Grupo CBO comprou a operadora de navios Finarge por US$ 94,4 milhões

A operadora de navios offshore CBO fechou a aquisição do compatriota Finarge Apoio Maritimo, assumindo cinco navios AHTS na transação.

Finarge é uma empresa de navegação brasileira fundada em 2008 como subsidiária da empresa italiana Finarge SRL, que foi fundada em 1981 pela italiana Rimorchiatori Riuniti SpA

A Finarge é proprietária de um navio de manuseio de âncoras (AHTS) de bandeira brasileira, enquanto quatro navios AHTS de bandeira estrangeira pertencem à italiana Finarge Armamento Genovese SRL, portanto, a CBO já adquiriu cinco navios do tipo AHTS no total, conforme acordado em 11 Agosto de 2021 .

O pagamento total chega a US $ 94,4 milhões. Conforme descrito no acordo de investimento firmado entre CBO e Finarge SRL, o pagamento foi dividido em três partes. A primeira parte inclui um pagamento à vista, sendo que uma parte foi paga até 13 de setembro de 2021 e o restante vence nos próximos 24 meses. A segunda parte envolve a assunção da dívida existente na Finarge Apoio Marítimo.

Para cumprir a terceira parte, a CBO aprovou o aumento de seu capital com a emissão de 7.762.856 novas ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal para permitir que a Finarge SRL se torne acionista. As novas ações representam 5,60 por cento do capital social da empresa, que será subscrito e integralizado pela Finarge SRL.

A CBO vai agora adicionar mais cinco navios AHTS à sua frota, incluindo o navio AH Giorgio P., que é um terminal marítimo do tipo AHTS de bandeira brasileira, e quatro navios AHTS de bandeira estrangeira. Estes são AH Valletta e AH Varazze, ambos do tipo AHTS 19.000 break horse power (BHP), AH Liguria com AHTS 16.000 BHP e AH Camogli, que é do tipo AHTS TO.

Quatro dessas embarcações já têm contratos firmados com a Petrobras, que variam de dois a quatro anos, que representam uma carteira de receita bruta de aproximadamente US $ 126 milhões. As embarcações contratadas são AH Giorgio P., AH Varazze, AH Liguria e AH Camogli, enquanto a AH Valletta ainda não tem contrato, embora já esteja no Brasil e com plena capacidade de operação, segundo a empresa.

A CBO também incorporará a equipe da Finarge, além de seus ativos, ao assumir suas operações no Brasil. Isso significa que a CBO agora tem mais de 1.450 funcionários entre o pessoal marítimo e administrativo.

A CBO afirma que esta aquisição lhe permitirá “consolidar-se como uma das principais operadoras de AHTS no mercado brasileiro de apoio marítimo offshore, destacando a sua capacidade de se adaptar às exigências estabelecidas pelos seus clientes, como é o caso da AHTS TO, cuja operação foca no apoio aos FPSOs no manuseio e manutenção de mangueiras, o que ganhou relevância nas licitações da Petrobras neste ano ”.

Dada a disponibilidade de tonelagem CBO, esta transação permitirá que todas as embarcações estrangeiras da Finarge SRL recebam o Registro Especial Brasileiro (REB), conforme previsto pela legislação brasileira.

Vale destacar que no ano passado, em novembro, com o objetivo de melhorar o consumo de energia de sua embarcação e reduzir sua pegada de carbono, a CBO firmou acordo com o grupo Wärtsilä para converter a embarcação CBO Flamengo para operar com propulsão híbrida, tornando-se a primeira embarcação da América Latina para ser equipado com uma bateria compatível com a notação de classe ‘Energia da bateria’ da DNV-GL.

Equinor celebra 20 anos de atuação no Brasil

A Equinor, empresa global de energia com sede na Noruega e presença em cerca de 30 países, completa em 2021 duas décadas de atuação no Brasil. Este ano marca também anúncios importantes da companhia no país: a decisão final de investimento para o campo de Bacalhau, na Bacia de Santos, que será o maior projeto do pré-sal brasileiro operado por uma empresa internacional, e a definição do conceito de desenvolvimento do campo BM-C-33, na Bacia de Campos, além de projetos em andamento em energia solar e eólica offshore. Em 20 anos de atuação em território brasileiro, a Equinor já investiu mais de US$ 11 bilhões no Brasil e espera investir mais US$ 15 bilhões até 2030.

