Valaris assinou contrato com a Petrobras para o navio-sonda Valaris DS-4

A empresa assinou um contrato com a Petrobras offshore do Brasil para o navio-sonda Valaris DS-4

A Valaris informou na última terça-feira que o contrato tem prazo mínimo de 548 dias. A sonda Valaris DS-4 está atualmente empilhada para preservação no Reino Unido e transitará para as Ilhas Canárias, onde será reativada e, em seguida, mobilizada para o Brasil.

O contrato está previsto para começar no início do segundo trimestre de 2022, mas nenhum outro detalhe foi revelado.

O navio sonda construído em 2010 foi empilhado pela primeira vez na Espanha por volta de abril de 2020. Depois disso, ele chegou à Escócia no final de dezembro de 2020 para um período de espera, onde se envolveu em um incidente.

Ou seja, em fevereiro deste ano, o navio-sonda se soltou de ancoradouros na costa de North Ayrshire e começou a flutuar sem energia, solicitando uma operação de resgate. A plataforma foi protegida com rebocadores e posteriormente devolvida à costa. Não houve feridos e nenhum dano resultante deste incidente.

Eneva contrata Radix para desenvolver projeto de nova Estação de Produção de Gás Natural

Estudos de simulação de processo, elaboração no novo layout e dimensionamento de equipamentos fazem parte da fase inicial de Gavião Belo

A recente declaração de comercialidade do campo de Gavião Belo, na Bacia do Parnaíba (MA), levou a Eneva a contratar os serviços da Radix para desenvolver o projeto de engenharia multidisciplinar da nova Estação de Produção de Gás Natural de Gavião Belo. A empresa, especializada em tecnologia e engenharia, já é parceira da Eneva há cerca de seis anos e vem participando de vários projetos para atender ao Complexo do Parnaíba no Maranhão e ao Campo de Azulão, em Silves – Amazonas.

Para fornecer a infraestrutura necessária ao projeto e dimensionar os gasodutos de interligação das unidades clusters com a Estação de Produção de Gás Natural de Gavião Belo, a Radix está fazendo uma série de estudos de simulação de processo e dimensionamento dos principais equipamentos. O campo de Gavião Belo tem potencial para ser o segundo maior campo da Bacia do Parnaíba, com um volume estimado Pmean de 6,78 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

“No momento estamos em uma fase conceitual do projeto, na qual o objetivo é fornecer os inputs necessários para o desenvolvimento do campo. Estamos fazendo estudos de processo para dimensionar os principais equipamentos e dutos, e consequentemente definindo o layout da nova planta para confirmação do espaço físico necessário para implantar essa unidade, que contempla sistemas de separação, estabilização de condensado, armazenamento de condensado, sistemas de medição, ilhas de carregamento, captação de água, unidade de tratamento de efluentes, além dos sistemas elétricos e de controle”, explica Augusto Castro, gerente de projetos de capital da unidade de óleo e gás da Radix.

Gavião Belo terá conexões com a Unidade de Tratamento de Gás (UTG) da Eneva, localizada em Santo Antônio dos Lopes- MA, para a qual todo o gás produzido do Parque dos Gaviões é direcionado. Além disso, já estão previstas conexões reservas para outros poços ou campos. À beira da rodovia MA-362, a planta do novo campo é a mais isolada em relação à UTG, cerca de 120km de distância, o que gera um desafio logístico adicional.

“Todo sistema de controle da nova unidade estará integrado a Unidade de Tratamento de gás localizada em Santo Antonio dos Lopes-MA permitindo o monitoramento de Gavião Belo de forma remota. A Radix com sua vasta experiência no desenvolvimento de projetos para a Eneva irá manter a filosofia de operação atual das demais unidades, observando este novo fator logístico em relação à distância desta nova unidade a UTG. Esta unidade será implantada em um espaço otimizado e terá diferenciais em infraestrutura possibilitando também autonomia das equipes operacionais que irão atuar nela, conta Augusto”

O Complexo Parnaíba é um dos maiores parques térmicos de geração de energia a gás natural do Brasil e o empreendimento pioneiro do modelo Reservoir-to-Wire (R2W) no país. A geração de energia pelas usinas termelétricas é abastecida diretamente a partir dos campos de gás natural desenvolvidos e operados pela Eneva, localizados nas proximidades do parque térmico. O Complexo Parnaíba é composto pelas usinas Parnaíba I, Parnaíba II, Parnaíba III e Parnaíba IV, com dois projetos em desenvolvimento: Parnaíba V – em fase final de construção – e Parnaíba VI. Toda energia gerada é enviada para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Com isso, a Eneva desempenha um papel importante na transição da matriz energética brasileira, oferecendo energia a partir de um combustível flexível, econômico e eficiente. Além da Bacia do Parnaíba, onde a Radix desenvolveu diversos projetos para a Eneva, a Radix também atuou no projeto de engenharia do campo de Azulão, na Bacia do Amazonas.

