Shell Energy é lançada no Brasil com usinas de energia mais limpa e contrato pioneiro de gás

Com foco em geração e comercialização de eletricidade, gás e produtos ambientais, empresa já tem usina em construção e projetos de energia renovável no país

A Shell acaba de lançar no Brasil a marca Shell Energy, seu segmento para as atividades da empresa com foco em transição energética e descarbonização. O negócio Shell Energy Brasil irá produzir e comercializar energia elétrica limpa por usinas solares e eólicas, e energia de baixo carbono por térmicas a partir do gás, além de oferecer produtos ambientais como Certificados de Energia Renovável e compensações de carbono.

A empresa faz parte da ambiciosa meta da Shell de zerar as emissões líquidas até 2050, além de oferecer soluções de energia mais limpas que auxiliem outras empresas e governos a alcançar as metas do Acordo de Paris. Globalmente, a Shell faz investimentos na ordem de bilhões de dólares anuais na geração de energia limpa e de baixo carbono.

A Shell Energy Brasil é definida pelo pioneirismo, sendo a primeira empresa privada a comercializar gás do pré-sal diretamente para distribuidoras, em contrato emblemático com a Companhia Pernambucana de Gás – Copergás, assinado em agosto de 2021. Além disso, a empresa comercializa energia elétrica, gás e produtos ambientais desde 2017 e tem perspectiva de investimento de R$ 3 bilhões até o final de 2025.

O Brasil é um dos mercados estratégicos da Shell Energy, já apresentada apenas em países europeus, incluindo Turquia, e mais recentemente nos Estados Unidos (2020) e na Austrália (2021). “O lançamento da marca no Brasil reflete o esforço para a descarbonização e também as oportunidades abertas pela Nova Lei do Gás e pela entrada de consumidores no mercado livre de energia elétrica”, diz Guilherme Perdigão, diretor de Renováveis e Soluções de Energia da Shell Brasil e Shell Energy.

No mercado livre de energia, a empresa comercializou 6,7 TWh em 2019. A Shell Energy Brasil também faz parte da joint-venture da térmica em construção Marlim Azul (Macaé – RJ), movida a gás natural do pré-sal, e tem outros seis projetos solares com capacidade de geração de mais de 2GW – incluindo o termo de cooperação para a joint-venture para um projeto fotovoltaico, com a Gerdau. “Também estamos dispostos a fazer novos investimentos em joint-ventures de geração de energia limpa”, afirma Guilherme Perdigão.

Além dos contratos de energia elétrica, a Shell Energy Brasil oferece pacotes combinados de eletricidade e gás, GNL e compensações ambientais para as emissões de carbono que não puderem ser evitadas, em ofertas descomplicadas e acessíveis. “Nosso objetivo é ser o parceiro preferencial de empresas de todos os portes, inclusive daquelas que não são familiarizadas com o mercado livre de energia, mas que desejam reduzir seus custos e sua pegada”, explica o executivo.

Globalmente, a Shell Energy comercializou mais de 255 TWh em 2020, e tem acesso uma capacidade de 5,6 GW de energia por fontes renováveis, que se encontra em expansão. “O negócio é estratégico para que a Shell cumpra seu objetivo de emissões líquidas zero até 2050, considerando as emissões na produção, comercialização e utilização final de todos os produtos comercializados pela Shell – inclusive produzidos por terceiros”, conclui Guilherme Perdigão.

Shell Energy no Brasil

Marlim Azul

  • Joint-venture entre Pátria Investimentos (50,1%), Grupo Shell (29,9%) e Mitsubishi Hitachi Power Systems – MHPS (20%)
  • Térmica movida a gás natural do pré-sal – gás fornecido pela Shell Brasil Petróleo
  • Localizada em Macaé (RJ)
  • Investimento: USD 600 milhões
  • Capacidade instalada de 565 MW + expansão planejada
  • Energia será vendida tanto no mercado cativo quanto no mercado livre
  • Primeira usina a utilizar a turbina a gás MHPS com tecnologia M501JAC no Brasil: turbina de última geração com aproximadamente o dobro da eficiência energética que a média brasileira, além de menor emissão de gases de efeito estufa
  • Despacho de mais de 80%: permitirá complementar a intermitência da geração renovável
  • Início da operação: 2023

