SBM Offshore anuncia empréstimo de US$ 620 milhões para FPSO

A SBM Offshore garantiu um empréstimo de US$ 620 milhões para a construção da quarta embarcação Flutuante, Produção, Armazenamento e Descarregamento (FPSO), que será implantada no campo Mero operado pela Petrobras.

A SBM Offshore revelou que garantiu um empréstimo-ponte de US$ 620 milhões para o financiamento da construção do FPSO Alexandre de Gusmão, que será o quarto sistema definitivo a ser instalado no campo de Mero, localizado na Bacia de Santos, a aproximadamente 160 quilômetros de Arraial do Cabo, estado do Rio de Janeiro.

A empresa confirmou que é a única proprietária da sociedade de propósito específico que garantiu a instalação de carga e que será proprietária deste FPSO. A SBM Offshore também acrescentou que as discussões sobre o desinvestimento de 45 por cento da participação acionária para os parceiros continuam a progredir.

De acordo com a empresa, a linha será totalmente sacada nos próximos dias para financiar as obras em andamento do FPSO Alexandre de Gusmão. Com base na declaração da operadora do FPSO, o prazo do empréstimo-ponte é de doze meses, com opção de prorrogação por mais seis meses, enquanto o reembolso deve ocorrer no fechamento e no primeiro saque do empréstimo do projeto.

Conforme relatado anteriormente, a empresa está progredindo com o projeto e construção usando seu Programa Fast4Ward e encomendou seu quarto e quinto cascos  sob este programa em dezembro de 2019 de Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding and Offshore (SWS) e China Merchants Industry Holdings (CMIH).

Após a assinatura da Carta de Intenções vinculativa  anunciada em 3 de agosto de 2021 quando foi tomada a Decisão Final de Investimento para o projeto, a SBM Offshore assinou contratos com a Petrobras no final do mês passado para o arrendamento e operação de 22,5 anos do FPSO Alexandre de Gusmão.

Mero é um projeto de responsabilidade do Consórcio Libra, do qual a Petrobras é a operadora com 40% de participação. Seus sócios são Shell Brasil e TotalEnergies com 20 por cento cada, CNODC e CNOOC Limited com 10 por cento cada, juntamente com a Pré-sal Petróleo SA (PPSA) como administradora deste contrato.

Vale lembrar que o início da produção do primeiro sistema definitivo Mero (FPSO Guanabara) está previsto para 2022, seguido do Mero 2 (FPSO Sepetiba), em 2023, Mero 3 (FPSO Marechal Duque de Caxias), em 2024 e Mero 4 (FPSO Alexandre de Gusmão), em 2025.

Petrobras estende afretamento de Siem Helix 2 com taxa reduzida

A Helix Energy Solutions garantiu uma extensão do seu afretamento de intervenção em poços e contratos de serviços para o Siem Helix 2 com a Petrobras a uma taxa reduzida.

O contrato inicial de quatro anos para o Siem Helix 2 foi prorrogado por um ano a uma taxa reduzida que reflete o mercado atual, disse Helix.

A embarcação deve permanecer sob contrato com a Petrobras até meados de dezembro de 2022, realizando atividades de intervenção em poços com base em risers.

“Com base em nosso recente contrato de acomodação e suporte para o navio irmão Siem Helix 1 em Gana para outro cliente, estamos felizes em finalizar este processo e esperamos continuar um longo e produtivo relacionamento de trabalho com a Petrobras”, disse Scotty Sparks , Vice-presidente executivo e diretor de operações da Helix.

“O Siem Helix 2 tem fornecido consistentemente serviços líderes da indústria de intervenção em poços para a Petrobras. Esta extensão demonstra a capacidade da Helix de fornecer continuamente soluções inovadoras para atender às necessidades de nossos clientes, com base em nossa experiência e histórico comprovado. ”

De acordo com a Helix, a Siem Helix 2 é uma embarcação de intervenção avançada em poços construída para o propósito, capaz de realizar serviços submarinos, incluindo aumento de produção, descomissionamento de poços, trabalho de instalação submarina, guindaste offshore e operações de ROV, trabalho de construção offshore e recursos de resposta a emergências.

Em dezembro de 2020, Wärtsilä e Siem Offshore assinaram um acordo de cinco anos focado em garantir a manutenção ideal necessária para reduzir o consumo de combustível e as emissões de Siem Helix 2 e Siem Helix 1 usando tecnologia digital para fornecer monitoramento e suporte em tempo real.

