PetroRio iniciou a produção de outro poço no campo de Tubarão Martelo

A empresa iniciou a produção de outro poço no campo de Tubarão Martelo, como parte de sua estratégia para revitalizar e estender a vida do cluster.

Em agosto do ano passado, a PetroRio revelou seus planos de aproveitar a conexão entre o campo de Polvo e o FPSO OSX-3, para realizar novos investimentos na conexão de um sexto poço – o poço TBMT-10H – que a empresa estima pode custar entre $ 20 milhões e $ 25 milhões.

A PetroRio concluiu o desempate entre os campos de Polvo e Tubarão Martelo em julho deste ano. Isso a tornou a primeira empresa independente a criar um cluster privado de campos maduros na região da Bacia de Campos.

O projeto de tieback entre a plataforma Polvo-A e o Bravo FPSO foi concluído em 11 meses e teve um capex de US $ 45 milhões, o que possibilitaria uma redução de custo operacional de US $ 50 milhões por ano para a empresa.

O campo de Tubarão Martelo está localizado ao sul da Bacia de Campos, próximo ao Campo de Polvo (a 7km de distância), no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro.

A PetroRio informou sobre o início da produção do poço TBMT-10H na terça-feira. A empresa afirmou que a produção inicial é de aproximadamente 3.800 barris de óleo por dia, embora ainda em período de avaliação.

O poço foi perfurado em 2013. A PetroRio anunciou que concluiu recentemente a completação superior, instalação e conexão ao FPSO Bravo, o que representa um investimento de US $ 17,5 milhões. O período de retorno estimado é de menos de 3 meses.

A empresa também afirmou que o volume recuperável estimado do poço de 3,7 milhões de barris será reclassificado de reservas provadas não desenvolvidas para reservas provadas de produção desenvolvidas no próximo relatório de certificação de reservas.

Essa produção incremental também será beneficiada pela redução da taxa de royalties de 5 por cento, aprovada pela ANP em julho de 2021, segundo comunicado da PetroRio.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) concedeu à empresa a redução da taxa de royalties do campo de Tubarão Martelo em um esforço para incentivar o investimento em revitalização.

A empresa garantiu que o início da operação do poço TBMT-10H é mais uma etapa na revitalização e prolongamento da vida útil do cluster. Essas são partes fundamentais da estratégia de negócios da PetroRio.

Intelie e Ocyan assinam acordo para ofertar ao mercado solução de gerenciamento de barreiras e mitigação de riscos

Dando continuidade a uma parceria de sucesso de 3 anos, Intelie e Ocyan assinam acordo de cooperação tecnológica para o desenvolvimento e comercialização da solução BowTie, de monitoramento e gerenciamento dinâmico de barreiras e redução de riscos operacionais. A Intelie, empresa brasileira que tem revolucionado o mercado de análise de dados por meio de inteligência operacional, está se consolidando como líder de inovação em streaming de dados. Já a Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, fortalece seu posicionamento no topo da lista de empresas mais inovadoras que atuam offshore.

A solução BowTie é baseada na conhecida metodologia que esquematiza os caminhos de um risco desde suas causas até suas consequências, desenvolvendo barreiras para prevenir os perigos de acidentes graves e para mitigar seus impactos, sejam essas barreiras humanas, organizacionais (processo) ou físicas (equipamentos). A aplicação desenvolvida consiste no acompanhamento instantâneo das operações para identificar situações pré-estabelecidas como arriscadas, ou seja, que representam algum grau de risco e podem levar a problemas sérios, bem como o cálculo do risco residual e identificação se aquele risco é tolerável para sequência das operações. A equipe de engenheiros recebe um alerta de tudo que é considerado ameaça a partir das melhores práticas de operação da companhia que adotar o produto e pode atuar proativamente para solucionar o evento, cuidando da segurança das pessoas e evitando danos ambientais, tempos não produtivos e reduzindo custos com manutenção e reposição de máquinas. Há também a possibilidade de automatizar algumas respostas e ações.

Quando procurou a Intelie para o projeto que originou a solução, o objetivo da Ocyan era desenvolver e aplicar metodologias para monitorar em tempo real as condições de risco de suas operações. Para isso, foram desenvolvidos painéis de visualização dos perigos e observação das barreiras, com gráficos que ficavam disponíveis no Centro de Suporte à Decisão. O projeto fez tanto sucesso que foi estendido para o monitoramento de riscos residuais. Quando aplicado, foi possível notar o potencial que o produto teria em diferentes indústrias e as duas empresas decidiram unir seus conhecimentos para o lançamento.

