Petrobras se compromete com a rede zero

A Petrobras revelou sua ambição de alcançar emissões líquidas de gases de efeito estufa nas operações sob seu controle (escopos 1 e 2) e alavancar sua influência para alcançá-lo em ativos não operados, em um prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris.

A decisão faz parte da estratégia das empresas associadas à Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), da qual a Petrobras faz parte desde 2018. Outros integrantes do grupo são BP, Chevron, Aramco, Eni, CNPC, ExxonMobil, Equinor , Shell, TotalEnergies, Repsol e Occidental.

A OGCI, que representa cerca de 30 por cento da produção mundial de petróleo e gás, disse na segunda-feira que trabalhará de forma proativa e incentivará toda a indústria em direção a operações líquidas zero e emissões quase zero de metano. O grupo lançou na segunda-feira uma estratégia para acelerar a transição energética .

Os CEOs das empresas associadas direcionam uma parte relevante da indústria de O&G para mitigar os efeitos adversos das mudanças climáticas globais. Com a nova iniciativa, os integrantes pretendem atingir emissões líquidas zero, reconhecendo que têm muitas, mas não todas, as respostas para chegar lá, segundo a Petrobras.

O conjunto atualizado de ambições da OGCI inclui reduzir a intensidade das emissões de metano a montante para bem abaixo de 0,20 por cento até 2025, trazendo a intensidade de carbono das operações a montante para 17,0 kg CO2 por barril de óleo equivalente e trazendo queima de rotina a zero até 2030. Em 2025, isso poderia trazer uma redução adicional de cerca de 50 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano, afirmou a OGCI.

A Petrobras afirma que, nos últimos 11 anos, melhorou sua eficiência de carbono na exploração e produção em 47 por cento e é atualmente um dos produtores de petróleo e gás mais eficientes do mundo.

“Estabelecemos um conjunto de compromissos de sustentabilidade com um horizonte 2025/2030, incluindo uma meta de redução das nossas emissões operacionais absolutas”, disse a Petrobras, acrescentando que este anúncio mostra a sua intenção de continuar neste caminho e de contribuir para o Acordo de Paris.

Vale lembrar que, no final de 2020, a Petrobras decidiu criar uma gestão executiva de mudanças climáticas , responsável por liderar as ações da empresa em gestão de carbono, redução de emissões atmosféricas, eficiência energética e mudanças climáticas.

A gestão executiva é liderada por Viviana Coelho , ex-gerente de Emissões, Eficiência Energética e Transição de Baixo Carbono da Petrobras.

Embora a Petrobras tenha prometido anteriormente uma redução de 25 por cento nas emissões de carbono até 2030, a Bloomberg relatou em dezembro de 2020 que o agora ex-CEO da Petrobras, Roberto Castello Branco , rejeitou as promessas de suas empresas semelhantes de neutralizar completamente suas pegadas de carbono até 2050, chamando líquido -zero uma moda passageira .

Castello Branco foi afastado do cargo de CEO no início de 2021 e substituído pelo ex-ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna . A mudança resultou na renúncia de cinco conselheiros . O conselho de administração da empresa, então, em abril de 2021, confirmou oficialmente Joaquim Silva e Luna como o novo CEO da empresa.

Estatal inicia processo para acesso ao Terminal de Regaseificação de GNL de Pecém

A Petrobras publicou, a convocação para o processo de acesso excepcional ao Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito de Pecém, no Ceará (TR-PECEM), e suas instalações associadas.

O processo visa dar cumprimento à determinação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), nos termos do Ofício nº 14/2021/CREG-MME de 09/08/2021, de que a Petrobras possibilite o acesso imediato e simplificado ao TR-PECEM ao agente que comprovar expertise e der início à operação em menor prazo, sendo tal requisito verificado através da comprovação de disponibilidade de FSRU (navio regaseificador) para atracação ao terminal.

O modelo contratual ora proposto foi concebido em caráter excepcional, no contexto da situação de crise hídrica no país, para atendimento da determinação da CREG.

Para mais informações acesse https://petrobras.com.br/pt/canais-de-negocios/leilao/acesso-trpecem.htm.

O processo de arrendamento do Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia (TR-BA) e instalações associadas encontra-se na etapa final, aguardando o término do prazo de recursos, tendo a empresa Excelerate Energy Comercializadora de Gás Natural Ltda. (Excelerate) sido declarada a vencedora da licitação.

Sobre o terminal de Pecém

O TR-PECEM está localizado no Píer 2 do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante-CE. A vazão máxima de regaseificação do TR-PECEM é de 7 milhões m³/d (@ 1 atm e 20°C). O gasoduto integrante do terminal possui 19,1 km de extensão e 20 polegadas de diâmetro, interligando o TR-PECEM ao gasoduto Guamaré-Fortaleza.