O acordo também cobre os sistemas de redução catalítica seletiva (SCR) de redução de emissões instalados nos motores das embarcações.

Petrobras contrata US$ 5 bilhões de linha de crédito compromissada

A Petrobras informa que assinou, uma linha de crédito compromissada (Revolving Credit Facility – RCF) no valor de US$ 5 bilhões, com vencimento em dezembro de 2026, podendo ser prorrogada por até dois anos.

O contrato, assinado com 16 bancos, permite à companhia efetuar saques da linha até o mês anterior ao vencimento, e será utilizado para substituir a linha de crédito compromissada no valor de US$4,35 bilhões, contratada em 2018, que venceria em março de 2023 e foi cancelada na presente data.

A transação cria mais uma alternativa de disponibilização de recursos para a companhia utilizar conforme suas necessidades. Dessa forma, a Petrobras poderá usar o seu caixa com mais eficiência, mantendo acesso à liquidez sem incorrer em custos de carregamento.

Os bancos que participaram nesta operação foram:

– Bancos líderes (Joint Bookrunners): Bank of America, Bank of China, BNP Paribas, Citibank, Credit Agricole, JPMorgan Chase Bank, Mizuho, MUFG, Sumitomo Mitsui Banking Corporation e The Bank of Nova Scotia;
– Estruturadores líderes (Mandated Lead Arrangers): HSBC, Banco Santander
– Gerentes líderes (Lead Managers): Morgan Stanley
– Participantes (Participants): Deutsche Bank, ICBC, Bank of Baroda

A operação está em linha com a estratégia de gestão de passivos da companhia, visando à melhora do perfil de amortização da dívida e redução dos custos.

Projetos ampliam esforços voltados à conservação da biodiversidade marinha

Rede Biomar, que reúne cinco projetos patrocinados pela Petrobras, lança Planejamento Estratégico para os próximos dez anos

A Rede Biomar, que reúne cinco dos principais projetos voltados à preservação oceânica no Brasil, lançou seu planejamento estratégico para o período de 2021 a 2030 com o objetivo de gerar transformações socioambientais positivas, notáveis e mensuráveis para a conservação da biodiversidade marinha e a promoção de um oceano sustentável. A rede reúne os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, todos apoiados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e que são referências internacionais de conservação das espécies com as quais trabalham.

Com o planejamento para os próximos anos, a Rede, criada em 2007, pretende também associar a conservação marinha à transformação socioambiental das regiões de atuação dos projetos. Ele considera que será necessária uma série de transformações ecológicas, econômicas e culturais que levem a uma transição para a conservação da biodiversidade marinha e dos oceanos. Os projetos integrantes da Rede Biomar desenvolvem atividades diretas em 65 municípios do Brasil, além de Fernando de Noronha e do Atol das Rocas, abrangendo 12 estados e 34 unidades de conservação marinhas e costeiras.

O planejamento até 2030 focará suas ações em seis eixos estratégicos de atuação: a geração de conhecimento com aplicação direta na conservação marinha e foco na busca por soluções; a socioeconomia dos recursos marinhos, fomentando a transição para atividades mais sustentáveis; a conscientização com foco em mudanças de comportamento; a conservação direta da biodiversidade marinha com ações voltadas para espécies prioritárias; as políticas públicas, com contribuições para sua elaboração e acompanhamento; e a promoção de inclusão social, com impacto socioambiental positivo.

Em relação ao planejamento anterior, uma das principais novidades será o eixo da socioeconomia dos recursos marinhos. Os projetos buscarão incentivar práticas e modelos de negócios e empreendimentos que valorizem o ambiente marinho e sua biodiversidade, nos ramos do turismo, da pesca e em outras interações com o ambiente costeiro e marinho, como por exemplo a ocupação da orla, associando a geração de renda com atividades econômicas ligadas ao oceano. A avaliação da saúde do oceano é outra novidade deste planejamento. Cada projeto vai monitorar, em suas áreas de atuação, parâmetros como qualidade da água, capacidade do oceano de prover alimentos, armazenamento de carbono e diversidade de espécies, entre outros.

“A atuação em rede é um dos pilares do Programa Petrobras Socioambiental e amplia muito a ação dos projetos, fortalecendo a colaboração entre eles e otimizando esforços. Temos um investimento de longo prazo na Rede Biomar, que contribui e contribuirá de forma relevante para termos um oceano mais bem conhecido, mais saudável, rico em biodiversidade, resiliente e produtivo”, afirma a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso. Até 2024, a empresa prevê investir R$ 55 milhões nos projetos da rede.

