Petrobras obtém autorização para testes operacionais no Polo GasLub de Itaboraí

A Petrobras recebeu, no dia 10/12, a autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para os testes operacionais de entrada do gás natural no Polo GasLub de Itaboraí. Após essa fase, terão início os testes dos sistemas que utilizarão o gás natural para a geração de vapor e energia.

Já estão funcionando a estação de tratamento de água, as subestações responsáveis pela distribuição da energia elétrica para o empreendimento, o Centro Integrado de Controle (CIC), os sistemas de utilidades auxiliares e o flare, local em que ocorre a queima de hidrocarbonetos para alívio.

O Projeto Integrado Rota 3 vai escoar e processar 21 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural provenientes do polo pré-sal da Bacia de Santos e envolve a construção da UPGN (Unidade de Processamento de Gás Natural), os gasodutos e os sistemas de utilidades. Sua operação comercial tem início previsto para 2022.

Produção de petróleo em regime de Partilha foi de 356 mil bpd em outubro, divulga PPSA

Paradas programadas para manutenção de duas plataformas de Búzios foram responsáveis pela redução de 17% nesse mês

Paradas programadas para manutenção em duas FPSOs (P-75 e P-76), no Campo de Búzios, fizeram com que a média diária de produção de petróleo em regime de Partilha caísse em outubro. A produção foi de 356 mil barris por dia (bpd), 17% inferior à registrada em setembro, quando foi atingida a marca de 431 mil bpd – a maior desde 2017, início da série histórica. Os dados são do Boletim Mensal de Partilha de Produção, divulgado na última segunda-feira (13), pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Ainda segundo o boletim, atualmente quatro contratos estão produzindo petróleo e, Búzios, apesar da parada das plataformas, que já tiveram suas manutenções concluídas, segue sendo responsável pela maior parcela de contribuição, com 344 mil bpd; seguido por Entorno de Sapinhoá, com 7 mil bpd; e Tartaruga Verde Sudoeste, com 5 mil bpd. A Área de Desenvolvimento de Mero não teve produção em outubro devido ao encerramento do Sistema de Produção Antecipada (SPA) 1 e mudança de locação do FPSO Pioneiro de Libra, para início do SPA-2 em nova área.

Do total produzido, a média diária do total do excedente em óleo da União nos contratos de Partilha de Produção foi de 10 mil bpd. Destes, 4,9 mil bpd são referentes ao Campo de Búzios e 5,1 mil bpd referentes ao contrato do Entorno de Sapinhoá. Em Tartaruga Verde Sudoeste, o excedente em óleo da União foi destinado à quitação do Acerto de Contas com o operador, dada a redeterminação do Acordo de Individualização de Produção (AIP).

Desde 2017, início da série história da exploração do Polígono do Pré-Sal, a produção acumulada total é de 82,2 milhões de barris de petróleo. Destes, 10,9 milhões de barris são referentes à parcela acumulada do excedente em óleo da União.

Gás natural

Já no que diz respeito ao gás natural, foi constatada produção total com média diária de 436 mil m³/dia nos três contratos com aproveitamento comercial do gás natural, sendo 215 mil m³/dia em Búzios, 185 mil m³/dia em Entorno de Sapinhoá e 36 mil m³/dia em Tartaruga Verde Sudoeste. O volume de gás disponível apresentou redução de 50%, em virtude principalmente da parada programada para manutenção na plataforma P-76 no campo de Búzios.

Dos 436 mil m³/dia, 133 mil m³/dia corresponderam à média diária do total do excedente em gás natural da União (3 mil m³/dia de Búzios e 130 mil m³/dia de Entorno de Sapinhoá). Em relação ao mês anterior, os dados apontam para um aumento de 32%. Em Tartaruga Verde Sudoeste, o excedente em gás da União também foi destinado à quitação do Acerto de Contas com o operador. Não há previsão de comercialização do gás natural de Mero.

Desde 2017, a produção acumulada de gás natural com aproveitamento comercial soma 304 milhões de m³. Deste total, o excedente em gás natural da União é de 94,8 milhões de m³.

Petrobras perfura com sucesso poço mais profundo da história do Brasil

Poço exploratório Monai, no pré-sal da Bacia do Espírito Santo, alcança 7.700 metros de profundidade e bate diversos recordes operacionais

A Petrobras concluiu a perfuração do poço exploratório de petróleo pioneiro do bloco ES-M-669, no pré-sal da Bacia do Espírito Santo. Perfurado a 145 km da costa, em locação conhecida como Monai, figura mitológica da cultura Guarani, o projeto bateu diversos recordes, entre os quais o de poço mais profundo já perfurado no Brasil, com cerca de 7.700 metros; e maior camada de sal já perfurada no país, com aproximadamente 4.850 m.

