explicarão as inovações aplicadas no desenvolvimento do campo, desde os reservatórios, poços, elevação e escoamento, até as tecnologias submarinas e de instalações de superfície. Entre elas, destaque para a apresentação “Buzios: The Largest Ultra-deepwater Oilfield To Date”, do gerente executivo de Búzios, Marcio Kahn.

A Petrobras é reconhecida mundialmente pelo domínio da tecnologia de produção de petróleo em alto mar com segurança, eficiência, menor custo e menos emissões. Esses temas farão parte de uma série de sessões técnicas e painéis com executivos da empresa. Na terça-feira (17/8), às 9h30 (horário local), o diretor de Desenvolvimento da Produção da companhia, João Henrique Rittershaussen, será um dos palestrantes sobre o tema “The Brazilian Pre-Salt Development”, que discutirá os planos, desafios e oportunidades do pré-sal brasileiro para as empresas que pretendem investir na área. Às 15h (horário local), será a vez de o Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Roberto Ardenghy, abordar o tema “Developments in Brazil’s Energy Sector”. Às 16h (horário local), o painel “Sustainability, Innovation, and Digitalization” terá a presença do Diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolas Simone, que abordará como a inovação e a tecnologia são capazes de apoiar a companhia a reduzir emissões e custos, além de aumentar a eficiência da produção. Na quarta-feira (18/8), o presidente da Petrobras Joaquim Silva e Luna e o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges, estarão no painel da Bratecc Offshore Breakfast 2021, evento paralelo que tem como tema “Navigating The New Decade Of Brazil O&G: An Ocean of Opportunities from Onshore to Offshore, Transfer of Rights and More”.

A programação completa da Offshore Technology Conference (OTC) 2021 pode ser acessada em https://2021.otcnet.org/technical-program-2021. O credenciamento de imprensa é realizado pela organização da conferência em https://2021.otcnet.org/press.

ANP propõe aperfeiçoamento das regras para investimentos em PD&I

A Diretoria da ANP aprovou a submissão a consulta e audiência públicas da proposta de resolução para aperfeiçoar o Regulamento Técnico ANP nº 3/2015, que estabelece as normas para a aplicação dos recursos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) pelas empresas que atuam no setor de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. A revisão tem como objetivo adaptar as regras para o momento atual, incluindo o fortalecimento da inovação no setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis.

As alterações previstas estão divididas em quatro eixos: energias renováveis/transição energética; novas ações para inovação/startups; inovação em micro/pequenas empresas; e redução de riscos/burocracia na regulação. A minuta de resolução será submetida a consulta pública de 45 dias, seguida de audiência pública.

A ANP tem a missão de estimular a pesquisa e a adoção de novas tecnologias para o setor de petróleo, gás e biocombustíveis, com base na cláusula dos contratos celebrados entre a ANP e as empresas petrolíferas que estabelece a obrigação de realização de despesas qualificadas como PD&I. Nesse sentido, a cláusula determina a aplicação de percentual da receita bruta de campos de grande produção, segundo condições especificadas em cada contrato. A ANP é responsável pela análise, aprovação, acompanhamento e fiscalização da aplicação dos recursos oriundos da cláusula de PD&I.

A nova versão da resolução propõe maior clareza na elegibilidade de projetos de PD&I relacionados a energias renováveis e à transição energética, incluindo descarbonização, captura de CO2 e estudos de caracterização e proteção ambiental. Também será estabelecido trâmite processual prioritário para projetos e programas abrangidos pela Resolução CNPE nº 2/2021, que orienta a ANP e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a priorizarem a destinação dos recursos de PD&I em temas como: hidrogênio, biocombustíveis, armazenamento de energia e transformação digital, dentre outras medidas de aprimoramento.

Agência propõe em consulta pública o novo modelo de comercialização de biodiesel

A Diretoria da ANP aprovou a realização de consulta pública de 45 dias (a ser iniciada após publicação no Diário Oficial da União), seguida de audiência pública, sobre a regulamentação do novo modelo de comercialização de biodiesel em substituição aos leilões públicos, para atendimento do percentual de mistura obrigatória ao diesel de origem fóssil.

A minuta de resolução modifica a dinâmica de mercado e prevê modelo em que as distribuidoras compram o biodiesel diretamente dos produtores. A meta volumétrica compulsória individual de contratação será de 80% do contratado no bimestre anterior. Ou seja, as distribuidoras deverão adquirir pelo menos 80% do volume comprado no bimestre anterior.

Além de observar o atendimento da meta de biodiesel proveniente de produtores com Selo Biocombustível Social, o modelo apresenta maior previsibilidade e flexibilidade para lidar com desequilíbrios entre oferta e demanda de biodiesel e, adicionalmente, reduz os custos regulatórios.

O novo sistema de comercialização visa ao atendimento ao percentual obrigatório de adição de biodiesel ao diesel fóssil, previsto pela Lei nº 13.033/2014, e foi desenvolvido com base: 1) na proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos; 2) na garantia do suprimento de combustíveis em todo o território nacional; 3) na promoção da livre concorrência; 4) no incremento, em bases econômicas, sociais e ambientais, da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional; e 5) nos objetivos, fundamentos e princípios da Política Nacional de Biocombustíveis.

O novo formato deverá entrar em vigor até 1º de janeiro de 2022, conforme determina a Resolução nº 14/2020 do CNPE. Até o início do novo modelo de comercialização, seguirão sendo realizados os leilões públicos previstos na Resolução CNPE nº 5/2007.