Sobre a Radix

Empresa global com sedes no Rio de Janeiro e em Houston (EUA), a Radix atua nas áreas de tecnologia e engenharia, com o objetivo de transformar seu conhecimento técnico-científico em soluções qualificadas e com independência tecnológica para seus clientes. Com mais de 1000 colaboradores nas sedes e nos escritórios de São Paulo, Belo Horizonte e Atlanta (EUA), a empresa é eleita desde a sua fundação, em 2010, uma das Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil e na América Latina.

Sobre a Eneva

A Eneva é a maior operadora privada de gás natural do Brasil e uma empresa integrada de energia, que atua da exploração e produção (E&P) do gás natural até o fornecimento de soluções de energia. A companhia possui ativos de E&P nos estados do Amazonas e Maranhão. Atualmente, opera 10 campos de gás natural nas Bacias do Parnaíba (MA) e Amazonas (AM). Adicionalmente, possui nestas regiões uma área total sob concessão superior a 60 mil km². Com um parque de geração termelétrica com 2,8 GW de capacidade instalada, a Eneva produz energia segura e competitiva para o sistema elétrico brasileiro. Seus ativos de geração estão localizados nos estados do Maranhão (Complexo Parnaíba e Itaqui), Ceará (Pecém II) e Roraima (Jaguatirica II). Listada no Novo Mercado da B3 (Bolsa de Valores brasileira) desde 2007, a empresa integra o Ibovespa, entre outros índices da Bolsa. A Eneva visa continuar crescendo de forma responsável, oferecendo soluções de energia confiáveis e acessíveis para a sociedade.

TotalEnergies ainda é atraída pelo petróleo do Brasil

A TotalEnergies (ex- Total) promete intensificar os investimentos em renováveis, mas, ao mesmo tempo, olha com atenção para o mercado brasileiro de óleo e gás. A petroleira francesa, que mudou de nome para simbolizar a sua migração rumo à transição energética, vê o Brasil como peça estratégica na busca por projetos com custos e emissões cada vez menores, e prevê investir cerca de US$ 500 milhões anuais nos próximos anos, nas atividades de exploração e produção de petróleo no país.

A previsão da empresa é praticamente triplicar a produção de petróleo, para cerca de 150 mil barris diários até 2025, embalada pelo desenvolvimento do projeto de Mero (ex-Libra), onde a multinacional é sócia da Petrobras, com uma fatia de 20% no campo.

O crescimento da companhia, no entanto, pode ser ainda maior, a depender do sucesso da petroleira no leilão dos volumes excedentes da cessão onerosa dos campos de Sépia e Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos. A rodada está prevista para 17 de dezembro.

O presidente global de exploração e produção da TotalEnergies, Nicolas Terraz, disse ao Valor que a empresa ficou de fora da 17ª Rodada de concessões de blocos exploratórios, em 8 de outubro, porque a avaliação técnica sobre o potencial das áreas ofertadas não foi conclusiva: “Não quer dizer que não olhamos para o Brasil. Estamos muito interessados no leilão dos excedentes da cessão onerosa”, afirmou o executivo, em entrevista exclusiva na primeira visita ao Brasil desde que assumiu a liderança global dos ativos de exploração e produção da companhia, em setembro.

A TotalEnergies lançou, no mês passado, um plano de transição energética no qual busca se tornar cada vez menos uma petroleira e mais uma empresa de energia, ativa não só em óleo e gás, mas também em renováveis. A previsão da multinacional é que, em 2030, o petróleo represente 30% do mix de vendas da empresa. O gás natural será o grande negócio da companhia, responsável por 50% das vendas, enquanto a geração de energia renovável (com foco em eólica e solar) representará 15% e a biomassa e hidrogênio outros 5%.