“O uso intensivo de tecnologia e a atuação eficiente das equipes envolvidas também permitiram que diminuíssemos em aproximadamente 50% o tempo de perfuração do poço, em comparação com a média histórica para projetos dessa natureza e complexidade, o que representa também uma redução de custos significativa. A exploração dessa nova fronteira no pré-sal da Bacia do Espírito Santo reafirma o foco da Petrobras em atuar em águas ultraprofundas por meio de parcerias com outras empresas”, destacou o diretor de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen.

Diferentemente de um poço produtor de petróleo, um poço exploratório tem como objetivo obter informações sobre as características das rochas perfuradas, sua geologia, pressões existentes e presença de reservatórios com petróleo ou gás. A perfuração do poço pioneiro Monai obteve todas as informações geológicas esperadas para a avaliação adequada da área. Os dados obtidos estão sendo analisados para a definição do futuro do bloco ES-M-669. Cabe salientar que as informações geológicas obtidas em áreas de fronteira exploratória, como é o caso do Monai, subsidiam também o aprimoramento dos estudos e modelagens para outras áreas e bacias, incorporando um importante conhecimento estratégico para a companhia.

Mesmo com desafios técnicos inéditos, poço superou vários recordes

Localizado em uma nova fronteira exploratória, a perfuração do poço Monai caracterizou-se por um cenário com expressivos desafios técnicos e alto nível de complexidade operacional. O poço foi perfurado em um local com lâmina d’água (distância entre a superfície da água e o fundo do mar) de 2.366 metros. A profundidade recorde total do poço de 7.700 metros, para efeito de comparação, equivale a 1,3 vezes a altura do Monte Kilimanjaro, montanha mais alta da África. O recorde anterior de profundidade era do poço conhecido como Parati, um dos precursores da descoberta do pré-sal, perfurado em 2005, na Bacia de Santos, com 7.630 metros.

Outro importante recorde obtido pelo poço Monai foi o de maior espessura de camada de sal já perfurada, com 4.850 metros, o equivalente à altura de quase seis Burj Khalifa, arranha céu mais alto do mundo. A espessura usual da camada de sal em poços de petróleo no pré-sal da bacia de Santos, maior polo petrolífero pré-sal do planeta, gira em torno 2.000 a 2.200 metros.

O poço Monai também superou outros recordes de perfuração no Brasil. Trata-se do poço com maior extensão de fase única (segmento) em poço vertical/direcional no país, com cerca de 3.400 metros. Além disso, o poço também bateu o recorde de maior coluna de tie-back, um tipo de tubulação de aço que conecta um trecho de tubulação no fundo do poço à “cabeça” do poço, instalada no fundo do mar. A coluna de tie-back no poço Monai tem comprimento total de 4.300 metros. Por fim, o poço Monai teve o maior peso de revestimento já descido em águas brasileiras, de 794 toneladas, o equivalente a cinco baleias azuis, animal mais pesado do planeta. O revestimento é uma coluna de aço que reveste as paredes do poço para manter a sua estabilidade e integridade, evitando o desmoronamento das rochas para dentro do poço e atuando também como uma importante barreira de proteção contra vazamentos de fluidos para o meio externo.

As grandes profundidades alcançadas impuseram uma série de desafios para a Petrobras. Em geral, quanto mais profunda a perfuração, mais compactas e densas são as rochas existentes. Para efeito de comparação, a velocidade de perfuração próxima ao leito marinho atinge cerca de 100 metros por hora. Em horizontes muito profundos, como nas fases finais do Monai, a velocidade de perfuração cai para menos de 5 metros por hora. A pressão em grandes profundidades, como as alcançadas pelo poço Monai, também traz um grande desafio para a perfuração segura do poço. Nesses horizontes geológicos tão profundos, a pressão atinge valores em torno de 17.000 psi, o equivalente a aproximadamente 1200 vezes a pressão existente na atmosfera terrestre a nível do mar ou 500 vezes a pressão de ar em um pneu de carro de passeio.