Aquarii

  • Acordo de cooperação entre Shell Energy (50%) e Gerdau (50%)
  • Futura joint-venture para produção de energia solar
  • Localizado em Brasilândia de Minas (MG)
  • Parte da energia (50%) será comercializada pela Shell Energy no mercado livre, enquanto a outra parte vai para unidades de produção de aço da Gerdau
  • Capacidade instalada de 190MWdc
  • Início previsto da operação: 2024

Produtos ambientais

  • Certificados de Energia Renovável (RECs e I-RECs)
  • Compensação de Carbono Baseados na Natureza (NBS)

 

Rio Oil & Gas 2022 segue com inscrições abertas para chamada de trabalhos técnicos

Sinopses de trabalhos vinculados a Upstream, Midstream & Downstream, Gás Natural & Energia e a Indústria do Futuro de O&G devem ser enviadas até 7 de outubro de 2021

Seguem abertas, até 7 de outubro de 2021, as inscrições para a chamada de trabalhos da Rio Oil & Gas 2022, maior evento do segmento da América Latina, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Acadêmicos, estudantes, profissionais do setor e outros interessados devem acessar o site da conferência e se cadastrar na área do autor para conhecer o novo temário e orientações gerais para envio das sinopses.

Os trabalhos poderão ser submetidos em 4 eixos temáticos: Upstream, Midstream & Downstream, Gás Natural & Energia e a Indústria do Futuro, este último é uma novidade da próxima edição da conferência. Será possível, ainda, taguear o trabalho com um dos conteúdos transversais: ESG, Transição Energética e Transformação Digital.

“Em 2022, com a ampliação do escopo do Congresso, esperamos uma gama de trabalhos ainda mais convergente com os temas atuais discutidos na indústria e na sociedade em geral. O conjunto integrado desses trabalhos formará também uma visão das tendências e do futuro da Indústria que será compartilhada por diversos meios durante e após a Rio Oil & Gas 2022. Desejamos promover e destacar iniciativas que estejam relacionadas com aplicações na indústria, como novas tecnologias e novos modelos de negócio e de colaboração que destravem e aumentem o valor dos ativos atuais e das novas oportunidades” comenta Juliano Dantas (Chair do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas 2022 e Gerente Executivo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras).

Valéria Lima (Co-Chair do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas 2022 e Diretora Executiva de Downstream do IBP) espera a ampliação do escopo do evento com maior participação do segmento de Downstream, que respondeu por 10% do total de inscritos na Rio Oil & Gas 2020.

Diante da transformação em curso neste segmento, a executiva espera contribuições relacionadas com o novo contexto de mercado, com mais agentes competindo entre si, onde todo o arcabouço regulatório precisa ser redesenhado para acomodar a nova realidade pós desinvestimentos no refino. Ainda, ciente do papel importante dos biocombustíveis para atender os compromissos do setor com a descarbonização da economia, são esperadas pesquisas e desenvolvimentos de novas tecnologias e processos nesta área.

O eixo de Upstream inclui os temas de exploração, reservatório, poços, sistemas de produção e gerenciamento de projetos e modelos econômicos. Os temas de Midstream e Downtream cobrem produção, importação e distribuição de combustíveis, GLP, lubrificantes, biocombustíveis, infraestrutura e logística, estrutura de preços e mercado irregular.

O direcionamento em Gás Natural & Energia abrange aspectos regionais e globais, oferta, mercado e planejamento, infraestrutura setorial, GNL, avaliação econômica e financeira de projetos, regulação e integração gás-eletricidade.

A Indústria do Futuro pretende explorar a visão estratégica, riscos, sustentabilidade, ampliação da vida dos ativos, segurança operacional, diversidade e qualidade do capital humano, Deep Tech, soluções digitais, implantação e operação de grandes projetos de capital, além de comercialização e logística em ativos de alta complexidade.

