Petrobras reserva terceiro navio de perfuração Seadrill

A  Seadrill garantiu um contrato com a Petrobras para trabalho no campo de Búzios, tornando-se o terceiro contrato de plataforma para a empresa no campo.

O contrato foi concedido ao navio sonda West Jupiter e tem um prazo firme de 1.040 dias com início previsto para dezembro de 2022, informou a Seadrill . O valor total do contrato é de aproximadamente $ 264 milhões, incluindo a receita de mobilização e serviços adicionais.

O CEO da Seadrill, Stuart Jackson , comentou: “A Petrobras é um cliente valioso e de longa data da Seadrill e assinar um terceiro contrato com eles neste trimestre é uma prova de nossa forte parceria e compromisso com o mercado brasileiro. A Seadrill está focada no crescimento de nossa frota em bacias estratégicas onde vemos alto potencial de crescimento, como o Brasil, onde agora somos a maior empreiteira internacional de perfuração. ”

O West Jupiter é um navio-sonda de 6ª geração para águas ultraprofundas construído em 2014 pela Samsung Heavy Industries. De acordo com os últimos dados do AIS, o navio sonda está atualmente em Tenerife. O último relatório de status da frota da Seadrill mostra que a posição anterior do navio sonda era no Sri Lanka.

Há menos de um mês, a Seadrill fechou dois outros contratos com a Petrobras , que verá suas sondas West Carina e West Tellus também trabalharem no campo de Búzios.

O valor total do contrato para essas duas plataformas foi de cerca de US$ 549 milhões, incluindo receita de mobilização e serviços adicionais. Ambos os contratos têm prazo fixo de três anos e as duas sondas devem começar a trabalhar para a Petrobras em setembro de 2022.

Segunda Rodada da Cessão Onerosa será em 17/12

A ANP irá realizar, em 17/12, a Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa, no regime de partilha da produção. Serão ofertadas duas áreas de desenvolvimento na Bacia de Santos: Atapu e Sépia. A sessão pública será realizada no Rio de Janeiro, atendendo aos protocolos de saúde exigidos pela pandemia de Covid-19, e transmitida ao vivo pelo canal da ANP no YouTube.    

Como ocorre em todas as rodadas no regime de partilha, nesta rodada o critério para escolha das empresas vencedoras será o excedente em óleo para a União. O edital da licitação estabelece um percentual mínimo de excedente em óleo, a partir do qual as empresas fazem suas ofertas.  

O excedente em óleo é a parcela da produção de petróleo e/ou gás natural a ser repartida entre a União e a empresa contratada, segundo critérios definidos no contrato e o percentual ofertado na rodada. Trata-se do volume total da produção menos os royalties devidos e o custo em óleo (parcela da produção correspondente aos custos e aos investimentos da empresa na operação do campo). Nesse ponto, os contratos de partilha se diferenciam dos de concessão, nos quais a empresa é dona de todo o petróleo e/ou gás natural que vier a produzir.    

Como o excedente em óleo é o critério para a escolha dos vencedores, nessa rodada (como em todas as de partilha), os bônus de assinatura (valor pago em dinheiro pelas empresas que arrematam áreas na licitação) são fixos e determinados no edital. Assim, antes de assinarem os contratos, as empresas vencedoras devem pagar à União o valor dos bônus correspondentes às áreas por elas arrematadas na rodada. Trata-se de mais uma diferença com relação ao regime concessão, em cujas rodadas o bônus ofertado, a partir de um mínimo disposto em edital, é um dos critérios de seleção das vencedoras.        

Descrição geral das áreas em oferta 

Bacia  – Santos

Setor – SS-AUP1  / SS-AUP1 

Modelo exploratório – Elevado Potencial  / Elevado Potencial 

Bloco – Atapu  / Sépia

Bônus de assinatura (valor fixo)  – R$ 4.002.000.000,00 / R$ 7.138.000.000,00

Percentual mínimo de óleo para a União  – 5,89%  / 15,02% 

Empresas inscritas      

Ao todo, 11 empresas estão habilitadas para fazer ofertas pelas áreas que serão oferecidas na Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa: Petrobras, Shell Brasil Petróleo SA., Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda., Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda, Enauta Energia S.A., Equinor Brasil Energia Ltda, ExxonMobil Exploração Brasil Ltda, Petrogal Brasil S.A., Petronas Petróleo Brasil Ltda., TotalEnergies EP Brasil Ltda e QP Brasil Ltda (Qatar Petróleo).        

