Enauta divulga produção de setembro

A Enauta Participações S.A. (“Enauta”, “Companhia”, B3:ENAT3) divulga a produção de setembro de 2021.

A produção total da Companhia no período atingiu 675,6 mil barris de óleo equivalente (boe), ou produção média diária de 22,5 mil boe. Este volume inclui óleo e gás, conforme indicado nas tabelas abaixo.

Em setembro, a produção média diária do Campo de Atlanta foi de 14,7 mil barris de óleo, similar à do mês anterior. O Campo operou por meio de três poços até 5 de setembro e dois poços no restante do mês. O retorno da produção do terceiro poço está previsto para o primeiro trimestre de 2022.

A produção média diária de Manati reduziu 12% em relação ao mês anterior, refletindo a parada da operação do Campo no período de 28 de setembro à 3 de outubro. Atualmente, a produção de Manati encontra-se normalizada.

Petrobras apresentou projetos voltados à redução de emissões na COP-26

Casos abordaram a competitividade em carbono do Pré-Sal e resultados dos projetos socioambientais na área climática

As soluções pioneiras que levaram a Petrobras a produzir óleo e gás com baixa emissão de carbono no Pré-Sal da Bacia de Santos e os resultados dos projetos socioambientais da companhia voltados à mitigação da mudança do clima foram apresentadas na COP-26, que está sendo realizada em Glasgow, na Escócia.

A Petrobras está comprometida com a transição para uma economia global de baixo carbono e busca produzir energia acessível para a sociedade, com uma operação segura, eficiente, de baixo custo e com menos emissões. Recentemente, a companhia anunciou a ambição de atingir a neutralidade das emissões de suas operações em prazo compatível ao Acordo de Paris. A ambição complementa os compromissos de sustentabilidade já publicados no horizonte 2030, o que inclui a meta de redução das emissões absolutas em 25% até 2030 (base 2015).

“A transformação competitiva do setor de transporte é um esforço longo porque exige a substituição da infraestrutura. Precisamos do olhar do longo prazo, mas é importante agir rapidamente. Reduzir emissões cedo tem um efeito acumulado importante e precisamos ter em mente que um mesmo litro pode ser produzido com muito menos emissões do que outro. Valorizar o consumo de petróleo produzido de forma mais eficiente tem efeito imediato e bastante relevante na emissão mundial”, afirma Viviana Coelho, gerente executiva de Mudança Climática da Petrobras.

Nos últimos 11 anos, a Petrobras reduziu em 47% as emissões de gases de efeito estufa na produção de cada barril de petróleo, atingindo no primeiro semestre de 2021 uma intensidade de carbono de 15,8 kgCO2e por barril de óleo equivalente – marca que a posiciona entre as empresas líderes na produção de óleo e gás com menos emissões. Nesse sentido, a companhia implantou soluções pioneiras, adotou medidas de gestão e desenvolve novas tecnologias para garantir uma produção de óleo e gás no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos com baixas emissões, que será tema de um dos cases apresentados.

Entre as principais soluções estão ações para redução da queima de gás em tocha, ganhos de eficiência energética e projetos de captura, uso e armazenamento geológico de CO2 (CCUS), além do próprio perfil dos novos ativos e gestão de portfólio. Como resultado, o petróleo produzido no pré-sal da Bacia de Santos está entre os de menor intensidade de emissões no mundo. Os dois maiores campos na região, Búzios e Tupi, operam, em média, com cerca de 10 kgCO2e por barril de óleo equivalente produzido.

Além de investir na redução de emissões nas operações, a Petrobras apoia voluntariamente projetos voltados à conservação e recuperação de florestas e áreas naturais e que contribuem para o sequestro e fixação de carbono e para evitar emissões de gases de efeito estufa, além de terem diversos outros impactos socioambientais positivos. Há mais de dez anos, essa é uma das temáticas prioritárias do programa de investimento socioambiental da Petrobras. Os resultados alcançados por esses projetos serão tema do segundo case apresentado pela empresa. Em 2020, a carteira do Prorama Petrobras Socioambiental contou com 15 projetos em cinco biomas brasileiros que, juntos, tiveram como resultado acumulado ao longo do período de realização (em média, 6 anos) a contribuição potencial estimada em fixação de carbono e emissões evitadas de 870 mil toneladas de CO2 equivalente. Isso corresponde à quantidade de carbono fixada por cerca de 6 milhões de árvores da Mata Atlântica até seus 20 anos de idade.

