Petrobras e Yinson firmam acordo de FPSO no valor de mais de US$ 5 bilhões

Após uma carta de intenções em novembro passado, a Petrobras e a Yinson assinaram os contratos para o afretamento e prestação de serviços de FPSO para o Projeto Integrado Parque das Baleias, a ser instalado no campo de Jubarte offshore no Brasil.

O campo de Jubarte está localizado na parte norte da Bacia de Campos. Vale lembrar que a Petrobras em outubro de 2020 atrasou o projeto Parque das Baleias em cerca de um ano devido à pandemia de Covid-19.

As duas empresas informaram nesta terça-feira que foram assinados os contratos de afretamento e prestação de serviços do FPSO Maria Quitéria para o Projeto Integrado Parque das Baleias a ser instalado no campo de Jubarte.

Conforme relatado anteriormente, o valor agregado estimado dos contratos é de US$ 5,2 bilhões e o FPSO deve entrar em operação até o quarto trimestre de 2024.

Os contratos seguem os mesmos parâmetros das cartas de intenção assinadas em novembro de 2021.

Segundo a Petrobras, a embarcação terá capacidade para processar 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de m3 de gás por dia. Os contratos de afretamento e serviços terão duração de 22 anos e 6 meses a partir da aceitação final da unidade. Não há opção de prorrogar o prazo da carta posteriormente.

Yinson informou que a aceitação final dos contratos está prevista para ocorrer no quarto trimestre de 2024 e que o FPSO IPB deverá entrar em operação após a aceitação final dos contratos.

O FPSO Maria Quitéria é o segundo prêmio de projeto de Yinson com a Petrobras e o terceiro prêmio de projeto no Brasil.

O CEO da Yinson Offshore Production, Flemming Grønnegaard , comentou: “A experiência que Yinson ganhou até agora com o projeto FPSO Anna Nery , que foi premiado pela Petrobras em 2019, provou ser inestimável e estamos confiantes de que isso servirá como espinha dorsal pela entrega bem sucedida do FPSO Maria Quitéria.”

A área do Parque das Baleias é formada pelos campos Jabarte , Baleia Anã, Cachalote, Caxaréu, Pirambú e Mangangá. Mangangá. O primeiro campo, Jubarte, foi descoberto em 2001.

Em 2019, a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) firmaram acordo para prorrogar o prazo de concessão até 2056 do novo campo unificado de Jubarte, o que possibilita a implantação do novo sistema de produção do Parque das Projeto Integrado Baleias, além de projetos complementares na área.

Atualmente, quatro plataformas estão em operação: P-57 , P-58 , FPSO Cidade de Anchieta e FPSO Capixaba , este último operando apenas até 2022.

No início deste mês, a Petrobras informou que o FPSO Guanabara havia chegado ao campo de Mero , localizado no Bloco Libra ao largo do Brasil. A embarcação será o primeiro sistema definitivo a operar em Mero, que é o terceiro maior campo do pré-sal atrás de Búzios e Tupi.

Petrobras encerra 2021 com 88% de uso de capacidade de refinarias

Índice chegou próximo a 90% no início de fevereiro

A Petrobras alcançou a média de 88% de fator de utilização total (FUT) de suas refinarias nos últimos três meses de 2021. Neste início de fevereiro, chegou próximo a 90%. As decisões operacionais no refino levam em conta que, para cada barril de petróleo processado na refinaria, necessariamente, diversos produtos são gerados e posteriormente distribuídos. Por exemplo, ao produzir diesel, é também produzido, necessariamente, óleo combustível, que precisa ser escoado e distribuído para clientes finais. Por isso, o cálculo do melhor nível de processamento sempre respeita, além dos critérios econômicos e de segurança, as limitações técnicas de capacidade de distribuição dos produtos, volumes possíveis de serem estocados, comportamento da demanda, custos e preços. Eventual aumento de carga da refinaria, portanto, teria como consequência a produção de outros derivados de menor valor.