A perfuração nesses níveis de severidade vem exigindo uma evolução tecnológica constante da Petrobras. No projeto foram utilizadas tecnologias de ponta, como sondas de perfuração com alta especificação técnica, brocas de perfuração de última geração, sistemas de perfuração avançados como o Managed Pressure Drilling (MPD), que consiste no gerenciamento de pressões no poço em tempo real, por meio da utilização de sensores, aumentando a eficiência e principalmente a segurança da operação. O projeto também contou com sistemas de vigilância operacional 24×7 a bordo e remoto, contribuindo decisivamente para a eficiência e a segurança operacional. Além disso, tanto no planejamento quanto na execução dos poços, a Petrobras tem feito intenso uso de lições aprendidas, novas tecnologias, automação e soluções digitais para garantir que as operações sejam realizadas com excelência e gerando expressivo valor aos seus projetos.

Investimentos

O Bloco ES-M-669 foi adquirido em 2013, na 11ª Rodada de Concessões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras é operadora no bloco com 40% de participação, enquanto Equinor e Total, que completam a formação do consórcio, têm 35% e 25% respectivamente. Desde a aquisição do bloco, já foram aplicados recursos significativos em sísmicas, na perfuração do poço exploratório pioneiro e em outras atividades. Esses investimentos, que estão ocorrendo ainda em fase de incerteza sobre a viabilidade de produção, mostram o risco econômico usual a que toda a indústria de petróleo está submetida. A esse capital já empregado na exploração,  serão somados outros consideráveis gastos na produção e refino do petróleo,  e no transporte e comercialização de derivados, para que combustíveis, como gasolina e diesel, cheguem até o consumidor final.

Um marco na indústria de exploração de petróleo no Brasil, o projeto de perfuração do poço Monai reflete o foco da Petrobras em segurança, eficiência, tecnologia e geração de valor. Seguindo esses princípios, a companhia estará cada vez mais forte e apta a contribuir para a prosperidade da sociedade.

Estatal informa sobre Acordo de Individualização da Produção de Mero

A Petrobras informa que foi aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na reunião de Diretoria Colegiada nº 1074 realizada em 09/12/2021, o Acordo de Individualização da Produção (AIP) da Jazida Compartilhada de Mero, localizada na Bacia de Santos.

A Jazida Compartilhada de Mero compreende:

– área do Campo de Mero (Contrato de Partilha de Produção LIBRA-P1) 96,500% e;
– área Adjacente (União, representada pela PPSA) 3,500%.

O acordo estabelece as participações de cada uma das partes e as regras da execução conjunta das operações de desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural na jazida compartilhada. As participações de cada parte na jazida compartilhada de Mero passam a ser:

O AIP é celebrado nas situações em que as jazidas se estendem para além das áreas concedidas ou contratadas, conforme regulamentação da ANP. Com a aprovação da ANP, o AIP estará efetivo a partir de 1º de janeiro de 2022.

Em decorrência do processo de individualização da produção da jazida, as partes estão negociando a equalização entre os gastos incorridos e as receitas relativas aos volumes produzidos até a data da efetividade do AIP.

Capacitação de mão de obra especializada para o setor de petróleo e gás será o tema do último webinar ABPIP Inova do ano

A última edição de 2021 do ABPIP Inova vai abordar programas de capacitação de mão de obra especializada voltada ao setor de petróleo e gás. O webinar, uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), será transmitido gratuitamente na próxima quinta-feira, dia 16 de dezembro, das 16h às 17h30. Para participar, basta preencher o formulário disponível no link:  https://forms.gle/3mQKKegzhX7KRgvY8. As inscrições já estão abertas.

Na ocasião, representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vão apresentar o Programa de Formação de Recursos Humanos para o Setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (PRH-ANP), desenvolvido pela instituição, com foco na formação de mão de obra especializada para inserção no mercado de trabalho e o desenvolvimento de novas pesquisas para o setor de petróleo e gás natural no país. “No evento, vamos também apresentar as novidades do projeto ABPIP Inova para 2022”, contou Anabal Santos Jr., Secretário Executivo da Associação.

Esta será a 6ª edição do ABPIP Inova, que tem o objetivo de desenvolver ações conjuntas de integração academia-indústria para disseminação de conhecimento nas áreas de inovação e tecnologia. Os seminários virtuais são realizados mensalmente, via canal do Youtube da Associação.

Serviço: 6º ABPIP Inova – Programa de Formação de Recursos Humanos para o Setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

Data: 16 de dezembro de 2021 (quinta-feira)
Hora: Das 16h às 17h30
Acesso gratuito pelo link: https://forms.gle/3mQKKegzhX7KRgvY8