Esses projetos também foram responsáveis pelo plantio de mais de 960 mil mudas, contribuindo para a recuperação e/ou conservação de cerca de 95 mil hectares (uma área 600 vezes maior que o Parque do Ibirapuera – SP) e de 220 nascentes, além da gestão fortalecida e manejo sustentável de 35 milhões de hectares de áreas protegidas. Contribuíram ainda para a segurança alimentar e para a geração de renda pelo suporte às cadeias produtivas locais, além de possibilitar a geração de conhecimento, desenvolvimento de novas tecnologias de recuperação e conservação de florestas, conservação da biodiversidade associada, sensibilização e educação ambiental. “Na seleção pública de 2021, escolhemos quatro novas iniciativas que irão se juntar aos outros projetos da carteira desenvolvidos com esse objetivo. Esses projetos socioambientais, além de contribuir para evitar emissões de gases de efeito estufa, irão deixar um legado relevante para as próximas gerações”, afirma Olinta Cardoso, gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras.

“Participar da COP-26 demonstrou o compromisso da Petrobras em fazer parte do diálogo global sobre mudança do clima e os desafios da descarbonização. Em todos os cenários da transição energética a indústria de óleo e gás terá papel importante nas próximas décadas, e acreditamos que a Petrobras está bem posicionada para ser uma empresa líder no esforço coletivo para atingirmos as metas ambiciosas no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima”, complementa o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Roberto Ardenghy.

 

Enauta aposta nos princípios ESG para crescer

Redução das emissões de gases de efeito estufa, incentivo à diversidade e diversificação de ativos são alguns dos objetivos principais da companhia para avançar nessa agenda

Na pauta das empresas que repensam o futuro, três letras passaram a ter um forte peso na definição da estratégia: ESG (Environmental, Social and Governance, ou Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa), que, quando tomam corpo, podem mudar a análise de riscos e decisões de investimentos. Esses três pilares têm ganhado cada vez mais atenção dos consumidores, que se mostram atentos às decisões tomadas por companhias, em especial do setor de óleo e gás.

A Enauta, que atua na área de petróleo e gás, traz o ESG em seu DNA. Já trabalhava com esses conceitos, mesmo quando ainda não se falava sobre esses princípios. Após a pandemia da covid-19, o tema ganhou ainda mais relevância em seus negócios, reforçando sua preocupação em gerar o menor impacto possível no meio ambiente e em colaborar para a criação de uma sociedade mais sustentável.

A Enauta criou uma gerência específica de sustentabilidade, que atua ancorada em uma nova política para o desenvolvimento sustentável, lançada no início deste ano. “A política formaliza, direciona e estabelece critérios para garantir o compromisso com a proteção ambiental e a prosperidade econômica e social do País”, destaca o presidente da companhia, Décio Oddone.

Esse direcionamento nas questões ESG tem dado tão certo que a empresa se destacou no prêmio Melhores da Dinheiro. No setor de Combustível, Óleo e Gás, conquistou o 2º lugar geral, o 1º lugar em Recursos Humanos, o 1º lugar em Responsabilidade Social e o 1º lugar em Governança Corporativa.

Conquistas

Algumas ações já vêm sendo implementadas há alguns anos. A Enauta colheu os frutos. Entre elas está uma redução de 7% das emissões diretas no Campo de Atlanta em 2020.  Naquele mesmo ano, em que a Enauta recebeu a nota B no CDP, entidade que avalia as emissões de carbono por companhias, a intensidade foi de 15,2 kg de CO2 e/BOE (barril de óleo equivalente).

Outro resultado relevante para a companhia, que neste ano ultrapassou a marca de 18 milhões de barris produzidos no Campo de Atlanta, foi a queda de 26% das emissões de CO2 no segundo trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Esse resultado foi proveniente do aprimoramento da eficiência operacional e de uma otimização da logística.

Em suas operações, de acordo com Oddone, a Enauta evita a utilização de diesel, consumindo gás produzido como fonte de energia primária da plataforma. “Outras iniciativas que ajudaram a melhorar a eficiência foi a redução da frota de apoio e a otimização do uso dos helicópteros”, destaca o presidente.

Compromissos

Para reforçar o seu compromisso com o meio ambiente e com a sociedade, a Enauta se uniu a quem direciona as práticas ESG no mundo. Há dez anos publica seu relatório anual de sustentabilidade, que segue padrões internacionais e é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o presidente da companhia, a petroleira está alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com destaque para o ODS 14, que trata sobre vida na água.

No ano passado, a Enauta se tornou a primeira empresa brasileira a assinar o Sustainable Ocean Principles, iniciativa das Nações Unidas em prol da gestão sustentável dos oceanos.

Além disso, está em conformidade com outros ODSs, como os relacionados a direitos humanos, mudanças climáticas, trabalho descente, meio ambiente e anticorrupção.

“Nós estamos comprometidos com as mudanças necessárias para garantir um mundo melhor para as futuras gerações”, aponta Oddone.

