Strohm, Petrobras, Shell devem implantar linha de fluxo e riser TCP fora do Brasil

Strohm entrou em um programa de indústria conjunto (JIP) com a Petrobras e a Shell para sua linha de fluxo de tubo termoplástico (TCP) e tecnologia de riser.

Descrito como uma mudança de jogo, o projeto de quatro anos tem como objetivo implantar a linha de fluxo TCP da Strohm e a tecnologia de riser offshore do Brasil até 2024.

O JIP se baseia em trabalhos anteriores realizados no Brasil e começa neste mês. A Strohm desenvolverá, qualificará e testará a tecnologia com as duas operadoras para torná-la comercialmente disponível para a indústria de petróleo e gás.

As atividades de engenharia e teste de tubulação serão realizadas na Holanda e no Brasil, enquanto protótipos em escala real serão fabricados e instalados offshore no Brasil.


O riser TCP. Fonte: Strohm

Strohm disse que a linha de fluxo e riser TCP é um produto novo e resistente à corrosão com uma vida útil de três décadas. Ele tem um desempenho de fadiga superior e é leve, resultando em uma configuração de catenária suspensa livre e econômica após a instalação.

“O programa único vai fabricar e pilotar a instalação de dois sistemas TCP, um para linhas de fluxo TCP e outro para risers TCP”, afirmou a empresa.

“Isso resultará no primeiro programa da indústria para amadurecer o TCP Riser para TRL-6 (API 17N), provando que é uma tecnologia capacitadora e pronta para implantação”.

O riser TCP é considerado baixo em sua pegada de carbono, uma vez que é bobinável e preparado em longos comprimentos, resultando em menores custos de transporte e instalação.

Ele é instalado em embarcações atualmente disponíveis no mercado e, como não requer nenhum elemento de flutuação durante a instalação, os custos são reduzidos significativamente, levando a uma economia geral.

“O cluster do pré-sal brasileiro tem atualmente mais de 20 FPSOs em operação e cada um está suportando vários risers, proporcionando uma grande oportunidade para nós no mercado de reposição”, disse Oliver Kassam , CEO da Strohm.

“Além disso, o país também investe cerca de US $ 1 bilhão em risers para apoiar novas operações de FPSO a cada ano, e isso deve crescer em linha com sua ambição de se tornar o quarto maior produtor de petróleo do mundo até 2029. Este JIP confirma que a TCP é bem posicionada para ser uma virada de jogo para o setor de águas profundas e para Strohm ”.

Petrobras recebe pagamento do acordo de coparticipação de Búzios

A Petrobras recebeu hoje o pagamento à vista no valor de US$ 2,9 bilhões referente às obrigações das parceiras CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (CNODC) e CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (CNOOC) no acordo de coparticipação de Búzios.

Com esse pagamento, a Petrobras emitirá o certificado de adimplência para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), visando atender à última condição precedente exigida pelo acordo, que estará vigente a partir de 01/09/2021.

A partir da vigência do acordo, as empresas CNODC e CNOOC têm até 30 dias corridos para manifestarem interesse no exercício da opção de compra de parcela adicional, de 5% cada uma, no Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa.

Atualmente, a Petrobras possui 90% dos direitos de exploração e produção do volume excedente da Cessão Onerosa do campo de Búzios, em parceria com a CNODC (5%) e a CNOOC (5%).

Oferta Permanente: ANP apresenta potencial dos blocos oferecidos no edital

A ANP realizou ontem (23/8) o Workshop Técnico sobre Potencial Petrolífero dos Blocos Exploratórios na Oferta Permanente. O evento foi online, com transmissão pelo canal da ANP no Youtube.

Por ser uma modalidade licitatória contínua, a Oferta Permanente não dispõe dos seminários Técnico e Ambiental/Jurídico-fiscal realizados para as rodadas de licitações tradicionais. Por isso, o evento teve o objetivo de apresentar às empresas interessadas as informações técnicas sobre os blocos exploratórios em oferta, seu potencial petrolífero e aspectos legais da licitação.

Na abertura do evento, o Diretor da ANP Dirceu Amorelli destacou que esse é um procedimento adotado pela ANP para dar mais publicidade e transparência ao processo. “Sempre que são incluídos novos blocos no edital da Oferta Permanente, fazemos workshops para mostrar o potencial que existe nessas novas áreas que estão entrando. Com a atualização do edital, publicado em 30/7/2021, estão em oferta 1.068 blocos exploratórios, localizados em 72 setores, em 17 bacias sedimentares brasileiras, totalizando 462 mil km²”, afirmou.

Amorelli lembrou ainda que a Oferta Permanente tem demonstrado ser um modelo eficaz para desenvolver o setor de petróleo e gás natural no país. “Os dois ciclos da Oferta Permanente já realizados representam de maneira prática um novo e exitoso modelo de licitação que oferece permanentemente um portfólio de áreas às empresas interessadas, além de se mostrar eficaz em atender as diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de incentivar a exploração e produção de petróleo e gás natural, e de aumentar a participação das empresas de pequeno e médio portes”, concluiu.

A Oferta Permanente consiste na oferta contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas. A exceção são os blocos localizados no Polígono do Pré-sal, nas áreas estratégicas ou na Plataforma Continental além das 200 milhas náuticas, bem como os autorizados a compor a 17ª e a 18ª Rodadas de Licitações. Dessa forma, as empresas, especialmente as que ainda não atuam no Brasil, têm a oportunidade de estudar essas áreas sem a limitação de tempo que as rodadas tradicionais proporcionam.