“A definição do nível de utilização das refinarias é complexa porque envolve diferentes produtos e deve ser tomada com base em critérios técnicos-econômicos. A Petrobras está investindo nas suas refinarias e o mercado tem crescido e demandado por mais combustíveis da companhia, o que resulta em uma utilização acima da média histórica”, explica Rodrigo Costa, diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras.

A presença de novos investidores, como o Mubadala Capital, que adquiriu a Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, reforça a capacidade de investimento e o atendimento de um mercado crescente e cada vez mais dinâmico, no qual a Petrobras é um dos atores, participando em conjunto com diversos outros, sendo a prática de preços alinhados aos mercados globais fundamental para o adequado funcionamento do mercado de combustíveis no Brasil.

Ocyan começa a utilizar impressão em 3D para atender projetos

Iniciativa teve início no final do ano passado e produz resultados

A Ocyan deu início à impressão de peças em 3D para atender sua cadeia de suprimentos. A primeira experiência foi a criação de um filtro utilizado no sistema de água potável das sondas da companhia. A confecção dessas peças por meio dessa tecnologia poderá diminuir gastos com logística, que incluiu o abastecimento das sondas que operam a dezenas de quilômetros da costa brasileira. A produção do filtro gerou uma integração ainda maior de expertises da empresa incluindo os setores de suprimentos, inovação e engenharia. O 3D é amplamente utilizado nas indústrias automobilísticas, aeroespaciais e de medicina, mas ainda não é comum no mercado de óleo e gás. Umas das vantagens da tecnologia é buscar materiais mais leves e resistentes.

“O mercado de óleo e gás apresenta muitas oportunidades e esse é mais um importante passo que nos abrirá um leque de opções na área tecnológica. Nos últimos anos, a impressão 3D vem revolucionando os métodos tradicionais de manufatura, trazendo uma maior liberdade de design, possibilidade de digitalização do estoque, assim como redução de custos. São esses ganhos que queremos alcançar”, explica Lineu Aguiar, analista de Suprimentos da Ocyan. A impressão de peças no local contribuirá ainda para reduzir gastos e racionalizar a cadeia de suprimentos, o que ajuda no cumprimento de metas de ESG.

Após essa experiência, considerada exitosa pelas áreas técnicas, a Ocyan já iniciou o trabalho para a impressão de outras peças. O projeto foi possível depois de uma busca por parceiros no Brasil capazes de prestar este serviço.

Para a produção da primeira peça, a equipe de Manutenção e Serviços offshore realizou a elaboração de um desenho técnico, a partir da utilização de técnicas de engenharia, com o objetivo de tornar a peça parte do acervo digital da Ocyan. “O desenho elaborado por nós foi enviado para nossa consultoria e eles fizeram um modelo 3D para a impressão. O material que utilizamos para manufatura não é exatamente o mesmo da peça anteriormente utilizada. Nossa opção foi fazer uma adaptação que atende a todas as especificações e traz uma redução de custos”, complementa Lineu Aguiar.

O custo final da peça foi 33% inferior àquele pago à fornecedora tradicional, localizada em Singapura. Além desse ganho, os custos logísticos também foram reduzidos. A viabilidade da produção com tecnologia 3D de outras peças será analisada caso a caso, uma vez que nem sempre o custo da impressão será inferior ao daquela adquirida no mercado.

O projeto de manufatura aditiva está sendo liderado por uma equipe multidisciplinar de suprimentos com grande apoio das áreas de inovação, engenharia e Manutenção e Serviços Offshore.

O projeto de manufatura aditiva

A área de suprimentos da Ocyan, em conjunto com uma consultoria francesa, realizou uma análise da eficiência da impressão dos materiais que são mais consumidos por todas os setores da empresa e listou os materiais que poderão ser confeccionados por meio de impressão. A produção dessas peças possibilitará a digitalização do estoque, reduzindo o tempo de entrega e menores custos. A longo prazo, será possível a aquisição de impressoras para que a Ocyan tenha mais autonomia no processo. “Hoje, o mercado brasileiro ainda é embrionário, mas estamos em conversas com players do mercado nacional, que tem potencial de prestar o serviço de impressão 3D”, finaliza.