Pesquisa e desenvolvimento

A companhia sempre atuou de forma consistente em pesquisa e desenvolvimento, buscando gerar conhecimento, segurança e preservação do meio ambiente. Em parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a empresa estuda a contribuição das florestas de mangue no estado do Rio de Janeiro ao processo de mitigação do aquecimento global por meio do armazenamento de carbono.

O estudo da Enauta foi selecionado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) para representar iniciativas da indústria brasileira na Conferência do Clima da ONU (COP26), que acontece em novembro deste ano na Escócia.

“Para nós, é um grande orgulho ter uma pesquisa sendo apresentada para representantes de vários países. Isso mostra que estamos seguindo no caminho certo”, ressalta o presidente da Enauta.

Governança

Com capital aberto e listada no Novo Mercado da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, a Enauta trabalha fortemente a governança corporativa. As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço em cargos estratégicos da companhia. Hoje, ocupam 40% dos cargos de liderança.

Além disso, conta ainda com a atuação de um comitê de governança, ética e sustentabilidade e um de auditoria que, segundo Oddone, são fundamentais para o controle de processos, tomada de decisão e retroalimentação das diretrizes internas de ESG.

Pessoas

O corpo funcional da Enauta é altamente qualificado. O turnover está em torno de 4,5%. “Esse índice é considerado muito bom para o setor de petróleo e gás”, enfatiza o presidente.

Entre os vários benefícios oferecidos pela companhia está um Programa de Remuneração Variável (PRV) que tem como objetivo trazer transparência nos processos de reconhecimento individual e coletivo.

Além disso, de acordo com Oddone, a petroleira aposta em um time multidisciplinar com alta capacidade de entrega, em permanente desenvolvimento. Hoje, 36% dos funcionários possuem graduação completa, 36% são pós-graduados, 15% contam com mestrado e 5% fizeram doutorado.

A diversidade é outro ponto de destaque. Segundo Oddone, além da equidade de gênero, a companhia reconhece a importância da inclusão geracional para o aumento de performance. “A presença de representantes de diferentes gerações permite que seja alcançado um equilíbrio entre experiência, conhecimento e atitude inovadora, resultando em um alto nível de produtividade” No quadro de funcionários, 58% estão na faixa etária entre 31 a 45 anos; 21% estão entre os 46 e 60 anos; e 16% se encaixam na faixa de mais de 60 anos. O ano de 2020 também demandou esforços para garantir o bem-estar da equipe. A Enauta manteve todos os seus funcionários de home office desde o primeiro trimestre de 2020. Oficializou o regime híbrido de trabalho no segundo semestre de 2021. Manteve suporte médico para colaboradores e seus familiares nos casos de contaminação de Covid-19, além do oferecimento de um programa de apoio psicológico especializado, de ginástica laboral online e da realização de webinars internos para manter a integração.

Oportunidades

Segundo o presidente, a companhia conta com uma posição de caixa da ordem de R$ 2 bilhões, o que dá fôlego para a busca de novas oportunidades. A estratégia passa por reforçar a produção de hidrocarbonetos antes de diversificar o portfólio. “Primeiro vamos ampliar a produção de petróleo para gerar os recursos financeiros necessários para investir em novas fontes de energia”, enfatiza.

Oddone destaca que a petroleira tem compromisso firme com a transparência, a diversidade, a inclusão socioeconômica e em mitigar os efeitos das mudanças climáticas. “Nós estamos cada vez mais empenhados, em nosso planejamento e em nossas ações, em alcançar cada vez mais resultados consistentes nessas áreas, hoje reconhecidas como essenciais para o desenvolvimento humano”.

Às compras

A Enauta vem obtendo números expressivos, destacando-se entre as empresas de petróleo independentes.

A aquisição de novos ativos para expandir sua atuação no mercado também está no radar. “Acredito que há boas oportunidades para as empresas de petróleo independentes no Brasil. Estamos buscando nos posicionar”, disse Oddone. O foco da Enauta, segundo ele está em ativos já em produção.

Petrobras informa sobre comunicação do acionista controlador

A Petrobras esclarece que, em razão de notícias divulgadas na mídia nos últimos dias, consultou o seu acionista controlador sobre a existência de informações que devessem ser divulgados ao mercado, nos termos da Resolução CVM 44/2021.

Em comunicação encaminhada em 03/11/2021, o Ministério das Minas e Energia (MME) respondeu à consulta afirmando não ter conhecimento da existência de qualquer decisão, ato ou fato relevante da União Federal que deva ser comunicado à Petrobras para subsequente divulgação ao mercado.

Já na data de ontem, o Ministério da Economia (ME) encaminhou comunicação formal informando não haver fato relevante a ser comunicado ao mercado pela União neste momento ou recomendação de inclusão da desestatização da Petrobras no Programa de Parcerias de Investimentos e que não há estudos ou avaliações em curso que tratem do tema no âmbito da Secretária Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do ME.