“Estamos muito felizes em celebrar este marco da Equinor no Brasil. Nossos projetos em óleo e gás contribuem há anos para o desenvolvimento do Brasil e, além disso, estamos investindo também em energias renováveis, auxiliando a diversificação da matriz energética brasileira”, afirma Veronica Coelho, Presidente da Equinor no Brasil. “Nosso primeiro projeto em energia solar globalmente fica aqui no Brasil, no Ceará, e queremos seguir desenvolvendo oportunidades de fontes de energia cada vez mais sustentáveis. Temos Memorandos de Entendimento assinados com parceiros para desenvolver ainda mais a fonte solar e também contamos com um projeto em estudo de eólica offshore na costa brasileira”, completa.

A história da Equinor no Brasil começou com o desafio de produzir no campo de Peregrino, na Bacia de Campos. Dadas as características do óleo do reservatório de Peregrino, muito pesado e viscoso, muitos consideravam que seria um campo impossível de ser desenvolvido. Mas desde 2011, a Equinor já produziu, de forma segura, mais de 210 milhões de barris. Com a fase 2 de Peregrino, prevista para 2022 e que contará com uma terceira plataforma, serão adicionados cerca de 300 milhões de barris de petróleo à produção do campo, além de mais empregos gerados e incremento à economia local.

A Equinor também atua, junto com a Petrobras, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. Neste ativo, a expertise da Equinor no uso da tecnologia IOR (Improved Oil Recovery) tem contribuído para o aumento da longevidade do campo. A ambição é aumentar o fator de recuperação de Roncador de forma a produzir cerca de 1 bilhão de barris a mais no campo.

Desde que iniciou sua operação no país, cerca de R$ 3 bilhões em royalties foram pagos por meio dos projetos de Peregrino e Roncador e, hoje, já são mais de mil profissionais, entre funcionários e contratados. A empresa segue ampliando sua presença no país, desenvolvendo tecnologias e contribuindo para o crescimento da economia local. A companhia continua em busca de oportunidades com valor competitivo, que contribuam para um portfólio robusto e de baixo carbono.

Foco na redução de emissões

A Equinor estabeleceu globalmente a ambição de se tornar uma empresa de energia com zero emissão líquida até 2050 e anunciou o objetivo de aumentar a participação do investimento bruto em energias renováveis e soluções de baixo carbono para mais de 50% até 2030. Atualmente, a Equinor é a companhia que produz petróleo com as emissões mais baixas no mundo, na ordem de 9 quilos por barril em produção operada. Até 2025, a empresa pretende alcançar níveis abaixo de 8 quilos, em um contexto em que a média da indústria global é de 17 quilos de CO2 por barril.  No Brasil, iniciativas já em curso em Peregrino estão contribuindo para a redução das emissões de carbono no projeto. Alguns exemplos são a substituição do diesel como combustível principal por gás natural, importado da rede offshore existente, além de soluções de digitalização para otimizar o consumo energético de bombas submersíveis.

Para o campo de Bacalhau, a aplicação da metodologia de ciclo combinado no FPSO permitirá o aumento da eficiência energética do projeto e a redução de emissões de CO2. A Equinor também tem buscado, junto aos fornecedores, otimizar sua frota de barcos e voos para as plataformas e vem estudando o uso de barcos à bateria com alimentação inteligente para reduzir o consumo de diesel.

“Temos uma perspectiva de longo prazo no Brasil, com estratégia de crescimento em todos os setores de energia. E queremos seguir fazendo história de forma segura, responsável e sustentável”, declara Veronica. “Nosso portfólio no país é robusto, com ativos em todas as fases, de exploração à produção, além de projetos importantes em energias renováveis. Estamos confiantes nas boas oportunidades que enxergamos pela frente”, celebra a executiva.