Futuros clientes podem configurar no aplicativo quais são considerados eventos-topo para seu negócio, ou seja, situações alarmantes que a empresa quer evitar e que trazem risco para as operações. A plataforma da Intelie ajuda na predição de falhas, mas também auxilia na diminuição de avarias e dos efeitos causados, no caso de o engenheiro não responder ao alerta a tempo de evitar que o fenômeno ocorra. No projeto inicial com a Ocyan, os riscos selecionados para supervisionamento são os mesmos mapeados no Safety Case das sondas de perfuração, variando desde uma situação de pandemia, até a queda de uma aeronave ou vazamento de hidrocarbonetos.

Esta parceria dá início a uma nova Era para a Intelie, pois consideramos que junto com a Ocyan poderemos inovar melhor e ainda mais rápido. O BowTie é importante ferramenta de gestão porque tem potencial para ser adaptado e aproveitado por qualquer indústria, trazendo economia e reduzindo riscos para negócios e pessoas”, diz Lelio Souza, CEO da Intelie.

“A inovação é um dos motores da Ocyan e, por isso, é uma grande satisfação ter um parceiro tecnológico como a Intelie, uma empresa que ganhou destaque internacional tão rápido por revolucionar a análise e monitoramento de dados em tempo real. Ao unirmos nossos conhecimentos, construímos uma solução que terá um impacto muito positivo na segurança das operações no setor de óleo e gás, além de poder ser aplicada em outras indústrias nas quais  a segurança de processo é crítica”, diz Heitor Gioppo, VP Executivo de Perfuração da Ocyan.

IX SOMA: ANP debate segurança operacional e meio ambiente com a indústria de E&P

No evento, foram lançados novos painéis dinâmicos sobre o tema

A ANP realizou no último dia (26/10) o IX Workshop de Segurança Operacional e Meio Ambiente (IX SOMA). Durante o evento, foi apresentada a análise de desempenho de segurança operacional das atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural e foram debatidos os principais desafios para a indústria, conforme o Relatório Anual de Segurança Operacional de 2020.

“Esse seminário é mais um processo de engajamento do regulador com todos os que consideram a segurança um valor, um atributo essencial para as operações sustentáveis”, afirmou o Diretor da ANP Raphael Moura na abertura do evento. “Os regulamentos da ANP fomentam a melhoria contínua dos sistemas de gerenciamento dos operadores, através do estabelecimento de práticas de gestão. Ou seja, o protagonismo pode e deve ser da indústria. A ANP se insere no processo como regulador, fiscalizador e como agente catalisador de aprimoramentos em áreas em que percebemos, a partir de fatos e dados consolidados no nosso Relatório Anual de Segurança Operacional, que há espaço para melhorias”, complementou.

No workshop, também foram tratados temas relacionados a: boas práticas para o início das operações;  novas abordagens adotadas pela SSM para o fomento da segurança operacional, como, por exemplo, o fomento às auditorias internas dos Operadores; descomissionamento de instalações; ações no sentido de estimular a sustentabilidade e redução de emissões de gases de efeito estufa; e outros assuntos necessários para a superação dos desafios apontados no Relatório Anual de Segurança Operacional de 2020.

O IX SOMA foi realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). O evento foi transmitido pela plataforma da Rio Oil and Gas e pelo site da ANP. A gravação está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=6-icRHDq2Zg.

Painéis dinâmicos de segurança operacional 

A ANP lançou, durante o IX SOMA, três novos painéis dinâmicos sobre segurança operacional em instalações que executam atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural no Brasil.

O Painel Dinâmico de Documentação de Segurança Operacional de Instalações de Exploração e Produção reúne as informações relacionadas ao status dessa documentação, separadas por sondas marítimas, plataformas de produção e campos terrestres.

O Painel Dinâmico de Infrações em Instalações de Exploração e Produção apresenta dados relacionados às infrações ocorridas nessas instalações e as multas correspondentes.

Já o Painel Dinâmico de Fiscalizações em Instalações de Exploração e Produção traz as informações relacionadas às não conformidades e às fiscalizações realizadas nessas instalações pela ANP.

Foi publicado, ainda, um painel índice, que concentra os links para os cinco painéis da ANP sobre segurança operacional das instalações que executam atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil – os três lançados hoje e dois já existentes (Painel Dinâmico de Descomissionamento de Instalações de Exploração e Produção e Painel Dinâmico de Dados de COVID de Instalações de Exploração e Produção).

Conheça os novos painéis dinâmicos:

– Painel índice

– Painel Dinâmico de Documentação de Segurança Operacional de Instalações de Exploração e Produção

– Painel Dinâmico de Infrações em Instalações de Exploração e Produção

– Painel Dinâmico de Fiscalizações em Instalações de Exploração e Produção

A ANP espera que, com a publicação desses novos painéis, a sociedade possa ser também auditora de segurança operacional das atividades de E&P desempenhadas no país.

Niterói quer multiplicar poupança dos royalties do petróleo no mercado financeiro com a ajuda da tecnologia

A partir deste ano, Niterói vai aplicar parte do dinheiro que recebe como royalties e participações especiais do petróleo no mercado financeiro, com meta de rentabilidade acima da inflação.