 

Petrobras conclui venda de ativos de E&P em Alagoas

A Petrobras, em continuidade aos comunicados divulgados em 30/06/2021 e 05/07/2021, informa que finalizou hoje a venda da totalidade de sua participação em sete concessões denominadas Polo Alagoas, localizadas no estado de Alagoas, para a empresa Origem Energia S.A (antiga Petro+).

A operação foi concluída com o pagamento de US$ 240 milhões para a Petrobras. O valor recebido no fechamento se soma ao montante de US$ 60 milhões pagos à Petrobras na assinatura do contrato de venda, totalizando US$ 300 milhões.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade. A Petrobras segue concentrando cada vez mais os seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos, produzindo óleo de melhor qualidade e com menores emissões de gases de efeito estufa.

Sobre o Polo Alagoas

O Polo Alagoas compreende sete concessões de produção, seis terrestres (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Pilar e São Miguel dos Campos) e a concessão do campo de Paru localizada em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros.

A produção média do polo em 2021 foi de 1,62 mil bpd de óleo e condensado e de 550 mil m³/d de gás gerando 0,81 mil bpd de LGN (líquidos de gás natural).

Além dos campos e suas instalações de produção, está incluída na transação a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de m³/dia, sendo responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de LGN.

Sobre a Origem Energia (antiga Petro+)

A Origem é uma empresa brasileira de integração energética presente em atividades de exploração, produção e comercialização de petróleo e gás natural a partir de campos terrestres e em projetos de geração de energia termoelétrica. Atualmente, a Origem opera nove concessões nas Bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo e Tucano Sul. O fundo de investimento PSS Energy Fund, gerido pela Prisma Capital Ltda., é acionista controlador da Origem.

Estatal informa sobre processo de venda da UFN III

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 21/02/2020, informa que chegou a um acordo para as minutas contratuais para a venda de 100% de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), no município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com o grupo russo Acron.

A Petrobras esclarece que a assinatura do contrato de venda depende ainda de tramitação na governança da Petrobras, após as devidas aprovações governamentais.

A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes do projeto serão divulgadas de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia.

Programa de empreendedorismo Shell iniciativa jovem está com inscrições abertas

Moradores do RJ e ES e podem se candidatar até 23 de fevereiro.

O programa de empreendedorismo Shell Iniciativa Jovem está em busca de pessoas entre 20 e 34 anos que já empreendem ou têm ideias de negócios que promovam mudanças significativas na sociedade. Os interessados devem ter ensino médio completo e residência fixa nos estados do Rio de Janeiro ou do Espírito Santo. As inscrições podem ser feitas no site até o dia 23 de fevereiro.

O Shell Iniciativa Jovem, executado anualmente pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), busca engajar os empreendedores em atividades como palestras e workshops que visam aproximá-los e propiciar o trabalho em rede. A edição de 2022 vai dividir os participantes em dois grupos: serão 120 selecionados para a “Ideação”, focada nos projetos que estão em fase inicial; e 80 escolhidos para a “Operação”, que tem como objetivo acelerar negócios que já estejam em uma etapa mais avançada, de comercialização.

Desde o ano 2000, o Shell Iniciativa Jovem estimula e capacita empreendedores para o desenvolvimento de negócios sustentáveis e de impacto social, além de ser responsável pela criação da Rede de Empreendimentos Sustentáveis. Hoje, mais de 450 empresas integram o grupo, formado por participantes que se destacam e recebem o Selo de Empreendimento Sustentável. Neste ano, a meta é reconhecer mais 50 empreendimentos que passarem pelo programa.