Atendendo à Resolução CNPE nº 09/2021, o edital da Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa determina a participação obrigatória da Petrobras, como operador, ocorrendo com 30% para ambas as áreas em oferta.         

O que é Cessão Onerosa   

A Cessão Onerosa é um regime de contratação direta de áreas específicas da União para a Petrobras, para exploração e produção de petróleo e gás natural. A Lei nº 12.276/2010 concedeu à empresa o direito de extrair até cinco bilhões de barris de petróleo equivalente nessas áreas não contratadas, localizadas no pré-sal, conforme contrato firmado entre a União e a Petrobras. 
                                                                                             
Considerando a descoberta posterior de volumes superiores ao limite do contrato (de cinco bilhões de barris) em quatro campos petrolíferos (Búzios, Atapu, Itapu e Sépia), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a ANP a licitar esse excedente, no regime de partilha da produção.  

A Primeira Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa ocorreu em 2019, quando foram ofertados os direitos de exploração e produção sobre os volumes excedentes de petróleo das quatro áreas, sendo arrematados Búzios e Itapu.         

Diferença entre as rodadas de excedentes da Cessão Onerosa e as demais realizadas no regime de partilha    

A diferença dessa rodada para os demais leilões de partilha já realizados pela ANP ou ainda previstos é que serão ofertadas áreas de desenvolvimento, sem risco exploratório.   

Nas rodadas tradicionais, são ofertados blocos, ou seja, áreas ainda não exploradas, em que as empresas vencedoras precisarão fazer estudos para identificar se há ou não petróleo e/ou gás em quantidades comerciais (a chamada fase de exploração). Por isso, diz-se que há “risco exploratório”.      

No caso dos Excedentes da Cessão Onerosa, a existência de hidrocarbonetos já está confirmada e as empresas disputarão volumes excedentes, ou seja, além dos cinco bilhões de barris aos quais a Petrobras tem direito.  

Saiba mais sobre a Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa.

 

Repsol Sinopec Brasil é vencedora de duas categorias do prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2020

O Prêmio ANP incentiva a inovação, as pesquisas e ao desenvolvimento das capacidades técnicas locais, contribuindo para tornar nossas operações cada vez mais eficientes, seguras e sustentáveis e fortalecendo o setor tecnológico no Brasil, para que sejamos referência mundial de tecnologia no setor. Além de ser um reconhecimento aos profissionais que se dedicaram aos projetos.

A Repsol Sinopec Brasil levou o prêmio na categoria II, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”, com o projeto WellRobot, que está desenvolvimento uma plataforma modular robótica autônoma para operações Rigless com o objetivo de realização de tarefas de intervenção em poços, dentro da coluna de produção. A plataforma pode ser utilizada junto da ferramenta TTiLT, também em desenvolvimento, que é capaz de avaliar a qualidade do cimento em poços revestidos.

A Repsol Sinopec Brasil também levou o prêmio na categoria IV, na área temática específica “Redução de Impactos Ambientais e Energias Renováveis”, com o projeto ARIEL, que está desenvolvendo um sistema autônomo para detecção rápida de óleo no mar em ambiente offshore e coleta de dados para alimentar os modelos de dispersão de óleo, tornar a atividade de monitoramento ambiental offshore mais eficiente e contribuindo para o aumento da segurança de nossas operações.

Representando o nosso time e os profissionais gestores dos projetos finalistas Alexandre Diezel, João Guandalini, Leonildes Soares e Marcelo Andreotti, subiram ao palco para receber os troféus. Nosso CEO, Mariano Ferrari e nosso Gerente de P&D, José Salinero, também estiveram presentes. Na foto de destaque da notícia, junto de parte da equipe de P&D da RSB, estão Alfredo Renault, Superintendente de P&D da ANP e Rodolfo Sabóia, Diretor Geral da ANP.

A cerimônia do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2020 foi realizada 2021 em virtude da pandemia da Covid-19.

Na vanguarda da inovação, investimos mais de R$ 185 milhões em projetos de P&D nos últimos cinco anos.

Projetos vencedores

WellRobot + TTiLT – Projeto Vencedor da Categoria II
Repsol Sinopec + PUC-Rio + Ouronova
A plataforma modular robótica autônoma para operações Rigless (WellRobot) está sendo desenvolvida com o objetivo de realização de tarefas de intervenção em poços, dentro da coluna de produção. Somado ao equipamento, está sendo desenvolvida a ferramenta TTiLT, capaz de avaliar a qualidade do cimento em poços revestidos. A abundância de informações obtidas com essas ferramentas poderá permitir que a indústria migre de uma abordagem reativa para uma preditiva no gerenciamento de integridade de poços.