Petroleira inaugura Centro de Competência em Computação em Nuvem

Companhia investe em nuvem pública para modernização de soluções 

A Petrobras inaugurou o Centro de Competência em Computação em Nuvem (CCC), que vai direcionar e acelerar a estratégia de adoção de computação do tipo cloud da companhia. A adoção gradativa de nuvem será realizada com a parceria das empresas Amazon e Microsoft, grandes players do setor. Boa parte do consumo da nuvem será destinado a ampliar a capacidade computacional de alta performance, em conjunto com os supercomputadores já existentes da Petrobras.

A computação em nuvem também acelerará o desenvolvimento de novas soluções e permitirá ampliar o uso de Analytics e Inteligência Artificial em todas as áreas da companhia. “Lembro que quando foi criada a Diretoria, em setembro de 2019, não utilizávamos a nuvem. Dois anos se passaram e podemos dizer que já estamos na vanguarda do mercado da utilização de nuvem, o que nos torna mais produtivos e ágeis, acelerando o nosso processo de inovação. Fico muito orgulhoso de ver o quanto avançamos em tão pouco tempo”, observa o diretor executivo de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

Os Centros de Processamento Digital (CPD) da Petrobras continuarão suportando processos de negócio, trabalhando em sistemas e dados já existentes. Está em análise a transição gradual de suas atividades para a nuvem, quando for o caso, sempre buscando maximizar o resultado da companhia. “O objetivo é adotar as melhores práticas do mercado e das tecnologias, de forma a tirarmos o melhor proveito para inovação e modernização do ambiente Petrobras. A nuvem chega para somar, ampliar os horizontes e ajudar a priorizar o melhor retorno. Trata-se de um movimento estruturado, aderente à nossa estratégia de TIC”, explica Marcelo Carreras, gerente executivo de Tecnologia da Informação da Petrobras.

A Petrobras investe em tecnologia e inovação como alavanca de negócios. Por meio da tecnologia, a companhia tem capacidade de alcançar fronteiras nunca antes exploradas, viabilizar novos negócios e contribuir positivamente para a sociedade.

Sustentabilidade: Petrobras anuncia ambição de atingir neutralidade das emissões de carbono das operações

Decisão é simultânea ao anúncio de consórcio mundial de empresas de óleo e gás

A Petrobras comunica sua ambição em atingir a neutralidade das emissões nas atividades sob seu controle, em prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris. A companhia também manifesta a intenção de influenciar seus parceiros a atingir a mesma ambição em campos de petróleo e gás nos quais a empresa é sócia, mas não é encarregada da operação.

A decisão da Petrobras está alinhada ao posicionamento mundial das 12 empresas membros da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI – Iniciativa Climática para Óleo e Gás, na sigla em inglês), consórcio do qual a Petrobras faz parte desde 2018. Juntas, estas empresas representam cerca de 30% da produção global de óleo e gás e colaboram para acelerar a transição para baixo carbono. Com essa nova iniciativa, os membros ambicionam atingir a neutralidade das emissões, reconhecendo que possuem muitas, mas ainda não todas, as respostas sobre como chegar lá.

Neste contexto, a Petrobras, como maior empresa de energia do Brasil e importante player mundial, está comprometida com a transição para uma economia global de baixo carbono. “Nos últimos 11 anos, a companhia aprimorou em 47% sua eficiência em carbono na exploração e produção de petróleo e se estabeleceu como uma das produtoras de óleo e gás mais eficientes do mundo. Para seguirmos avançando nas reduções estamos prevendo ainda estabelecer um programa voltado especialmente para a aceleração da descarbonização”, destaca o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy.

A Petrobras busca a continuidade dessa trajetória, contribuindo para o Acordo de Paris e mantendo sua competitividade como produtora de óleo e gás de baixo custo e baixo carbono.

No seu Plano Estratégico 2021-2025, a Petrobras prevê investimentos de US$ 1 bilhão em compromissos de sustentabilidade, envolvendo a descarbonização das operações; o desenvolvimento de combustíveis mais sustentáveis, como diesel renovável e bioquerosene de aviação; e pesquisas em energias renováveis e soluções de baixo carbono.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, dentre eles o Brasil, prevê a adoção de políticas climáticas voltadas à redução da emissão de gases de efeito estufa, com o objetivo de limitar o aumento médio da temperatura global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais até o fim do século (com esforços para 1,5°C).

Sobre a OGCI

A Oil and Gas Climate Initiative é um grupo liderado por presidentes de 12 empresas de petróleo e gás que pretende conduzir uma resposta do setor às mudanças climáticas, reunir conhecimento e colaborar com soluções para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. A Petrobras, assim com as demais companhias associadas, contribui financeiramente por meio de um fundo de investimentos, o OGCI Climate Investments, para o desenvolvimento de tecnologias que contribuem para a redução de emissões associadas ao uso de fontes fósseis.

Confira a íntegra do comunicado da OGCI divulgado no último dia (20/9).