Enauta de volta à produção total em Atlanta após os reparos

Após uma falha no sistema de bombeamento e seus reparos, a empresa brasileira de petróleo e gás Enauta retomou as operações completas em seu campo operado em Atlanta, localizado na costa do Brasil.

O campo EPS de Atlanta possui três poços, projetados para operar com bombas dentro dos poços ou bombas localizadas no fundo do mar. No início de julho de 2021, dois poços de Atlanta interromperam a produção com apenas um poço permanecendo em produção. Enauta diagnosticou falha no sistema de bombeamento desses dois poços.

O primeiro dos dois poços produtores retomou as operações no final de julho e agora o segundo poço também foi restaurado.

A saber, a Enauta disse na quarta-feira que o campo de Atlanta voltou a operar totalmente os poços do Sistema de Produção Antecipada, após concluir o reparo dos aquecedores.

Após um período de estabilização, a expectativa da empresa é produzir inicialmente cerca de 20.000 mil barris de óleo / dia, com a operação de três poços, o que responde pelo recorde diário de produção da Enauta.

Além disso, estão em andamento atividades para expandir a capacidade de tratamento de água do FPSO Petrojarl I e ​​aumentar a produção de petróleo. A conclusão da primeira fase, que prevê um volume 35 por cento superior de água tratada, está estimada para o final de 2021.

Em agosto, a empresa iniciou a licitação dos equipamentos e serviços necessários para a perfuração de um quarto poço, com o objetivo de aumentar a capacidade de produção do campo. A perfuração do quarto poço está estimada para o terceiro trimestre de 2022, e a produção deve começar no final de 2022.

Localizado na bacia de Santos, o campo de Atlanta é operado pela Enauta Energia, subsidiária integral da empresa, que detém 100 por cento de participação neste ativo.

Petrobras assina o contrato para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) em Manaus

Operação de US$ 189,5 milhões (R$ 994,15 milhões*) ainda será aprovada por órgãos reguladores

A Petrobras assinou com o Grupo Atem, o contrato para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), em Manaus, no Amazonas, e seus ativos logísticos associados pelo valor de US$ 189,5 milhões (R$ 994,15 milhões*). A refinaria é a segunda dentre as oito que estão em processo de venda a ter o contrato assinado. Em 24/3 foi assinado o contrato de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) na Bahia. A venda da REMAN está em consonância com a Resolução nº 9/2019 do Conselho Nacional de Política Energética, que estabeleceu diretrizes para a promoção da livre concorrência na atividade de refino no país, e integra o compromisso firmado pela Petrobras com o CADE para a abertura do setor de refino no Brasil.

O processo de desinvestimento da REMAN, aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras nesta data seguiu rigorosamente a Sistemática de Desinvestimentos aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O projeto de desinvestimento da refinaria foi aprovado em todas as instâncias da governança corporativa da Petrobras.

Rodrigo Costa, diretor de Refino da Petrobras destacou a importância da operação: “A assinatura do contrato de venda da REMAN representa mais um passo importante para o processo de reposicionamento da atividade de refino na Petrobras. A companhia está investindo para se tornar mais competitiva e para se posicionar entre as melhores refinadoras do mundo, em termos de eficiência, desempenho operacional e produtos de alta qualidade”, explica Costa.

Após a venda das oito refinarias, conforme o compromisso firmado com o CADE, a Petrobras permanecerá como a maior empresa refinadora do país, com uma capacidade de refino de 1,15 milhão de barris por dia (bpd), com foco na produção de combustíveis mais eficientes e sustentáveis nas unidades mais próximas à produção de petróleo e aos maiores centros consumidores. Para isso, a Petrobras investirá em tecnologias para tornar suas refinarias duplamente resilientes, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. A projeção é dobrar, em 5 anos, a oferta nessas refinarias de Diesel S-10, de menor emissão, e a custos cada vez mais competitivos.

A partir do compromisso firmado com o CADE, a Petrobras definiu os ativos a serem vendidos no refino, por meio da gestão estratégica de portfólio. Neste processo, a Petrobras está desinvestindo para investir mais e melhor, focando em novos desafios, como nos campos em águas profundas e ultraprofundas do pré-sal e em inovações tecnológicas no parque de refino remanescente. A companhia está investindo para transformar recursos em riqueza, com ganhos revertidos para toda a sociedade. Os investimentos têm sido sistematicamente maiores que os desinvestimentos, tornando a Petrobras uma empresa ainda mais forte.