O comitê técnico, responsável pela proposição do temário do evento, é coordenado por lideranças renomadas do mercado, como Luiz Schmall (Gerente Geral da Petrobras), Marcelo Alfradique (Superintendente adjunto da Empresa de Pesquisa Energética – EPE), Patrícia Gabrowsky (Gerente de Inovação da Ocyan), Patrícia Pradal (Diretora de Relações Corporativas e de Desenvolvimento de Negócios da Chevron Brasil), Sheyla Oliveira (Gerente de Relações Institucionais da BR Distribuidora) e Viviana Coelho (Gerente Corporativa de Emissões, Eficiência Energética e Transição para Baixo Carbono da Petrobras).

Os trabalhos finais concorrem a menções honrosas e tornam-se aptos para receber o Plinio Cantanhede (maior premiação do evento). Ainda serão publicados na biblioteca online do IBP, que recebeu mais de 150 mil visitas desde a edição do ano passado da conferência. Também conquistam registros ISSN e DOI, que proporcionam potenciais indexações em bases científicas internacionais de reconhecidos centros de estudo e pesquisas parceiros.

Petrobras inicia projeto de boas práticas em governança e conformidade voltado para municípios que recebem royalties e participações especiais

Convênio “Cooperar para Transformar” foi assinado na última segunda-feira entre a companhia e prefeitura de Quissamã (RJ)

Com o objetivo de promover a cultura de integridade, a Petrobras irá compartilhar conhecimento, boas práticas de governança, controles internos e integridade com a administração pública de municípios com rendas petrolíferas (royalties e participações especiais).  A assinatura do convênio entre a Petrobras e a prefeitura de Quissamã (RJ), na última segunda-feira (20/09), marca o início do projeto “Cooperar para Transformar”.

Com o projeto, a Petrobras pretende apoiar a gestão municipal no aperfeiçoamento de soluções de governança pública, controles internos e integridade, a fim de aprimorar a gestão desses recursos provenientes de royalties e participações especiais. “Acreditamos que uma melhor governança aprimora o diálogo do governo com os governados, por meio de novas formas de participação social, além de proporcionar redução de custos, aumento de receitas e qualidade dos investimentos, produzindo melhorias nos gastos, especificamente os oriundos das rendas petrolíferas”, diz o diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Salvador Dahan.

Após avaliação prévia das equipes multidisciplinares da companhia, em conjunto com os gestores e servidores municipais, serão elaboradas propostas para melhoria dos processos de governança; gestão de risco; controles internos; integridade; ouvidoria; corregedoria; portal da transparência e lei de acesso à informação; além do monitoramento de indicadores e apoio no planejamento de comunicação e treinamento.

A expectativa é de que a experiência de parceria com o município de Quissamã subsidie a Petrobras na consolidação do projeto e expansão da iniciativa para municípios de demais estados no próximo ano. “Após termos consolidado nossos próprios mecanismos de governança com um sistema robusto de controle e adoção de medidas que vão além da legislação, pretendemos agora subsidiar o aprimoramento dos sistemas de governança, controles internos e integridade desses municípios, proporcionando a eles fortalecimento da gestão e melhores resultados”, explica o diretor de Relações Institucionais da Petrobras, Roberto Ardenghy.

Em 2020, a Petrobras destinou cerca de R$ 32,2 bilhões para o pagamento de rendas petrolíferas, o que representou cerca de 60% do total recolhido pela indústria do setor. Ação conjunta das diretorias de Relações Institucionais e Sustentabilidade (DRIS) e de Governança e Conformidade (DGC), o projeto “Cooperar para Transformar” está alinhado ao conceito de ESG (melhores práticas de gestão ambiental, social e de governança, na sigla em inglês) previsto no Plano Estratégico 2021-2025.

Desta forma, a empresa reforça o compromisso de dar retorno à sociedade e aos demais interlocutores, como no caso das prefeituras das localidades onde atua.