Skip to content

Dia: 27 de janeiro de 2022

Agência Marítima da Wilson Sons atende 70% do mercado de FPSOs afretados no Brasil

Estimativas do setor de óleo e gás indicam crescimento, com novas unidades em operação nos próximos cinco anos

Com 70% do mercado nacional, a Wilson Sons lidera hoje o setor de agenciamento marítimo de FPSOs (sigla em inglês para Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência) afretados em águas brasileiras. Das 26 plataformas em operação no Brasil, 19 são atendidas pela empresa.

“O mercado de FPSO tem grande perspectiva de crescimento no país. Estimativas do setor mostram que até 26 unidades devem entrar em operação nos próximos cinco anos. Isso sem considerar as áreas de exploração de petróleo arrematadas nas rodadas de 2017 a 2019. A Wilson Sons tem forte atuação nesse mercado e estamos nos preparando para o aumento da demanda”, ressalta Marcio Panisset, gerente regional de Operações de Agenciamento.

Atualmente, a Wilson Sons atende unidades de produção nas bacias de Campos, de Santos e do Espírito Santo. Neste ano, além dos contratos para atendimento contínuo, a empresa participou da mobilização (chegada) e desmobilização (saída) de FPSOs no pré-sal brasileiro. “São operações complexas e bem desafiadoras, principalmente, com as diversas restrições impostas pela pandemia”, explica Marcio Bragança, supervisor de Operações no Rio de Janeiro.

Entre os clientes da Wilson Sons no segmento está a BW Offshore, companhia de origem norueguesa com uma das maiores frotas de FPSOs da indústria global. No Brasil, a empresa opera uma unidade de produção. “A experiência e a robustez da Wilson Sons no mercado portuário e marítimo nos dá a segurança necessária para o porte de nossas operações”, destaca Leonardo Tannure, gerente de Suprimentos da empresa.

A Agência Marítima atuou no gerenciamento e coordenação de todos os trâmites necessários para autorização das autoridades portuárias nas operações pretendidas, bem como no controle de certificados e inspeções da plataforma da BW e no suporte em compras de materiais e equipamentos em geral. Cliente da Wilson Sons há aproximadamente 10 anos, a BW Offshore também utiliza os serviços de apoio marítimo dos rebocadores da Companhia. “Além da confiança na qualidade, a sinergia entre serviços agiliza a comunicação, facilita a tomada de decisão e traz benefícios comerciais”, conta Tannure.

O agenciamento marítimo foi o primeiro negócio da Wilson Sons, há mais de 180 anos. Hoje a empresa é a maior e mais experiente agência de navegação do país, presente nos principais portos brasileiros, com 18 filiais próprias. Em 2020, atendeu a mais de 4.000 escalas em diversos segmentos como minério, carvão, aço, açúcar, grãos, fertilizantes, químicos, líquidos e o segmento offshore.

Sobre a Wilson Sons

A Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, com mais de 180 anos de experiência. A Companhia tem abrangência nacional e oferece soluções completas para mais de 2 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de óleo e gás, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de outros participantes em diversos segmentos da economia.

Presidente da Petrobras se reúne com governador do Mato Grosso do Sul

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, se reuniu, nesta quarta-feira (26/1), com o governador do Mato Grosso do Sul (MS), Reinaldo Azambuja. Eles conversaram sobre o futuro da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), localizada em Três Lagoas, no estado de MS.

A construção da UFN-III teve início em setembro de 2011, mas foi interrompida em dezembro de 2014. A unidade encontra-se no processo de desinvestimento da Petrobras.

Petrobras elege novo conselho de administração em 13 de abril

Os acionistas da Petrobras vão eleger um novo conselho de administração no dia 13 de abril, na Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 2022, quando vencem os mandatos de três conselheiros, após dois anos de suas eleições. Como o estatuto social da empresa e a Lei das Estatais preveem gestão unificada dos membros do colegiado, quando cai um deles, caem todos e um novo conselho tem que ser referendado pelos acionistas em assembleia.

Neste ano, o esperado é que os minoritários repitam a estratégia adotada na última eleição, em 2021, de tentar ampliar o número de representantes no conselho, segundo fontes que acompanham de perto o processo. O conselho de administração da Petrobras é composto por 11 membros, atualmente. Esse é o limite de vagas previsto no estatuto social, mas, em 2021, os minoritários se valeram de uma brecha legal para tentar elevar o número de assentos para 13. O mesmo está sendo planejado para abril.

Um dos candidatos mais prováveis é o banqueiro José João Abdalla Filho, conhecido como Juca Abdalla. Ele é presidente e controlador do Banco Clássico e o maior acionista privado da Petrobras. As articulações entre os pequenos investidores só devem ganhar força no mês que vem.A brecha do estatuto da Petrobras que possibilita a ampliação do número de assentos é a que determina que os indicados pela União devem ser maioria no conselho. Isso significa que o governo tem que emplacar um nome a mais que o somatório dos números de representantes dos acionistas minoritários (dois – um preferencialista e um ordinarista), do representante dos empregados, mais quantos os minoritários conseguirem eleger na assembleia.

No ano passado, os pequenos acionistas tentaram emplacar três cadeiras, o que elevaria o total de membros do colegiado a 13 (5 dos minoritários, um dos empregados e sete da União). O mesmo deve ocorrer neste ano, segundo fontes.

Fim de mandato

Em abril, será encerrado o mandato da representante dos empregados, Rosangela Buzanelli, e dos dois representantes independentes dos minoritários – Marcelo Mesquita e Rodrigo Pereira. A única que já se candidatou à reeleição foi Buzanelli. Os funcionários têm até o dia 30 para definir a vaga. Ela concorre com outros 11 candidatos. Os nomes só serão conhecidos um mês antes da assembleia, em março, quando será divulgado o manual da assembleia.

A expectativa é de que Buzanelli ganhe, porque ela está sendo apoiada por todas as entidades sindicais. Indicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em 2020 e neste ano, ela agora tem o apoio também da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) e da Associação dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro).

A FUP, a FNP e a Aepet costumam apresentar candidatos próprios. Mas, dessa vez, se unirão para eleger um nome que se posicione contra a venda de ativos isolados e a privatização de toda estatal.

O movimento é contrário ao dos minoritários. Essa tentativa de conquistar voz no conselho ganhou relevância após os ataques do presidente da República, Jair Bolsonaro, à gestão da empresa. Bolsonaro critica a política de reajuste dos preços dos combustíveis adotada desde 2016, que atrela os preços internos de refinaria ao dólar e à cotação do petróleo no mercado internacional. Essa política tem contribuído para encarecer a gasolina e o óleo diesel e, com isso, contrariar a base eleitoral de Bolsonaro, principalmente os caminhoneiros.Além de Buzanelli, todo atual conselho é candidato à reeleição, já que o estatuto da empresa prevê a ampliação dos mandatos por até três vezes. No ano passado foram eleitos oito membros – o presidente da companhia, Joaquim Silva e Luna; o presidente do conselho, Eduardo Bacellar; Cynthia Silveira; Márcio Weber; Murilo Marroquim; Ruy Schneider; Sonia Villalobos; e Marcelo Gasparino.