Liderança feminina e brasileira

Veronica Coelho, Presidente da Equinor no Brasil, tem entre seus principais desafios garantir bons resultados operacionais de forma segura e eficiente e com baixas emissões de CO2. A executiva brasileira é a terceira liderança feminina consecutiva no comando da empresa no país. Na Equinor, o compromisso com o equilíbrio e a equidade de direitos está presente não apenas no nome da empresa, que reflete também a origem norueguesa da companhia, mas sobretudo nas ações e iniciativas desenvolvidas.

Sobre a Equinor:

A Equinor é atualmente uma das maiores operadoras offshore do mundo, com uma atuação crescente em energias renováveis. Presente desde 2001 no Brasil, a companhia conta com um sólido e diversificado portfólio de óleo e gás no país, com ativos em diferentes estágios, e atuação crescente em energias renováveis. Na Bacia de Campos, a Equinor a opera o campo de Peregrino, tem participação de 25% no campo de Roncador e é operadora do   B-MC-33. Na Bacia de Santos, a empresa é operadora do campo de Bacalhau. Além disso, a Equinor possui várias licenças de exploração de alto impacto. Em energias renováveis, a companhia tem uma participação de 43,75% na usina solar Apodi de 162 MW, que é o primeiro projeto de energia solar da Equinor no mundo.

Petrobras e Gerdau assinam contrato para fornecimento de gás natural

A Petrobras e a Gerdau assinaram contrato para o fornecimento de gás natural no ambiente livre de comercialização para atendimento à unidade da Gerdau, localizada em Ouro Branco/MG.

Esta celebração representa a primeira migração contratual de um cliente do mercado cativo para o mercado livre e um marco no processo de abertura do mercado de gás natural.

“O acordo direto, entre a Petrobras e a Gerdau, materializa a orientação da Petrobras de ir ao encontro dos objetivos do consumidor, ofertando novos produtos e soluções comerciais aderentes às necessidades dos clientes, garantindo confiabilidade, competitividade, flexibilidade e satisfação para ambas as empresas”, afirma Rodrigo Costa, diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras.

Para a Petrobras o contrato faz parte da carteira de novos produtos lançados em 2021, que oferece aos seus clientes novas condições comerciais, possibilitando-lhes uma melhor gestão de seu portfólio de compras de gás.  O contrato acordado representa a indexação de um mix de produtos, com vigência até 2025.

Além disso, o contrato confere à Gerdau segurança de suprimento e condições comerciais mais aderentes ao seu perfil de atuação, sendo que o início do fornecimento está previsto para ocorrer em 1º de janeiro de 2022 e após a celebração de contrato de serviço de distribuição entre a Gerdau e a respectiva Companhia Distribuidora Local, em consonância com a evolução legal e regulatória do mercado de gás natural de Minas Gerais.

“Essa parceria com a Petrobras coroa a estratégia da Gerdau de buscar o desenvolvimento e suprimento do mercado de gás no Brasil. Dessa forma, entendemos que com o mercado desenvolvido, mais players seguirão na mesma direção e novas oportunidades surgirão”, disse Vinicius Moura, gerente geral de Suprimentos da Gerdau.

Nesse sentido, a Petrobras e a Gerdau reforçam seus laços comerciais, além do compromisso e pioneirismo no desenvolvimento de soluções comerciais com o objetivo de viabilização do ambiente de comercialização de gás natural aberto, competitivo, sustentável e cada vez mais desenvolvido no país.

ANP abre uma vaga com gratificação temporária para servidores de outros órgãos

A ANP abriu uma vaga para servidores ocupantes de cargos de nível superior do Poder Executivo Federal atuarem em sua Superintendência de Gestão Financeira e Orçamentária (SFO), no Rio de Janeiro. O servidor a ser cedido contará com Gratificação Temporária das Unidades dos Sistemas Estruturados da Administração Pública Federal (GSISTE). As inscrições vão de 13/9 a 03/10/2021.

A vaga é para atuação na Coordenação de Execução Orçamentária. As atribuições e os requisitos a serem atendidos, as instruções para participação e mais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital.

A seleção ocorrerá em duas etapas: avaliação curricular e entrevistas, realizadas por videoconferência.