ARIEL – Projeto Vencedor da Categoria IV
Repsol Sinopec + UFRJ / GSCAR + Tidewise + Farol Serviços
O projeto está desenvolvendo um sistema autônomo para detecção de óleo no mar em ambiente offshore e coleta de dados para alimentar os modelos de dispersão de óleo. Nele, uma embarcação autônoma (USV) e um drone (VANT) constituem um sistema integrado autônomo e colaborativo que permite monitoramento contínuo e rápida detecção de vazamentos de óleo no mar, fornecendo previsões da dinâmica de espalhamento do óleo para guiar os esforços de contenção e recolhimento. Através do sistema do ARIEL será possível diminuir custos, tornar a atividade de monitoramento ambiental offshore mais eficiente e aumentar a segurança de nossas operações.

Outros projetos finalistas

i-Concept JIP
Repsol Sinopec + Shell + Deep Seed Solutions
O projeto i-Concept JIP apresenta uma solução a integração de algoritmos complexos que refletem artificialmente a inteligência apreendida através do mapeamento dos processos de engenharia adotados em campos offshore. Assim, a solução permite a geração de alternativas conceituais de desenvolvimento de um campo offshore de forma automática e multidisciplinarmente integrada, contribuindo para um aumento expressivo da eficiência nos processos de geração de alternativas conceituais de sistemas offshore de produção de óleo & gás.

Gimbal Joint Riser – GJR
Repsol Sinopec + Equinor + Subsea7
O objetivo deste projeto é o desenvolvimento de um novo conceito de riser dinâmico, baseado no conceito de junta articulada, para utilização em sistemas de produção de óleo e gás em águas profundas, sob altos níveis de pressão e com a presença de fluidos corrosivos.

Predict Main 4.0
Repsol Sinopec + SENAI IST A&S + SENAI CIMATEC + Aveva / Schneider Electric
O objetivo deste projeto é desenvolver uma ferramenta tecnológica que aumentará a segurança operacional, a performance do ativo e a assertividade para a tomada de decisão através de uma plataforma unificada de ativos digitais que utiliza algoritmos de Inteligência Artificial (IA) para predizer quando e porque um determinado equipamento irá falhar, permitindo à operação atuar de acordo com o cenário de forma preventiva e não corretiva, possibilitando intervenções de manutenção de forma assertiva e planejada. A unificação destes algoritmos e das bases de dados de diferentes contextos resultarão na criação do primeiro Gêmeo Digital de um FPSO no Brasil.

SquidBot
Repsol Sinopec + Kraken Robotics
O SquidBot é um robô autônomo, sem cabo umbilical, capaz de fazer inspeção não destrutiva no solo de tanques de armazenamento de superfície (reservatórios) em serviço, isto é, sem a necessidade de seu esvaziamento, levando a significativas reduções nos custos e nos tempos operacionais necessários para as inspeções rotineiras e também, aumentando a segurança do trabalho ao evitar a necessidade de operação humana em ambientes confinados e em áreas de risco – prática atual de inspeção – substituindo-a pelo uso da inspeção robótica. O robô poderá navegar autonomamente em diversos tipos de fluidos, sejam gasolina, querosene, diesel, óleo, etanol, biodiesel ou água.

GeSun
Repsol Sinopec + SENAI + BioBureau
Na busca de soluções para a proteção da biodiversidade, o projeto realizou o sequenciamento genético do Coral Sol, espécie invasora que vem afetando a biodiversidade de algumas regiões do país. O sequenciamento do genoma do Coral Sol aumentará o conhecimento dessa espécie, contribuindo para que obtenhamos soluções biotecnológicas para diminuir sua disseminação e atenuar seus impactos.

 

Alteração na vinculação de áreas técnicas a diretorias da ANP

Começou a valer a nova vinculação das áreas técnicas da ANP às diretorias. A alteração, publicada pela Agência em portaria no Diário Oficial da União em 17/11, valerá até 10/3/2023.

