Exxon vê boa oportunidade no Brasil para produção de petróleo com menor emissão

Exxon Mobil Corp vê seus investimentos no mar do Brasil ajudando a empresa a alcançar seu objetivo de diminuir as emissões de carbono na produção de petróleo e gás, disse o diretor no país, Juan Lessmann, na última quarta-feira, 19/08.

O conselho da Exxon está considerando um compromisso de cortar as emissões de carbono para zero até 2050, em meio à pressão de grandes investidores para tratar de preocupações com as mudanças climáticas.

Anteriormente, a empresa prometeu reduzir a intensidade das suas emissões na produção de petróleo e gás de 15% para 20%, até 2025.

“Esse é o foco agora: redução de emissões”, disse Lessmann em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Texas. “O Brasil traz uma grande oportunidade para isso”.

Nos últimos quatro anos, a Exxon emergiu como a segunda maior proprietária de áreas offshore no Brasil, depois da Petrobras.

A maior companhia de petróleo dos Estados Unidos adquiriu mais de 20 blocos e lista o país da América do Sul como uma de suas principais áreas de expansão.

Lessmann disse que o petróleo do pré-sal gera menos emissões por barril produzido devido à maior qualidade e a tecnologia de produção empregada.

Cada barril de petróleo produzido no campo de Búzios, por exemplo, resulta em 9 kg de CO2, menos da metade da média da indústria.

O Brasil está organizando duas rodadas de petróleo este ano, a primeira em outubro sob modelo de concessão.

Em dezembro, o país irá oferecer dois blocos no pré-sal sob regras de partilha, em que os produtores dividem parte da produção com o governo.

Lessmann não comentou sobre a potencial participação da Exxon nas duas rodadas.

Os blocos que serão licitados em dezembro –Sépia e Atapu (no excedente da cessão onerosa)– foram disponibilizados a primeira vez em 2019, em um leilão de petróleo que não conseguiu atrair empresas, incluindo a Exxon.

Autoridades brasileiras, desde então, melhoraram as condições para atrair interessados além da Petrobras.

A produção de petróleo dos volumes excedentes da cessão onerosa, que inclui também Búzios e Itapu (já leiloados), deverá atingir 4 bilhões de barris até 2030, ou o equivalente a 56% do bombeamento da commodity em regime de partilha no Brasil, apontou na quarta-feira a estatal Pré-sal Petróleo (PPSA).

 

Refinarias da Petrobras adotam inteligência artificial no controle de tochas

Smart Tocha reduz a emissão de gases do efeito estufa e melhora a eficiência energética

A transformação digital está cada vez mais presente nos processos industriais da Petrobras, trazendo ganhos em segurança, meio ambiente e eficiência energética. Seis refinarias já implantaram o Smart Tocha. O sistema agrega inteligência artificial e automação para controlar a qualidade da queima de gases nas tochas, reduzir o consumo de vapor e emissões que geram efeito estufa. A tecnologia já está presente nas refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), Presidente Bernardes (RPBC), Henrique Lage (Revap), Duque de Caxias (Reduc), de Capuava (Recap) e de Paulinia (Replan).

Desenvolvido numa parceria entre o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação da Petrobras (Cenpes) e a PUC-Rio, com participação integrada das áreas de Refino e TIC, o sistema proporciona economia de vapor, o que resulta em melhor eficiência energética, além de manter a queima de forma segura para o meio ambiente. “Os ganhos trazidos pelo Smart Tocha nas refinarias equivalem ao abastecimento energético de uma cidade com cerca de 20 mil habitantes, buscando melhoria de desempenho e conformidade ambiental nas operações, com segurança, redução de custos e aumento da eficiência, pilares estratégicos da Petrobras”, informa Nicolás Simone, diretor executivo de Transformação Digital e Inovação.

A tocha, ou flare, é um equipamento essencial para o sistema de segurança de uma refinaria e utilizada para evitar descarte de gases inflamáveis ou tóxicos para a atmosfera, realizando a queima segura destes compostos. Para que a combustão seja completa e adequada, é utilizado vapor d’água em vazão proporcional aos tipos de gases que chegam no sistema de tocha. O Smart Tocha aplica técnicas de análise de imagens e aprendizado de máquina com a contínua geração de imagens da queima. Isso permite monitoramento e ajuste da injeção de vapor para a tocha em tempo real de forma automatizada.

RefTOP

O desenvolvimento da Smart Tocha com inteligência artificial faz parte do programa RefTOP – Refino de Classe Mundial, com o objetivo de posicionar a Petrobras entre as melhores companhias refinadoras de petróleo no mundo. Consiste em um conjunto de iniciativas que buscam implementar melhorias para aumentar a eficiência e desempenho operacional das refinarias para que sejam mais competitivas na abertura do mercado de refino de petróleo no país. Os investimentos inicialmente previstos no RefTOP até 2025 são de aproximadamente US$ 300 milhões.