Para isso, a TotalEnergies prevê investimentos globais de US$ 13 bilhões a US$ 15 bilhões por ano até 2025, sendo 25% disso em renováveis. Metade do orçamento global da empresa será destinado ao crescimento, com foco em gás e renováveis. A outra metade será focada na manutenção da base de atividades, sobretudo da produção de óleo. A previsão da francesa é que a demanda por petróleo atingirá o pico até o fim desta década.

“Vamos continuar produzindo óleo e gás para encontrar a demanda… Só para manter nossa produção estável, temos que investir muito em novos campos e em nova capacidade por causa do declínio natural da produção”, disse Terraz.

Diante da proximidade do pico da demanda por petróleo, a TotalEnergies acredita que a indústria de óleo e gás terá de acelerar o desenvolvimento das reservas. O executivo afirma que a estratégia da empresa é investir em projetos com custos de operação e níveis de emissões cada vez mais baixos e que o Brasil se enquadra “perfeitamente” dentro dessa estratégia: “Vamos fazer nossa gestão de portfólio com base nesses critérios.”

A TotalEnergies está revendo a carteira de ativos da empresa no Brasil. Este ano, assinou contrato com a PetroRio para vender a fatia de 28,6% na concessão BM-C-30 (que concentra a descoberta de Wahoo), na Bacia de Campos. No ano passado, a companhia tinha fechado acordo com a Petrobras para vender a participação de 40% nos cinco blocos exploratórios que operava na Bacia Foz do Amazonas. A alienação do ativo se deu após o fracasso da petroleira francesa no licenciamento ambiental das perfurações na região. A empresa também pretende renunciar às concessões exploratórias que detém na Bacia do Ceará.

A ideia, segundo Terraz, é concentrar as atividades de exploração e produção fora das novas fronteiras, nas bacias mais consolidadas do Brasil como Santos e Campos. Nesse sentido, a petroleira prevê iniciar, em novembro, a campanha de exploração no C-M-541, na Bacia de Campos, adquirido pela empresa na 16ª Rodada, em 2019. O bloco foi o ativo mais caro da história, nas rodadas de concessão da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A área custou R$ 4,03 bilhões, em bônus de assinatura, ao consórcio formado pela Total (40%), Petronas (20%) e Qatar Petroleum (40%). Desse total, a francesa pagou R$ 1,6 bilhão.

A TotalEnergies é, hoje, a única petroleira (fora a Petrobras) a operar um campo em fase de produção no pré-sal. Lapa, na Bacia de Santos, no qual a francesa detém 45%, produz 55 mil barris ao dia de óleo, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). A multinacional vê potencial para ampliar a produção local, com o desenvolvimento da área sudoeste do campo, que pode produzir mais 20 mil barris/dia a partir de 2025.

A expectativa da empresa é que a produção dela no Brasil seja fortalecida nos próximos anos com a entrada em operação das quatro plataformas de Mero, previstas para até 2025. O campo é operado pela Petrobras. A francesa também é sócia da estatal brasileira em Iara (Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu), com 22,5%.

Com a construção do Rota 3, gasoduto de escoamento previsto para 2022, a TotalEnergies quer começar a comercializar a parcela de gás em Iara, no embalo do processo de abertura do mercado brasileiro. Fora do setor de exploração e produção, a multinacional atua ainda, no Brasil, na distribuição de combustíveis e, por meio da Total Eren, em energias renováveis. “O Brasil é um lugar onde podemos trabalhar para desenvolver todos os componentes da nossa estratégia, da exploração e produção às renováveis”, disse Terraz.

Petrobras esclarece sobre notícias da imprensa

A Petrobras esclarece notícias veiculadas na mídia sobre cortes no atendimento de pedidos de combustíveis. Conforme divulgado no Relatório de Produção e Vendas do 2T21, a companhia operou seu parque de refino, no primeiro semestre de 2021, com um fator de utilização (FUT) de 79%, em linha com a média de 2020 e superior ao registrado em 2019 (77%) e 2018 (76%), mesmo considerando as paradas programadas nas refinarias REDUC, RPBC, REGAP, RLAM, REPAR E REVAP, que foram postergadas de 2020 para 2021 em função da pandemia. No acumulado de outubro de 2021, a Companhia está operando com FUT de 90%.

Vale ressaltar que nos últimos anos a Petrobras realizou investimentos em seu parque para aumentar a capacidade de processar economicamente o petróleo bruto brasileiro mais pesado, melhorar a qualidade do derivado para atender a normas regulamentares mais rígidas, modernizar as refinarias e reduzir o impacto ambiental de suas operações de refino.