A partir de amanhã, estarão vigentes as seguintes vinculações:

  • Diretoria I: Superintendência de Dados Técnicos (SDT), Superintendência de Distribuição e Logística (SDL), Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento (SPD) e Superintendência de Segurança Operacional e Meio Ambiente (SSM);
  • Diretoria II: Núcleo de Medição e Fiscalização da Produção (NFP), Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos (SBQ), Superintendência de Fiscalização do Abastecimento (SFI) e Superintendência de Desenvolvimento e Produção (SDP);
  • Diretoria III: Superintendência de Avaliação Geológica (SAG), Superintendência de Defesa da Concorrência (SDC), Superintendência de Exploração (SEP) e Superintendência de Infraestrutura e Movimentações (SIM);
  • Diretoria IV: Superintendência de Conteúdo Local (SCL), Superintendência de Participações Governamentais (SPG), Superintendência de Produção de Combustíveis (SPC) e Superintendência de Promoção de Licitações (SPL).
A alternância de vinculação de áreas técnicas entre as diretorias está prevista no Regimento Interno da ANP, devendo ocorrer a cada 15 meses.

Fiscalização: ANP divulga resultado de ações em nove estados (06 a 09/12)

De 06 a 09/12, a ANP realizou ações de fiscalização no mercado de combustíveis em diversos estados do país.

Nas ações, os fiscais verificaram se as normas da Agência – como o atendimento aos padrões de qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas, apresentação de equipamentos e documentação adequados, entre outras – estão sendo cumpridas.

Além da fiscalização de rotina, a Agência também atua em parceria com diversos órgãos públicos. Nesta semana, por exemplo, houve parcerias com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Civil do Estado de Espírito Santo e o Procon Municipal de Barretos.

Veja abaixo os resultados das principais ações em nove unidades da Federação, nos segmentos de postos de combustíveis, revendas de GLP (gás de cozinha), distribuidores de combustíveis e de asfalto, pontos de abastecimento e transportadores-revendedores-retalhistas (TRR):

Roraima 

Participando da fase III da Operação Yanomami, uma ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, os fiscais da ANP estiveram em 20 postos de combustíveis e dois heliportos clandestinos em Boa Vista.

Um posto de combustível na capital de Roraima teve um bico abastecedor de gasolina aditivada interditado, e outro foi autuado por estar com o termodensímetro quebrado. Um ponto de abastecimento de aviões foi interditado por falta de autorização e rompimento de lacres de uma interdição anterior. Em outro ponto de abastecimento de aviões, os fiscais decidiram manter a interdição que tinha sido imposta em uma inspeção prévia.    

Minas Gerais 

Em Minas Gerais, a ANP fiscalizou 22 agentes regulados, nos segmentos de postos de combustíveis, revendas de GLP, distribuidoras de combustíveis e transportador-revendedor-retalhista (TRR). Os fiscais estiveram nas cidades de Betim, Belo Horizonte, Moema e Divinópolis.

Não foi lavrado nenhum auto de infração ao longo da semana. Em Betim, foi feita uma interdição de uma revenda varejista de GLP que funcionava sem autorização da Agência. No mesmo município, houve coleta de amostras em diversas distribuidoras de combustíveis. Além disso, foram analisados cumprimentos de notificação de dez agentes econômicos.

Paraná  

Os fiscais estiveram em cinco postos de combustíveis e uma distribuidora de asfalto nos municípios de Astorga, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Santa Fé. Um posto de combustíveis de Maringá foi autuado por não possuir termodensímetros (equipamento acoplado à bomba de etanol hidratado para verificar aspectos de qualidade) instalados em duas bombas abastecedoras de etanol hidratado.

São Paulo 

Ao todo, 55 agentes econômicos foram fiscalizados em 15 cidades do estado: Américo Brasiliense, Barretos, Barueri, Colina, Holambra, Ibaté, Ituverava, Jandira, Jaguariúna, Miguelópolis, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, São Joaquim da Barra e São Paulo. Os fiscais estiveram em 46 postos de combustíveis, sete revendas de GLP, um transportador-revendedor-retalhista (TRR) e um ponto de abastecimento.

Em Barretos, os agentes da ANP, em parceria com o Procon Municipal, autuaram e interditaram uma revenda de GLP que não atendia às condições mínimas de segurança, além de ter desobedecido uma ordem anterior de interdição e não possuir o certificado de vistoria do Corpo dos Bombeiros. Uma outra revenda foi interditada, no município de Barueri, por não atender às condições mínimas de segurança.