O programa promoverá o uso intensivo de tecnologias digitais, automação e robotização nas refinarias, sendo um dos norteadores da área de Refino e Gás Natural (RGN) da empresa, junto com o Programa Gás + e o BioRefino 2030. De acordo o Plano Estratégico 2021-2025 da Petrobras, esse conjunto de iniciativas irá preparar as atividades de refino e gás natural da companhia para um mercado aberto, competitivo e em transição para uma economia de baixo carbono.

ANP apresentou oportunidades de investimentos no Brasil durante a OTC

A ANP participou, de 16 a 19/8, da Offshore Technology Conference (OTC), realizada em Houston, nos EUA. A OTC é considerada o maior evento do setor de petróleo e gás natural do mundo. Estiveram presentes na OTC o Diretor-Geral da ANP, Rodolfo Saboia, e os Diretores Dirceu Amorelli e Symone Araújo. Também houve participação virtual de diretores e superintendentes.

A Agência contou com um estande no Pavilhão Brasil da feira da OTC, no qual foram apresentadas às empresas as oportunidades de investimentos no país, como as próximas rodadas de licitações. A feira contou com 23 pavilhões internacionais, com estandes de empresas e instituições governamentais de cada país.

No Pavilhão Brasil, estiveram presentes mais de 20 empresas brasileiras. O espaço é considerado uma importante vitrine para as empresas e instituições do setor desenvolverem parcerias internacionais, tanto no que se refere a novos negócios quanto para ampliar os investimentos no Brasil.

Ao longo da semana, diretores da Agência também participaram de painéis e atividades no evento. No dia 17/8, o Diretor-Geral foi palestrante no painel “Opportunities in Brazil’s Energy Sector and the Role of Innovation and Digitalization in Securing Brazil’s Energy Future”.

“No Brasil, há oportunidades para empresas de petróleo de todos os portes e perfis: das supermajors às menores, independentes. Como costumamos dizer, queremos que os ativos certos estejam nas mãos certas. Deste ano até 2025, esperamos que 50 bilhões de dólares sejam investidos em exploração e produção, ajudando a elevar a produção para mais de 5 milhões de barris de petróleo por dia em 2013”, afirmou Saboia em sua palestra.

Ele também fez uma apresentação, em 18/8, em um café da manhã organizado pela Bratecc, sobre as perspectivas do setor de petróleo e gás para a década que está começando. O material está disponível aqui.

Já no dia 19/8, o Diretor Raphael Moura participou, de forma virtual, do painel “Best Practices in Dealing with a Pandemic such as COVID-19 in the Offshore Industry”. Falou sobre as medidas adotadas pela Agência diante da pandemia, que foram essenciais para a redução da exposição dos trabalhadores ao risco e para a continuidade operacional segura. A apresentação pode ser consultada aqui.

“No início da pandemia e diante do cenário de incertezas, desenvolvemos e disponibilizamos um painel dinâmico, com dados em tempo quase real, para apoio às decisões gerenciais, além de termos alterado o arcabouço regulatório com agilidade e flexibilidade. Limitamos obrigações, adaptando a regulação à situação de contingência, e passamos a executar fiscalizações remotas. Apesar do momento difícil, fica o aprendizado de uma indústria resiliente e ainda mais preparada para lidar com os desafios futuros”, afirmou.

Com mais de 50 anos de existência, a OTC tem como objetivo criar um espaço para que profissionais da área possam trocar experiências para o avanço do conhecimento científico e técnico para recursos offshore e questões ambientais.

Petrobras apresenta grau de aderência ao Código Brasileiro de Governança Corporativa acima da média do mercado

Comissão de Valores Mobiliários exige informe anual que é um importante instrumento de transparência para governança corporativa

A Petrobras atingiu 94% de aderência ao Código Brasileiro de Governança Corporativa (CBGC) em 2021. De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), considerando os dados de 2020, o grau de aderência de empresas do mercado foi em média de 54%.

Desde 2018, ano em que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a exigir das empresas de capital aberto o “Informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa – Companhias Abertas”, a Petrobras manteve o grau de aderência acima de 90% e, desde o ano passado, o resultado tem sido de 94%. Esse resultado é reflexo das ações contínuas de aprimoramento da governança e da adoção de boas práticas de gestão e integridade.

O Informe é um importante instrumento de transparência quanto à maturidade do modelo de governança e ao grau de aderência da companhia às práticas recomendadas pelo CBGC. Por meio dele, a companhia indica se observa, ou não, cada uma das práticas em relação aos temas: Acionistas, Conselho de Administração; Diretoria; Órgãos de Fiscalização e Controle; e Ética e Conflito de Interesses.

O Código Brasileiro de Governança Corporativa foi lançado em novembro de 2016 e apresenta “princípios”, “fundamentos” e “práticas recomendadas” para a governança corporativa de companhias abertas. O código foi elaborado pelo Grupo de Trabalho Interagentes, coordenado pelo IBGC e formado por onze entidades relacionadas ao mercado de capitais.

O resultado obtido pela Petrobras comprova o reconhecimento do mercado e dos órgãos de controle com relação ao aprimoramento da sua cultura de integridade e de seus mecanismos de governança. O elevado grau de integridade reforça a reputação da empresa junto a seus públicos de interesse e, consequentemente, a toda a sociedade.