Nessa modalidade, as licitantes inscritas podem apresentar interesse para quaisquer blocos ou áreas, desde que apresentem declarações de setores de interesse, acompanhadas de garantias de oferta. Com a aprovação de uma ou mais declarações de setores de interesse pela Comissão Especial de Licitação (CEL), é iniciado um ciclo da Oferta Permanente. Até o momento, foram realizados dois ciclos, um em 2019 e um em 2020.

Veja a gravação do workshop

Saiba mais sobre a Oferta Permanente

Ocyan é reconhecida com prêmio nacional de inovação aberta

A Ocyan, empresa de óleo e gás, recebeu no último dia 23, a maior premiação de inovação aberta do país. A companhia foi listada no ranking 100 Open Corps, que é formado anualmente pelas 100 empresas que mais fazem inovação aberta no país, além de figurar entre o top 3 da categoria Petróleo&Gás. Mais de 3.300 empresas se inscreveram e foram avaliadas pela 100 Open Startups, responsável pela organização do prêmio, que conta com diversas categorias. Esse é o primeiro ano em que a Ocyan figura na lista.

“A Ocyan iniciou seu programa de relacionamento com startups em 2019 por meio do Ocyan Waves e, desde então, apresentamos uma evolução constante, gerando valor para a empresa e para as startups.  A premiação é o reconhecimento do quão benéfica pode ser a sinergia criada a partir da união entre uma empresa de grande porte com a criatividade dos empreendedores”, comemora Rodrigo Lemos, vice-presidente de Inovação e Novos Negócios da Ocyan.

Na avaliação do ranking, que considerou o período de junho de 2020 a junho de 2021, a Ocyan estabeleceu 23 relações de negócios com startups, impactando diretamente no engajamento e nas transformações relacionadas à inovação na organização. Este foi o primeiro ano em que a Ocyan participou do ranking, apesar de rodar o programa Ocyan Waves Challenge desde 2019. O programa foi criado pela companhia para buscar iniciativas de inovação com vistas a melhorar suas operações, ampliar a eficiência e segurança de seus colaboradores e clientes, incentivar o ecossistema de startups e criar uma nova geração de fornecedores do setor de óleo e gás no Brasil.

Atualmente, a Ocyan mantém seis startups contratadas pela empresa, rodando um total de 7 projetos distintos. Na chamada anual de 2021, foram lançados nove desafios ao ecossistema, sendo que dois estão finalizando os projetos piloto e os outros sete em fase inicial. Além desta edição, a Ocyan decidiu, a partir deste ano, manter o programa aberto de forma permanente. O cadastro das startups pode ser feito a qualquer momento no site www.ocyanwaves.com, de acordo com as áreas de interesse da empresa, ou seja, dentro dos macrotemas apresentados, que são: segurança, meio ambiente, eficiência operacional, digitalização e transição energética. A startup que tiver conexão com esses temas pode se cadastrar, apresentar sua solução e ser chamada para novas oportunidades.

Sobre o Ranking

Publicado desde 2016, o Ranking 100 Open Startups se consolidou como referência para o mercado. Construído a partir de critérios objetivos, o Ranking reconhece e premia as corporações líderes em open innovation com startups e as startups mais atraentes para o mercado corporativo.  (https://www.openstartups.net/site/)

O Ranking 100 Open Startups 2021 recebeu o registro de 26.348 relacionamentos de open innovation entre corporações e startups, dobrando o volume registrado em 2020. No total, 3.334 corporações e 2.344 startups pontuaram para esta edição. É a principal fonte de coleta de dados do mercado que ratifica as líderes em open innovation com startups no país e, por um ano, destaca e reconhece o trabalho de colaboração para inovação entre essas corporações e startups.

81º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 1,29 bilhão de litros

No 81º Leilão de Biodiesel da ANP, foram arrematados 1.293.587.000 litros de biodiesel para atendimento à mistura obrigatória. Não houve arremates para mistura voluntária. Todo esse volume foi oriundo de produtores detentores do Selo Biocombustível Social. O preço médio de negociação foi de R$ 5,658/L, sem considerar a margem da adquirente. O valor total negociado atingiu o patamar de R$ 7,32 bilhões, refletindo um deságio médio de 27,6% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 7,811/L).

A etapa de apresentação das ofertas para atendimento à mistura obrigatória ocorreu em 9/8/2021, com 45 produtores disponibilizando um volume total de 1.534.960.000 litros de biodiesel. Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, na primeira etapa de seleção de ofertas, realizada no dia 10/8/2021, foram arrematados 80.641.000 litros de biodiesel, volume esse oriundo exclusivamente de produtores de pequeno porte detentores de Selo Biocombustível Social, representando 60,1% do volume ofertado por esses produtores e 5,3% do total ofertado no Leilão.

Na segunda etapa de seleção de ofertas, realizada nos dias 11 e 12/8/2021, foram arrematados 1.071.454.000 litros de biodiesel, oriundos exclusivamente de produtores detentores de Selo Biocombustível Social, representando 69,8% do volume total ofertado no Leilão.

Na terceira etapa de seleção de ofertas, realizada em 13/8/2021, foram arrematados 141.492.000 litros, representando em torno de 9,2% do total ofertado no Leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 17/8/2021. Foram disponibilizados 29.500.000 litros, sendo 100% de produtores detentores do Selo Biocombustível Social. Este volume representou 12,2% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Nessa etapa não houve nenhuma negociação efetivada.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender a Lei nº 13.263, de 23 de março 2016, e a Resolução CNPE nº 16, de 29 de outubro de 2018, para implementação do cronograma de evolução da adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final.

Ressalta-se que o 81º Leilão (L81) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 1º de setembro a 31 de outubro de 2021, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 004/21-ANP.

Veja os resultados homologados do L81 na página dos leilões de biodiesel.