Para ajudar nas decisões de investimento, um software está sendo desenvolvido para mapear as melhores opções de aplicações para o Fundo de Equalização de Receita (FER), a poupança dos royalties feita pela cidade.

O modelo será o primeiro do país, embora o Estado do Espírito Santo e as prefeituras de Maricá (RJ)e Ilhabela (SP) também já tenham criado uma espécie de fundo soberano para administrar os recursos do petróleo.

Estes fundos consistem em uma poupança mensal a partir da arrecadação dos royalties e participações especiais gerados pela extração de petróleo na costa.

Cada estado e cidade, à sua maneira, busca uma forma de fazer o dinheiro render enquanto fica reservado para investimentos e emergências em vez de ser gasto com custeio.

No sistema de modelagem matemática que será usado em Niterói, uma parceria da prefeitura com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Jain Family Institute (JFI) vão viabilizar a criação de um software capaz de compilar dados do mercado financeiro e formular cenários de com diferentes possibilidades de investimento.

A partir dessa simulação, um conselho gestor e um comitê de investimentos vão decidir quais aplicações serão feitas para multiplicar os recursos.

Inspiração no mercado
A secretária de Fazenda de Niterói, Marilia Ortiz, explica que as ferramentas usadas para este sistema são inspiradas nas usadas pelos maiores gestores privados de investimentos no mundo, a exemplo do que outros países produtores de petróleo já fazem com os royalties gerados pela indústria extrativa.

A adaptação, diz ela, é para que o modelo brasileiro atenda às leis e exigências que regem o mercado financeiro local.

Os rendimentos desses investimentos vão para essa espécie de poupança do município com o objetivo de amortecer futuros choques inesperados de receita ou crises, como a pandemia. A poupança de royalties de Niterói soma atualmente R$ 207 milhões.

Segundo o prefeito de Niterói, Axel Grael, a expectativa é chegar a um montante de R$ 380 milhões até fim de 2022 entre a poupança o e retorno dos investimentos.

— A criação da Poupança dos Royalties, por lei, representa uma política pública voltada para as gerações futuras de Niterói. Nossas estimativas apontam para um aumento de 150% na rentabilidade do fundo de Niterói — disse Grael.

Hoje, os valores oriundos dos royalties, participações especiais e recursos repassados pelos governos estadual e federal ficam no FER, criado em 2019.

Apenas uma parcela em renda variável
A maior parte (90%) é usada para investimentos na própria cidade, mas, neste ano, foi aprovada uma lei que permite direcionar 10% dos recursos em aplicações financeiras.

Segundo a secretária Marilia Ortiz, até 25% desse montante pode ser aplicado em renda variável (como ações) e até 75% em renda fixa (como em títulos públicos):

— Hoje, o foco do fundo é garantir a equalização da receita. Tem que fazer uma política de investimento mais conservadora, mas com algum grau de risco para render mais do que poupança e renda fixa. O objetivo é que renda no mínimo 100% do CDI — destaca a secretária.

Para acompanhar e avaliar os riscos dos investimentos, foi criado um comitê de governança.

Outros modelos
A expectativa é que nos próximos anos o Brasil tenha um salto recorde na produção de petróleo, com as cidades e estados costeiros chegando a receber um total de R$ 47,6 bilhões em royalties até 2024.

Maricá foi o primeiro a criar um fundo soberano. Sendo uma das cidades com maior arrecadação dos royalties do petróleo, em 2017, uma lei municipal determinou a reserva mensal de 1% a 15% do total de royalties e participações especiais para investimentos na cidade.

Já no Espírito Santo, parte da arrecadação do estado com a indústria do petróleo será usado para investir em empresas de pequeno porte com potencial de crescimento, como start-ups.

Fonte: O Globo

Fraudes em compra de veículos envolvendo o nome da Shell

A Shell Brasil alerta que foram detectadas tentativas de fraudes envolvendo o nome da companhia, envolvendo promessas de compra de veículos em concessionárias por meio de usuários de plataformas de marketplace C2C e e-commerce.

A Shell Brasil alerta que não oferece qualquer promessa de compra de veículos em concessionárias por meio de usuários de plataformas de marketplace C2C e e-commerce. De forma recorrente, estelionatários estão utilizando criminosamente o nome da Shell em tentativas de fraude envolvendo a compra e venda de automóveis, praticando supostos valores abaixo do mercado. No anúncio, os fraudadores informam que o veículo em questão foi envolvido em um acidente com um caminhão da Shell, e que a companhia entregará um automóvel novo para o comprador. Os criminosos enviam documentações falsas com a identidade visual da Shell, incluindo uma promessa de compra de veículos em concessionárias. A Shell Brasil informa que está tomando as providências necessárias e já acionou a autoridade policial.