A Petrobras esclarece ainda que, nos últimos anos, o mercado brasileiro de diesel foi abastecido tanto por sua produção, quanto por importações realizadas por distribuidoras, terceiros e pela Companhia, que garantiram o atendimento integral da demanda doméstica. Para o mês de novembro, a Petrobras recebeu pedidos muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção. Apenas com muita antecedência, a Petrobras conseguiria se programar para atender essa demanda atípica. Na comparação com novembro de 2019, a demanda dos distribuidores por diesel aumentou 20% e a por gasolina 10%, representando mais de 100% do mercado brasileiro. A Petrobras segue atendendo os contratos com as distribuidoras, de acordo com os termos, prazos vigentes e sua capacidade. Além disso, a Companhia está maximizando sua produção e entregas, operando com elevada utilização de suas refinarias.

Fatos julgados relevantes sobre o tema serão tempestivamente divulgados ao mercado.

Estatal atinge 2,2 mil cilindros de oxigênio doados no país

Companhia completa entrega de micro usinas a secretarias estaduais

A Petrobras finalizou no último dia, 18 de outubro, a entrega de 200 cilindros de oxigênio à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Com isso, a Petrobras completa a marca de 2,2 mil cilindros de oxigênio doados a 12 secretarias estaduais de saúde do país, encerrando uma de suas iniciativas para contribuir com a sociedade no combate à pandemia de Covid-19.

Desde março, as secretarias estaduais de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe, além de São Paulo, receberam os equipamentos para utilização nos hospitais públicos. A atuação da Petrobras se deu pela compra dos cilindros, fornecimento de oxigênio e na entrega aos estados, que possuem unidades de operações da companhia.

“A Petrobras tem atuado integrando esforços com a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada, ajudando a sociedade nesse difícil momento de pandemia. Continuamos empenhados em cumprir com nosso papel social, sensíveis às demandas das comunidades onde atuamos”, afirma a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

Além da doação de cilindros, a Petrobras contribuiu com usinas de produção de oxigênio. Em fevereiro deste ano, a companhia integrou a iniciativa “Juntos pelo Amazonas”, em conjunto com outras empresas, para a doação de uma usina em Manaus.

Para os demais estados, foram investidos cerca de R$ 10 milhões na compra de 11 micro usinas de oxigênio, todas já entregues. Cada equipamento tem capacidade de produzir 25 m³ por hora, volume que consegue atender 100 leitos, sendo 21 de UTI, e que representa até 80% do consumo de um hospital, dependendo do tamanho da unidade. A escolha do hospital que recebeu a instalação da micro usina foi de cada secretaria estadual de Saúde.

Desde o ano passado, o valor destinado pela Petrobras para uma série de ações voluntárias de apoio à sociedade no enfrentamento da pandemia da Covid-19 alcançou R$ 100 milhões. Neste ano, além da entrega de cilindros e micro usinas de oxigênio, ocorreu a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social. Parte do valor aprovado para a realização dessas ações é procedente de recursos recuperados pela companhia em acordo de leniência.

Rede Solidária de Mulheres entra em nova fase com ações que atenderão mulheres em Sergipe

Patrocinado pela Petrobras, projeto da Associação das Catadoras de Mangaba de Indiaroba (Ascamai) atenderá 400 mulheres ao longo de dois anos

Voltado para ações que vão desde a qualificação profissional até estratégias de expansão da comercialização de produtos para contribuir com a autonomia e independência financeira feminina, o Rede Solidária de Mulheres de Sergipe entra em nova fase. Realizado pela Associação das Catadoras de Mangaba de Indiaroba (Ascamai), o projeto tem patrocínio da Petrobras (por meio do Programa Petrobras Socioambiental) com investimento de mais de R$ 2,4 milhões em dois anos de convênio. Ampliando a abrangência, nessa nova fase, cerca de 400 mulheres de sete municípios participam do projeto, que também terá a construção de unidades de beneficiamento de frutos e aprendizagem no uso de tecnologias de informação e e-commerce por meio de workshops, seminários e webnários. O primeiro webnário acontece no lançamento do projeto, dia 21/10, às 18h, e discutirá os problemas emocionais sofridos pelas mulheres na pandemia, além de boas iniciativas surgidas nos últimos meses.