Para participar, o candidato deverá ser titular de cargo de nível superior de provimento efetivo regido pela Lei nº 8.112/1990, do Plano Especial de Cargos do Ministério da Fazenda (PECFAZ), do Plano Geral de Cargos do Executivo (PGPE) ou carreiras similares do Governo Federal, estando em efetivo exercício; não se encontrar em estágio probatório; não ser ocupante de cargo remunerado por subsídio, cuja natureza veda o acréscimo de qualquer gratificação; ter concordância prévia do superior; e dispor dos instrumentos necessários para a realização de trabalho remoto durante o período de pandemia. Além disso, deve ter as competências técnicas e comportamentais descritas no edital.

Ocyan reduz quase 3 toneladas de resíduos de papel desde o ano passado com apoio de startup

A Ocyan, empresa de prestação de serviços na indústria de óleo e gás, reduziu o consumo de quase 3 toneladas a bordo de suas sondas com o uso de uma ferramenta digital criada pela startup Checklist Fácil. A ferramenta da Checklist Fácil – um software que pode ser usado em tablets e smartphones – foi implementada em 2019 a partir do projeto piloto desenvolvido por meio do Ocyan Waves Challenge, programa de inovação aberta da empresa. A ferramenta utiliza um software que gerencia melhor os processos e amplia o controle sobre a operação diária dos mais de 1.500 colaboradores que atuam a bordo.

O balanço positivo colabora com o aprimoramento de iniciativas ligadas a ESG (Environmental, Social and Governance) pela corporação. Mais de 300 processos foram digitalizados, mais de 130 mil checklists aplicados, além da redução de 100% do tempo de compilação de dados, com 300 horas mensais de trabalho otimizadas e diminuição do uso de papel e tinta, que vão ajudar a reduzir a pegada ambiental das nossas operações.

“Deixamos de embarcar 45 resmas de papel por mês, que seriam impressos a bordo. O sistema desenvolvido pela startup está sendo um grande aliado na redução do impacto ambiental nas sondas porque permitiu a digitalização dos nossos processos com substancial diminuição do uso de papel para controle das atividades do dia a dia das embarcações”, comemora Marco Aurélio Fonseca, Vice-presidente de Sustentabilidade, da Ocyan. Ele lembra ainda que, com a nova ferramenta, espaços menores para armazenamento do papel são utilizados com uma redução significativa de toner para impressão, além da economia de gasto com esse material de consumo e sua logística.

Outra grande vantagem do novo modelo foi a redução de incidência de erros e a rapidez no acesso aos dados. “As atividades de colaboradores responsáveis por controles também foram facilitadas. Afinal, eles sabem exatamente o que precisam conferir, quando e em qual hora. A ferramenta também apresenta controles específicos que devem ser realizados para evitar erros que podem levar a danos ambientais”, completa Carlos Júnior, gerente executivo de Sustentabilidade da Ocyan e líder desta iniciativa.

A nova ferramenta permite anexar recursos como fotos, vídeos, áudios, comentários e assinaturas digitais, além criar questionários personalizados tais como auditoria comportamental, inspeção de áreas e checagem de maquinários. Os questionários podem ser feitos pelo próprio aplicativo, que sincroniza as informações entre mobile e web. As funcionalidades do sistema vão desde agendamento das verificações, fluxo de aprovação até digitalização do processo de controle de documentos das embarcações. Os dados gerados pelo sistema informatizado são utilizados para controlar os riscos das atividades realizadas, verificar as condições ambientais delas, inspecionar os resíduos que estão sendo desembarcados para destinação final. A ferramenta também começou a ser empregada para realizar o controle da emissão de dióxido de carbono pelos carros e caminhões da empresa – que atuam nas bases operacionais.

Antes do novo processo, toda a operação de checagem e inspeção nas embarcações era registrada em papel. Além da quantidade enorme de resíduos que isso gerava, as atividades demandavam tempo de todos os envolvidos – que preenchiam registros manualmente, dificultando o tratamento de dados. “Hoje, nossos ganhos na rotina são aumento da produtividade, automatização de processos e facilidade na análise de indicadores”, finaliza Carlos Júnior.