De acordo com Miquéias Atem, acionista e um dos fundadores da ATEM, a gestão de portfólio que vem sendo implementada pela Petrobras para o mercado de refino permite reduzir a concentração e estimular a competição no setor. “A entrada de novos players possibilita uma quebra de paradigmas, capturando sinergias e dando viabilidade econômico-financeira a projetos antes preteridos. A aquisição da refinaria permitirá aprimorar o suprimento de combustíveis e derivados de petróleo e gás para a região de influência da Refinaria. Faremos isso de forma eficiente do ponto de vista logístico e sob condições comerciais isonômicas, sempre visando a otimização do mercado de combustíveis e o melhor interesse daqueles que atuam neste mercado.”

Próximos passos

Após a conclusão da operação, a Petrobras continuará operando a refinaria através de um contrato de prestação de serviços por um período transitório (Transition Service Agreement – TSA) enquanto o comprador estrutura seus processos e monta suas equipes. Isso acontecerá sob um acordo de prestação de serviços, evitando qualquer interrupção operacional. A Petrobras e a ATEM reafirmam o compromisso estrito com a segurança operacional na REMAN em todas as fases da operação. Foram tomadas medidas para que não ocorra descontinuidade no fornecimento de gás natural, petróleo e GLP da região.

Os empregados da Petrobras que decidirem permanecer na companhia poderão optar por transferência para outras áreas da empresa. Outra possibilidade é a adesão ao Programa de Desligamento Voluntário, com pacote de benefícios. A Petrobras vem conduzindo os processos de desinvestimento com transparência e respeito aos empregados. A companhia divulga interna e externamente as principais etapas do processo e dá todo o apoio aos profissionais envolvidos. Nenhum empregado da Petrobras será demitido em decorrência da transferência do controle da REMAN para o novo dono.

Por meio da gestão de seu portfólio, a Petrobras contribui ativamente para construção de uma economia mais competitiva e dinâmica e apoia a ideia da entrada de novas empresas no mercado brasileiro de refino e de exploração e produção de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, a companhia seguirá investindo para estar entre as melhores refinadoras do mundo, em termos de eficiência, desempenho operacional e produtos de alta qualidade.

Sobre a REMAN

A REMAN, situada em Manaus no estado do Amazonas, possui capacidade de processamento de 46 mil barris/dia e seus ativos incluem um terminal de armazenamento. Entre os principais produtos da refinaria estão o GLP, nafta petroquímica, gasolina, querosene de aviação, óleo diesel, óleos combustíveis, óleo leve para turbina elétrica, óleo para geração de energia e asfalto.

Sobre a Atem

O Grupo Atem é composto por diversas sociedades no ramo de combustíveis, logística rodoviária e fluvial e construção naval, entre outras, sendo a principal delas a Atem Distribuidora de Petróleo, sociedade anônima, fundada há mais de 20 anos. O Grupo está presente em 9 estados do Brasil, possuindo, a Distribuidora, mais de 300 postos franqueados, 5 bases de distribuição ativas, 4 bases em construção e mais de 2.000 clientes ativos, movimentando um total de mais de 2 bilhões de litros de combustíveis por ano.

*Valor estimado considerando a taxa de câmbio de hoje (25/08/2021). A efetiva conversão do preço de aquisição para Reais será realizada por ocasião do closing, ainda sem data definida

Petrobras informa sobre desinvestimento na RNEST

A Petrobras informa que os interessados no processo de venda da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) declinaram formalmente de apresentar proposta vinculante para a compra da refinaria. Assim, a Companhia está realizando os trâmites internos para encerramento do processo de venda em curso e avaliará seus próximos passos.

Os processos competitivos para venda da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, continuam em andamento visando a assinatura dos contratos de compra e venda. As refinarias Landulpho Alves (RLAM) e Isaac Sabbá (REMAN) já tiveram seus contratos de compra e venda assinados.

A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes dos projetos em curso serão divulgadas ao mercado.