Em Colina, um posto de combustíveis foi autuado por não possuir painel com o preço dos produtos. Já em Holambra houve outro posto de combustíveis que foi autuado e teve um bico abastecedor de gasolina comum interditado por fornecer combustível em quantidade inferior à indicada na bomba medidora. Na cidade de Ituverava, um posto de combustíveis foi autuado e teve um bico abastecedor de gasolina comum interditado por fornecer combustível em quantidade inferior àquela indicada na bomba medidora e por não atualizar dados cadastrais quanto à marca comercial que exibe.

No município de Pedreira, um posto de combustíveis foi autuado por fornecer combustível em quantidade inferior do que a indicada na bomba medidora em um bico de óleo diesel, que foi reparado durante a fiscalização. Em Santa Bárbara d’Oeste, os agentes da ANP autuaram e interditaram um posto de combustíveis porque o estabelecimento comercializava gasolina comum de dois tanques com teor de etanol anidro fora dos padrões estabelecidos, além de comercializar etanol hidratado com teor alcoólico abaixo do permitido.

Na capital do estado, dois postos de combustíveis foram autuados por não atualizarem, em seus dados cadastrais, a marca comercial que exibem.

Goiás

Na cidade de Catalão, foram fiscalizados oito postos de combustíveis, em parceria com o Procon municipal, e nenhuma irregularidade foi detectada pelos fiscais.

Tocantins

Na capital do estado, os fiscais percorreram cinco postos de combustíveis em parceria com o Procon estadual. Em dois deles, foi feita a coleta de amostras de diesel S10 e S500 para análises mais detalhadas em laboratório credenciado pela Agência. Ainda em Palmas, os fiscais comandaram um treinamento para 35 servidores do Procon de Tocantins, que mantém um acordo de cooperação técnica com a ANP.

Rio Grande do Sul 

Ao todo, 13 agentes econômicos foram fiscalizados no estado, espalhados por cinco cidades: Arvorezinha, Marau, São Domingos do Sul, Vanini e Vila Maria. Os fiscais estiveram em postos de combustíveis e revendas GLP.

Uma revenda de GLP foi autuada e interditada em Vila Maria por operar sem a autorização da Agência. Em São Domingos do Sul, um posto de combustíveis teve um bico de gasolina comum interditado porque estava fornecendo quantidade de combustível abaixo do indicado na bomba.

Santa Catarina 

Em Santa Catarina, os fiscais da ANP inspecionaram dois postos de combustíveis e uma revenda de GLP no município de Celso Ramos. Não foram constatadas irregularidades.

Espírito Santo 

Em parceria com a Polícia Civil, os fiscais da ANP estiveram em quatro postos de combustíveis no município de Guarapari. Os testes de campo não indicaram problemas na qualidade dos combustíveis.

Também foram realizadas coletas de amostras de combustíveis para análises mais aprofundadas em laboratório credenciado pela Agência.

Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil        

As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como denúncias de consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades.

Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. A base de dados é atualizada mensalmente, com prazo de dois meses entre o mês da fiscalização e o mês da publicação, devido ao atendimento de exigências legais e aspectos operacionais.

Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei.

Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do Fale Conosco ou do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

ANP apresentou oportunidades de investimentos no Brasil durante evento internacional em Houston

A ANP participou, de 5 a 9/12, do 23rd World Petroleum Congress (WPC), evento internacional do setor de petróleo, realizado em Houston (EUA). A delegação da Agência foi liderada pelo Diretor-Geral, Rodolfo Saboia, que fez palestras e participou de reuniões.

No dia 7/12, Saboia foi palestrante no painel “Encouraging an Open Regulator – Industry Dialogue” e também em evento paralelo ao Congresso, organizado pela Brazil-Texas Chamber of Commerce (Bratecc). Ele apresentou um panorama do setor de petróleo e gás no Brasil, com foco no onshore – incluindo a Oferta Permanente – e no segmento de gás natural. Veja a apresentação realizada pelo Diretor-Geral.

Foram ainda realizadas reuniões, ao longo da semana, com empresas petrolíferas internacionais, para apresentar oportunidades de investimentos no setor de petróleo e gás brasileiro. Os encontros foram com a Chevron, Repsol, Qatar Petroleum, TotalEnergies, ExxonMobil e Suncor, além da International Association of Oil and Gas Producers (IOGP).

O WPC reuniu mais de 150 líderes da indústria de petróleo mundial, representantes de governos e especialistas. O objetivo do evento foi debater aspectos do setor como avanços tecnológicos no upstream, midstream, e downstream, operações relacionadas a gás natural e energias renováveis, entre outros temas.