O planejamento prevê ainda o reforço da mensuração dos resultados intermediários e finais por meio de indicadores, além de averiguar de maneira contínua o grau de contribuição da Rede às políticas públicas e avaliar o nível de implementação de práticas mais sustentáveis de uso dos recursos marinhos. O decênio deste planejamento coincide com a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), que foi um dos elementos inspiradores desse plano. Outros importantes norteadores são os Planos de Ação Nacionais para a Conservação da Biodiversidade (PANs/ICMBio), a Agenda 2030 (agenda de direitos humanos das Nações Unidas) e seus Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o próprio Programa Petrobras Socioambiental, alinhado à Política de Responsabilidade Social da empresa.

Resultados alcançados

Em 2021, as atividades desenvolvidas pelos projetos da Rede Biomar abrangeram 93 espécies em ações de proteção, monitoramento e identificação, além de cerca de 170 mil pessoas envolvidas em atividades de educação e formação. Nos anos anteriores, entre os principais resultados alcançados pelos projetos que integravam a Rede estão a contribuição para a recuperação da população de baleias jubarte; a saída da baleia jubarte e do albatroz-de-sobrancelha da lista nacional de espécies ameaçadas; mais de 40 milhões de filhotes de tartarugas protegidas e devolvidas ao mar; o desenvolvimento de pesquisas sobre os efeitos da mudança climática para tartarugas e organismos recifais; coordenação ou execução de ações de seis Planos de Ação Nacionais (ICMBio) para conservação de espécies; nove milhões de participantes em ações de sensibilização; mais de 170 mil beneficiados em ações de capacitação e geração de renda; e o apoio à criação e manutenção de mais de 20 áreas marinhas protegidas.

Equinor divulga startups e empresas selecionadas para piloto do programa Bridge

Companhia abrirá novos desafios no primeiro trimestre de 2022

Oito startups e empresas, entre pequenas e médias, foram selecionadas pela Equinor Brasil para desenvolverem projetos piloto para desafios operacionais apresentados pela companhia. Por meio do Bridge, primeira iniciativa de inovação aberta da empresa no país, profissionais das empresas Confirm8, PixForce, Vidya, LedCorp, NetLex, Immer Messen, Fiedler/Gestra e One Green aplicarão suas soluções em 2022 nos próprios ativos da Equinor. Após três meses de desenvolvimento, teste e avaliação, os selecionados poderão se transformar em fornecedores da companhia. No primeiro trimestre do próximo ano, a Equinor abrirá novos desafios para que startups e empresas possam inscrever suas soluções. O Bridge é uma parceria com a consultoria em inovação corporativa Innoscience.

As startups e empresas selecionadas representam cinco estados do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. No total, a empresa recebeu 92 inscrições de 78 empresas e startups diferentes para o programa.

“Durante o processo de seleção do Bridge, tivemos a oportunidade de conhecer melhor o mercado de inovação do Brasil, o que nos deu a certeza de que estamos no caminho certo ao investir em inovação aberta. Em parceria com as empresas selecionadas, queremos desenvolver projetos e soluções que tornem o mercado brasileiro mais robusto na medida em que reforçam os atributos de solidez, digitalização, inovação e sustentabilidade de nossas operações, em linha com nossa estratégia de liderança na transição energética”, afirma Rafael Tristão, Diretor de Contratações e Suprimentos da Equinor Brasil.

Além de testar soluções que possam ser implementadas em um curto espaço de tempo, gerando resultados rápidos e agregando valor às operações da Equinor no Brasil, o objetivo do Bridge é alavancar a cultura de inovação da empresa em conjunto com o mercado fornecedor local. Os desafios propostos foram desde a gestão de estoque e materiais à inspeção de equipamentos e drones.

Como foi o processo

Após as inscrições, a Equinor selecionou algumas empresas que apresentaram soluções em linha com os desafios apresentados e os objetivos da companhia. Em uma segunda etapa, as selecionadas apresentaram suas soluções para as áreas de negócios da Equinor e tiveram um período de imersão em cada um dos desafios junto à área responsável.