“É com muito orgulho e esperança em dias melhores que retomamos a nossa organização e construção coletiva com mulheres inspiradoras que, através da cata de mangaba e com o trabalho artesanal, constroem um presente de muita luta para sustentar suas famílias e um futuro emancipador, resguardando suas culturas e modos de vida tradicionais”, afirmou Alicia Moraes, presidente da Ascamai.

As mulheres beneficiadas são dos povoados Pontal, em Indiaroba; Ribuleirinha e Manoel Dias, em Estância; Capuã, na Barra dos Coqueiros; Baixa Grande, em Pirambu; Porteiras, em Japaratuba; Santa Bárbara, Aguada e assentamentos São José e Palmeira, em Carmópolis; além da mais nova área incluída nas atividades do projeto, Divina Pastora, através das mulheres rendeiras da Casa do Artesão e da Associação para o Desenvolvimento da Renda de Divina Pastora (ASDEREN).

A Petrobras patrocina o Rede Solidária de Mulheres de Sergipe desde 2018, mas a instituição já teve dois projetos anteriores, aprovados pela Companhia e realizados entre 2010 e 2015, de iniciativas voltadas para as catadoras de mangaba. Segundo a gerente de Projeto Sociais da Petrobras, Marcela Levigard, a companhia investe em programas que refletem o compromisso da empresa, que é também o de ajudar a transformar a sociedade como um todo. “Para nós é extremamente relevante nesse momento do país investirmos em projetos como esse, com foco na geração de renda, ingresso na economia e autonomia financeira das mulheres. O fato de serem integrantes de uma comunidade tradicional de catadoras de mangabas e trabalharem com as possibilidades comerciais desse fruto e com o resgate do artesanato tradicional da região, valorizam ainda mais essa nossa parceria”, reforça, Marcela.

A parceria é celebrada também pela Ascamai: “Para nós, é motivo de orgulho e de grande expectativa trabalhar com as mulheres guerreiras de Divina Pastora, que fizeram da renda irlandesa o nosso patrimônio cultural imaterial brasileiro. Um trabalho e uma arte singular do nosso estado, reconhecido desde 2008 pelo IPHAN”, disse Mirsa Barreto, coordenadora do projeto.

Para Mirsa também será motivo de muita alegria reencontrar as mulheres catadoras de mangaba e as mulheres de Carmópolis que, desde 2018, vêm atuando no projeto, através do beneficiamento de frutos de quintais e outros produtos artesanais. “Retomar as ações do projeto, depois de enfrentar o maior desafio da história recente de nossa humanidade, é uma felicidade que não cabe em nós. Estamos fazendo tudo com muito cuidado para garantir a segurança de todas”, afirmou.

A coordenadora explica ainda que o projeto será desenvolvido com a participação direta das mulheres das comunidades envolvidas, através de uma metodologia participativa e a partir de um estudo da realidade e das condições de vida dos grupos. “Ao longo dos próximos dois anos esperamos construir uma realidade de mulheres que consigam atuar melhor no processamento de frutas e confecções artesanais, que elas estejam aptas para desempenharem atividades de empreendedorismo social e organizadas de maneira coletiva em redes, com vistas as novas oportunidades de trabalho”, explicou Mirsa.

AÇÕES

O Rede Solidária de Mulheres de Sergipe se propõe a realizar ações que envolvem a qualificação profissional dos processos e produtos desenvolvidos artesanalmente, com a construção de duas Unidades de Beneficiamento dos Frutos; novas linhas de produtos diet, light e sem glúten; expansão da comercialização com a criação do site de vendas online, o E-commerce; além de formações, através de oficinas, webnários, workshop, seminários organizativos, educativos e ações de conscientização e combate à desigualdade racial e de gênero, e à violência contra as mulheres.

Tudo isso será realizado observando as demandas de cada comunidade. “Nossa proposta é fortalecer as mulheres de maneira coletiva, contribuir para a retirada de suas famílias envolvidas da condição de vulnerabilidade e contribuir também para o distanciamento de uma realidade onde essas mulheres encontram dificuldade de acesso às políticas públicas que lhes possibilitem igualdade de gênero e racial no local de trabalho e em suas vidas”, comentou Alicia, presidente da Ascamai.

Importante destacar que todos os processos do Projeto estão alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável referentes à Educação e Igualdade de Gênero e as demandas da Agenda 21 de Carmópolis, das comunidades tradicionais das Catadoras de Mangaba de Sergipe e das Rendeiras de Divina Pastora. Aplicando de forma prática as diretrizes capazes de desenvolver e emancipar mulheres através do seu trabalho.