“Durante a imersão ficou evidente o benefício mútuo da inovação aberta. De um lado tínhamos um time de alto desempenho, sempre comprometido com o desenvolvimento de tecnologias de ponta para sua indústria, do outro, empresas com soluções inovadoras que até então nunca tinham tido a oportunidade de trabalhar com a  Equinor. Colaboração de altíssimo nível para a co-criação de projetos que fortalecem todo o ecossistema”, ressalta Marco Perocco, sócio da consultoria Innoscience.

No próximo ano, após o período de desenvolvimento do projeto piloto, caso a avaliação dos resultados seja positiva, as empresas poderão ser contratadas como fornecedoras da Equinor. As selecionadas terão a oportunidade de realizar os testes das soluções no campo de Peregrino, na base de apoio, localizada no Porto do Açu, e também no escritório da Equinor.

Um dos diferenciais do Bridge é a simplificação do processo de contratação. Etapas processuais internas foram simplificadas, tornando os trâmites de contratação mais ágeis e eficientes e reduzindo ainda mais essa barreira no relacionamento entre as startups e grandes empresas.

Conheça as empresas vencedoras de cada um dos desafios:

– Inspeção de equipamentos EX – Confirm8

– Inspeção por drones em áreas abertas – PixForce e Vidya

– Gestão automatizada do estoque de materiais – LedCorp

– Hub para gerenciamento de contratos padronizado – NetLex

– Detector e medidor portátil de vazamento de vapor – Immer Messen e Fiedler/Gestra

– Sistema para gestão de licenciamentos ambientais – One Green

ANP abre o 3º Ciclo da Oferta Permanente com áreas sob o regime de concessão

A Comissão Especial de Licitações (CEL), em reunião realizada por videoconferência, analisou declaração de interesse apresentada por empresa já inscrita na Oferta Permanente e decidiu pela abertura de um novo ciclo. Trata-se do 3º Ciclo da Oferta Permanente, que será realizado com áreas sob o regime de concessão, previstas na versão atual do edital da Oferta Permanente.

Os setores oferecidos neste terceiro ciclo serão divulgados até o dia 16/02/2022. O cronograma está disponível no comunicado da CEL publicado hoje (16/12) no Diário Oficial da União.

As demais empresas inscritas que tenham interesse em participar do 3º Ciclo terão até o dia 03/02/2022 para apresentar declaração de setores de interesse, acompanhada das garantias de oferta. As que ainda não estão inscritas e que tenham interesse em participar do terceiro ciclo, poderão se inscrever até 27/12/2021.

A sessão pública de apresentação de ofertas do 3º Ciclo da Oferta Permanente está prevista para 13 de abril de 2022. 

RenovaBio: ANP aprova revisão de regras sobre emissão de CBIOs nas vendas de etanol hidratado

A Diretoria da ANP aprovou resolução que revisa os procedimentos para geração de lastro necessário para emissão primária de Créditos de Descarbonização (CBIOs), no âmbito do RenovaBio.

A revisão foi necessária devido à autorização de comercialização (venda direta) por produtor, importador, cooperativa e empresa comercializadora de etanol hidratado para revendedor varejista de combustíveis e transportador-revendedor-retalhista (TRR), estabelecida pelas Medidas Provisórias nº 1.063/2021 e nº 1.069/2021 e, posteriormente, pela Resolução ANP nº 855/2021.

A nova norma modifica a Resolução ANP nº 802/2019 visando a incluir as operações de comercialização de etanol hidratado com revendedor varejista de combustíveis e TRR no rol de operações geradoras de lastro para emissão de CBIO.

No RenovaBio, os CBIOs são gerados pelos produtores e importadores de biocombustíveis e comercializados em Bolsa, onde podem ser adquiridos pelas distribuidoras de combustíveis (partes obrigadas) ou por quaisquer pessoas físicas ou jurídicas (partes não obrigadas). As distribuidoras são chamadas de partes obrigadas porque possuem metas anuais individuais de descarbonização, que são cumpridas pela aquisição e aposentadoria (retirada de circulação) de CBIOs em número correspondente às suas respectivas metas.

A Resolução ANP nº 802/2019 estabelece as operações de comercialização de biocombustíveis geradoras de lastro para emissão de CBIOs. Como as Medidas Provisórias nº 1.063/2021 e 1069/2021 e, posteriormente, a Resolução ANP nº 855/2021 autorizaram que produtores, importadores, cooperativas e empresas comercializadoras vendam etanol hidratado diretamente para postos e TRRs, tornou-se necessário alterar a norma para que essas operações também passem a gerar lastro para emissão de CBIOs.